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Uma viagem ao redor do mundo não constrói caráter

Backpacker Walking on Trail --- Image by © Anthony West/Corbis

Já cansei de conhecer pessoas com feitos, viagens, que sabiam diversas línguas, e mesmo assim totalmente desinteressantes.

Difícil de acreditar né? Sempre quando nos encontramos com alguém que viaja queremos ouvir suas histórias e só pensar que essa pessoa andou de avião várias vezes já nos impressiona e nos dá um outro olhar sobre ela, nos iludimos, projetamos a imagem do ser aventureiro, mas muitas vezes estamos errados e o que aconteceu?

Muitas coisas, uma das mais importantes envolve a Percepção.

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Documentário: Eu Maior

O Documentário que eu queria ter feito.

Sente-se e aprecie essa incrível obra brasileira.

ONG – Instituto Pensamentos Filmados

Falar da minha cura ativa a cura alheia. E também diante da minha história de vida e de quem eu sou, não me restaram muitas alternativas a não ser fundar e tocar uma Ong – o Instituto Pensamentos Filmados e também escrever para este site “Destruidor de Dogmas”, que é muito interessante e vai de encontro a meu Ser rebelde!

Ao longo de meu longuíssimo caminho da cura, descobri diversas ferramentas, ainda pouco divulgadas como a medicina integrativa, para melhorar da Depressão agressiva que estourou na minha infância devido ao ambiente familiar disfuncional em que vivi, onde apesar de estar junto de adultos inteligentíssimos, amorosos e espíritas kardecistas, sofri abusos morais e sexuais por parte de meu pai, e ninguém me ouviu.

Meu pai foi um médico muito amado e famoso na cidade em que cresci, de uma inteligência (Q.I.) brilhante que o fez passar em uma excelente residência médica, em primeiro lugar do Brasil todo! Mas a falta de conhecimento acerca do funcionamento psicológico e dos mecanismos da mente, a falta de Consciência, como ele mesmo colocou para mim anos mais tarde quando se desculpou por tudo que fizera comigo, o fez se perder.

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Documentário: O Poder do Mito legendado Pt

Poder do mito joseph cambell documentário

O Poder do mito é uma animada conversa entre o jornalista norte-americano Bill Moyers e seu entrevistado, o professor Joseph Campbell, uma das maiores autoridades mundiais em mitologia. Uma discussão sobre os mitos antigos e modernos que estão na base psíquica de todo ser humano.

Parte 1: A Saga do Herói
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Parte 2: A Mensagem do Mito
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Parte 3: Os Primeiros Contadores de Histórias
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Parte 4: Sacrificio e Felicidade

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Parte 5: O Amor e a Deusa
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Parte 6: Máscaras da Eternidade
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Filme: Poder Além da Vida

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Análise do filme: O Poder Além da Vida (Peaceful Warrior- EUA/2006) por Marcio Kochhann.

O filme: “O poder além da vida”, propõe uma reflexão interior, partindo do principio de que a força de vontade, a fissura em determinado objetivo por mais inatingível que pareça, pode ser alcançado, basta acreditar e lutar sem fraquejar.
A força interior demonstrada através do personagem principal, representa-se com nome de “Sócrates”, o suposto homem sábio, mais velho, que é a caricatura do próprio personagem, porém mais experiente, como acredita-se que será no futuro.
O Sócrates, o eu do personagem, faz ele acreditar no poder do pensamento e mostra-se decisivo para que o personagem ganhe o tão sonhado troféu.
Neste sentido a mensagem final nos faz pensar em alguns fatores chaves:
a) O que realmente queremos da vida e o poder que temos agora?
Não basta acumularmos conhecimento é necessário sabedoria, pois sabedoria é colocar em prática o conhecimento.
b) O que podemos fazer para mergulharmos em nosso interior, nos auto-conhecer, para melhorar nossa vida? É necessário estarmos atentos para saber escutar e refletir sobre nossos atos.
c) A felicidade não se é obtida no final de uma conquista, mas sim durante seu desenrolar ou caminho.
É incrível como as experiências pelas quais somos submetidos ao longo da vida modificam nosso comportamento, sendo preciso uma derrota para se dar valor ao todo.
d) Todos temos em nosso interior, um gigante em potencial adormecido, o nosso espírito humano de superação, basta acreditarmos e libertá-lo, sendo 100% decidido no que fazemos e acreditando sempre que podemos ir além.
Retirado do site: http://www.via6.com/topico.php?cid=10054&tid=184411

Adiciono aqui algumas frases retiradas do filme:
“Todos lhe dizem o que fazer e o que é bom pra você. Não querem que você encontre suas próprias respostas. Querem que você acredite nas respostas deles. Pare de escutar os outros e ouça o que tem no seu interior.”

