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São Paulo está passando por algo bastante similar, estamos criando quilômetros de ciclovias causando um extremo alvoroço nas classes mais altas e bairro de elite, chegando até ao ridículo em se juntarem para pedirem rodízio para bicicletas, com frases absurdas como as seguintes:

“O engarrafamento é um patrimônio imaterial da cidade. Não podemos perder nossa identidade”, defendeu Andrea Matarazzo,

“Estão construindo cliclofaixas onde não passa bicicleta. Cadê o planejamento?”, esbravejou João Doria Junior, há 20 minutos em ponto morto na 23 de maio.

“Tirem nossa água, mas não acabem com nosso trânsito!”, sublinhou Milu Fonseca Pedrosa Smith de Vasconcellos com um megafone Gucci.

Realmente, chegamos ao fundo do poço em certas regiões de São Paulo, onde a mente humana já serviu de combustível para os motores parados nos trânsitos quilométricos.

E tudo começou com um sonho, um sonho criado, que dizia que deveríamos ter um carro para sermos alguém completo, realizados.  E gravitamos em volta dele, influenciando nossas decisões e lugares que desejamos ir.

A cidade de São Paulo não vai se resolver com mais rodízio, mais ruas ou mais pontes, é preciso repensar a cidade e sua forma de locomoção, pois tudo nessa cidade é ligado a forma que chegamos aos lugares, e a dificuldade que isso pode ter.

Uma pesquisa mostrada esses dias mostrou que é melhor pegar taxi todo dia para o trabalho do que pagar seguro, gasolina, esperar no trânsito com seu carro, isso sem contar o ipva.

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Agora imagine tudo isso trocado por zero de gastos.

Hoje em dia existem milhares de tipos de bicicletas, as fixas de uma marcha e sem freio (igual a minha), as elétricas, as semi elétricas, as normais, as de velocidade, e muitos podem pensar, que bobeira gastar mais de mil reais numa bicicletas, mas meu amigo eu te pergunto, não é mais barato do que pegar ônibus todo dia?

Isso sem contar que você se relaciona com a cidade de uma forma totalmente nova, você não tem mais a ânsia de chegar lá, você aproveita o percurso, se exercita, olha a cidade, e o melhor, causar um inveja (boa) nos carros parados, e eu tenho experienciado isso todos os dias no meu percurso para o metrô.

A cidade precisa de movimento, e é dando essa possibilidade com as bicicletas e transportes públicos que iremos ter mais experiências, chegar a mais lugares, e nos relacionarmos melhor.

Pense bem, vale a pena trocar uma lata de sardinha que são os transportes públicos as vezes por um ventinho no rosto e um exercício saudável.

Um discurso ótimo pra se lembrar é o do Michio Ikakku sobre os tipos de Civilizações, de 1 a 3, e ainda estamos no tipo 0, mas em 100 anos poderemos chegar ao tipo 1.

E tudo pode começar com uma ciclovia, a reutilização dos espaços públicos, isso tudo faz parte do começo da civilização tipo 1, esteja seguros que andamos pra frente com isso, e numa faixa vermelha.

Post dedicado pra leitora Francine Fischer

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