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O Brasil na Visão dos Americanos

Reportagem da TV americana mostrando o potencial do Brasil.

Muito interessante.

O programa que fez esta reportagem chama – se 60 minutes da tv CBS. Não quer dizer que a reportagem sobre o brasil tenha 60 minutos, a reportagem está completa e dura 13 minutos.

Reparem quando o reporter compara Brasília a cidade dos Jetsons(desenho animado futurista dos anos 60), fala da alta tolerância dos brasileiros a corrupção, a falta de ambição e o famoso jeitinho brasileiro.

Na minha opinião faltou falar é claro, do maior responsável do bom momento que o Brasil atravessa = O PLANO REAL

O Homem e a Queda de seu Pedestal

Falar sobre o homem, a humanidade, é uma tarefa complicada. Isso, pois não estamos falando de um objeto visível à nossa frente, ou de uma bactéria em um microscópio ou qualquer fenômeno a ser testado. Nem mesmo do corpo enquanto esse conjunto de células que os biólogos e médicos tratam. Falar do homem é tornar-se objeto a si mesmo. Ou seja, é olharmo-nos no espelho, é ver o que somos, mas sabendo que somos nós mesmos quem questiona. Somos o ponto de partida e de chegada dessa questão.

O texto que escrevo aqui é introdutório dos temas que irei tratar com mais cuidado ao longo de minha contribuição para o blog. Assim, já destaco os riscos que correremos nesse caminho, preparando-nos para as discussões já feitas e para as que virão. Destruir dogmas, essa tarefa não é fácil. Temos que abalar suas estruturas, para que elas caiam por conta própria, caso o leitor assim o queira. Se estamos na física, na biologia, na química, etc., eliminar dogmas seria mais fácil, isso no sentido de que, assim que uma teoria se confirma ao longo dos estudos, pouco resta aos outros cientista senão adotar esse ponto de vista, nem que seja para tentar provar seu erro. Assim foi com as grandes viradas de nosso conhecimento, Galileu, Newton, Einstein, e isso para ficar nos mais conhecidos da física.

Agora, e quando nos passa pela cabeça aquelas perguntinhas já piegas de tão repetidas: o que somos? de onde viemos? Onde estamos? Por mais que pareçam ridículas, elas refletem algo que sempre nos incomoda. Respondê-las é difícil, pois se tratam de coisas que não estão facilmente a nosso alcance, e que não nos fornece dados diretos na realidade que vivemos. Assim, várias correntes, abordagens e teorias se formam na busca dessa explicação. Mostrar o erro de alguns pontos de vista depende cada vez mais da crença de cada um, ou dos poucos dados que pode obter. Principalmente quando perguntamos sobre nós mesmos. A Psicologia, que se propõe a estudar o sujeito humano (definindo-o de acordo com sua posição teórica e ideológica, mas que em geral refere-se a nós mesmos, pessoas, indivíduos, etc), é composta por inúmeras abordagens diferentes, cada um dando conta de alguns fenômenos sobre nosso psiquismo, mas deixando de compreender outros. Cada um prega um tipo de homem diferente, e fica difícil a tarefa de criticar cada corrente.

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Documentário: A Revolução não será Televisionada legendado Pt

Sinopse :

(The revolution will not be televised) Documentário. 2003. Irlanda.

O documentário A revolução não será televisionada, filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain, apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela. Os dois cineastas estavam na Venezuela realizando, desde setembro de 2001, um documentário sobre o presidente Hugo Chavez e o governo bolivariano quando, surpreendidos pelos momentos de preparação e desencadeamento do golpe, puderam registrar, inclusive no interior do Palácio Miraflores, seus instantes decisivos, respondido e esmagado pela espetacular reação do povo.

É apresentado o cenário em que se desencadeiam os acontecimentos de abril de 2002. A Venezuela está entre os cinco maiores países produtores de petróleo do mundo, sendo um dos maiores fornecedores dos Estados Unidos. Ao assumir a presidência, em 1998, Hugo Chavez passou a defender a distribuição dos rendimentos auferidos com o petróleo para investimentos sociais voltados à maioria do povo e intensificou as críticas às políticas liberais inspiradas nos EUA, o que levantou a ira das classes dominantes locais e do imperialismo norte-americano, acostumados a governos submissos.

