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Atalho Social, Um Desvio da Sinceridade

O ser humano atual tem o costume de pegar o caminho menos doloroso, o menos trabalhoso, mesmo que isso signifique um menor resultado no final. E isso também pode ser aplicado nas amizades, amigos muito complicados geralmente são deixados de lado em vez de serem ajudados, mas isso não chega a ser uma decisão tomada e sim acaba sendo uma construção para o abandono do velho amigo.

Quando tocamos algum instrumento sempre nos é apresentado uma forma de tocar mais fácil e outra mais difícil, e claro que a mais difícil é muito mais bonita, na maioria dos casos pelo menos, mas a satisfação e o comodismo nos impedem de ir pelo modo mais árduo, o que em alguma situações é bem cabível, como no caso da música, algumas pessoas só querem tocar algum instrumento por diversão, não querem se dedicar realmente a ele, tudo depende de como encaramos aquilo que estamos fazendo.

Mas é possível ver esse tipo de atitude nas amizades mais estreitas. inFelizmente não vivemos num mundo onde tudo dá certo e acaba bem, temos muitos problemas a enfrentar e alguns infelizmente não sabemos lidar e temos que aprender, o que pode demorar certo tempo, e nos abalar. Podemos ver isto também quando estamos fazendo algo que não está certo, ou que a(s) pessoa(s) não estão gostando, e isso acontece bastante no nosso dia-a-dia. Mas existem poucas pessoas no mundo que tem a capacidade de ser sincero, claro, exige um pouco de iniciativa, e muitas vezes nem precisa de uma bagagem de experiências grande, pois o que realmente conta nessa situação é você saber que sua atitude que por mais que pareça um “tapa na cara” ela apenas irá fazer bem.

Os mais sensíveis podem condená-lo por ter tocado num assunto sensível à pessoa, como por exemplo: um amigo seu só fala de sua ex-namorada ou então está falando sobre como ele não consegue fazer as escolhas da sua vida, que se sente muito perdido e começa a se lamentar sobre isso e acabando muitas vezes se matirizando com o sofrimento algumas vezes sensacionalista dele. Essa palavra carregada de sinceradade tem que ser jogada na cara da pessoa, pois a ilusão de premeditar o bem estar alheio não tem nenhuma efetividade, palavras otimistas não resolvem, apenas anestesiam.

Quando o ciclo de “deixa acontecer” acabar talvez poderiamos finalmente perder a síndrome de culpa, comodismo niilismo que atingi grande parte da humanidade. Além do mais quando se sai de cima do muro para dar esse “salto quântico” (termo tirado do salto que o eletron dá quando troca de camada) de sinceridade a relação sua com a pessoa fica mais estreita, algumas vezes isso pode ser não tão bem recebi a primeira instância, mas poderá ser ajustado alguns momentos depois, pois não há razão para ficar nervoso com quem está lhe querendo bem, e a maioria das pessoas consegue ver isso quando formos conversar com elas de canto.

Como muitos atalhos o que você pode tomar pode ser o mais rápido e menos cansativo, porém não o mais bonito e agradável.

Assim funciona nossos relacionamentos também.

A Segunda Vinda, e a Função do Sonho de Que tudo vai Melhorar

Cristo um ser iluminado que por ser o professor da vida naquela época para seu povo era mal visto pelos poderosos, pois ele simboliza algo muito maior do que ele próprio, sendo ele ou não filho de Deus (no sentido Deus com personalidade como temos no cristianismo), seus seguidores abusaram ao pedir provas de sua divindidade e Jesus raramente se negava a demonstrar sabedoria ou a curar as pessoas, aliás, ele estava alí para “salvar” o povo, sendo da escuridão da ignorância ou de alguma forma de perdição que poderíamos enfrentar sem seus ensinamento que seguem a linha budista em muitos pontos, não preciso nem citar o diabo eu acho.

A sua segunda vinda foi profetizada nos ultimos anos de sua vida, fazendo assim a idéia que seus seguidores tinham dele ainda maior, um ser divino, um deus na terra, e me atrevo a citar algumas palavras de Wilhelm Reich, “ele gostava das pessoas ao seu redor, gostava das mulheres e dos homens que conheceu”, pois esse fato fez com que qualquer pessoa que quisesse seguisse seus passos e ouvisse seus ensinamentos, mas infelizmente esse foi um dos seus erros, se tomarmos a história da bíblia como um livro de história.

