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Existem maneiras melhores de educar seu filho sem ser com a Bronca, conheça algumas

ANGRY CHILD

Seu filho pode ser alguém que demora para ficar furioso ou pode explodir como bombinha de festa junina diante da menor provocação. De um jeito ou de outro, toda criança e todo adolescente pode se beneficiar se aprender a controlar sua raiva. Nós, como pais, deitamos as bases para essa habilidade quando controlamos nossas próprias emoções quando nos confrontamos com uma explosão de raiva.

Da próxima vez que você enfrentar uma criancinha pequena tendo um acesso de raiva ou que seu filho adolescente lhe der um “gelo”, fazendo de conta que você não existe, experimente usar uma destas 26 frases:

1. Em vez de: Pare de jogar coisas por aí!

Experimente falar: Quando você joga seus brinquedos, fico achando que você não gosta de brincar com eles. É isso que está acontecendo?

Esta técnica de pessoa que fala/pessoa que ouve visa ajudar seu filho a transmitir seus sentimentos de uma maneira não hostil. Isso mantém o canal de comunicação entre você e ele aberto e ensina seu filho a expressar uma situação do modo como você a enxerga, o que, por sua vez, lhe dá a oportunidade de reformular os acontecimentos sob o ponto de vista dele.

2. Em vez de: Menino (ou menina) grande não faz isso!

Experimente falar: Crianças grandes e até adultos às vezes têm sentimentos grandes. Tudo bem, esses sentimentos vão passar.

Sejamos francos. Quanto mais seus filhos crescem, maiores são os problemas que eles encaram e maiores os seus sentimentos. Dizer a seu filho que criança grande não sente raiva, frustração ou ansiedade simplesmente não é verdade. Além disso, incentiva a criança a evitar ou sufocar emoções, não permitindo que as processem de maneira saudável.

3. Em vez de: Nem ouse bater!
Experimente falar: Tudo bem você ficar com raiva, mas não vou deixar você bater. Precisamos garantir a segurança de todo mundo.

Assim você transmite a mensagem de que a emoção – a raiva – não tem problema, mas a ação, sim. Separar as duas coisas vai ajudar seu filho a aprender a fazer a mesma coisa.

4. Em vez de: Você está complicando tanto minha vida!

Experimente falar: Problema difícil, não? Vamos descobrir juntos como resolver este impasse.

Quando as crianças teimam em fazer uma coisa, é importante entender o porquê. Essa frase reforça a ideia de que você e ela estão na mesma equipe, que estão buscando o mesmo objetivo.

5. Em vez de: Agora chega, você está de castigo!
Experimente falar: Vamos juntos para nosso cantinho da calma
.

Em lugar de castigo, ou isolamento, um momento juntos, para vocês se reconectarem.

6. Em vez de: Vá escovar os dentes já!
Experimente falar: Quer escovar seus dentes primeiro ou os do Elmo?

Para as criancinhas pequenas, os acessos de raiva são uma maneira de exercerem controle sobre o ambiente. Desta forma você oferece a seu filhinho pequeno uma opção e um tanto de controle.

7. Em vez de: Coma sua comida ou você vai para a cama com fome!
Experimente falar: O que podemos fazer para deixar esta comida gostosa?

A responsabilidade por encontrar uma solução é entregue de volta a seu filho.

8. Em vez de: Seu quarto está um caos! Ou você arruma já ou fica de castigo.
Experimente dizer: Que tal se a gente começar a arrumar este cantinho do seu quarto? Eu ajudo você.
Em vez de encarar a tarefa avassaladora de arrumar uma bagunça enorme, mude a meta, que passa a ser de simplesmente começar. Começar a fazer uma tarefa indesejável pode dar ao seu filho o ímpeto e pique de continuar.

9. Em vez de: Estamos saindo. Já!

Experimente falar: O que você precisa para ficar pronto para sair?

Deixe a criança repassar na cabeça os processos das transições em sua vida. Isso ajuda a evitar uma luta de poder entre vocês e lhes dá uma chance de indicar à mente dela que vocês estão fazendo uma transição para uma nova atividade. E é uma ótima rotina para repetir, trocando papéis, em momentos em que vocês não estão indo a lugar algum, na realidade.