A partir de então, o governo de Hugo Chavez e a “revolução bolivariana” passariam a enfrentar, diariamente, uma verdadeira cruzada na mídia empreendida pelos cinco canais de televisão privada do país. A cruzada foi respondida com o avanço da mobilização e a organização da grande massa de explorados do país, abrangendo mais de 80% da população pobre. Em 1999 foi aprovada, por meio de referendo popular, a nova Constituição da Venezuela. Ela ampliou a participação política das massas populares através da organização dos círculos bolivarianos pelos bairros e favelas.

Com bastante propriedade, o documentário consegue mostrar a permanente campanha de mentiras urdida pelos meios de comunicação contra o governo de Hugo Chavez, as relações da grande mídia com a elite econômica, militares dissidentes e a articulação dos EUA na manipulação dos fatos. Evidencia também a intervenção direta do imperialismo norte-americano na organização do golpe, em sua preparação e organização na embaixada americana em Caracas que foi, posteriormente, comprovada com documentos. Como disse o então diretor da CIA George Tenet, em entrevista na TV Venezuelana, dias antes do golpe, Chavez “não está preocupado com os interesses dos EUA”.

As articulações que envolveram a grande mídia na tentativa golpista foram por ela mesma reveladas, momentos depois de empossarem Pedro Carmona. Momentos, aliás, muito bem registrados no documentário: mostram a arrogância do procurador, designado por Carmona, ao anunciar a dissolução do Congresso, da Corte Suprema e revogar a Constituição, e depois de algumas horas, todo assustado, ao ser preso, num canto de uma sala do palácio.

Outro aspecto importante do documentário é a revelação da manipulação dos canais de televisão comerciais sobre os responsáveis pelos assassinatos dos manifestantes em 11 de abril de 2002. Todos os canais privados de televisão que, junto à imprensa escrita e radiofônica, justificaram o golpe de estado de 11 de abril com uma edição de imagens em que aparece um grupo de apoiadores de Chavez, situados na Ponte Llaguno de Caracas, realizando disparos. Estas imagens foram utilizadas para afirmar que “Chávez foi quem ordenou disparar contra a multidão”. “A revolução não será televisionada” demonstra, ao apresentar a edição completa da seqüência de imagens (manipulada na edição das TVs), que os grupos situados sobre a Ponte Llaguno de Caracas respondem ao fogo de franco-atiradores (estes sim atiram nos manifestantes) e não disparam sobre os manifestantes.

O ponto alto do documentário é registrar a força das massas exploradas que derrotam os golpistas e restituem o governo a Hugo Chavez. O povo enfrentou e passou por cima de toda a mentira, fraude, manipulação da informação, da repressão iminente e mostrou que é mais forte. Não aceitou as “notícias”, recusou-as e saiu às ruas na manhã de sábado, 13 de abril, para denunciar que Chavez “não renunciou! Está seqüestrado!” e “não te queremos Carmona! Ladrão!”. Centenas de milhares de pessoas nas ruas cercam o Palácio Miraflores para exigir “Queremos a Chavez!” e clamar “Chavez amigo, o povo está contigo!”.

Um ponto importante a ser identificado e debatido: durante a noite do dia 11 de abril e na madrugada do dia 12, o Palácio Miraflores foi cercado e os golpistas ameaçaram bombardeá-lo caso Chavez não renunciasse.
Chavez resistia e afirmara que não renunciaria. As horas passam e o prazo dado pelos golpistas estava por terminar. A maioria do governo considerou que não havia saída: “O jogo acabou… é a vitória da morte” afirmara seu Ministro do Desenvolvimento. O Conselheiro Político expressou que “os adversários eram muito poderosos e não deu tempo… Não organizamos uma política de comunicações”. Por volta das 3:30 h da madrugada, Chavez comunica que sairia e se entregaria, mas sem renunciar, para ficar claro que se tratava de um golpe. Um sinal de que aquele não seria o desfecho final é manifestado pelo próprio Chavez, na saída do Palácio, diante da afirmação de um aliado que grita: “Presidente voltaremos”. Chavez afirma “Ora! Nem fomos embora”.

Download do documentário: Em torrent e com legenda em Pt-Br
cliquei Aqui.

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