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Quem vê economia antes da vida não precisa pegar o vírus, pois já está morto por dentro


A civilização se encontra em um frágil equilíbrio, abalado por uma doença até então sem cura e  ela nos tem causado muito sofrimento .

Na crise o verdadeiro homem/mulher se revela, vemos pessoas que éramos totalmente contra apoiando atitudes que valorizassem a vida, afinal, entre escolher um saco de dinheiro e salvar alguém quantas pessoas irão pensar duas vezes? E que tipo de pessoa escolhe o dinheiro?

Há uma corrida para salvar as empresas, mas não há pressa para salvar as pessoas.

É “efeito colateral” como muitos boçais falam, só morrem os doentes, como se a doença viesse pro bem, uma eugenia natural para deixar a raça mais forte.

Quanta maldade baboseira.

Se o governo não possibilita dignidade em vida, que pelo menos não deixe morrer quem jura proteger.

E podemos observar hoje em dia nas pessoas ao nosso redor e nas lideranças do país quem falhou como ser humano, em ser um ser social, quem entende o lugar do outro e tem preocupação genuína pelo grupo.

No livro “Artimanhas da Exclusão”  Heller  fala sobre dor e sofrimento, dor é próprio da vida, um aspecto inevitável, enquanto sofrimento é a dor mediada pelas injustiças sociais, o que vemos com frequência no Brasil, país que a desigualdade social só bate recorde a cada ano.

Em outra parte do livro ele comenta que a Exclusão perde a sua ingenuidade e vira estratégia (necro política), algo intencional, um projeto de exclusão de pessoas, a criação de verdadeiras castas com plano de ser perpetuado, e fica muito claro quem no poder tem esse plano, basta ver quem apoia Ciência, quem apoia faculdades/pesquisas, professores, profissionais da saúde e, do outro lado, quem é concorda com Olavo de Carvalho e outras pessoas pequenas, um grupo venenoso de pessoas no Brasil, além de serem totalmente descolados da realidade assim como seus seguidores incentiva o movimento anti-ciência.

Já é difícil um país passar pelo isolamento social, deixar de ganhar dinheiro, angústias novas aparecem e as antigas se potencializam, e ainda há esse grupo de pessoas que desvaloriza a vida, a ciência, e o sofrimento, querendo deixar o povo a própria sorte. Um governo apenas para quem concorda com ele, o resto pode apodrecer em casa em seu próprio isolamento.


Bolsonaro
deve sim ser interditado, se não preso, um discurso violento e ilusório desse não pode guiar um país, já vemos o que essa visão causou em seus filhos, e o que a falta de terapia fez com eles.

E o isolamento dói, há uma pressão social em fazer coisas, mas não precisa ser assim, você deve fazer precisamente o que pode, o que está disposto, e o que tem energia/interesse em fazer.

O ser humano usava o exílio como ferramenta substituta da condenação a morte, pois não é possível ser alguém sozinho, sem grupo, mas pelo contrário, ao se afastar do ruído você consegue se ouvir, e talvez nesse momento iremos repensar nossas relações de amizade, família, nossas relações com o consumo, e o jeito que encontrarmos amigos, que agora não estamos atrelados ao mercado para nos relacionar, podemos sim viver vida com mais qualidade e menos necessidade de gastar.

E não quero dizer que a economia não é importante, afinal, a escrita nasceu por causa dos comerciantes, devemos muito a ela e é parte essencial da nossa civilização, porém, antes a vida do que a economia, hoje podemos escolher assim, antigamente não, como fala Confúcio 500 anos antes de Cristo: Se tivesse que escolher entre educação e comida, ele sempre escolheria a educação, pois pessoas morrem todos os dias de fome, mas a educação evitará que mais pessoas morram.

Hoje em dia escolhemos entre a vida e a economia, mas a economia não vai morrer, mas tomará um golpe assim como a vida está tomando consequentemente desde o início da nossa civilização.

Podemos reviver a economia, mas não as vidas que perderemos.

 

Antigo Conto Cherokee sobre a Origem das doenças

cherokee

Há muito tempo, os seres humanos e os animais ainda se davam bem. Todos os povos, humana e animal, podiam se comunicar entre si e estavam em paz. Os animais há muito tempo atrás eram muito maiores do que os animais de hoje. De fato, os animais de hoje são apenas sombras daqueles que já foram.

