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8 Pensamentos Sobre Você e o Trabalho

clockspor Paulo Ferreira

Ultimamente não costumo escrever com freqüência sobre o tema do trabalho tradicional, comercial, aquele que se faz tendo em mente uma troca financeira por um dado esforço ou período dedicado. Primeiro, porque fiz muito isso por muitos anos. Segundo, porque vivo no Brasil, onde a realidade do trabalho comumente é tão degradante e onde é tão comum  que seja desproporcionalmente exploratória dos seres humanos que não é muito animador abordar o tema. Talvez principalmente porque, a rigor, todos os agentes governamentais e empresariais do país estão cansados de saber perfeitamente disso, mas fingem que não sabem para manter as coisas exatamente como estão, simplesmente porque esse é o modo que interessa para maximizar o lucro das empresas que financiam as campanhas políticas, os lobbies e a corrupção. Apesar dessa introdução, e a pedido de uma leitora e amiga querida, vamos ao tema.

 

1. Suas ações no mundo

As ações no mundo são como água: procuram pelos caminhos com menos obstáculos. Entender isso, significa entender que o seu tempo e as suas capacidades e talentos são como canais por onde a “água” das atividades do dia a dia escorrem.

Muitos passam o tempo a tentar evitar a água e manter os canais secos. Isso não é possível, no mundo. Para fazer isso, você deveria optar por ficar em casa e isolar-se. Se você não quer isolar-se, desista de manter os canais secos: a água VAI correr por eles. O que você PODE e DEVE fazer, é escolher QUAL água que vai pelos seus canais.

Antes de tudo, escolhendo fazer da sua vida algo que lhe preencha e deixe feliz. Sem isso, o resto é inútil. Tudo que se faz neste mundo tem problemas e exige esforço e dedicação para ser feito; qualquer coisa. Mas se você faz algo que não lhe permite sentir-se realizado, tem todos os problemas pelos motivos errados. E isso é muito frustrante. Tenha os problemas pelos MOTIVOS certos. Aí, você vai achar que vale a pena.

Quando estiver certo de que o que você faz é algo que lhe  permite sentir-se realizado, por favor, não fique sentado esperando que os outros lhe digam o que fazer. Se você escolheu, deve gostar disso. Raramente as pessoas escolhem fazer algo que elas não gostam nem fazem direito. Assim, faça. Abrace o que você faz e saia puxando.

2. Puxar é a única forma de não ser empurrado.

Se você não puxar,  se não for auto-motivado, não estiver interessado e não sair fazendo; alguém logo virá lhe empurrar e dizer o que fazer para ocupar os canais do seu tempo e energia.

Sabe qual é a coisa que todas as organizações, instituições, ONGs, empresas, start-ups de qualquer tipo mais necessitam? De alguém que saiba o que fazer e FAÇA. Mesmo que não seja perfeito. Pode dar errado? Pode. E daí? Pode dar errado de qualquer modo. Mas quase tudo pode ser consertado e corrigido. E se não puder?
E daí? Muito mais pessoas são mandadas embora pelo que DEXARAM DE FAZER.

3. Por que você está fazendo?

Antes de fazer qualquer coisa, é fundamental entender de forma clara e explícita, PORQUE você está fazendo. Se você faz algo sem saber porque está fazendo, como poderia saber se está adequado? Se é bom? Se foi bem feito? Bem feito é algo que SERVE a um propósito e colabora para resolver um problema.

E é fundamental saber PORQUE você faz algo, caso contrário, pode descobrir depois que o que você fez afetou milhares de seres; destruiu a ecologia do planeta; prejudicou, mais do que beneficiou, os outros seres que compartilham este mundo com você.

E se, apesar de SABER que o que você faz é prejudicial aos outros seres, você optar por continuar fazendo… só posso lhe desejar melhores escolhas no futuro; boa sorte e ombros fortes para quando chegar a hora da colheita… porque como já disse um sábio: “o plantio é opcional, mas a colheita, obrigatória.”

 

4. Você sabe o que você faz?

Esse é outro ponto fundamental: Há pessoas cujo trabalho é identificar problemas nas organizações. Estas, normalmente, também estão incumbidas de propor soluções.

Há outras pessoas cujo trabalho é IMPLEMENTAR as soluções. Não há demérito nenhum nisso, e a quem vai implementar também cabe questionar e contribuir, fazer o seu melhor. Se você não QUER e não é feliz implementando as soluções pensadas por outras pessoas, procure outro trabalho, onde você possa ser a pessoa designada para identificar problemas e propor soluções.