“As pessoas temem o que há por dentro. Mas é o único lugar onde encontrarão respostas”.

“As pessoas não são o que elas pensam.”

“O hábito é um problema. Só precisa estar consciente de suas escolhas e ser responsável por seus atos.”

“Retire seu lixo mental. Ele atrapalha o que realmente importa: o aqui e agora.”

“Não existe tristeza na morte, há tristeza em quem não aproveita a vida.”

Fonte: http://www.pensar21.com.br/2009/04/poder-alem-da-vida/

Comentário:
Esse é o primeiro filme, não documentário que posto aqui, pois esse filme reflete a verdadeira jornada da sabedoria, com muito conhecimento sobre o reiki, yoga, e sabedoria em si, esse filme com certeza está no Top 10 de qualquer pessoa que busque o invisível, o sutil, a sabedoria semi transparente. É a história de qualquer pessoa que vem a um blog como esse, que faz um blog como esse.

Auto-Cura

oracao

A Auto-cura muitas vezes é questionada com relação a sua atenticidade ou fonte de poder, gostaria de começar esse texto relatando a situação médica hoje em dia, que em uma pesquisa feita por um médico britãnico sobre os médicos de seu país diz que quase 70% dos diagnósticos são imprecisos ou errados. Todos sabemos os milhares erros feitos por médicos mal preparados, e isso muitas vezes não é culpa deles e sim do sistema precário e se me permite a comparação, sistema “fast-food” que há nos hospitais, onde não há uma conversa entre paciente e médico, apenas análise física, muita gente já sabe, mas não o suficiente, que muitas doenças são criadas/pioradas pelo estado emocional da pessoa, falando de um modo energético, se fosse tirado uma foto da campo-magnético(aura) da pessoa veria certas partes mais escuras, fruto de desiquilibrio psicologico/emocional.
Como vimos em outro post, o corpo sutil “comanda” o corpo físico, ou seja se está mal da cabeça, ergo estará do corpo, o sutil é o alicerce do ser com todo.
A auto-cura tem muitas explicações, a mais conhecida é o efeito placebo, o que se pensarmos bem se aplica perfeitamente a esse esquema de causa e efeito, na cultura indiana existe algo no yoga chamado Pranayama, que seria o equilíbrio através da respiração, através do controle do Prana(conhecido também como energia, ki, chi, nefesh, espírito santo e ká). Com a mente e corpo em equilibrio através da meditação, não apenas do modo clássico, sentado e de olhos fechados, mas concentrado e não deixando coisas fúteis ti destrair ou estragar seu dia, sendo mais compreensivo e procurando a felicidade por trás da escuridão de imagens atiradas contra nós todo dia.
Muitas pessoas usam fatores externos para se curar, como a homeopatia, que seria você tomar uma substãncia diluído em água, e quanto mais for diluído(nesse processo é sacudido com as mãos para melhor mistura) mais forte será o efeito, claro algumas vezes é efeito placebo e também o fator pode ser a atenção especial que o homeopata trata seu paciente, procurando tranquilizá-lo e achar soluções para sua vida, um pouco como um psicoterapeuta. Estado emocional interefe muito na qualidade de vida como sabemos, pessoas felizes tem tendência a viver mais, vegetarianos tem tendência a viver mais, mesmo sem a fonte proteínas que todos pensam ser tão essêncial, quando na verdade foi descoberto numa pesquisa que o que mais importa é a satisfação em comer o que se come do que a quantidade de vitaminas e nutrientes.
Devemos repensar as informações adquiridas, ter mais consciência e compaixão, antes da doença aparecer no corpo físico aparece uma mancha escura no campo-magnético a nosso redor.
Pois quando se molha o teto demorará pouco para molhar o chão também.

