Tag: mundo virtual

Minha experiência sem internet. Parte 2: O vício da internet

O mundo virtual se inscreve no corpo, e muitas vezes o anula, o reverte em códigos binários e em informações lógicas vazias...

A internet, desde seu início, criou muitos adeptos, ou melhor adictos (viciados…). Bom Muitas pessoas passaram a viver uma segunda vida, que muitas vezes chegou a dominar a primeira, e a pessoa virtual passou a viver mais que a pessoa real. Com o surgimento das redes sociais, o contato com os outros deixou de ser principalmente corpo-a-corpo, mas passou a ser por meio de mensagens, comentários, “scraps”, etc. Falamos mais por MSN do que ao vivo. Nos vemos por fotos, mas não nos tocamos. Porque isso é melhor, e muitas vezes mais atrativo.

Talvez a facilidade do encontro, a diminuição da vergonha, a rapidez e o fato de que não se precisa mais ir falar com a pessoa, é somente mandar um recado via e-mail. bom, o fato é que muitas pessoas se tornaram viciadas na net, e acabam prejudicando seu trabalho e relacionamento por causa disso. Entretanto, o computador antes ficava só em casa, ou era transportada por laptops, mas que precisavam de uma linha telefônica para se conectar… Atualmente, estamos na era dos smartphones (telefones celulares com funções do computador) e tablets (como o Ipad). A internet é 3G, e pode ser levada a qualquer lugar, sem fios…

Continue reading

Minha experiência sem internet. Parte 1: A ideia de impulso e as compulsões

Oi, resolvi hoje publicar um relato de experiência, partindo do fato de que estou sem internet no meu smartphone. Antes, quero falar um pouco sobre compulsão.

Nos dias atuais estamos passando por uma grande mudança nas formas como as pessoas são afetadas psiquicamente pela modernidade. No século XIX e início do século XX, por exemplo, na sociedade de Viena, Áustria, Freud tratou de vários casos de neuróticos, principalmente histéricas. A histeria era tratada e pesquisada amplamente na Europa, e consistia de diversos sintomas nos quais, principalmente mulheres, sofriam repentinas mudanças comportamentais, como paralisias, afonias (perda da fala), cegueiras psíquicas, convulsões, etc. De acordo com Freud, tais sintomas referiam-se a uma forma do mecanismo psíquico dar conta de “instintos” sexuais reprimidos, e que buscavam sua expressão, mas eram desviados de seu objetivo sexual primeiro, e direcionados a um sintoma patológico. Por exemplo, ele relata o caso de uma mulher que, no decurso de sua doença, não conseguia mais beber água nem nenhum outro líquido, e passou muito tempo se hidratando somente com frutas. Através da hipnose, descobriu-se que a paciente havia tornado inconsciente uma lembrança, quando viu uma empregada dar de beber a um cachorro água, e acho que ela usou uma caneca que seu pai utilizava. A paciente tinha uma forte tensão sexual com o pai (Complexo de Édipo – Todo indivíduo, quando bebê, desenvolve uma afeição muito grande, que se liga às energias sexuais, com um dos pais, e sente o outro como rival desse amor). quando ele a faz relembrar essa cena, ela perde esse sintoma imediatamente.

Devemos ponderar que, mesmo que a mente funcione de forma mais ou menos parecida para “todos”, a época em que vivemos modifica a forma como nos consideramos saudáveis ou como ficamos doentes. Hoje em dia não se vê tão facilmente esse tipo de sintoma histérico. Entretanto, outros sintomas apareceram e se tornaram questões de saúde. Podemos falar aqui por exemplo dos transtornos de alteração do comportamento voluntário, ou de controle dos impulsos.

Continue reading

Facebook