MAS quando alguém designado para IMPLEMENTAR soluções passa todo o tempo IDENTIFICANDO problemas… naturalmente, não está fazendo o seu trabalho.

 

5. Você trabalha POR seus resultados, mas PARA o bem de outros.

A razão do que você FAZ precisa estar ligada a ALGUÉM. Mas não a VOCÊ. Na maioria das profissões, você faz algo PARA alguém. Portanto, se você está sentado na sua mesa de trabalho, pensando no que fazer para SI MESMO, obviamente está TUDO errado.

Não é para você mesmo, nem deveria ser. Há alguém que deve ser BENEFICIADO pelo seu trabalho: outro ser humano, ou a pessoa que recebe o produto ou usa o serviço, ou os seus colegas que precisam do seu trabalho feito para fazer o deles. Sim, pois é: quando estamos trabalhando, devemos nos concentrar na solução de problemas. O objetivo não é que você esteja servindo a si mesmo. O objetivo é que esteja servindo a outrem. (Fique tranqüilo: mais adiante no texto vou voltar ao SEU tempo, que é imensamente importante)

Mas quando qualquer um esquece que está, no tempo do trabalho, SERVINDO como MEIO para a solução dos problemas … começa a dar tudo errado, porque ao invés de resolver os problemas, a pessoa prefere fugir deles. Se você quer fugir de problemas, fique em casa, embaixo do cobertor. Pode não te levar muito longe, mas terá sido a sua escolha. Mas se você decidiu trabalhar, entenda: este é o tempo da sua vida dedicado a ser MEIO para SOLUÇÃO dos problemas dos outros.

Entenda o que é pedido a você que faça. Se não entendeu bem, pergunte de novo, e de novo, até entender. Se achar que NÃO pode fazer isso, não faça, vá cuidar da vida em outro lugar. Mas se entendeu; e se o seu papel é fazer: não fuja, não finja, não protele, FAÇA.

6. Porque você sai de casa e vai ao trabalho?

Mesmo que você ame o que faz, você faz porque tem objetivos SEUS, para a sua vida, que quer realizar. Para as pessoas que precisam trabalhar por um pagamento, o trabalho é (também) um meio de obter recursos para realizar OUTRAS coisas que querem na vida.

Veja: todos os seus colegas fazem EXATAMENTE a mesma coisa, exatamente pelo mesmo motivo. Eles não vão ao trabalho pra atrapalhar os seus planos. Eles não vão lá para prejudicar os clientes. Eles não vão lá porque o chefe quer. Eles vão porque querem algo da vida. E se todos puderem apenas fazer a sua parte e não atrapalhar a parte do outro, certamente a vida de todos fica muito mais simples.

 

7. Finalmente, sobre o SEU tempo

O momento de servir a si mesmo é quando você está cuidando da sua vida pessoal. E é FUNDAMENTAL fazer ISSO durante o tempo dedicado à sua vida pessoal. Ela não pode ser negligenciada.

Se nem você quer cuidar de si mesmo, como pode esperar que alguém mais queira? CUIDE muito bem da sua vida pessoal e jamais aceite viver de um modo que não permita cuidar de si e de quem você ama. Ninguém vai lhe dar sua vida de volta, ninguém vai lhe dar de volta os dias que já foram. Sim, pode haver exceções, emergências, momentos onde isso não é possível.

Mas você ainda sabe o que é uma exceção?

8. Exceção é EXCLUSIVAMENTE algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Se algo acontece semanalmente, não é uma exceção. Temos revistas semanais há décadas. Você chamaria o fato da revista semanal sair no próximo domingo de EXCEÇÃO? Se algo acontece mensalmente, também não é uma exceção: você recebe seu salário todo mês. Chamaria o fato dele cair na sua conta de “uma exceção”?

E muito definitivamente: o que acontece várias vezes por mês ou por semana, mas é chamado de exceção apenas porque é “imprevisto” NÃO pode ser qualificado como exceção. A completa falta de planejamento que domina a quase totalidade das organizações brasileiras faz com que, aqui, praticamente TUDO seja imprevisto. Se você trabalha, no Brasil, numa organização que é diferente disso, parabéns: ela é justamente a EXCEÇÃO que confirma a regra.