Video de Richard Dawkins tentando demitificar a homeopatia.
Deepak Chopra é o autor do livro a Cura Quântica.
http://www.youtube.com/watch?v=Z-FaXD_igv4

Fonte: Wilheim Reich
Amit Goswami
Deepak Chopra

Nota Destruidor de Dogmas: As pessoas não costumam acreditar em algo a não ser que a tenham visto ou experimentado, infelizmente ou felizmente os fenômenos de cura são apenas auto-experimentaváveis, ou seja, você tem que experimentar se quiser sentir isso, já que muitos não acreditam em números quando se trata de algo que não é divulgado pela mídia.
Eu, Marcos Paulo Gomides Abe desde os 15 anos tomo banho gelado quase todos os dias, pois acredito que irá fortalecer meu espírito, ergo meu corpo, hoje estou a 6 anos sem ficar nem ao menos resfriado. Tudo graças a determinação de um estado que quero ficar e negação da doença, uma vez que ela vem apenas da mente, e pode se esvair por ela mesma.

Documentário: Vida Após a Vida

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Este vídeo foi elaborado com os 6 maiores/melhores casos de EQM (EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE)
Conheça este vídeo e saiba se há realmente vida após a morte.
paz!
“Excelente documentário científico, lançado no Brasil em 1995, baseado no livro Life After Life (Vida Depois da Vida), best-seller mundial, com mais de sete milhões de exemplares vendidos, de autoria do psiquiatra norte-americano Dr. Raymond A. Moody Jr. (Ver “Visões da Vida Depois da Morte”, Anuário Espírita 1993, pp. 221/230). E é o próprio Dr.. Raymond que apresenta, neste vídeo, seus comentários e entrevistas com seis pessoas que sobreviveram à morte clínica e trouxeram extraordinárias experiências do “outro lado” da vida.
Antes da apresentação do filme, é feita esta importante observação: “As histórias que você vai ouvir são narradas por aqueles que realmente as vivenciaram. Não são dramatizações, mais seis relatos autênticos tirados dos dois mil casos estudados sobre a experiência da semimorte.”

Nota do Destruidor de Dogmas: Para melhor compreendermos essa fenômeno que ocorre com frequência, mas poucas pessoas acreditam por ser algo apenas auto-experimentado, tudo em terceira pessoa parece duvidoso. Mas agora imagine, foram algumas milhares de pessoas que voltaram desse tunel, muito pouco ao ponto de vista mundial, imagine quantas não seguiram até o final.
E esse documentário confirma que temos nossas consciências conectadas umas com as outras, mas mais conectadas com aquelas que temos mais contato/afinidade, aquelas que pensam na gente, e que um pequeno ato para você tem um valor inestimável para a pessoa que o recebe, portanto, não se menospreze.

O Verdadeiro Significado do Dharma de Buda

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Por Rodney Downey (Budismo Zen coreano)

Gostaria de começar falando sobre alguns enganos que temos a respeito do Dharma do Buda, os quais são muito comuns em todo o mundo ocidental, e mesmo no Oriente. A causa desses enganos tem a ver com palavras e com aquilo que elas significam.

Hoje, no café da manhã, eu comi bolo. E ontem eu aprendi que existe uma expressão em português: Quando você vai se encontrar com uma pessoa e ela não comparece, diz-se que você “ganhou um bolo”. Imaginem que daqui a 500 anos, um arqueólogo encontre um diário de anotações de um brasileiro. Lá é dito: “Eu fui encontrar com Paulo e ganhei um bolo”. O tradutor diria que eles comeram um bolo juntos! Esta é a armadilha das palavras, as quais têm um significado para uma época e cultura em particular. O mesmo se dá com alguns dos ensinamentos do Buda.

Consideremos as Quatro Nobres Verdades, as quais estão no centro do ensinamento do Buda. A tradução usual das Quatro Nobres Verdades é: “A vida é sofrimento; a causa do sofrimento é o desejo; a cessação do sofrimento é se ver livre do desejo; o modo de fazê-lo é o Caminho Óctuplo”.

