Tag: sustentabilidade

Graças a um Besouro Descobrimos como Tirar Água do AR.

O deserto da Namíbia onde a chuva é rara, mas a neblina é comum , um besouro sobrevive por condensação de água em suas costas até as gotas rolares pra boca do inseto . Agora este princípio foi ampliada em grande escala proporcionando uma possível solução para o desesperada falta de água que assola as populações de muitas das regiões secas do mundo.

Não há falta de soluções que estão sendo experimentadas por falta de água. A empresa Wells de técnicas e métodos para limpeza de água envenenada reciclagem têm atraído todos os esforços consideráveis ​em particular desde a fundação Bill e Melinda Gates fizeram desta questão uma prioridade para os seus recursos.

No entanto muitas dessas técnicas não deram certo, inadequadas para as condições do mundo real. Essas tecnologias que são rentáveis ​​representam apenas soluções parciais, funcionando bem onde uma fonte de água permanente está disponível, mas inadequada para regiões onde a água de superfície desaparece na estação seca e de águas subterrâneas é de difícil acesso. Como o desmatamento e o aquecimento global expandir as áreas onde a água é escassa ou irregular algo mais é necessário .

Enquanto Warka Waters trata com cautela depois de tantas falsas partidas ele tem a vantagem de ser projetado para combinar com as condições em que a maioria das alternativas executam o pior.

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Um líder digno.

pepe mujica

“No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem enquanto viva em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.” Pepe Mujica

 

http://youtu.be/OLef1zl7k4Q

Se você pensa que não existe sequer um líder digno nesse momento do mundo, fique feliz em saber que está enganado. O que falta é apoio maciço, claro, de milhões de pessoas, a quem é digno e vive de acordo com o que diz. Pepe Mujica, presidente do Uruguai, é um LÍDER com maiúsculas, um líder como o MUNDO precisa hoje. Leia o seu discurso. Mas se ficar com preguiça porque é longo, lembre-se: é por essa preguiça, essa inação e essa mesma indiferença que vivemos nesta sociedade que não interessa a ninguém, à exceção de meia dúzia.

Abaixo, a íntegra do discurso:

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A Infância Eterna

BabyPointing_JSolisPor Paulo Ferreira
(out. 2013)

“Biologicamente, um adulto é de um ser humano ou outro organismo que é de idade reprodutiva (maturidade sexual). No contexto humano, a idade adulta, adicionalmente, tem significados associados a conceitos sociais e legais, por exemplo, um adulto legal é um conceito legal para uma pessoa que tenha atingido a idade da maioridade e, portanto, é considerada como independente, auto-suficiente, e responsável (contrastando com “menor”). Além disso, a idade adulta adulto humano engloba o desenvolvimento psicológico.

Definições da vida adulta são muitas vezes inconsistentes e contraditórias, uma pessoa pode ser biologicamente um adulto, e têm um comportamento adulto, mas ainda ser tratado como uma criança, se eles estão abaixo da maioridade legal. Por outro lado, pode ser legalmente um adulto, mas não possuem a maturidade e responsabilidade que pode definir o caráter adulto.” (Wikipédia)

Neste mês de outubro, o conceito do potencial e da proteção dos seres que são de fato crianças, seres muito jovens; que representam toda a possibilidade do futuro e estão cheios da inocência própria da idade está bastante presente; temos muitos lembretes desse aspecto sendo feitos por muitos. Gostaria de aproveitar o destaque do tema para focar outro aspecto; que é o da “infância eterna” que aflige muitos que já não tem poucos anos de vida. A imaturidade que persiste mesmo em muitos que já não sendo tão jovens, e nem inocentes (em muitos sentidos) continuam comportando-se como crianças já tendo vivido décadas.

Maturidade é o entendimento e reconhecimento da existência e igual relevância de direitos e liberdades dos seus semelhantes. Uma criança tem uma visão limitada do mundo, no sentido que é uma visão pouco ampla. A criança coloca-se sempre no “centro do mundo” – e para a percepção infantil, as eventos só existem na medida da relação com ela mesma; portanto, todos os eventos percebidos devem ser “motivados”e “dirigidos” a ela e por ela. Por isso, a criança muito nova não reconhece, não entende a necessidade do adulto por dormir, quando ela mesma está acordada. Partindo do pressuposto infantil de que “o mundo existe PORQUE eu existo”, ela não pode conceber que alguém tenha necessidades não relacionadas a ela. Isso está fora do escopo de compreensão de uma criança de 2 anos de idade, o que, nesta fase, é apenas natural.

