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Pesadelo na Cozinha e o comportamento humano

Depois de ter assistido esse programa que ficou famoso com o meme do congelador eu vi algo não tão óbvio sobre o Jacquim.

Para quem não sabe o programa se trata de restaurantes que estão indo muito ruim, ou querem aumentar seus lucros, e para melhorarem eles chamam o cozinheiro francês Jacquim para resolver a situação.

Ele acaba identificando erros de gestão de cardápio, conservação de alimentos, cozinha mal preparada, e o que eu gostaria de falar aqui nesse post, a gestão de pessoas.

O restaurante geralmente é um grande investimento, um sonho, algo que virou concreto do desejo de uma ou mais pessoas, as vezes uma família inteira, e isso gera stress, o empreendedor brasileiro abre o negócio para depois aprender sobre ele e isso acaba criando uma pressão sobre si, e sem ferramentas para gerir seu negócio com qualidade acaba virando o tema central de suas vidas, ou melhor, acaba virando o sofrimento central de suas vidas.

No programa Pesadelo na Cozinha é possível observar que as pessoas que trabalham em um restaurante passam muito tempo junto, dependem muito um do outro, e se essa pessoa não satisfaz as necessidades dos outros atritos são criados e qualidade do restaurante cai.

E como todo ser social atritos não vem só de um lugar, a vida não é separada em rounds, as vezes recebemos 3 golpes diferentes de 3 lugares diferentes em tempos muito próximos.

Empreender é um grande sonho, mas não é só sonho, como o nome fala, tem muito pesadelo até chegar no sonho e esse momento em que os funcionários ou o dono do restaurante sente essas pressões ele vai deixando de ser ele, vai criando um novo eu, ou melhor, descobrindo um novo eu, um eu no meio de pressões, um animal que se sente ameaçado.

E todo animal ameaçado é arisco, não é empático, todos podem ser inimigos.

Vou citar alguns Episódios como exemplo.

Há um cozinheiro muito arrogante em uma hamburgueria, ele culpa os equipamentos com razão, a dona do restaurante é passiva, e ele tem 2 filhos novinhos, veio para São Paulo realizar seu grande sonho de virar chefe, mas não vê seus filhos por causa disso, e por estar em um restaurante que não satisfaz suas expectativas + o fato de ter que pagar contas + cuidar dos filhos+ ver seu sonho se diluindo + sua ligeira autoimagem alterada para melhor, como se já fosse um ótimo chef, isso tudo junto fez com que ele fosse o respondão, o autoritário, entrega coisa ruim porque o restaurante não o possibilita para tal. Uma vez entendida essa dinâmica e resolvida a parte técnica ele amoleceu e mostrou o seu verdadeiro eu, um eu sem pressões externas que o incomodasse, um ser dócil . Parece mágica.

Outro Episódio interessante é no Bar com temática de esporte, o dono gastou dono o dinheiro em algo que não ficou satisfeito, perdia dinheiro e não tinha economias, tratava todos bem mal, faltava com respeito com os funcionários, e ao ser perguntado o porquê dele ser tão assim, ele fala que perdeu a sobrinha no prédio que caiu no Rio de Janeiro esse ano de 2019. Além da falência anunciada de seu restaurante ele levou um golpe muito forte de onde não esperava, a perda de uma criança/parente querida, isso abalada qualquer um. E o chef francês o fez valorizar a família de novo e procurar momentos felizes com ela, o que mudou sua perspectiva, e de novo, temos um homem dócil aparecendo.

Jacquim em seu programa não só renova restaurantes, mas faz uma terapia intensa ali com seus participantes, mudando a vida deles com empatia e autoridade, que muitos deles precisam, para encontrar um estado de humildade em que possam esvaziar seus copos para preencher de novo com conhecimento e vontade.

Precisamos entender o que nos pressiona, anote em um papel, e se pergunte: Você está você mesmo? Você é quem você acha que deveria ser ou que já foi?

O que impede você disso?

Crie um plano e volte a ser sua totalidade, as pessoas ao seu redor agradecerão, e o seu eu futuro também.

Homeopatia, uma Conclusão sobre o Assunto.

