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Como entender as pessoas melhor?

Esse é um exercício diário que posso te dizer que você nunca irá parar de praticar, ou pelo menos não deveria.

Tenho me especializado cada vez mais em ler e entender pessoas, seja através de seu comportamento, história ou expressões. Isso me ajuda no meu trabalho como entrevistador, também no ambiente de trabalho e social.

Existem algumas coisas que posso falar sobre como conhecer alguém através de dicas silenciosas, e devo dizer a princípio que nunca tome uma observação como fato, guarde ela na gaveta de sua mente analítica como uma possibilidade, assim como no Sudoku que chegamos em uma parte que não conseguimos ter certeza de algo, supomos qual número irá lá. Assim quando termos 3 suposições ou algo do gênero poderemos chegar um pouco mais perto de uma análise mais precisa.

Vou citar alguns exemplos rápidos que não representam uma análise completa, mas servirá como exemplo.

Um homem sente uma tristeza grande quando se fala de família, pois ele era o último filho do pai, ou seja, ele fica triste ao lembrar que teve pouco tempo para passar com o pai.

Perguntei para um mulher que me relatou que naquele dia ela sentiu amor, finalmente, senti que esse “finalmente” guardava um significado profundo, e perguntei quando foi a última vez que ela sentiu esse amor, e de que ela havia provavelmente sentido na infância. Ao ouvir o que falei ela respira fundo com as narinas abertas e responde como se isso fosse motivo de vergonha, que nunca realmente havia sentido amor, pois os pais nunca deram bola pra ela, e pude observar que o motivo dela sorrir tanto era uma forma de conquistar, de receber alguém, de transmitir um amor nunca sentido.

Um outro exemplo que posso citar que alguém não teve ajuda nenhuma dos pais financeiramente, e isso levou ela a querer conquistar cada vez mais, mas ao mesmo tempo dando um insegurança enorme, pois nunca teve uma aprovação e apoio de quem mais queria, do próprio pai.

Uma mulher desde criança nunca foi suficiente para sua mãe, sempre estava incompleta, não podia ser alguém que desse orgulho para a mãe, apenas se se casasse com alguém que a mãe respeitasse, ela era conservadora, do interior, queria que a filha se “ajeitasse na vida”, e ela ficou até mais velha se sujeitando para homens buscando uma aprovação da mãe que nunca viria.

Somos seres emocionais, guiados por escolhas emotivas, que por mais que podemos criar uma lógica nelas, no fundo não é ela que dirá o que vai ser feito.

Saber disso possibilita você montar um perfil das pessoas, e assim fazer uma espécie de arquivo mental delas, criar teorias com elas que expliquem um mal humor, uma reação ácida a algum tema específico, e ao treinar essa mecânica você vai começar a entender melhor as pessoas, é um exercício, e como todo exercício deve ser praticado pra se ficar bom.

Essa é com certeza minha área de maior interesse nos últimos anos, entender melhor os outros e conseguir ser entendido melhor, não por ser falho nesse quesito, muito pelo contrário, acho que tenho grande facilidade nisso, pois sempre trabalhei essa mente investigativa desde muito jovem.

Mas claro, só é possível isso ao meu ver quando você se importa, pois é preciso interesse seu e determinação nesse trabalho arqueológico mental.

Convido vocês a criarem teorias sobre seus amigos ou parentes, junte seus históricos, e veja se é possível entender certas características.

Para finalizar, devo dizer que muitas vezes é bom estar errado, pois nos gera surpresas boas, e que muitas vezes temos uma primeira opinião certa, mas com o tempo essa pessoa vai maquiando quem ela é, nos iludindo com uma imagem projetada, mas essa parte só aprendemos depois de algum tropeços.

“Quando o homem é presa de suas emoções ele não é senhor de si mesmo, fica a mercê da sorte” – Spinosa

Venho estudando nos últimos anos bastante sobre emoções e como domá-las, ou pelo menos discipliná-las.

Hoje em dia a grande maioria é refém desse artifício mental criado para sobrevivência e convivência, não somos capazes de refletir sobre elas, quando alguém age de forma que ofende ou chateia os outros as pessoas muitas vezes deixam pra lá falando que essa pessoa sempre vai ser assim.

Não é verdade.

Vivendo numa sociedade e nos infatiliza, nos traz desejos que nos infatiliza, temos que ter tudo, ser melhor que todos, buscar o sucesso, mas que sucesso é esse, essa vida que nos vendem é boa pra quem, será que dá pra criar um modelo de sonho e ter certeza que vai deixar todo mundo feliz?

Dá pra criar, mas com certeza não encaixa em muita gente, vemos hoje em dia a depressão e ansiedade como as maiores doenças da atualidade.

