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Como Atlas, todos temos seguramos o planeta. O que faremos com ele?

Olá pessoal, hoje estou postando algo que é de um grande colaborador nosso, o Eduardo Cruz, que vai contribuir muito com nosso site. Esse texto ele fez como resposta e complemento a um de meus posts, aquele sobre teleologia (para ler, clique aqui). Vou deixar a resposta dele, que nos chegou por e-mail, na íntegra, somente ajustando algumas coisas para tornar mais fácil a leitura.

Agradeço Mako e Hugo, por esse post. Com humildade afirmo que não conhecia o termo Teleologia. E após ler e refletir sobre as questões propostas em seu post, eu concordo com você. Nos falta teleologia…! Isso de certa forma justifica a obsolência dos nossos atuais valores morais, da nossa ética. Digo isso pois me parece evidente a existência de um processo de evolução. É evidente que a natureza evolui, de um estado para o outro, agrega, acumula experiências, interage com/nos os diversos níveis de ambiente.

 Eu não sinto as “coisas” com propriedade. Não há evidências para mim de que exista “ideias próprias”, em indivíduos distintos. O que há é a possibilidade de alguns indivíduos, se conectarem, “sintonizarem” com essa busca (das finalidades, por exemplo). A capacidade existe em cada ser humano! Como um músico disse uma vez, que não tinha “criado aquela” melodia, apenas captado, esbarrado, se sintonizado na frequência daquela possibilidade…

 Segundo a teoria dos sistemas as partes refletem o todo, mas o todo é maior que as partes ( 1 + 1 < 2 ). O que quero dizer é que no universo humano, existe uma capacidade finita de possibilidades, de analogias. Mas como disse Haramein, tudo segue um padrão matemático, geométrico, algorítmico, que se espelha em proporções de macro a micro…

 Então eu falo: Se o todo é mais importante que as partes, antes de dar o próximo passo em direção teleológica, cíclica e infinita, devemos olhar para e apenas para o universo humano. Conhecer a mente e o corpo social, da nossa espécie, e diagnosticar as atitudes do todo. Só quando o todo (mente e corpo social) da humanidade estiver em sintonia consigo e com o meio ambiente que vive, é que poderemos expandir, nossas compreensões, sobre as finalidades das coisas que nossos sentidos permitem observar.

 Para entender a humanidade (o todo), obviamente temos que entender as necessidades individuais. E para o todo (humanidade) estar em equilíbrio com o meio ambiente que vive, devemos levar em consideração a sustentabilidade dos sistemas vivos. Em resumo devemos estar apoiados na tríplice fundamental da abundância, eficiência e sustentabilidade, onde:

 Abundância é “aquilo que tem uma quantidade maior do que a precisa”. Observação: A abundância está na disponibilidade, não no consumo (comer demais faz mal, devemos ter uma alimentação equilibrada, por exemplo). Não confundir também abundância com infinitude, nem com acúmulo desigual (esse caso caracterizaria o desperdício de recursos, e desperdiçar recursos não está a favor de nossos interesses). Abundância de recursos é a favor de nossos interesses, a escassez deles, é contra!

 Eficiência. Esta palavra tem um significado associado com a “capacidade de reunir as condições e características apropriadas para a consecução de algo produzindo o efeito esperado”. Ou seja, necessitamos de abundância de água, para a satisfação de nossas necessidades. Mas ela não pode estar poluída, caso contrário, não será eficiente para a satisfação da nossa necessidade de consumo. Poderemos matar a sede, caso não tenhamos outra escolha, alternativa de água potável por exemplo, mas faremos isso a custa da nossa saúde. A eficiência nesse caso é ter acesso a recursos saudáveis. Se tivermos uma economia de materiais ineficiente, por exemplo, para a satisfação das nossas necessidades individuais e coletivas, como acesso aos recursos e nutrientes de qualidade, higiene, e economia de recursos naturais, a nossa saúde individual e coletiva será precária. Logo a eficiência é a favor de nossos interesses e a ineficiência, contra.

 Sustentabilidade é a capacidade de satisfazer as necessidades de todos os organismos sem comprometer o funcionamento do meio em que se encontram. Ou seja, a satisfação de todos deve ser atendida sem prejudicar nenhuma fonte de recurso. E essa perspectiva precisa levar em conta e garantir a mesma condição para todos aqueles que ainda virão a necessitar dos mesmos recursos. Perceba o que representa as palavras sublinhadas, exceções não são admissíveis. A reciclagem, como é feita hoje em dia, nada tem a ver com sustentabilidade, obviamente, pois todo o processo da economia de materiais aplicada hoje em dia está totalmente ineficiente e insustentável, e com o uso de um modelo econômico financeiro, o acesso aos recursos necessários, são escassos, pois dependem de serviços remunerados[1], e o dinheiro nada mais é do que um meio de acesso restrito aos produtos, que por sua vez são ineficientes, pois são produzidos de forma que nos levam a intoxicações de todos os tipos, por causa de químicos inseridos na produção, por exemplo.