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O Corpo para além da carne: O Membro Fantasma

 

A amputação de um membro é, para o sujeito, ocasião de grandes mudanças, dores e tristezas. Se o corpo é o templo do indivíduo (mesmo que esse não cuide dele), grandes mudanças em seu formato e em suas potencialidades, quando ocorrem repentinamente, trazem grandes modificações psíquicas. Mas um fenômeno interessante, que acontece em inúmeros casos, é o surgimento do membro fantasma, isto é, a pessoa amputada sente dores e outras sensações no membro que não existe mais. Meses depois. alguns pacientes possuem dores crônicas e podem descrever tais dores com exatidão, localizando-a como se seu membro ainda estivesse ali.

É claro que há uma base neural para essas dores. O cérebro recebe dos nervos seccionados do membro estimulações que trazem a sensação do membro ausente, e a secção destes nervos leva ao desaparecimento do membro fantasma. Mas o que é interessante é que há casos em que uma terapia psicológica trouxe os mesmos resultados, fazendo desaparecer a dor. O que quero dizer não é somente que a terapia psicológica interfere nos circuitos neurais, o que é óbvio. Mas que a dor não é somente um problema do corpo, ela possui um sentido na vida do paciente. Esse sentido é o que o paciente encontra no processo de terapia, e que leva a uma mudança da visão que ele possui de seu próprio corpo. O comum é auxiliar o paciente a compreender internamente a perda do membro, e aceita sua nova situação.

Claro que a secção do nervo é uma solução mais rápida na solução do problema, mas ela deixa de lado toda a existência da pessoa, que foi grandemente modificada. Além disso, o membro fantasma não é de todo ruim. Como ele é a permanência da imagem que a pessoa tinha de si mesma antes da perda, ela auxilia o amputado quando este tem de se adaptar a próteses. É como se o corpo encontrasse na prótese um substituto, e é mais fácil a adaptação à prótese quando o paciente ainda possui o membro fantasma.

Esses fenômenos devem ser compreendidos como algo que ocorre nem no corpo nem na mente, mas na mistura entre os dois.

Documentário: O Milagre de Gerson – The Gerson Miracle (2004)

(Canadá, 2004, Direção: Stephan H. Kroschel)

Seguindo a proposta do documentário “Food Matters”, o documentário se aprofunda na Terapia do médico Max Gerson. através do filme Gerson’s Miracle, que é considerada por muitos o tratamento mais efetivo contra o Câncer.
O tratamento ataca o câncer baseando-se na NUTRIÇÃO, tendo uma enorme porcentagem dos seus pacientes totalmente curados, sem quimioterapia, sem radiação, sem cirurgia, sem náusea e sem perder cabelos.

Além disso o filme mostra com detalhes, os processos de se extrair dos alimentos os nutrientes necessários para o tratamento bem como os procedimentos de se fazer a desintoxicação dos elementos químicos nocivos acumulados durante a nossa vida.
O documentário também é um manual prático das coisas principais que devemos comer e aquelas que devemos evitar.
Apesar de não ser divulgada pela mídia comercial, a Terapia de Gerson curou dezenas de milhares de pacientes de Câncer, bem como diabetes e muitas outras doenças. Para os que já não acreditam nessa mídia, torna-se muito mais fácil acreditar nesse tratamento.

Legendado: PTBR
Tamanho: 850 MB – AVI

Baixe o Filme Legenda

Para ver online clique aqui.

Outro filme ainda mais completo sobre o tema é o Cancer: the Forbidden Cures, talvez ela possa ser assistido no futuro nesse link, depende dos donos do site, eles postam filmes da mostra de cinema onlines, para ver sem pagar, mas ainda não tem esse do Câncer.

obs:descupem a demora para postar eu estava na praia, e já peço desculpa pela futura demora para psotar, pois voltarei aos litorais de são paulo nessa semana.

Psicoterapia de Grupo

Acho que o primeiro mito que devo falar sobre a Psicoterapia de Grupo é que ela é tão ou mais efetiva quanto a terapia individual.

A terapia de grupo funciona com grupo pequenos de até 7 pessoas ou com grupo grandes também de um pouco mais de 10 pessoas, em sua composição deve-se levar em consideração o tipo de pessoas em que se coloca no grupo, visando proporcionar experiências no relacionamento entre os pacientes, para isso deve-se conhecer bem as possíveis ações e reações de certos tipos-psicologicos de pessoas.