10. Em vez de: Pare de gemer!

Experimente falar: Que tal falar isso de novo em sua voz normal?

Às vezes as crianças fazem reclamações em tom de gemido e nem sequer percebem. Quando você pede que elas digam de novo em sua voz normal, está ensinando que o modo como falamos as coisas tem importância.

11. Em vez de: Pare de reclamar!

Experimente falar: Ouvi. Você tem uma solução a propor?

Novamente você passa a responsabilidade para as mãos da criança. Da próxima vez que seu filho ficar reclamando sem parar sobre a escola/o jantar/seus irmãos, peça que ele proponha soluções. Lembre a ele que não existem respostas erradas.

12. Em vez de: Quantas vezes tenho que te dizer a mesma coisa?

Experimente falar: Estou vendo que você não me ouviu da primeira vez. Que tal eu falar para você e você repetir para mim, falando baixinho?

Quando seu filho repete o que você disse a ele, sua mensagem é reforçada. Se ele tiver que falar baixinho, fica mais divertido.

13. Em vez de: Pare de ficar frustrado!

Experimente dizer: Está muito difícil fazer isso agora? Vamos dar um time e voltar para fazer daqui a 17 minutos.

Parece um número aleatório, mas existe uma fórmula de produtividade que é baseada em pesquisas e que reza que se trabalhe por 52 minutos e tire 17 minutos de folga. Fazendo um intervalo no estresse relacionado à tarefa, você volta depois preparado para recomeçar, mais concentrado e produtivo que antes.

O mesmo conceito é válido para a lição de casa, estudar piano ou praticar um esporte.

14. Em vez de: Já para seu quarto!

Experimente dizer: Vou ficar aqui mesmo do seu lado até você estar pronto para receber um abraço.

O isolamento transmite a mensagem de que há algo de errado com seu filho. Quando você lhe dá espaço até ele se sentir pronto para se comunicar de novo, você lhe está mostrando que sempre estará ao seu lado.

15. Em vez de: Você me está fazendo passar vergonha!

Experimente falar: Vamos para algum lugar a sós para a gente resolver esta questão.

Lembre que o importante aqui não é você, é seu filho e os sentimentos dele. Ao tirar vocês dois da situação que está causando tensão, você reforça o trabalho em equipe, sem chamar a atenção para o comportamento dele.

16. Em vez de: suspirar e rolar os olhos

Experimente: fazer contato olho a olho, lembrar-se dos pontos fortes de seu filho e lhe dar um sorriso, mostrando que sente seu problema.

Treine manter as coisas na devida perspectiva, pensando nos pontos fortes de seu filho.

17. Em vez de: Você é insuportável!

Experimente falar: Está difícil para você, não? Vamos dar um jeito juntos.

Sempre diferencie o comportamento da criança, reforce a emoção e trabalhe junto com ele para vocês encontrarem uma solução.

18. Em vez de: Pare de gritar!

Experimente falar: Vou fazer de conta que estou apagando velinhas de aniversário. Topa apagar comigo?

Fazer respiração profunda ajuda o corpo a recuperar a calma. Se você fizer essa respiração como uma brincadeira, é mais provável que seu filho coopere. No caso de crianças mais velhas, peça que respirem com você como Darth Vader respira.

19. Em vez de: Não posso lidar com você agora!

Experimente dizer: Estou começando a ficar frustrado. Vou estar aqui mesmo, me acalmando.

Ensine as crianças a descrever e controlar suas emoções, dando um exemplo em tempo real.

20. Em vez de: Já cansei de falar!

Experimente dizer: Eu te amo. Preciso que você entenda que não é legal você fazer isso. Tem alguma coisa que você quer que eu entenda?

Assim o canal de comunicação entre vocês continua aberto, ao mesmo tempo em que você expressa a emoção de maneira sadia.

21. Em vez de: Não aguento mais! Cheguei ao meu limite!

Experimente falar: Se o verde é calmo, o amarelo é frustrado e o vermelho é raivoso, estou amarelo indo para vermelho. Que cor você está? Como podemos fazer para voltarmos ao verde?