E é aqui que cruzamos as frases do título do post. Na nossa sociedade temos a idéia silenciosa de que as coisas tendem a melhorar e que no final se seguirmos nossas vidas honestamente tudo dará certo, o que infelizmente não é realidade, esse pensamento é implantado em nós por todos os lados, nas propagandas, nas novelas, nos filmes, nos livros, o que a maioria das pessoas esquecem de perceber é que o esforço e sacríficio é essencial na jornada para o objetivo de nossas vidas, sendo esse objetivo inteiramente mutável durante o percorrer do curso pó ao pó.

Os humanos hoje como são educados não conseguem aproveitar uma chance ao saber do resultado ou da probabilidade de tal, acabam tomando-se de emoções e ansiedade que apenas irão atrapalhar suas chances de concretizar o provável. Isso é muito bem demonstrado na trilogia da Fundação, um dos livros do grande Isaac Asimov (escritor de “Eu, robô”, “O Homem bicentenário”, e o romance sci-fi mais genial que li até o momento, “O Fim da Eternidade”), a história gira em torno de um psico-historiador, que inventou uma ciência baseada em probabilidades de como as massas de comportam, e ele acaba virando um profeta, chegando até a gravar mensagens em video dele mesmo para ajudar a nossa galáxia de ir para um lado ruim, ou ser dominada por ditadores.

Deixando a coincidência entre a ficção e realidade de lado, a moral é que as pessoas não sabem como agir, como reagir, mesmo em situações em que foram treinadas, a essência de seu ser é na maioria das vezes fraca e frágil, é como se a mente fosse uma fazenda, mas só se cuida da região que é perto da casa, a parte que é perto da floresta é deixada aos lobos.

Há urgência em um auto-didatismo para a vida,  procurar saber como, procurar saber onde, procurar experienciar situações, sejam elas no mundo real ou no mundo literário, a partir dessa projeção/vivência da vida é que iremos saber nos comportar diante da tal. Ser apenas alheio a ela se mostra hoje em dia um modo inefetivo de enfrentar acontecimentos inesperados. Quem não lê, ou procura formas de experiênciar outras coisas além de sua vida tem menor chance de aprender, ou de tirar algum proveito de algo.

Portanto, Experiencie independente da mídia.

Experiencie.

“Cooperativismo” Minimalista

A Crítica em si tem que ser construtiva, ela em sua essência não pode ser apenas um comentário ou uma acusação, tem que acrescentar algo ao receptor do comentário.

É por isso que vou falar do Cooperativismo Minimalista, esse termo que inventei para determinar certo tipo de atitude ou vício psicológico de muitas pessoas muitas vezes bem intencionadas, pessoas do bem, porém não tem uma vontade ou uma iniciativa de colocar pra fora sua vontade de mudança.

Você com certeza tem aquele amigo que não come em certos fast-food, que não bebe refrigerantes por motivos de saúde ou por motivos políticos, ou aquela pessoa que não come carne, mas come soja (e não sabe se sua soja é transgênica ou não), ou então mesmo aquela pessoa que simplesmente recicla lixo ou gosta de pegar lixo na rua e jogar em uma cesta de lixo mais próxima.

São vários os tipos de formas de cooperação minimalista, essas pessoas se satisfazem por fazerem o mínimo, por “fazerem sua parte”, acho ótimo isso, mas é no canto antecedido de vitória que nasce o comodismo, e dele surge a chance de derrota, o desleixo, a preguiça por saber que sua parte está garantida.

Infelizmente ou não, não vivemos em umas das animações da Disney que tudo acaba bem, as pessoas pensam que não pode fazer nada para mudar, apenas se defender do mundo, apenas regar as flores do seu jardim que está tudo bem, mas existe uma batalha invisível de informação acontecendo do lado de fora dos portões de sua casa, e com certeza todos podemos fazer nossas revoluções, nossas divulgações de pensamentos e reflexões, como diria Emma Goldman ” Se não posso dançar essa não é a minha revolução”, e falo que sim, você pode dançar assim como outras coisas, e essa mudança de atitude não deve ser algo chato e tedioso, tem que ser algo interessante e divertido, o conhecimento e a critividade são infinitos, com certeza existe uma dança ou uma música que você irá gostar, e assim como eu tenho esse blog, você pode ter uma banda, uma roda de amigos, estilo de arte-marcial, uma interação pela internet, ou simplesmete uma poesia.

A humanidade de acordo com os livros da escola nos dá 30 mil anos de idade, de acordo com os arqueólogos que foram excluídos por falarem a verdade de suas pesquisas nos dão até milhões de anos de idade.

Acho que já está mais no que na hora de sermos maduros e não sermos tão indefesos, o mundo é construido de atitudes, e está na hora de tomar a sua.

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