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Vídeo: Robôs merecem direitos? E se tiverem consciência?

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Emoções – Expressões

Quantas expressões faciais você já deu hoje?

Dá pra contar? Provavelmente foram muitas. Fazemos expressões a todo instante e com bem mais frequência do que imaginamos, pois é algo automático.

Mas alguns pesquisadores tinham dúvidas sobre elas, e Paul Ekman foi um dos primeiros pesquisadores e ir visitar tribos que tiveram nenhum ou pouquíssimo contato com a sociedade para descobrir se nossas expressões são universais.

“Como assim?” – Você deve estar se perguntando.

Uma pessoa quando ri vai ter sempre a mesma expressão com um sorriso e bochechas pra cima? Uma pessoa com raiva sempre comprimirá os lábios, irá comprimir a sobrancelha e arregalar os olhos?

Todos teriam as mesmas expressões em todo o mundo ou as expressões seriam uma bagagem cultural que nós temos levado conosco desde a muito tempo atrás?

Perguntas importantíssimas que Paul Ekman e outros procuraram achar suas respostas.

A Carta Roubada –  Edgar Allan Poe

“Quando desejo descobrir quão sábia ou quão estúpida ou quão boa ou quão má é uma pessoa, ou quais são seus pensamentos no momento, amoldo a expressão da minha face tão perfeitamente quanto possível, de acordo com a expressão dessa outra pessoa, e, em seguida, espero pra ver quais pensamentos ou sentimentos resultam em minha mente ou coração, como se para combinar ou corresponder com a expressão.”

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Temos total conhecimento daquilo que sentimos?

Você já olhou para dentro de si?

Desde Descartes, um dos maiores filósofos da Idade Moderna, A racionalidade humana, centrada no cogito (que significa “Eu penso”), achava que sabia tudo sobre si mesma. As pessoas acreditavam que o poder da razão era o suficiente para que o ser humano se conhecesse por inteiro, podendo assim dominar-se e utilizar seu poder físico e racional para construir uma civilização forte. Todos os que fugiam ao controle (os loucos, os criminosos, os perversos e também os revolucionários), de alguma forma não tinham ou não queriam controlar a si mesmos, ou tinham algum “defeito” em sua racionalidade, e deviam ser controlados por aqueles que tinham o controle racional.

Ora, essa teoria racional, dava nas mãos daqueles que detinham o poder e o acesso ao conhecimento a força para controlar a sociedade, e assim eliminar aquilo que julgavam ser diferente. Porém, alguns grandes pensadores, desde antes mesmo de Descartes, foram quebrando o pedestal em que o ser humano se colocou (Copérnico revelou que o planeta Terra não era o centro do universo, Darwin mostrou a conexão entre íntima humanos e animais). Mas quero destacar aqui o que fez Freud com sua Psicanálise. É certo que ele não foi o primeiro a fazer isso, mas foi sua corrente de pensamento que tornou essa ideia conhecida ao mundo: o homem não é dono de si, de seus pensamentos nem de suas emoções.

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