Isto está correto? De modo algum! Isto não é o que o Buda falou. Este é o problema! Vamos começar com a Primeira Nobre Verdade, que é sempre traduzida como “A vida é sofrimento”. Mas que coisa horrível! Veja a vida! É uma força excitante e de grande diversidade, de inacreditável deleite. Por que, então, é traduzido como a vida é sofrimento?

Vamos examinar a língua em que o Buda falava. O Buda disse, de fato, que a vida é dukkha. Esta palavra sempre é traduzida como sofrimento, mas isso não é de modo algum o que significa. A raiz de dukkha é duk, e significa “eixo”. Veja a época do Buda: A forma mais complexa de transporte era uma carroça; era uma carroça de madeira, como é na Índia ainda hoje, com um eixo de madeira unindo duas rodas também de madeira, e puxada por búfalos.

A palavra dukkha significava o eixo que está fora do prumo, que está fora de alinhamento. Imaginem o sofrimento de uma pessoa sentada nessa carroça, a força que os búfalos devem fazer e, ao invés da carroça seguir suavemente, ela está fora do eixo, desalinhada.

Então, Buda fala sobre a vida – a vida de todos nós – usando o exemplo da carroça que tem seu eixo fora de alinhamento. Ele diz que nossas vidas estão fora de equilíbrio. E é esse desequilíbrio que leva ao sofrimento. Ele nunca disse que a vida é sofrimento. Este é um ponto muito importante. Nossas vidas estão fora de equilíbrio, ou, como os chineses falariam, não está fluindo junto com o Tao. Ambas as expressões significam a mesma coisa. Esta é a Primeira Nobre Verdade.

A Segunda Nobre Verdade se refere à razão da vida ser assim, e isso é geralmente traduzido como desejo. Mas nós teríamos uma vida muito estranha se não tivéssemos desejos. Não é o que o Buda falou. A palavra que o Buda usou foi trishna e significa “sede”. Nas palavras do próprio Buda isso foi descrito: “É como um homem vagando no deserto por muitos dias, sedento por água”. Isso também é a sede do “eu quero” e do “eu não quero”, e é por isto que todos nós sofremos.

O que é este “eu quero” e “eu não quero”? O que isso indica? Significa que não estamos satisfeitos com este momento, “agora”. Porque se estivéssemos “aqui” (Rodney bate no chão), não haveria “querer” nem “não querer”. Simplesmente haveria este momento, agora. O Buda, utilizando-se deste exemplo, estava dizendo: “Esteja com este momento”. O momento em que você quer ou não quer é o momento em que você deixa o agora, o momento presente, e aí, então, isso leva ao sofrimento.

Então, esse desequilíbrio que temos faz com que nunca estejamos no momento e, não estando no momento, isso leva ao sofrimento. É muito simples. Agora você pode examinar a sua própria vida a partir dessas palavras.

Mas o Buda não parou por aí. Ele nos deu uma cura para este “não estar no momento”, este sofrimento. Esta cura é a Terceira Nobre Verdade, que é a verdade mais mal entendida de todas.

Ele fala do Nirvana ou Nibbana, que é uma palavra que é usada em todas as línguas nos dias de hoje, mas ninguém sabe o que significa. A palavra é muito simples. Significa expirar, apagar – como apagar uma vela. Muito simples! O Buda apenas usava palavras simples, mas mesmo assim elas foram totalmente mal compreendidas, porque geralmente ela é traduzida como extinção do desejo. Correto? Não significa de modo algum isto.

No tempo do Buda, a palavra nirvana, apagar, significava simplesmente isto: apagar. Mas havia uma grande diferença. De acordo com a ciência e a filosofia do Vedanta, quando você apaga uma chama, como em uma vela ou em uma lâmpada de óleo, você diz que a chama ficou livre. Quando você acende uma vela, você captura a chama, como se a colocasse numa gaiola. Então, em “nossa” idéia de apagar uma vela nós dizemos “extinguir” ou “matar”; mas, na época do Buda, apagar uma chama significava libertá-la. Da mesma forma como seu “bolo”; coisas completamente diferentes!