Dê ao seu filho uma maneira visual de exprimir o que ele está sentindo. Você talvez se surpreenda com o que ele tem a dizer e o tipo de soluções que ele pode propor para mudar o rumo das coisas.

22. Em vez de: Não vou trocar!!!

Experimente dizer: Que pena que você não gostou do jeito que eu fiz ……. Como podemos fazer melhor da próxima vez?

Mudar o foco da atenção do acontecimento para a solução elimina a disputa pelo poder resultante de você se aferrar ao que fez.

23. Em vez de: Pare de dizer “não”!

Experimente falar: Eu ouvi que você disse “não”. Entendi que você não quer essa coisa. Vamos tentar pensar o que podemos fazer diferente.

Ao reconhecer o “não” de seu filho, você acalma os ânimos e a situação. Em vez de uma discussão do tipo sim ou não, mude o roteiro para que vocês pensem no futuro e na perspectiva de uma solução.

24. Em vez de: Não fique bravo!

Experimente falar: Eu também fico bravo de vez em quando. Vamos soltar nosso grito de guerreiro para conseguir controlar esses sentimentos de raiva.

Um estudo recente revela que gritar quando sentimos dor física pode realmente impedir que mensagens de dor sejam transmitidas ao cérebro. Seu filho pode não estar propriamente sentindo dor, mas um grito de guerra pode funcionar para ele soltar sua energia raivosa de um jeito divertido. Escolha com seu filho um grito de guerra ou mantra (por exemplo o grito de “Liberdaaaade!” de William Wallace, o herói do filme Coração Valente).

25. Em vez de: Pare com essas reações exageradas!

Experimente dizer: Você está tendo uma reação grande a uma emoção grande. Se sua emoção tivesse cara de monstro, como seria?

Quando as crianças estão cansadas, com fome ou superestimuladas, elas reagem exageradamente. Atribuir um rosto à emoção as ajuda a externar o problema e responder ao seu monólogo interno de raiva. Mais tarde, os ajuda a exercer controle sobre a emoção.

26. Em vez de: Pare com isso, já!

Experimente falar: Estou aqui do teu lado. Amo você. Você está em segurança. (Depois disso, fique sentado com seu filho, quietos, e deixe que a emoção saia para fora e se dissipe.)

Quando a criança tem um ataque de raiva ou pânico, muitas vezes seu corpo sente uma resposta de estresse que a faz literalmente se sentir em perigo. Mostrar a ela que ela está em segurança lhe dará apoio até o desconforto passar. Essa é uma habilidade crucial para a resiliência.

Este artigo foi postado originalmente no PsychCentral

Claro que na prática isso tudo pode mudar, mas a lição que fica aqui é a tentativa de dar reflexão emocional pro filho, ir treinando ele desde de pequena a entender o que sente e o que o outro.

 

Se você teve, ou tem, uma doença grave e não é otimista, seus dias podem estar contados

122 homens que tiveram um primeiro ataque cardíaco foram avaliados quanto ao grau de otimismo ou pessimismo. 8 anos depois, dos 25 mais pessimistas, 21 haviam morrido; dos 25 mais otimistas, apenas 6. A forma como encaravam a vida revelou-se um melhor previsto de sobrevivência do que qualquer outro fator clínico de risco, incluindo a extensão do dano causado ao coração no primeiro ataque.

Nosso sistema nervoso e imunológico são ligados às emoções.

Nosso corpo é uma máquina e nossas emoções fazem a manutenção de tudo no devido tempo. Mas as vezes podemos não estar animados e a máquina funcionará mal, causando assim doenças ou complicações.

Quando o paciente vai começar uma cirurgia é muito importante saber o estado emocional dele, pois caso ele esteja nervoso ou com medo as chances de criar infecções, ou o que acontece com mais frequência, a veias se dilatam por causa do stress e há perda considerável de sangue, muitas vezes levando a morte.

Os pessimistas já são descuidados com a saúde, eles fumam mais, bebem mais , e fazem menos ou não fazer exercícios.

