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Backpacker Walking on Trail --- Image by © Anthony West/Corbis

Já cansei de conhecer pessoas com feitos, viagens, que sabiam diversas línguas, e mesmo assim totalmente desinteressantes.

Difícil de acreditar né? Sempre quando nos encontramos com alguém que viaja queremos ouvir suas histórias e só pensar que essa pessoa andou de avião várias vezes já nos impressiona e nos dá um outro olhar sobre ela, nos iludimos, projetamos a imagem do ser aventureiro, mas muitas vezes estamos errados e o que aconteceu?

Muitas coisas, uma das mais importantes envolve a Percepção.

Muitas pessoas vivem suas vidas de forma automática, e não são só os de classe mais baixa, os mais ricos tem muitíssimo disso também.

Para viajar é preciso sair da bolha, saber experienciar, ser esse aventureiro que projetamos nessas pessoas. Muitas pessoas não saem para lugares interessantes mesmo em suas cidades, não conversam com todo tipo de pessoa, se envolvem em suas bolhas para olhar o mundo através de seus filtros, de uma barreira.

É aquela velha nova frase, “Faz yoga, mas não dá bom dia pro porteiro”. Isso representa uma enorme grupo hoje em dia, das pessoas que não sabem olhar pra dentro apesar de estarem fazendo algo que as ajudem nisso, e isso é muito triste, mas esperado.

Cada um tem sua velocidade e não podemos esperar que apesar de essas pessoas terem tudo nas mãos para ter experiências incríveis que ela vão usufruir o máximo, muitas vezes justamente por ter fácil acesso a isso que acaba destruindo a experiência, ou diminuindo, pois quando se é algo raro viajar você faz de tudo para aproveitar e conhecer.

Evoluir como pessoa leva tempo e  consciência não se adquire da noite pro dia, aproveitemos nossas chances, viajar é algo sensacional, pois nos dá chance de conhecer outros mecanismos sociais, culturais e etc, e isso, cientificamente falando, nos faz melhor, nos deixa mais espertos, pois teremos mais referências, e uma pessoa sem bagagem não vai muito longe na vida, ou vai?