A maioria das pessoas tem a idéia errada de como ela funciona, qual é sua mecânica de procura da cura para o paciente. Digo procura, pois claramente nem todos acham, e isso depende do terapeuta e do paciente, não é o terapeuta que vai dar ou achar uma cura para o paciente, ele vai apenas direcionar a atenção do paciente para que ele tenha insights sobre seu atual estado psicológico, ou muitas vezes sobre o estado de outro paciente, e é por causa disso que a psico-terapia de grupo da tão certo, pois consegue proporcionar novas experiências, atritos e reflexões sobre vários aspectos seus e de outras pessoas.

No começo da psicoterapia de grupo alguns terapeutas faziam viagens com seus pacientes para uma fazendo ou algo do tipo, para forçar insights dos pacientes, sendo que alguns chegavam a ficar até uma semana isolados tendo que encarar de frente seus medos e os medos dos outros, proporcionando muita experiência de vida e é nessa recepção de novas informações e reflexões/interpretações em que o paciente vai encontrando um para “curar” o que lhe incomoda. Vou citar um exemplo infeliz sobre isso que acontece em menor escala hoje em dia em um programa de Tv chamado BigBrother, os participantes saem de lá sempre falando as mesmas frases: “foi uma grande experiência” ou “só de estar lá já valeu a pena” ou até “mudou minha vida estar aqui”, mas conseguimos ver algo pessoal nessas frases, realmente quando somos postos de frente com o inimigo sendo ele nós mesmo ou não nós evoluimos, aprendemos como o participante/pessoa se comporta e ficamos um pouco mais consciente do comportamente humano.

E ao contrário do que pensam é a disposição/capacidade de interpretar ações dos outros ou nossas que irá nos guiar no caminho da cura, um paciente “travado” ou infeliz com o tratamente, pensando que não fará diferença e que é um disperdício de tempo dificilmente irá aproveitar o tratamento. Além do terapeuta, sempre há o líder do grupo que na maioria dos casos é o que melhor responde a terapia e consequentemente tem a melhor chance de se recuperar.

Qualquer coisa conta para ser interpretada numa sessão terapeutica, desde sua posição sentado ou perto do terapeura (buscando apoio) ou mais perto da porta (desejando sair ou incomodado) até se ele atrasa ou não nas sessões(podendo ser interpretado como falta de comprometimento), ou então se ele senta entre homens ou mulheres, ou se evita falar de si mesmo, ou se gosta de ser dono da verdade, ou até da maneira como fala certas coisas, como: “você poderia fechar a janela por favor”, “está frio aqui né?”, “vocês não estão sentindo o frio aqui dentro”, ou simplesmente colocando um blusa, muitos são as dicas que as pessoas deixam para a interpretação de sua psico, e a melhor compreensão disso dará ao terapeuta um melhor planejamento/estratégia para guiar o grupo a assuntos/lugares que farão eles terem seus insights.

Insight é uma palavra nova, mas seu significado não é tanto, Kierkegaard falava de um “salto” a um tempo atrás, ele falava que uma pessoa a partir de certo momento ela só mudaria através de um salto de percepção, que é o que acontece na terapia, as vezes pode ser uma construção de argumentos, mas geralmente é esse Salto.

Lendo os livros de Amit goswami e suas metáfora quânticas, acho que pude desenvolver uma para explicar esse fato que também acontece quando surge uma idéia criativa, mas vamos explicar o salto. Imagine que você é um elétron rodando em uma orbita, agora imagine que sua doença psicológica está na mesma altura orbital que você, mas com seu salto/insight você simplesmente pula para outra camada orbital e deixa sua doença para trás. Quando há uma mudança orbital é liberado luz e há um “teletransporte” do elétron para outra camada, digo com aspas, pois não se sabe se é isso mesmo, mas o fato é que ele aparece lá de repente.

E não pense que essas coisas acontecem apenas num grupo de terapia, tudo isso acontece de forma menos óbvia no mundo “real” também, e nós trocamos de papel entre paciente e terapeuta, sendo sempre quando terapeuta os nossos amigos os pacientes, e sempre quando pacientes o mundo como terapeuta, que nos orienta, mas depende da sua disposição para aproveitar o que ele diz.

fonte de pesquisa: Psitoterapia de grupo: teoria e prática – Irvin D. Yalom
e outros do mesmo autor.

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