A esperança é outro fator que ajuda muito na recuperação, principalmente em casos de danos da coluna que vai envolver longos períodos de tratamento para conseguir um pouco mais de mobilidade e melhorar o seu desempenho socialmente.

O isolamento social também é um grande problema para a saúde, representando umas das taxas de mortalidade tão importantes quanto o fumo, pressão alta,colesterol alto.

O cigarro aumenta a chance de morrer e contrairmos doença em 1,6%, o isolamento em 2%.

São muitos os fatores para se ter uma vida saudável ou para recuperarmos a saúde , mas hoje temos pesquisar suficientes para apontarmos as mudanças necessárias se quisermos viver mais e melhor.

*Fica a pergunta: Se você tivesse uma doença agora quem você seria, o pessimista ou o otimista?

A resposta pode determinar o seu futuro, caso não goste da resposta, o que você pode fazer pra mudar?

Existem 5 tipos de inteligência emocional, saiba se você tem uma delas

Salovey, com seu colega John Mayer, propôs uma definição elaborada de inteligência emocinal, expandindo essas aptidões em 5 dominios principais:

1. Conhecer as próprias emoções

Autoconsciência – Reconhecer um sentimento quando ele ocorre – é a pedra de toque da inteligência emocional. a capacidade de controlar sentimentos a cada momento é fundamntal para o discernimento emocinal e para a autocompreensão. A incapacidade de observar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles. As pessoas mais segura acerca de seus próprios sentimentos são os melhores pilotos de suas vidas, tendo uma consciência maior de como se sentem em relação a decisões pessoais, desde com quem se casar a que emprego aceitar.

2. Lidar com emoções

Lidar com os sentimentos para que sejam apropriados é uma aptidão que se desenvolve na autoconsciência. Isso te dará a capacidade de confortar-se, de livrar-se da ansiedade, tristeza ou irritabilidade que incapacitam – e as consequências resultantes do fracasso nessa aptidão emocional básica. As pessoas que são fracas nessa aptidão vivem constantemente lutando contra sentimentos de desespero, enquanto outras se recuperam mais rapidamente dos reveses e perturbarções da vida.

3. Motivar-se

Pôr as emoções a serviço de uma meta é essenscial para centrar a atenção, para automotivação e o controle, e para a criatividade. O autocontrole emocional – saber adiar a satisfação e conter a impulsividade – está por trás de qualquer tipo de realização. E a capacidade de entrar em estado de “fluxo” possibilita excepcionais desenpenhos. As pessoas que têm essa capacidade tendem a ser mais produtivas e eficazes em qualquer atividade que exerçam.

 

4. Reconhecer emoções nos outros

A empatia, outra capacidade que se desenvolve na autoconsciência emocinal, é a “aptidão pessoal” fundamental. Quanto nos custa não saber escutar as emoções das pessoas? Quantas brigas poderiam ter sido evitadas, discussões, rancor. A empatia é a fonte do altruísmo, ou seja, quem tem atitudes altruistas tem mais empatia em si, é uma condição emocional muitas vezes, em vezes de ser um posicionamento político, ou filosofia de vida. As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os sutis sinais do munddo exterior que indicam o que os outros precisam ou o que querem. Isso as torna bons profissionais no campo assistencial, no ensino, vendas e administração.

 

5. Lidas com relacionamentos (talvez o mais temido dos 5)

A arte de se relacionar é, em grande parte, a aptidão de lidar com as emoções dos outros. São as aptidões específicas que determinam a popularidade, a liderança e a eficiência interpessoal. As pessoas excelentes nessas aptidões se dão bem em qualquer coisa que dependa de interagir tranquilamente com os outros; são as estrelas sociais.

A desonestidade hibernada

Todos somos desonestos, ou quase todos, a questão é saber quando.

E os vilões das histórias sabem disso muito bem.

O que é preciso pra quebrar a conduta moral de alguém, com ela sabendo ou não?

Nesses 2 anos em que estive empreendendo aprendi isso de diversas maneiras.