Deste ponto de vista, antes de justificar a nossa existência, ou a finalidade de algo, o contexto entre o que somos, fazemos e refletimos, deve ser compreendido, e deve estar em harmonia com o meio (tríplice fundamental) Só assim, após um processo de emergência social que a levará ao equilíbrio dos sistemas vivos, é que conseguiremos avançar para um novo paradigma, para um novo horizonte de eventos. Em outras palavas, apenas  quando a sociedade humana estiver em harmonia, com sigo mesma (aceitando a obsolência da hierarquia, do poder, da manipulação e da posse, buscando a cooperação e a união da espécie humana, sem segregações de espécie alguma) e em equilíbrio sustentável com o meio é que poderemos vislumbrar de forma objetiva e científica a teleologia.

 Individualmente é impossível progredir no desenvolvimento subjetivo. Isso ocorre em sociedade, pois como dito antes, não somos indivíduos independentes, somos partes de um todo e apenas o todo – a espécie humana, a sociedade humana (como sendo o mais importante) é que pode avançar para novos horizontes de eventos… Não somos indivíduos independentes! Somos interdependentes! O ser humano é dependente do meio (ambiente) que vive e interdependente na sua sociedade. A forma independente de pensar, cria o egoísmo, a hierarquia, e o desequilíbrio e o desequilíbrio cria um limite no desenvolvimento subjetivo individual, isso cria variáveis desarmoniosas, e um sintoma claro disso é a manipulação de um indivíduo por outros indivíduos. A tal frase, “em mundo de cegos, quem tem um olho é rei.” Falando nisso, aquele filme “Ensaio sobre a Cegueira”, faz uma analogia com a nossa atual ética social!

Uma outra analogia sobre a nossa atual realidade social é o mini video do Hamister Impossível (caso não tenha assistido acesse aqui). Neste post, do blog “Orgulhosamente Desajustado”, ele expõe o mito do crescimento econômico, em comparação ao vídeo. Há nesse link um comentário meu também.

 Caso não haja uma mudança nos nossos valores morais e na nossa ética, social, a busca teleológica estará sempre num horizonte inalcançável para indivíduos humanos. Repito, apenas a sociedade humana (100%) pode desenvolver esse conhecimento subjetivo.

 Para justificar,  eu gostaria de falar das necessidades humanas. Segundo Abraham Maslow, famoso psicólogo, apresentou em seu texto A Theory of Human Motivation um significativo estudo sobre as necessidades humanas. Ele as categorizou da seguinte maneira: necessidades fisiológicas, que se referem, por exemplo, a dormir, comer e beber. Necessidades de segurança, relacionadas à proteção física e social, ou seja, literalmente sentir-se seguro e integrado. A necessidade de afeto, que é sentir-se bem em seu meio, ter uma boa relação com os demais, como amizade e namoro. Necessidade de autoestima, que é sentir-se confiante, bem consigo, algo como uma paz interior. Necessidade de autorealização, uma forte relação com transcendência do ser, se refere ao prazer do desafio de trabalhos intelectuais, criativos, estimulantes, etc.

 Em sua obra,  Maslow, nunca as definiu de forma hierarquizada e linear, no entanto ele afirmou que as necessidades fisiológicas são as mais importantes. “Para uma pessoa de quem falta alimento, segurança, amor e estima, muito provavelmente, a fome será mais fortemente motivadora do que qualquer outra coisa.”

Infelizmente, nossa sociedade está organizada, sob um modelo econômico financeiro que cria distinções, segregações, que hierarquiza o acesso aos recursos e perpetua a indiferença social, através de uma educação tecnicista, voltada apenas para o mercado de trabalho, que por sua vez faz a economia de matérias funcionar… As consequências disso, são milhões de indivíduos humanos, sem satisfação das necessidades fisiológicas, e praticamente 100% sem a satisfação de todas as necessidades de um ser humano. Ou seja, o ser humano, NUNCA, EM NENHUM MOMENTO DE SUA EXISTÊNCIA (segundo a subjetividade histórica que temos acesso) VIVEU EM ABUNDÂNCIA, DE FORMA A TER TODAS SUAS NECESSIDADES TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS SATISFEITAS. Isso significa que NUNCA estivemos em equilíbrio com os sistemas vivos! Logo o desenvolvimento subjetivo da sociedade humana, está longe do ideal/possível, se comparado a nossa capacidade intelectual individual.

 Por esses motivos estamos vivendo esse momento de transição… Uma transição na consciência humana! Só quando estivermos organizados como uma civilização cooperativa, livres dos nossos valores morais obsoletos e de responsabilidades sociais incoerentes, é que poderemos vislumbrar de fato a potencialidade da nossa própria espécie, e da nossa finalidade…

A organização social necessária para o desenvolvimento da TELEOLOGIA, em princípio é

 


Nesse modelo social, não há hierarquia, escassez, manipulação, propriedade, meios de troca de acesso indireto (dinheiro). A acessibilidade é plena, da mesma forma que o uso das tecnologias renováveis, da economia de recursos, da eficiência dos produtos produzidos. A educação cria mentes críticas e objetivas, com a intenção de criar um desenvolvimento subjetivo similar a todos os indivíduos. A criatividade e a liberdade de escolha não é mascarada…

Vivendo como gado humano, nunca vamos entender a nossa finalidade! Vamos dar um passo primeiro, depois o outro!