Então, o Buda nunca disse algo como matar os seus desejos; ele falava da libertação ou liberdade deste apego ao “eu quero” ou “eu não quero”. Quando você abandona isso, então a sua vida entra num equilíbrio. Aí, então, você está completamente livre. Este é um ensinamento maravilhoso, porque ele é prático e você pode vê-lo em sua própria vida.

Se você sempre está no momento, você não pode sofrer, você está livre para ir para o próximo momento, livre para seguir para o próximo momento, sempre totalmente livre, sem estar preso no “eu quero” ou “eu não quero”. E é isso que o Buda ensinava. Ele, então, nos deu o Caminho Óctuplo como uma forma de alcançar isso. Da mesma forma como as pessoas dizem hoje: “Como eu posso levar esta prática para a minha vida?”, o Buda nos deu a resposta. É o Caminho Óctuplo: A Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a Linguagem Correta, a Ação Correta, os Meios de Vida Correto, o Esforço Correto, a Vigilância Correta, a Concentração Correta. Mas cuidado com a palavra “correto”, porque “correto” implica que há um “errado”, e o Buda não usava a palavra desta forma; o Buda não falava desde um ponto de vista dualista.

Uma palavra melhor do que “correto” é “apropriado”. Linguagem Apropriada, Pensamento Apropriado, Compreensão Apropriada, etc. Vamos, então, apenas examinar um desses fatores, utilizando a palavra “apropriada” ao invés de “correta”. Linguagem Apropriada significa não falar mal de uma outra pessoa, não utilizar palavras para se mostrar, não utilizar palavras para sugerir algo que não é correto. Há muitos exemplos em suas vidas. Simplesmente falar demais é uma linguagem inapropriada. Podemos falar que ler demais também é uma linguagem inapropriada, ou ver televisão demais também seria linguagem inapropriada.

O que o Buda quis fazer ao ensinar sobre essas várias ações não apropriadas foi nos dar um instrumento para examinarmos as nossas próprias vidas. O que significa “apropriado” em termos de nossa vida? Significa Linguagem, Ação e Pensamento que nos ajudam a nos livrarmos de nosso desequilíbrio, de nosso dukkha.

O Caminho Óctuplo usado apropriadamente irá nos ajudar a colocar a nossa vida em equilíbrio. Isso não é algum ensinamento esotérico, nem aquilo que freqüentemente acontece no ensinamento mal compreendido sobre o que o Buda ensinou.

As Quatro Nobres Verdades são muito práticas, baseadas na vida real. É um ensinamento sobre como viver a sua vida. E posso assegurar a vocês, que se lerem qualquer ensinamento do Buda que parecer muito distante de sua vida agora, isso é uma tradução ruim. Porque o Buda era um homem prático e inteligente, que olhava profundamente para o que fazemos conosco. A partir daí, ele nos ofereceu um modo de sair disso. Espero que isso que falei sobre as Quatro Nobres Verdades tenha lançado um pouco de luz. Muito obrigado!

Tradução: Ricardo Sasaki & Rosana Lucas
Editor da palestra oral: Ricardo Sasaki
Fonte: Soto Zen Curitiba

SAIBA MAIS:

O termo pali “dukkha” tem geralmente três significados:

1)Dukkha-dukkha, literalmente, sofrimento-sofrimento. Um dos significados da repetição de uma palavra em pali é para dar ênfase. Dukkha-dukkha é o sofrimento real como a dor física ou dor mental. A enfermidade, a velhice, a morte estão incluídos neste tipo de sofrimento.

2)Viparinama-dukkha, sofrimento como mudança. Aqui se incluem os estados de felicidade. Não porque os estados de felicidade sejam em si mesmos sofrimento, mas sim por sua transitoriedade.

3)Sankhara-dukkha, sofrimento do condicionado. Quando Buddha diz que os cinco agregados do apego são sofrimento está referindo-se ao sofrimento do condicionado, ao sofrimento daquilo que é produzido por causas. Os cinco agregados são produto de causas, são condicionados. E tudo aquilo que é condicionado é sofrimento. De acordo com o Buddhismo tudo que seja condicionado está sujeito ao surgir e ao cessar.