Para o bem de quem precisa trabalhar; o trabalho jamais acaba – nós é que paramos num dado momento e retomamos no dia seguinte. É assim, e só assim que funciona, em qualquer lugar do mundo, exceto nos sistemas escravagistas; oficialmente banidos da sociedade desde o século 19. Mas que continuam acontecendo, até mesmo disfarçados de “trabalho intelectual” em prédios envidraçados, enquanto houver pessoas dispostas a se submeter a eles. (SIM, esta é a parte mágica: no exato dia em que ninguém mais se submeter a isso, esse capítulo degradante da humanidade estará encerrado. Obviamente que o “esquemão” vai sempre tentar lhe convencer de que não é possível ser de outro modo, porque se você acordar para esta mentira, isso compromete o próprio lucro do “esquemão”)

Novamente: Exceção é algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Qualquer coisa que acontece toda semana ou todo mês e lhe exige abandonar a sua vida por períodos diferentes da carga horária originalmente combinada não se chama exceção. Chama-se mentira mesmo.

 

Como é que ele sabia?

 

O jornalista Ben Fulford

O jornalista Ben Fulford

 

Benjamin Fulford é um jornalista canadense radicado no Japão. Altamente controverso, foi inúmeras vezes acusado de “teorias da conspiração” sem bases efetivas. Apesar das opiniões, um fato se impõe:  em 3 de dezembro de 2012 ele escreveu que o papa (então Bento XVI) havia perdido poder e influência e deveria em breve correr o risco de ser processado pelo tribunal internacional. Em 4 de fevereiro, de fato, um processo foi registrado, embora não tenha sido declarada a prisão.

Em seguida, no dia 5 de fevereiro, comentando a renúncia da rainha Beatrix, da Bélgica (que ele havia indicado que aconteceria, antes de qualquer outro veículo noticiar), Benjamin arrematou a notícia com a seguinte frase: “Now it’s Pope Maledictus (SIC) turn”. (agora é a vez do Papa Maledictus XVI – fazendo um trocadilho com o nome papal Benedictus, ou Bento XVI).

Como todos sabemos, no dia 11 de Fevereiro, o Papa anunciou sua renúncia, que aconteceria no dia 28 do mesmo mês; o que foi recebido por toda a imprensa internacional; inclusive os vaticanistas e especialistas eclesiásticos como uma absoluta bomba, completamente inesperada. Além da Rainha da Bélgica, houve ainda a renúncia da rainha da Holanda, igualmente prevista por Fulford. Entre todos os monarcas apontados por Fulford, apenas a Rainha Elisabeth da inglaterra não renunciou, ao menos até aqui. Claro que nem tudo que Fulford escreveu cumpriu-se exatamente; mas o fato é que sabia das renúncias, inclusive a do Papa, pelo menos seis dias antes.

Outro dos avisos de Banjamin Fulford dizia respeito ao colapso do sistema bancário; especialmente dos grandes bancos internacionais. Em dezembro de 2013, Ben Fulford escreveu que no ano de 2014 veria-se muitas prisões, fugas e eventualmente mortes e “suicídios” (aspas originais de Ben Fulford). Segundo ele, muitas das mortes seriam queimas de arquivo, embora algumas pudessem de fato ser de pessoas desesperadas temendo seus destinos, ou ainda alguns talvez genuinamente arrependidos. Independente da apuração das razões, o fato é que desde janeiro ocorreram 14 mortes de banqueiros ou executivos diretamente ligados a grandes bancos, como seguradoras ou jornalistas que cobriam notícias sobre o assunto. A lista completa depende da fonte, mas há quem indique que já seriam 20 mortes misteriosas relacionadas de alguma forma. Em resumo, apenas o J. P. Morgan Chase, um dos bancos mais citados por Ben Fulford como operador global de fraudes financeiras, viu 5 de seus executivos morrerem em circunstancias estranhas, inclusive um vice-presidente que teria se atirado do topo do edifício do banco em londres, minutos após ter ligado para a namorada e ter dito a ela que estava saindo e chegaria em meia hora.

As mortes dos banqueiros continuam bastante misteriosas; mas talvez ainda mais intrigante seja a questão sobre as controvertidos artigos de Benjamin Fulford. Porque, tenha a explicação que tiver; o fato é que ele publicou tudo isso antes…

Links:

Blog de Benjamin Fulford

Nikola Tesla: Celebrando o Gênio

Certa vez perguntaram a Albert Einstein “Qual é a sensação de ser o homem mais inteligente a estar vivo? A resposta de Einstein foi “eu não sei, você tem de perguntar ao Nikola Tesla”.