Agora, pense por um instante em quantas pessoas com décadas de idade você conhece que agem exatamente da mesma maneira. Incapazes de perceber que o mundo não existe “por elas”. Incapazes de conceber que outro individuo tem necessidades que não se relacionam e ela.

Mesmo que esta pessoa tenha 20, 30 ou 80 anos… sua mentalidade é imatura: esta atitude não é adulta. Esta atitude é de uma criança, mesmo que o indivíduo em questão tenha 60 anos de idade. Quando alguém age “sem reconhecer” a existência e as necessidades do outro, esta atitude é idêntica àquela da criança que ainda não sabe que não é o centro do mundo.

Quando alguém ocupa um lugar reservado num ônibus, ignora as outras pessoas e passa-lhes à frente numa fila; “atropela” descuidadamente, ignorando e empurrando as outras pessoas num lugar cheio; quando alguém ouve musica num carro ou num celular num volume alto o suficiente para afetar as atividades dos semelhantes à sua volta… todas essas atitudes denotam uma completa falta de maturidade e entendimento do mundo adulto, que demanda o reconhecimento da existência do “outro” a sua igualdade de direitos e liberdades.

Todos estes exemplos acima são bastante simples, externos e visíveis. Mas nem tudo no mundo da maturidade é tão visível e claro.

Quando alguém tenta impor a outro ser que aja de um modo específico, apenas por um desejo pessoal de que isso seja feito; qual seria a diferença real entre isto e a atitude da criança de 2 anos que não entende como a mãe possa querer dormir, se ela mesma já está acordada? Nenhuma diferença. Tentar impor a sua vontade ao outro é exatamente AGIR como uma criança de 2 anos. É um comportamento aceitável para a criança de 2 anos. E é absolutamente vergonhoso e inaceitável num ser que julgue-se adulto.

Quando alguém tenta impor que algo aconteça imediatamente, apenas para satisfazer a sua própria ansiedade; qual a diferença entre isso e a atitude de uma criança de 2 anos que chora porque a mãe foi ao banheiro?

Quando alguém se permite ofender ou ser ríspido com o outro, apenas porque algo que foi feito não lhe agrada, qual a diferença entre isso e a criança que grita com o amiguinho que não lhe dá o brinquedo?

Desde cedo, a maioria dos pais busca ensinar, de algum modo, que não se deve “impor” a sua vontade ao outro; e essa atitude tem muitos nomes: é chamada birra, mimo, descontrole. O termo em inglês para isso é bastante interessante: spoiled. A mesma palavra usada para dizer que algo está estragado. Um ser humano que age assim, está, de fato, estragado.

Mas o que dizer de alguém que exige que outro ser cumpra um prazo insensato para a entrega de um trabalho, apenas porque a falta de planejamento ou a sua vontade pessoal assim deseja? É absolutamente a mesma coisa. O que dizer de alguém que altera ou frauda uma licitação, roubando o dinheiro dos contribuintes, apenas para guardar para si mesmo ou seus amigos? E absolutamente a mesma coisa. É somente a incapacidade de entender que o mundo não gira ao seu redor. Que há outros seres no mundo, e que estes tem o mesmo direito e merecem a mesma liberdade. O que dizer de um ser que destrói uma floresta para ali fazer um empreendimento particular que dará lucros e benefícios a uns poucos?

Na mesma medida em que devemos proteger e cuidar da verdadeira infância, daqueles que são de fato pequenos e inocentes, devemos exigir de nós mesmos uma atitude adulta e madura em TODOS os aspectos da nossa vida, uma vez que deixemos os primeiros anos de vida.

O estado atual da maioria dos governos, que age apenas por interesses próprios, econômicos e de curto prazo, jamais pensando no bem comum; assim como o estado atual do ambiente no planeta, são um exemplos claros de que temos sido crianças soltas numa loja de doces: bagunçando tudo, experimentando tudo, absolutamente indiferentes ao que pode acontecer, absolutamente ignorantes do fato que estamos destruindo, inclusive, a nós mesmos, através da destruição da nossa casa.

Mais dia, menos dia (como sabe qualquer adulto) a vida manda a conta por todas as nossas atitudes.

Story of Stuff – A História das Coisas

 

Site do Projeto: http://www.storyofstuff.org/
Scripts com Anotações e transcrição do filme 

A história das coisas (em inglês Story of Stuff) é um documentário da web sobre o ciclo de vida dos bens e serviços.

Escrito e narrado por Annie Leonard, o documental de 20 minutos apresenta uma visão critica da sociedade capitalista. Expõe as conexões entre um grande numero de problemas sociais e do ambiente, e nos convoca a todos a criar um mundo mais sustentável e justo.