Fonte: Nalanda Curitiba

De uma maneira geral, dukkha diz respeito ao nosso condicionamento de vida dentro de experiências cíclicas, onde nos alternamos entre boas experiências (felicidade) e más experiências (sofrimento). Todos os seres buscam a felicidade e procuram se afastar do sofrimento, no entanto nessa busca de felicidade e dentro da própria felicidade encontrada estão as sementes de sofrimentos futuros.

Podemos pensar da seguinte maneira: sofremos porque não temos algo; sofremos porque conseguimos algo e temos medo de perder; sofremos porque temos algo que parecia bom, mas agora não é tão bom assim; e sofremos porque temos algo que queremos nos livrar e não conseguimos. Podemos ver então que mesmo que tenhamos sucesso na nossa experiência de felicidade, ela mesmo pode se tornar causa de uma experiência de sofrimento.

Além disso, as experiências são impermanentes, as idéias, os conceitos, os pensamentos, todos são impermanentes, mudam. Por isso dentro da experiência de felicidade existe a causa de uma experiência de sofrimento, pois ela também é impermanente e irá mudar.

Então, dukkha representa todo esse ciclo, e a insatisfação que nunca será saciada enquanto seguirmos esse ciclo.

Fonte: Wikipedia
fonte: Saindo da Matrix

Ramakrishna Falando Sobre Religões

comidas-diferentes

O santo e sábio do século XIX, Ramakrishna, enfatizou essa orientação psicológica – em oposição à etnologia – quando falou de unidade última de todas as religões.

“Uma mãe prepara refeições para satisfazer os estômagos de seus filhos”, ele disse. “Suponhamos que ela tenha cinco filhos e que um peixe tenha sido trazido à família. Ela não prepara pilau ou kalia para todos eles. Nem todos  mesma capacidade de digestão. Para alguns, ela prepara um simples cozido, mas ela ama a todos os seus filhos igualmente[…] Vocês sabem qual é a verdade?”, ele perguntou. E respondeu a sua própria pergunta:

Deus criou diferentes religões para servir a diferentes aspirantes, épocas e países. Todas as doutrinas são apenas outros tantos caminhos; mas um caminho não é de maneira alguma o próprio Deus, De fato, pode-se alcançar Deuas quando se segue qualquer um dos caminho com devoção sincera. Sem dúvida, vocês já ouviram a história do camaleão. Um homem entrou no bosque e viu um camaleão numa árvore, Ele contou a seus amigos: ” vi um lagarto vermelho”. Ele estava totalmente convencido de que era apenas vermelho. Outra pessoa, depois de ter visto a árvore disse: ” Eu vi um lagarto verde”. Ela estava totalmente convencida de que era apenas verde. Mas o homem que vivia embaixo da árvore disse: “O que vocês dois disseram é verdade. Mas o fato é que essa criatura é por vezes vermelha e por vezes verde, às vezes amarela e às vezes não tem cor nenhuma“.

fonte: As máscaras de Deus, Joseph Campbell pag 373-374

Entenda, Antes de Criticar

apontarÉ muito dificil de não levar rancor ou não ficar com raiva de pessoas que te tratam mal.
Muitas pessoas revidam, pois não tem a compreensão necessária de como é um ser vivo e de sua complexidade psicológica, e elas muito provavelmente continuarão nessa discussão muuuito tempo. O ser humano como muitas coisas no mundo se expressa na crise, ou quando algo está dando errado através de ações negativas, elas em contrapartida não realmente querem o óbvio, ou seja, que você revide instantaneamente sem pensar, e sim que as escute e que as tente entender, afinal, mesmo negando toda pessoas quer alguém que se preocupe com ela.

Quando alguém te tratar mal, aja com calma, pois mesmo ele agindo com raiva e com confiança você saberá que ele está ferido por dentro e quer de alguma maneira ajuda, mas não confia nas pessoas para falar, ou é orgulhoso demais para falar.

Com certeza já foi o dia em que um amigo seu apontou o defeito de outro e você concordou, visualizando apenas a superfície da situação.

Lembre-se que um lago, em sua superfície pode parecer muito calmo, pois não há ondas, mas em seu interior existe muita vida, caos e equilibrio.

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