A infantilização vem desde o que queremos até ao como nos sentimos na sociedade, no universo, somos eternamente incompletos, sempre em busca algo novo, e sempre há coisas novas.

Mas e quanto a nós mesmos, a parte interna?

Esquecemos que o equilibrio é o maior objetivo da vida.

Hoje em dia já sabemos que somos seres emocionais, mesmo as pessoas mais frias e calculistas, e não nos ensinaram nenhum dia das nossas vidas a como lidar com nossas emoções, com as emoções dos outros e com o humor também, que é uma emoção constante.

E isso cria atrito demais em nossas vidas, pois queremos sermos quem já somos e não nos adaptar aos outros, entender os outros, somos seres que tem empatia, mas é muito difícil ver ela nas situações de nossas vidas.

Saber que as coisas são transitórias seria um grande evitador de sofrimento, pois estamos acostumados a ter tudo a todo tempo, ou pelo menos a desejar tudo a todo tempo. A vida não é feita para se ter satisfação a todo instante e sim para  ter equilíbrio, e para ter equilíbrio é preciso domar o mar das emoções.

Nos perguntamos sempre como as pessoas antigamente eram felizes, a questão não era ser feliz, mas em como se achava amor nas coisas que se faziam.

Mas como amar algo que não tem as mesmas características que nós?

Ao domar nossas emoções, estar alerta ao que nos faz feliz, ao que nos irrita, aos outros poderemos ver que o que importa no final de tudo na vida é a sua evolução pessoal, não é atoa que existem milhares de coaches hoje em dia, as pessoas não estão conseguindo ser elas mesmas, estão sujeitas a crenças, emoções, gatilhos emocionais, e sequestros emocionais também, que são aqueles momentos nem lembramos de tanta raiva que passamos, perdemos o controle, falamos coisas que não queríamos e machucamos as pessoas que amamos, pelo simples fato de sermos reféns de nós mesmos.

É possível se libertar dessa prisão, só pelo fato de você ter vindo até aqui ler esse post mostra que você está disposto.

Para todo furacão primeiro uma borboleta bateu sua asa em algum lugar.

Comece a bater suas asas.

Emoções – O Gatilho Emocional

Muitas vezes as pessoas reagem de maneiras distintas ao mesmo evento, todavia há gatilhos que geram a mesma reação emocional em todo mundo. Como isto ocorre? Como nós adquirimos nosso conjunto próprio de gatilhos emocionais e ao mesmo tempo reagimos exatamente da mesma maneira que todo mundo quando determinados gatilhos são acionados?

Nós não nos emocionamos sobre todas as coisas e nem o tempo todo. As Emoções vem e vão. Sentimos uma emoção em um momento e podemos não sentir nenhuma emoção em outro. Algumas pessoas são muito mais emocionais que outras, mas mesmo a pessoa mais emocional tem momentos no quais não sente emoção alguma.
Já que cada minuto de nossa vida não é emocional, fica a pergunta: Quando nos emocionamos, qual é a razão? A maneira mais comum pela qual emoções ocorrem é quando sentimos que algo que afeta seriamente nosso bem-estar, pra melhor ou pior, está acontecendo ou prestes a acontecer. Este não é o único motivo, mas é o motivo central de nos emocionarmos. As emoções evoluíram para nos preparar para lidar rapidamente com os eventos mais vitais de nossas vidas.

Documentário: A verdade sobre a mentira

Sinopse:
A verdade é… somos todos mentirosos.Os cientistas dizem que aos 4 anos nós já aprendemos a mentir. Mentimos para proteger nós mesmos e os outros. Mentimos para proteger os sentimentos dos outros, e para conseguir o que queremos e precisamos. A maioria de nós mente em uma a cada quatro conversas que durem mais de 10 minutos. Um estudo mostrou que estudantes universitários mentem para suas mães 50% do tempo. Mentimos em 1/3 das conversas com nossos parceiros, e contamos as mentiras mais sérias para as pessoas com quem mais nos importamos.”A Verdade sobre a Mentira” revela que a única coisa que sabemos com certeza sobre a mentira é: todos fazem isso, e não conseguimos detectá-la facilmente.Aliás, pra todos que já viram a série Lie to Me sabe que tem muito a ver com essas micro-expressões e não é atoa, a série toda foi inspirada nos livro e na vida do Paul Ekman, o cara que foi estudar expressões faciais na áfrica. (Vou comprar o livro dele e depois conto o que acho)

Dados do Arquivo:
Direção: Andy Blicq
Qualidade: TVRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português (Embutida)
Tamanho: 567 MB
Duração: 00:52:53
Formato: AVI
Servidor(es): Depositfiles (DF) | Rapidshare (RS)
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Fonte:Docprimus
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