Se isso dá uma clara noção de que tipo de pessoa Tesla foi, o fato só torna mais difícil entender como este Gênio, descobridor da corrente alternada, criador da hidrelétrica e do motor elétrico, do controle remoto, dos drones e do wi-fi. Nikola Tesla é um dos nomes mais importantes da história das invenções no mundo, e segue largamente desconhecido apesar de ter sido o criador de tecnologias tão importantes para a vida moderna.

Em 2014, diversos fatores devem colaborar para tornar o nome de Tesla mais conhecido para as novas gerações. Muitos eventos sobre suas invenções serão realizados no mundo todo, inclusive a grande Tesla Conference, na Sérvia, sua terra natal. Também um filme contando sua história tem lançamento programado para este ano.

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Diferente de outros inventores, Tesla não está na maioria dos currículos e livros escolares. E a razão para o “esquecimento” do gênio nascido na Sérvia está naquela que Tesla considerava que seria sua maior contribuição à humanidade: a energia livre. Tesla construiu uma torre nos Estados Unidos, com a qual estabeleceria uma linha de comunicação sem fio (wi-fi)  com a Europa, para a transmissão de mensagens e informação. Isso tudo, antes do inventor italiano Marconi ter realizado a transmissão Europa-EUA.  A torre de Tesla estava em construção; e neste ponto da história, Tesla já havia criado a corrente alternada, o motor elétrico e colocado em funcionamento o primeiro sistema hidrelétrico do mundo, nas cataratas de Niágara, na fronteira entre EUA e Canadá. Ou seja, não havia nenhuma razão para crer que a sua torre não seria perfeitamente bem sucedida.

O problema, na verdade, é que o funcionamento de sua torre seria “excessivamente” bem sucedido, na opinião dos financiadores do projeto: informações e mensagens, pelo projeto de Tesla, seriam transmitidos pelo ar, através de frequências elétricas. E junto com elas, naturalmente, seria transmitida energia elétrica. Livre de custo. Sem que se pudesse colocar um “medidor” para cobrar por ela.

Assim que entenderam que não poderiam cobrar pela energia, os financiadores do projeto imediatamente paralisaram as obras e ordenaram que fosse desmontada a torre. Todos os financiamentos e fundos foram retirados e Nikola Tesla não pôde realizar o seu maior sonho, fornecer energia livre para o desenvolvimento da humanidade.

A revista Galileu publicou em sua edição deste mês uma matéria com o titulo

Gênio redescoberto: Tesla fica pop [aqui: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/03/genio-redescoberto-tesla-fica-pop.html ]

FIEC marca agenda

Entre os eventos programados para este ano, acontece em 19 de março em São Paulo o Forum Internacional de Energia e Consciência, [veja mais aqui: https://www.sympla.com.br/i-forum-internacional-de-energia-e-consciencia-o-despertar-tecnologico-para-a-transicao__17944 ] com a participação do Presidente do Nikola Tesla Institute de Brasília, o sérvio e sobrinho-neto de Nikola Tesla, Boris Petrovic.

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Boris Petrovic, Presidente do Nikola Tesla Institute de Brasília, o sérvio e sobrinho-neto de Nikola Tesla

Nikola Tesla Institute http://www.institutotesla.org/

Mais sobre Nikola Tesla: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikola_Tesla

Reflexões ao final de mais um Ano

A vida é parecida com um jogo de xadrez. Cada movimento conta, cada peça cumpre um papel numa estratégia maior, desenhada para um objetivo. Cada movimento tem um valor muito relativo, visto isoladamente. É no conjunto, e somente ao final da partida, que se percebe que um movimento aparentemente trivial, lá no início ou no meio do jogo, criou as condições para a vitória. Ou pôs tudo a perder, a partir dali. Entretanto, envolvidos demais com cada lance, muitos perdem a visão de conjunto. E tratam o xadrez da vida como se fosse um jogo de dados, onde decide-se resultados em poucos segundos, a cada vez que se joga. No xadrez da vida, é claro que cada movimento conta, e merece atenção e respeito. Como degrau; como passo, em direção a um objetivo maior. Mas de modo algum como resultado em si mesmo. Tantas vezes algo parece trágico, somente para revelar-se cômico seis meses depois. E o que são seis meses? Fechados num olhar estreito, pequeno, tantos apavoram-se com problemas que parecem terríveis, insolúveis naquele instante em que estão sendo vividos. Estes mesmos, meses depois, riem de suas próprias atitudes e preocupações, tão sérias DURANTE, tão absolutamente pueris; depois.