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Como traumas de nossa infância afetam nossa saúde a vida inteira

Traumas de infância não são algo que se supera quando se cresce. A pediatra Nadine Burke Harris explica que o estresse constante da violência, da negligência e de pais que sofrem de alguma doença mental ou de problemas como dependência química têm efeitos reais e tangíveis no desenvolvimento do cérebro. Isso se desenrola por toda a vida, ao ponto de aqueles que passaram por altos níveis de trauma terem três vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas e câncer de pulmão. É um apelo apaixonado para que a medicina pediátrica encare a prevenção e o tratamento de traumas, de frente.

 

Ex-diretor do DSM, a ‘bíblia’ da psiquiatria, admite: “Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”

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Indico ver o Documentário: Dislexia, TDA e TDAH ( Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.


Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?

Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.

P. Seremos todos considerados doentes mentais?

R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.

P. Com a colaboração da indústria farmacêutica

Os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos.

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“A Psicanálise é uma Prisão” – disse Foucault

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Essa foi uma frase que ouvi em uma palestra esse dias e devo dizer que concordo com isso,  mas em partes.

“Determinar é aprisionar”

Aristóteles também classificou e separou o universo de si mesmo dando definições aos seres vivos.

E isso fez que todo mundo virasse pequenos sebraes, viraram as pequenas empresas e todos são nossos concorrentes, a esfera pública desapareceu, conversamos pela cerca, pelo muro, nunca enxergando o outro realmente, e em vez de pedir a bola pra jogarmos juntos torcemos para que não saiamos perdendo a bola pro outro.

E sentimos esse medo a todo instante.

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TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

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A Infância Eterna

BabyPointing_JSolisPor Paulo Ferreira
(out. 2013)

“Biologicamente, um adulto é de um ser humano ou outro organismo que é de idade reprodutiva (maturidade sexual). No contexto humano, a idade adulta, adicionalmente, tem significados associados a conceitos sociais e legais, por exemplo, um adulto legal é um conceito legal para uma pessoa que tenha atingido a idade da maioridade e, portanto, é considerada como independente, auto-suficiente, e responsável (contrastando com “menor”). Além disso, a idade adulta adulto humano engloba o desenvolvimento psicológico.

Definições da vida adulta são muitas vezes inconsistentes e contraditórias, uma pessoa pode ser biologicamente um adulto, e têm um comportamento adulto, mas ainda ser tratado como uma criança, se eles estão abaixo da maioridade legal. Por outro lado, pode ser legalmente um adulto, mas não possuem a maturidade e responsabilidade que pode definir o caráter adulto.” (Wikipédia)

Neste mês de outubro, o conceito do potencial e da proteção dos seres que são de fato crianças, seres muito jovens; que representam toda a possibilidade do futuro e estão cheios da inocência própria da idade está bastante presente; temos muitos lembretes desse aspecto sendo feitos por muitos. Gostaria de aproveitar o destaque do tema para focar outro aspecto; que é o da “infância eterna” que aflige muitos que já não tem poucos anos de vida. A imaturidade que persiste mesmo em muitos que já não sendo tão jovens, e nem inocentes (em muitos sentidos) continuam comportando-se como crianças já tendo vivido décadas.

Maturidade é o entendimento e reconhecimento da existência e igual relevância de direitos e liberdades dos seus semelhantes. Uma criança tem uma visão limitada do mundo, no sentido que é uma visão pouco ampla. A criança coloca-se sempre no “centro do mundo” – e para a percepção infantil, as eventos só existem na medida da relação com ela mesma; portanto, todos os eventos percebidos devem ser “motivados”e “dirigidos” a ela e por ela. Por isso, a criança muito nova não reconhece, não entende a necessidade do adulto por dormir, quando ela mesma está acordada. Partindo do pressuposto infantil de que “o mundo existe PORQUE eu existo”, ela não pode conceber que alguém tenha necessidades não relacionadas a ela. Isso está fora do escopo de compreensão de uma criança de 2 anos de idade, o que, nesta fase, é apenas natural.

