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Meses atrás, um vídeo viralizou ao redor do mundo. Uma mulher de barba soltava sua bela voz nos palcos do Eurovision – tradicional concurso europeu de música. Tratava-se da transgênero austríaca Conchita Wurst, de 25 anos, que, no último final de semana, se tornou a ganhadora do show.

Realmente a raça humana está descobrindo as suas bordas, estamos vendo quão variado e rico pode ser nossa espécie, apesar de muitos ainda buscarem o retrocesso, a evolução, seja ela social, sexual ou de consciência, irá acontecer pouco a pouco.

O terceiro gênero é um termo usado em muitos lugares já, e em alguns países até algo já legalizado, ou melhor dizendo, assumido pelo governo.

Ver o ser humano se descobrindo é se ilimitar, é se desprender das coleiras sociais e dos grilhões religiosos, pois muitos tem medo de expressar sua diferença, o que os fazem singulares, e saber o que/quem é e seguir nesse caminho, com certeza é uma das atitudes mais corajosas que o ser vivo pode tomar.

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O termo “terceiro gênero” tem sido usado de forma genérica, para representar “outros” gêneros, mas muitos antropólogos já categorizam muito mais gêneros, o termo tem sido utilizado para descrever Hijras da Índia e Paquistão, Fa’afafine da Polinésia, e virgens juramentadas dos Balcãs, entre outros, e também é usado por muitos desses grupos e indivíduos para descrever a si próprios. Pra quem pensa que isso é coisa nova está muito enganado.

Estamos começando uma nova era de descobertas do limite humano, da criatividade, e do conforto de ser você mesmo, ser livre para pensar e agir, que por mais que pensamos que somos, muito provavelmente ainda não chegamos lá, e o que diferencia pessoas como Conchita é que elas não pararam de acreditar e seguir o caminho que acham que é o certo.

O caminho em que ela própria se sinta a vontade de ser quem é.

A performance ganhadora da cantora, interpretando a canção “Rise like a Phoenix” realmente foi uma escolha ótima para mostrar que um novo dia já nasceu, e que o conceito antigo de homem está morrendo para trazer algo novo, mais variado, mas não menos normal.

E sim, harmonioso.

 

Aproveite e veja essas lindas fotos tiradas pelafotógrafa Lindsay Morris em um acampamento chamado You Are You, que tem como objetivo chamar crianças de 5 a 12 anos que questionam o seu gênero sexual .

 

“Estamos vivendo um momento histórico, onde temos um local onde pais trabalham juntos, aprendem juntos, a melhor maneira de lidar com seus filhos e celebrar sua individualidade”, disse Lindsay ao BuzzFedd.

Se já é difícil para adultos, imagine para essas crianças, com tantas dúvidas, e ainda por descobrir muita coisa.