Disputamos algo parecido com a Copa do Mundo, só que todos os jogos são consigo mesmo. O desafio é SEMPRE vencer a si mesmo, e os seus limites, nada mais. Nesse torneio, cada jogo é fundamental, porque são estes que permitem que se avance para a próxima fase. Mas somente o resultado geral pode realmente ser considerado um título. Até o último minuto da última partida, o resultado está aberto e você não sabe se será vencedor sobre si mesmo. A glória de uma goleada, lá no início da competição, pode mudar completamente de significado diante de uma derrota terrível no último jogo. A história não é feita apenas uma vez. Ela é revisitada, de acordo com tudo que acontece no futuro. A condenação recente de políticos famosos no Brasil mostrou que enquanto se está vivo, sempre há tempo para alcançar a glória ou colocar tudo a perder.

E mesmo depois da morte, as coisas seguem sendo reavaliadas pela luz dos acontecimentos no mundo. O herói de ontem pode ser mal avaliado pelos anos futuros. Quantos filmes você viu, interessantíssimos, foram estragados por um final descabido? A rigor, até que termine, você não sabe que filme está vendo. Porque a avaliação real não acontece durante. Só DEPOIS, só importa a avaliação quando acaba.

E quando acaba a partida, o filme, a vida; o que importam os números, o saldo de gols ou o saldo no banco, os carros na garagem ou a cobertura de luxo? Essa avaliação das coisas só interessa ao espólio; aos que ficam. Ao avaliado, àquele que fechou seu ciclo, o que interessa não está mais aqui. O que interessa é o que foi feito, o que foi vivido, o que foi realizado, o amor que se teve e o amor que se deu. O que interessa é o que foi compartilhado.

Na avaliação que se faz no durante, Van Gogh foi um fracasso e jamais vendeu um único quadro. Na avaliação de seu pai; Albert Einstein foi um funcionário público medíocre, o que era bastante coerente com as notas sem brilho que ele obteve na escola. Tudo que Einstein fez de importante aconteceu depois da morte do pai. Por esses dois exemplos extremos, fica claro que as avaliações terrestres são absolutamente precárias, incompletas e de um significado pífio, para dizer o mínimo.

O teste do tempo vai muito além de algumas dezenas de anos que compõem uma vida. As repercussões de qualquer vida vão muito além daquilo que se observa durante o seu desenrolar. As decisões que tomamos podem afetar muito mais amplamente do que imaginamos à primeira vista, nesse nosso tempo precário chamado “durante”.

Aos que tem certeza absoluta de que nada há além da matéria; confesso que não imagino o que possa importar, e provavelmente nem posso contribuir com algo que lhes interesse. Mas para aqueles que acreditam que “Somos seres espirituais vivendo uma experiência na matéria”; para os que crêem em qualquer espécie de transcendência; cabe bem esta reflexão ao final de mais um ciclo de um ano, buscando as questões efetivamente importantes; não as transitórias e passageiras:

Quanto do seu tempo e da sua vida foi efetivamente bem aproveitado este ano? Quanto de seu tempo foi dedicado ao que realmente importa, e quanto foi usado contando moedas e brigando por amendoins? Quanto tempo você dedicou àqueles que contarão, aqui, a sua história, quando você houver partido? Quanto tempo dedicou a conhecer a si mesmo, que, afinal, é o único que poderá contar a sua história, DEPOIS daqui? Você terá uma boa história para contar? Ou apenas uma enorme lista de justificativas?

Se a sua história terminasse agora, quantos testemunhariam o seu valor, a sua verdade e a sua contribuição? E quantos, talvez piedosamente, diriam apenas “nada a declarar”?

Ao fechar este ano, você terá jogado 365 lances neste tabuleiro de xadrez. Nada estará decidido, e sua partida continuará aberta para mais 365 lances em 2014.

A cada dia do ano novo, o sol vai nascer de novo e dizer:
– Sua vez.

