Você está On ou Off?

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Realmente…

Esquecemos da vida, aliás, deixamos ela mais complexa ao adicionar elementos digitais e eletrônicos a ela, com o intuito de melhorar ela, mas será esse o caminho?

Eu e o Eduardo Marques fizemos um pequeno debate no facebook sobre isso.

Eduardo Marques: O vídeo te induz a escolher um lado. ON ou OFF. A mesma velha dualidade que conduz o mundo a séculos. Bom x mal, certo x errado, etc… Como se não houvesse caminho do meio. Qualquer extremo sempre será ruim. Temos hoje possibilidades infinitas proporcionadas pela democratização do conhecimento através da internet. Ser 100% off? Temos um mundo imenso para explorar – Sr 100% on? Enfim, esse é um período de transição de meios. Claro que haverá extremos acentuados, mas isso tenderá a a se diluir com a adaptação e equilibrio natural que ocorrerá com o tempo. O fato de não sermos mais 100% off não nos tornará 100% on.

Mako Abe: Concordo, mas o video foi feito com certeza por causa da maré dos 100%, e não é por existir simples dois extremos e sim pelo o que a realidade nos diz, das pessoas passarem sim MUITO tempo na internet ou no computador. Estamos passando por vários ‘BOOM’s” de várias tecnologias novas, e isso só vai aumentar a necessidade de sermos tecnologicos, a sociedade demandará isso. Mas acho muito bom parar e pensar se estamos compensando ou ganhando igualmente ao estar ON, sao mundos diferentes, não há como comparar em ganhos. Mas há de se saber que o mundo real é o mais importante, e o digital “por enquanto” não passa de ferramenta.

Até ela ser introduzida ao nosso corpo ainda somos humanos, e deveriamos viver como tal o maximo possivel, experienciando, nos conhecendo, aproveitando.

Afinal é melhor viver uma aventura do que ler sobre uma.

Eduardo Marques: Mas aí que está. O On já foi introduzido aos nossos corpos. Faz parte da nossa realidade. A internet expande a nossa limitada compreensão das coisas. Depois da invenção da Imprensa, a Internet é a maior revolução de todos os tempos. Claro que não dá pra viver 100% nela. Mas já não haverá mais espaço para viver 100% fora dela. o avanço tecnologico humano ajudará a desenvolver o nosso biologico aumentando nossas capacidades. As mudanças são drásticas. Um ser imerso na web não será obrigatoriamente menos social ou mal educado. Se a pouco tempo atrás as pessoas se escondiam atrás de nicknames e avatares, hj nos exibimos em publico e afirmamos nossas individualidades. A era da transparencia nos obrigará a nos comportar melhor. O On nos ajudará a criar melhores seres humanos de um ambiente ON/OFF e não nos obrigar a escolher lados.

Mako Abe: Escolher lados nunca foi uma boa maneira de educar, concordo que quanto mais coisas acrescentarmos as nossas vidas mais teremos que provar quem realmente somos.
Acho que realmente a tecnologia já faz parte da nossa vida, só não vivemos com ela. O google já está pesquisando como pesquisarmos usando apenas o pensamento, ou o cérebro, e só quando coisas assim chegarem eu acho que realmente iremos deixar de viver o boom da tecnologia e simplesmente viver com ela em conjunto, alcançando assim o o novo homem, o Homo Technologicus. (Veja o Documentário: O Homem 2.0)

Mas esse intervalo me preocupa, é nele que encontraremos quem reagirá bem ou mal com relação as novas mudanças e implementações. Mas ao mesmo tempo sou muito otimista pelas mudanças positivas que tudo isso está trazendo, na medicina, na educação, na socialização, realmente tem um lado muito bom em unir e conhecer.

O caminho do meio realmente é o ideal.