Agora, pense por um instante em quantas pessoas com décadas de idade você conhece que agem exatamente da mesma maneira. Incapazes de perceber que o mundo não existe “por elas”. Incapazes de conceber que outro individuo tem necessidades que não se relacionam e ela.

Mesmo que esta pessoa tenha 20, 30 ou 80 anos… sua mentalidade é imatura: esta atitude não é adulta. Esta atitude é de uma criança, mesmo que o indivíduo em questão tenha 60 anos de idade. Quando alguém age “sem reconhecer” a existência e as necessidades do outro, esta atitude é idêntica àquela da criança que ainda não sabe que não é o centro do mundo.

Quando alguém ocupa um lugar reservado num ônibus, ignora as outras pessoas e passa-lhes à frente numa fila; “atropela” descuidadamente, ignorando e empurrando as outras pessoas num lugar cheio; quando alguém ouve musica num carro ou num celular num volume alto o suficiente para afetar as atividades dos semelhantes à sua volta… todas essas atitudes denotam uma completa falta de maturidade e entendimento do mundo adulto, que demanda o reconhecimento da existência do “outro” a sua igualdade de direitos e liberdades.

Todos estes exemplos acima são bastante simples, externos e visíveis. Mas nem tudo no mundo da maturidade é tão visível e claro.

Quando alguém tenta impor a outro ser que aja de um modo específico, apenas por um desejo pessoal de que isso seja feito; qual seria a diferença real entre isto e a atitude da criança de 2 anos que não entende como a mãe possa querer dormir, se ela mesma já está acordada? Nenhuma diferença. Tentar impor a sua vontade ao outro é exatamente AGIR como uma criança de 2 anos. É um comportamento aceitável para a criança de 2 anos. E é absolutamente vergonhoso e inaceitável num ser que julgue-se adulto.

Quando alguém tenta impor que algo aconteça imediatamente, apenas para satisfazer a sua própria ansiedade; qual a diferença entre isso e a atitude de uma criança de 2 anos que chora porque a mãe foi ao banheiro?

Quando alguém se permite ofender ou ser ríspido com o outro, apenas porque algo que foi feito não lhe agrada, qual a diferença entre isso e a criança que grita com o amiguinho que não lhe dá o brinquedo?

Desde cedo, a maioria dos pais busca ensinar, de algum modo, que não se deve “impor” a sua vontade ao outro; e essa atitude tem muitos nomes: é chamada birra, mimo, descontrole. O termo em inglês para isso é bastante interessante: spoiled. A mesma palavra usada para dizer que algo está estragado. Um ser humano que age assim, está, de fato, estragado.

Mas o que dizer de alguém que exige que outro ser cumpra um prazo insensato para a entrega de um trabalho, apenas porque a falta de planejamento ou a sua vontade pessoal assim deseja? É absolutamente a mesma coisa. O que dizer de alguém que altera ou frauda uma licitação, roubando o dinheiro dos contribuintes, apenas para guardar para si mesmo ou seus amigos? E absolutamente a mesma coisa. É somente a incapacidade de entender que o mundo não gira ao seu redor. Que há outros seres no mundo, e que estes tem o mesmo direito e merecem a mesma liberdade. O que dizer de um ser que destrói uma floresta para ali fazer um empreendimento particular que dará lucros e benefícios a uns poucos?

Na mesma medida em que devemos proteger e cuidar da verdadeira infância, daqueles que são de fato pequenos e inocentes, devemos exigir de nós mesmos uma atitude adulta e madura em TODOS os aspectos da nossa vida, uma vez que deixemos os primeiros anos de vida.

O estado atual da maioria dos governos, que age apenas por interesses próprios, econômicos e de curto prazo, jamais pensando no bem comum; assim como o estado atual do ambiente no planeta, são um exemplos claros de que temos sido crianças soltas numa loja de doces: bagunçando tudo, experimentando tudo, absolutamente indiferentes ao que pode acontecer, absolutamente ignorantes do fato que estamos destruindo, inclusive, a nós mesmos, através da destruição da nossa casa.

Mais dia, menos dia (como sabe qualquer adulto) a vida manda a conta por todas as nossas atitudes.

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