Por Paulo Ferreira <pauloferreira8@gmail.com>

Protestos em São Paulo, falta de representação e manifestações

 

 

protesto SP

 

 

Dezesseis dias antes dos protestos de 6 e 7 de junho em São Paulo, publiquei no Blog Destruidor de Dogmas um texto que vim a chamar de Manifesto Occupy your Mind. Nele, fiz uma proposta simples de Ação pela não-ação, como meio efetivo de resposta e comunicação da sociedade para os organismos que a “organizam”.  Publiquei o Manifesto tendo em mente o que venho dizendo desde os últimos meses do ano passado, tanto em palestras, artigos e conversas, quanto no livro que publiquei em Março “O Mensageiro – O Despertar para o Novo Mundo“: o velho mundo, a organização social tradicional, os meios de contenção, a antiga apatia e falta de participação política viveram seu ciclo e estão hoje terminados.

Muitos argumentam que não podem ver as mudanças, senão em pequenos grupos, como que bolsões de ativismo, seja ele positivo ou de caráter não-pacífico. O fato que a sociedade como um todo, assim como os poderes vigentes, não reconheçam a mudança como significativa está muito longe de significar que ela não exista. Ela é tremendamente clara e absolutamente real do ponto de vista de quem procura compreender tendências, especialmente quando existe um conhecimento sobre quais os sinais a serem buscados e devidamente interpretados no conjunto do que representam.

O manifesto – absolutamente pacífico e positivo – foi divulgado através do blog e por meio do Facebook e do twitter, mas obteve um alcance moderado.  E o que fica claro com os protestos, confrontos, prisões e depredações acontecidas esta semana em São Paulo: a sociedade não consegue encontrar meios para mobilizar-se em grande números, em fazer-se representar de um modo efetivo (posto que os políticos que deveriam fazer isto, em sua grande maioria, há muito deixaram de representar A Sociedade e escolheram representar apenas outras “sociedades”, ou seja, as corporações e sociedades comerciais e seus interesses exclusivamente monetários). E na falta de uma representação real, tanto quanto na ausência de uma capacidade de organização pacífica efetiva e grande o suficiente para produzir algum resultado, o que ocorre é que os elementos mais extremos – aqueles que não podem conter internamente sua indignação; acabam por tomar para si a responsabilidade de servir de alerta, de “tocar o sino”, do modo que lhe seja possível, eventualmente com ansiedade, barulho e agitação. Estas características do movimento, por sua vez, atraem uma quantidade de “apoiadores” espúrios, interessados apenas na produção do caos meramente por interesses próprios e egoístas, criando depredação como mero exercício de exibição de poder. Logo, o poder constituído intervém, e instala-se o confronto entre aqueles que não são representados legitimamente e aqueles que representam a “ordem vigente” (que, a rigor, acaba por representar apenas uma ínfima parte da sociedade e seus interesses particulares.)

Seria positivo que fosse logo percebido: o que aconteceu nos últimos dias vai muito além do “barulho pelo preço da passagem”. É um sinal de modificações e tensões sociais que muitas vozes vem sinalizando há tempos, sendo a minha apenas mais uma delas. O que aconteceu nos últimos dias em São Paulo é apenas uma amostra tímida do real significado da sociedade efetivamente “dizendo”: – Não dá mais.

É mais que tempo da sociedade buscar modos pacíficos e mais organizados de representar-se massivamente, o quanto antes. Espero que surjam muitas novas formas. O Manifesto Occupy Your Mind é, certamente, uma delas.

~ Paulo Ferreira

Livro: O Mensageiro

Hoje venho falar sobre algo especial para o DDD, Paulo Ferreira, uma das pessoas que escrevem no site acaba de lançar um livro sobre exatamente o objetivo do site, Acordar.

Paulo passa longe da arrogância que a idéia de “alguém te fazer acordar” traz, ele mostra que é possível para você caminhar para fora da estrada do entorpecimento e rumar não a esmo e sim a um lugar de sua escolha.

O livro foi escrito por Paulo no final do ano passado,  e devo falar que o livro é perfeito para a pessoa que está desconfiada, incomodada com a forma que as pessoas e com o caminho que o mundo está tomando. A maioria das pessoas que se encontram nessa situação se quer sabem que podem sair, e não só escapar, mas sim escolher o ambiente em que você quer estar, e isso não se trata de auto-ajuda e sim de auto-conhecimento.

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