Acrescento abaixo um trecho do documentário zeitgeist…

 A ideia de que a Democracia e algum tipo de contrato social, justifica o brutal exercício de poder violento sobre bilhões é simplesmente ridícula.

 Se você diz para um escravo que os ancestrais dele “escolheram” a escravidão e, portanto, ele está obrigado pelas decisões deles, ele simplesmente dirá: “Se a escravidão é uma escolha, então eu escolho não ser um escravo.”

 Esta é a afirmação mais assustadora para as classes governantes, e é por este motivo que eles treinam seus escravos. Para atacar qualquer um que se atreva a dizer isso.

ESTADISMO não é filosofia.

 ESTADISMO não se origina de evidências históricas ou princípios racionais.

 ESTADISMO é uma justificativa “a factual” para a propriedade sobre seres humanos.

 ESTADISMO é uma desculpa para a violência.

 ESTADISMO é uma ideologia, e todas as ideologias são variações sobre práticas de gerenciamento de gado humano.

 RELIGIÃO é superstição enfeitada, projetada para drogar crianças com medos que elas eternamente pagarão para terem “aliviados”

 NACIONALISMO é chauvinismo enfeitado, projetado para provocar uma Síndrome de Estocolmo no gado.

O oposto de uma SUPERSTIÇÃO não é outra SUPERSTIÇÃO, mas a VERDADE.

 O oposto de uma IDEOLOGIA, não é uma IDEOLOGIA DIFERENTE, mas EVIDÊNCIAS CLARAS e PRINCÍPIOS RACIONAIS, logo, científicos.

 O oposto de SUPERSTIÇÃO E IDEOLOGIA – DE ESTADISMO – é a FILOSOFIA.

FILOSOFIA significa AMOR A SABEDORIA. Logo, filosofia também representa o método científico.

 RAZÃO e CORAGEM irão nos libertar.

Você não tem que ser escravo, você não tem que ser gado humano! Acorde!

Pessoal, O Movimento Zeitgeist, representa um sistema imunológico (mecanismo de defesa), já que o sistema sócio econômico age como um câncer, pois age de forma insustentável (para entender isso basta compreender aquele documentário “The Story of Stuff – A História das Coisas”  – que fala da economia de materiais, já postado no site).

 A finalidade desse movimento é fazer um movimento de conscientização pacífica, para que mudemos nossos valores morais de indiferença. Trabalhar nesse sistema, é colaborar com a perpetuação dele. O modelo econômico não é a causa dos problemas sociais e da insustentabilidade ele é um sintoma, a causa são ainda nossos valores morais, e éticos que nos mantém reféns dessa inconveniente realidade. O que cria esses valores de forma a perpetuá-los é o modelo de educação tecnicista, que no Brasil foi implantado pelos EUA, durante a Ditadura Militar. A indiferença Social é a causa desse modelo de educação. Por esses motivos nós humanos (99%) somos culpados e inocentes simultaneamente, por essa realidade. Eis a física quântica espelhada em nossa sociedade esquizofrênica.

A única solução para isso tudo, é a cooperação e cooperar é amar! O movimento não pode parar…

O Movimento zeitgeist é um grupo que advoga a sustentabilidade, sem países, nem classes sociais, nem religiões ou raças, É um conceito global trabalhando para conscientizar e unificar a espécie humana. Somente com isso vamos satisfazer a escassez da Teleologia em nossa existência!

TELEOLOGIA É DESENVOLVIMENTO SUBSEJTVO. É TECNOLOGIA SUBJETIVA. Observe novamente o gráfico ORGANIZAÇÃO SOCIAL OBJETIVADA. A base do desenvolvimento subjetivo é o desenvolvimento objetivo e isso representa a mudança de postura moral, de um modelo sócio econômico atual comprovadamente obsoleto para uma Política Científica (mente social) que refletirá uma Economia Baseada em Recursos (corpo social) sustentável.

Eis amigos, a nossa missão, o nosso movimento!


[1]   Nada mais é do que uma dança das cadeiras. Quando alguém está sentado, possui emprego e acesso “lícito” ao dinheiro (que não é recurso indireto, mas sim acesso restrito, pois ele nunca será suficiente para satisfazer as necessidades tangíveis e intangíveis). Se está em pé, está desemoregado, e a única forma para uma satisfação precária das necessidades tangíveis e intangíveis é o meio “ilícito” de acesso ao dinheiro. Eis as duas economias que sustentam nossa sociedade manipulada, a lícita e a ilícita. Uma colabora com a outra (veja por exemplo o documentário “Cortina de Fumaças”. A maconha só passou a ser ilegal para haver um aumento na demanda por empregos do terceiro setor da economia (nesse caso o aumento de políciais – que empregados tem acesso lícito ao dinheiro).