Chegou um momento em que nós, humanos, esquecemos o nosso lugar e quebramos a harmonia. Nós, seres humanos começamos a nos reproduzir em um ritmo alarmante, e nós começamos a produção de todos os tipos de armas destinadas a destruição dos animais: lanças, arcos e flechas, zarabatanas e armadilhas de todos os tipos. Começamos a caçar, e não apenas para obter comida, mas simplesmente pelo prazer de matar. Nós, humanos, também matamos muitos animais apenas por descuido puro, nunca parando para pensar nos resultados de nossas ações. Mesmo enquanto caminhávamos de lugar para lugar, não fomos cuidadosos aonde pisávamos, de modo que muitas das pequeninas criaturas foram esmagadas até a morte ou mutiladas. Alguns seres humanos foram tão longe para matar propositadamente pequenos animais apenas por um sentimento de aversão ou repugnância, sair de sua maneira de pisar em um inseto ou esmagar uma aranha inofensiva. Ficou claro que nós, humanos, acreditávamos ser os únicos que importavam em toda a criação, e à medida que continuamos limpar a terra e construir nossas cidades.

Parecia que logo haveria mais espaço para mais ninguém a viver na terra.

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Grupo de Pesquisadores Ressuscita Vírus da Gripe Espanhola

virus

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo

Um dos maiores matadores de seres humanos da história, um vírus, foi recriado em laboratório, causando novos temores; mas os estudos feitos agora poderão impedir que uma mortandade parecida aconteça no futuro.

É impressionante, mas mesmo hoje não se sabe quantos morreram na epidemia da “gripe espanhola” logo depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Os números são altos e imprecisos: teriam morrido de 20 milhões a 50 milhões de pessoas –em qualquer caso, mais do que na guerra.

É bem mais fácil recriar um vírus com base em seu material genético do que um dinossauro. Tecidos humanos de vítimas da doença de 1918 foram agora usados para “ressuscitar” a gripe.

Não foi surpresa para os pesquisadores descobrir que o vírus recriado matou animais de laboratório bem mais rapidamente do que fazem os vírus de hoje.

Os estudos foram feitos com salvaguardas rígidas. Os artigos científicos descrevendo o estudo estão sendo publicados nas edições de hoje e de amanhã das duas revistas científicas multidisciplinares mais importantes do planeta, a britânica “Nature” e a norte-americana “Science”.

Os pesquisadores pertencem a várias instituições dos EUA, como os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta, o Instituto de Patologia das Forças Armadas, de Washington, a Escola de Medicina Monte Sinai, de Nova York, e o Departamento de Agricultura.

Os vírus da gripe atacam milhões de pessoas todo ano, causando milhares de mortes. Quando linhagens mais letais surgem, podem se transformar em epidemias globais, em média uma a cada trinta anos. Foram três no século passado: a de 1918, do vírus H1N1 (a “gripe espanhola”), a de 1957, do vírus H2N2 (“gripe asiática”), e a de 1968, do vírus H3N2 (“gripe de Hong Kong”).

Um dos principais autores dos novos estudos, Jeffery Taubenberger, do Instituto de Patologia das Forças Armadas, iniciou em 1997 a decifração do código genético do vírus da gripe de 1918, com base no tecido de pulmões de vítimas da doença.

Em um artigo na edição de hoje da “Nature”, Taubenberger e colegas revelam a seqüência dos três genes que faltavam –de um total de oito– do vírus. Os que faltavam estão entre os mais importantes, pois são eles que fazem com que o vírus se reproduza dentro das células infectadas.

Os estudos sobre a composição genética do vírus de 1918 impressionam porque mostram a semelhança com os vírus que afetam aves na Ásia hoje. E se mutações não tão difíceis de acontecer criassem uma linhagem capaz não só de afetar o ser humano, como de matar rapidamente, de novo?

Os estudos agora divulgados foram além da mera descoberta, pois os genes do vírus de 1918 foram usados para recriar vírus vivos ao ser enxertados em células. O resultado foi descrito por Taubenberger e colegas em artigo na “Science”. Foi o sonho de qualquer terrorista: o vírus matou camundongos em três ou cinco dias, inflamando seus pulmões.

As pesquisas foram feitas com normas de biossegurança mais rígidas que o normal, apesar de existirem drogas antivirais eficazes contra o vírus. E as duas revistas analisaram cuidadosamente o risco de divulgar esse tipo de informação, que poderia ser um “manual” para bioterroristas.

A “Nature” e a “Science” concluíram que era melhor seguir com a publicação, pois as novas informações podem ajudar a evitar que surja, ou, pelo menos, que seja eficientemente combatida, uma epidemia global (uma “pandemia”) como a de 1918.

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