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O medo da Intimidade, o Vício de se Editar e o Ciclo da Solidão

Social-Media-Addiction-Shots

Quantas conversas já não tivemos?
Quantas frases soltamos e pensamos que seria melhor de outro jeito?
Quantas vezes encarar alguém que evitamos encarar durante muito tempo?
Quantas situações entramos sem saber o que dizer, ou que nada parece certo?

O mundo real é do improviso, interações sociais nos levam numa montanha russa de emoções e adrenalina, e negar isso é negar a vida.

No mundo virtual podemos rever nossas conversas, repensar nossas mensagens, e quer maior vantagem que essa?!
Quantos segundos ou as vezes minutos algumas pessoas ficam reeditando mensagens com medo de que a outra pessoa vai entender isso ou aquilo?
Nos editamos a todo instante, não postamos fotos que não mostra o nosso melhor lado, e temos a ilusão de que desviamos a atenção do interessado em nós sempre, nunca deixando nos ver, mas a imagem que projetamos.

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Smartphone, A Escravidão Voluntária

Hoje em dia uma pessoa sem celular é considerado um hippie pois a interação com a tecnologia é tanta que ela não é considerada algo a parte do dia-a-dia, da vida. Uma pesquisa feita pela Mobile Life 2013 Report concluiu que as pessoas gastam 30% mais tempo por dia com celular do que com o parceiro (namorado(a)/esposa(o)), e os maiores culpados apontados pela pesquisa são as redes sociais e os games.

Algo que deveria nos conectar com quem gostamos ou precisamos agora nos faz escravos dele mesmo.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, no Brasil, há mais 264 milhões de linhas de celular ativas. Isso representa 1,3 linhas por habitante e uma média de 500 mil novas habilitações todo mês.

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Você está On ou Off?

Realmente…

Esquecemos da vida, aliás, deixamos ela mais complexa ao adicionar elementos digitais e eletrônicos a ela, com o intuito de melhorar ela, mas será esse o caminho?

Eu e o Eduardo Marques fizemos um pequeno debate no facebook sobre isso.

Eduardo Marques: O vídeo te induz a escolher um lado. ON ou OFF. A mesma velha dualidade que conduz o mundo a séculos. Bom x mal, certo x errado, etc… Como se não houvesse caminho do meio. Qualquer extremo sempre será ruim. Temos hoje possibilidades infinitas proporcionadas pela democratização do conhecimento através da internet. Ser 100% off? Temos um mundo imenso para explorar – Sr 100% on? Enfim, esse é um período de transição de meios. Claro que haverá extremos acentuados, mas isso tenderá a a se diluir com a adaptação e equilibrio natural que ocorrerá com o tempo. O fato de não sermos mais 100% off não nos tornará 100% on.

Mako Abe: Concordo, mas o video foi feito com certeza por causa da maré dos 100%, e não é por existir simples dois extremos e sim pelo o que a realidade nos diz, das pessoas passarem sim MUITO tempo na internet ou no computador. Estamos passando por vários ‘BOOM’s” de várias tecnologias novas, e isso só vai aumentar a necessidade de sermos tecnologicos, a sociedade demandará isso. Mas acho muito bom parar e pensar se estamos compensando ou ganhando igualmente ao estar ON, sao mundos diferentes, não há como comparar em ganhos. Mas há de se saber que o mundo real é o mais importante, e o digital “por enquanto” não passa de ferramenta.

Até ela ser introduzida ao nosso corpo ainda somos humanos, e deveriamos viver como tal o maximo possivel, experienciando, nos conhecendo, aproveitando.

Afinal é melhor viver uma aventura do que ler sobre uma. Continue reading

Documentário: Nação Digital / Digital Nation: Life on the Virtual Frontier 2010

 

Pesquisas sobre tecnologia são sempre muito interessantes, e nesse documentário temos tantas variantes de como a tecnologia está nos afetando, os estudos das crianças estão virando jogos e mais computadorizados, o exército está usando a tecnologia para controlar aviões de longe, e recrutar jovens players de Call of Duty.

Mas uma das questões que mais me impressinou foi o mundo virtual como as pessoas criam laços no mundo virtual, como no jogo World of Warcraft, já escrevi aqui no DDD que criamos laços quando experienciamos situações fortes com outras pessoas, ou mesmo quando somos obrigados a passar muito tempo com essas pessoas, e em jogos onlines como MMORPG e Second life (que é um simulador de realidade) essas coisas acontecem e com muita frequência, talvez esse seja o principal fator para essa vontade de encontrar os amigos virtuais (orcs e elfos heheh) no mundo real, independente da idade, sexo, ou status, lá todos são iguais, com um só objetivo.

Muitos videos desse Douglas Ruchkoff podem ser achado no youtube e são muito bons. Vale a pena.

Sinopse:

Documentário que dá sequência à produção “Growing Up Online”, de 2008, que investiga como crianças e adolescentes estavam se apossando da internet, território antes voltado para os adultos.
“Nação Digital” continua a analisar a vida na fronteira virtual. Feito em colaboração com o público através de uma plataforma digital, o documentário é guiado pelo pensador da era digital Douglas Rushkoff e pela produtora Rachel Dretzin.
A dupla mostra escolas que optaram por uma educação multimídia, analisa o exemplo da Coréia do Sul, onde a revolução digital trouxe algumas consequências boas e outras muito graves, e debate a iniciativa do exército americano, que passou a utilizar aviões controlados remotamente dos EUA nas guerras no Afeganistão e Iraque.
O que significa viver no mundo digital do século 21? Quais são as implicações de viver em um mundo consumido pela tecnologia e qual é o impacto da conectividade constante para futuras gerações? Estas e outras questões são analisadas em “Nação Digital”, que entrevistou especialistas em diferentes áreas, da informática à psicologia.
Fenômenos como os jogos online, que reúnem milhares de pessoas em torno de um evento, e implicações práticas como manter a atenção de alunos nas aulas, que se distraem surfando na internet ou mandando torpedos, também são abordados no documentário.
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