Eduardo Marques: Sabia que o Google consegue prever novas gripes mais rápidamente do que o Centro de Controle de doenças em Atlanta? Aos relacionar os dados de busca de pessoas por suas regioes no globo, o google desenha verdadeiros quadros da situação atual da humanidade. Quanto melhor os dados, mais acerto na tomada de decisões. Quanto mais acertada as decisões, menos tempo teremos para bater a cabeça e repetir os mesmos erros. Hoje com um celular ligado em rede 3g as pessoas possuem o conhecimento de toda uma humanidade em maos para sua tomada de decisões. Isso é sensacional. Isso não atua só no ambiente online, muito pelo contrário está totalmente integrado ao dito offline. A décadas atrás o desenvolvimento acontecia nos grandes polos urbanos. os interiores viviam do simpes por não ter acesso a informações. Olha o paradigma que se quebra agora… No interior da paraiba alguem consegue ter cesso a cosias que acontecem em outros cantos do planeta e desenvolver sua cidade e região sem ter que se deslocar para aprender. Os ganhos são enormes e afetam o nosso viver.

Criar um estigma de mal, ruim e de que isso “destrói” o humano é nos manter na rédea curta.

Mako Abe: Humano é apenas uma idéía, iremos nos adaptar e crescer com nossas próprias idéias. Mas uma coisa é certa, se muitas pessoas se identificam com esse video é porque realmente existe um sentimento escondido em nós que deseja que nossas vidas sejam menos tecnológica, ou pelo menos mais ativa na natureza e na realidade(mundo físico), com mais viagens e histórias para contar.

1 Comment

  1. Meus caros amigos, tudo bem? Li os comentários de vocês, tive vontade de comentar várias partes, mas creio que cada comentário ia nos arrastar para uma discussão diferente. é preciso fazer escolhas, e decidi falar do video em si. Creio que vocês partiram da proposta do autor, de escolher entre ser “ON” ou “OFF”, e perceberam de forma brilhante que essa escolha, além de ser desnecessária, nos leva a problemas.

    Creio ser importante para os leitores não somente enfrentar essa proposição, mas também conhecer de onde ela surge. Cabe então a pergunta: porque o autor nos propõe essa escolha, mostrando que dela depende o futuro de nossa existência. Há um jogo de poderes aí não elucidado, e que merece ser discutido.

    Já visitaram o site dele: http://www.deivisonpedroza.com.br

    Temos lá uma pequena biografia, e sua filiação com diversas instituições em pró da sustentabilidade, e de um desenvolvimento ecológico. Além disso, ele trabalha juntamente com diversas empresas, ajudando-as na área de sustentabilidade e gestão ambiental.

    O que vou dizer aqui é superficial, mas quem se aprofundar nas leituras de filósofos como Foucault e Deleuze, compreenderá o outro lado desse discurso.

    O que me denunciou essa questão foi o título do vídeo: “O melhor video motivacional…” há todo um ar empresarial, e seu site mostra que seu trabalho é voltado a incentivar o pensamento ecológico nas empresas. Para tal, para poder se inserir e prosperar dentro das empresas (como ele deixa bem claro em seu site e os elogios que recebe), ele tem que se inserir nos jogos de poder que ali vigoram, ou seja, seu espaço de mudança é restrito, e limitado à duas leis:
    – a lei nacional, que exige e estimula os cuidados ambientais e a sustentabilidade;
    – a lei do capital, na qual as empresas só realizarão mudanças se obtiverem um retorno financeiro.

    Atualmente, os signos “ecologicamente correto” e “desenvolvimento sustentável” são importantes nas estratégias de marketing das empresas.

    Claro que é muito importante as empresas diminuírem seu impacto ambiental, e assim o trabalho dele é importante.

    Entretanto, o que o vídeo propõe é uma mudança estrutural nos jogos de poder, ser “OFF”, como o vídeo mostra ser melhor para a humanidade e a Natureza, requer toda uma mudança nos jogos de poder. O vídeo tem um público alvo claro, o chão de fábrica, os trabalhadores das empresas, e não o alto escalão de poder. Ninguém fala de abrir mão do lucro, de reestruturar a estrutura econômica, que é ainda aquilo que causa o maior dano ambiental no mundo.

    Assim, na minha opinião, o vídeo é bonitinho, com uma ideia legal, e até propõe uma discussão frutífera a quem sabe lá buscar. Mas em si mesmo, inserido nas estruturas de poder econômico do modo que está, seu efeito é inócuo e se presta à manutenção do que aí está.

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