O documentário se divide em 7 capítulos: introdução, Extração, Produção, Distribuição, Consumo, Resíduos e Outro Caminho.

O documentário descreve a economia de materiais, um sistema composto de extração, produção, distribuição, consumo e resíduos. Este sistema se estende com pessoas, o governo e as corporações.

A ideia principal é: Não é possível operar um sistema linear indefinidamente em um planeta finito. Tais afirmações estão apoiadas por dados estatísticos e referencias a diversos trabalhos científicos (Que não aparecem diretamente no documentário, mas podem ser consultados no script com anotações e na folha de feitos, disponível para download lá em cima do Post.)

Algumas das afirmações são:

  • …mas de 50% do dinheiro do imposto federal dos estados unidos agora é para as forças armadas…”
  • Das 100 maiores economias do planeta, 51 agora são corporações.
  • Nós (os Estados Unidos) temos 5% da população do mundo, mas consumimos 30%dos recursos mundiais e criamos 30% do lixo mundial.
  • 80% dos bosques originais do planeta foram perdidos
  • Só no Amazonas, perdemos 2000 arvores por minuto.
  • Cada um de nós, nos estados unidos, recebemos mais de 3000 avisos publicitários por dia
  • Cada um de nós nos estados unidos produz 2,04kg de lixo por dia
  • La Dioxina é a substancia mais toxica criada pelo homem conhecida pela ciência e os incineradores são as primeiras fontes de dioxina.

O documentário também cita o que Victor Lebow disse em 1955:

“Nossa economia enormemente produtiva, pede que façamos do consumo nossa forma de vida, que convertamos a compra e uso dos bens de serviço em um ritual, que busquemos nossa satisfação espiritual, nossa satisfação do ego, em consumo… nós necessitamos coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas a um passo acelerado.”

Alguns dos temas mencionados no documentário são: Poluição, Custo Exteriorizado, Obsolência planificada, Publicidade, Incineração, Dioxinas, Reciclagem.

 

Capitalismo: Excesso de Produção e Escassez de Novidades


Qual a real diferença?

 Olá Leitores deste blog. Sei que meus últimos posts mostravam algumas de minhas especulações teóricas próprias. Creio que esse não vai ser diferente, e peço desculpas, já que especulações não são teorias fundamentadas, mas acredito que elas podem nos fazer pensar, por isso continuo nessa onda.

O capitalismo é um regime que se mantém pelo desequilíbrio. Não mantém um nível de produção equivalente com a capacidade de consumo, mas aprendeu muito bem a criar desejos, a fazer com que as pessoas busquem consumir cada vez mais, aumentando assim sua produção, seus investimentos e consequentemente seu lucro. Quando pensávamos que o capitalismo ia consumir desenfreadamente nossos recursos naturais, vemos surgir uma nova forma de lucrar, sob o nome do “sustentável”. Já deixo claro aqui que esse “sustentável” que vemos nos produtos vendidos e nas sacolas plásticas reutilizáveis nada tem de sustentabilidade, pois a lógica da produtividade constantemente em alta ainda é válida. Entretanto, não podemos pensar que o sistema capitalista seja tão ingênuo de deixar que os recursos naturais se acabem, já que é o que ele explora para se mantém dominante.
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Teleologia e Sociedade

Como Atlas, todos temos seguramos o planeta. O que faremos com ele?

Olá pessoal, hoje estou postando algo que é de um grande colaborador nosso, o Eduardo Cruz, que vai contribuir muito com nosso site. Esse texto ele fez como resposta e complemento a um de meus posts, aquele sobre teleologia (para ler, clique aqui). Vou deixar a resposta dele, que nos chegou por e-mail, na íntegra, somente ajustando algumas coisas para tornar mais fácil a leitura.

Agradeço Mako e Hugo, por esse post. Com humildade afirmo que não conhecia o termo Teleologia. E após ler e refletir sobre as questões propostas em seu post, eu concordo com você. Nos falta teleologia…! Isso de certa forma justifica a obsolência dos nossos atuais valores morais, da nossa ética. Digo isso pois me parece evidente a existência de um processo de evolução. É evidente que a natureza evolui, de um estado para o outro, agrega, acumula experiências, interage com/nos os diversos níveis de ambiente.

 Eu não sinto as “coisas” com propriedade. Não há evidências para mim de que exista “ideias próprias”, em indivíduos distintos. O que há é a possibilidade de alguns indivíduos, se conectarem, “sintonizarem” com essa busca (das finalidades, por exemplo). A capacidade existe em cada ser humano! Como um músico disse uma vez, que não tinha “criado aquela” melodia, apenas captado, esbarrado, se sintonizado na frequência daquela possibilidade…

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