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Por que mesmo pessoas que são ameaçadas pelo Bolsonaro votam nele?

Durante todos os milênios que a humanidade viveu ela teve que ter apenas algumas coisas para garantir a sua segurança no dia a dia, comida, moradia, água e não confiar em estranhos, outros grupos de humanos, sua família era o núcleo, sua cultura estava ali e sua ética também, um estrangeiro que se aproximasse seria abalar tudo isso, não era atoa que comerciantes eram os poucos que viajavam.

Era preciso ser minimalista, seguir poucas regras que garantiriam sua sobrevivência.

O incesto era uma delas, procriar dentro da mesma família criava humanos com deficiência, diminuindo as chances de sobrevivência, muitas vezes até exterminando o grupo de dentro pra fora.

Apesar de ter passado milhares de anos desde que morávamos nas cavernas ou que éramos caçadores coletores, antes da revolução agrícola, ainda temos isso dentro de nós .

Ainda queremos sobreviver.

Claro, o desejo de sobreviver mudou enormemente de escala, mas ainda existe bem forte em nós, e é fortalecido durante a vida dependendo das suas experiências.

As emoções tem grande responsabilidade na sobrevivência também, a empatia permitia cuidar das crianças, idosos e feridos, mas isso só acontecia quando realmente pudesse acontecer.

Na natureza a raiva e o medo tem um maior poder defensivo e agressivo, essas emoções liberam altas quantidades de adrenalina e prepara o indivíduo para lutar ou fugir.

É possível observar o discurso de ódio no candidato Bolsonaro, ele mesmo falou que irá governar para as maiorias, ou seja, excluindo os fracos, algo muito semelhante ao o que o nazismo fazia o mesmo.

O seu grupo deve sobreviver, deve florescer, e isso aconteceu em vários momentos da humanidade, um dos primeiros que se sabe foi quando o ser humano atual aprendeu a se comunicar, a chamada Revolução Cognitiva, isso deu a ele um poder estratégico para derrotar as outras raças irmãs da humanidade, hoje em dia elas não existem mais, o último morreu a mais de 10 mil anos atrás.

Tudo isso era pra sobrevivência claro, na época não tinham uma mente afiada como a nossa hoje em dia.

E isso pode parecer chocante para muitos, mas somos animais, nos comportamos com um ainda, apesar de sabermos fazer coisas incríveis, ainda nos comportamos como animais, temos medo, ansiedade, fome, sentimos carinho pelos outros e ódio também, tudo depende do ambiente, da cultura e das experiências dadas.

Por exemplo, os cachorros viraram amigos do homem, pois o homem domesticou o lobo, um animal feroz, que ataca quando sua matilha está em perigo e para caçar, mas o humano começou a domesticar só os que eram mais calmos, e foi fazendo uma espécie de seleção inteligente das espécies, que fazemos até hoje, cachorro que morde muitas vezes é morto, e isso se fazia antigamente também, até termos hoje em dia apenas bolas de pelo felizes.

Não necessidade de ser feroz mais.

Mas hoje em dia há uma onda de querer voltar a ser lobo de novo, de tratar o outro como inimigo, de querer sobreviver quando sua sobrevivência nem está em risco.

E para resolver tudo isso o candidato quer dar possibilidade das pessoas terem armas.

“Com um martelo na mão se enxerga tudo como prego, com um arma na mão, se enxerga tudo como inimigo.”

Não é preciso ter inteligência aguçada para ver que liberar armas só cria mais crimes e satisfaz o ego dos homens que querem se defender de criminosos que não vêem, de golpes comunistas que não existe, e de tudo que ameace sua masculinidade.

Claro, já existiu muitas vezes na história da humanidade momentos em que todos andavam armados, e até mulheres tiveram que assumir posições militares, como no Japão feudal, Dinamarca antiga, Armênia, mas esses povos estavam em risco direto, podendo ser mortos a qualquer ataque, o que não é o caso do Brasil, felizmente.

O nacionalismo também se trata desse protecionismo com o grupo em que você se identifica, mudar significa abalar, gera fragilidade, por isso o militarismo é tão atraente, deve seguir regras, nada de inovar, discutir gênero na escola ou mesmo abortar, assumir feminicidio, essas coisas já acontecem a anos, não há porque discutir eles.

Aprendemos tantas coisas com os nossos milênios de existência, conseguimos de certa maneira deixar o modo animal para trás e sermos humanos, criar uma sociedade que funciona, e infelizmente esse candidato simboliza a nossa volta aos desejos mais primitivos, um retrocesso.

Antigamente tudo era simples, tinha poucas opções para resolver problemas, a violência era uma delas, talvez a mais recorrente, mas não somos mais animais selvagens, não precisamos nos render ao sentimento de sobrevivência, de medo e raiva, somos seres humanos, podemos ter empatia pelo próximo, podemos abraçar nossos irmão, não disputamos comida, água, moradia, e nem território (a não ser no caso dos índios e do MST).

Há soluções inteligentes que não precisam de violência, e toda decisão tomada com raiva é uma decisão ruim.

Existe até uma história de samurais antiga que fala que o samurai que ataca com raiva é um samurai que perdeu a batalha.


“Agarrar-se à raiva é como segurar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em alguém; você mesmo se queima”.
– Buda –


E queria finalizar dizendo que essas pessoas que votaram no Bolsonaro, não são pessoas ruins muitas vezes, vemos hoje que nossa família vota, amigos, namorados, gays, negros, não é uma questão de ética muitas vezes, apesar que muitas vezes é, e sim uma questão mais intrínseca, se deixaram levar pelo seu lado animal, ainda está forte neles, mas ainda podem ter controle de suas percepções e reflexões, mas para isso é preciso ter experiências e mudanças de perspectivas.

Não excluam essas pessoas de suas vidas, elas são as que mais precisam de vocês, e talvez vocês delas.

Ninguém sai perdendo com a riqueza de olhares e percepções, por isso é tão bom viajar.

E ter Bolsonaro como presidente seria um retrocesso, justamente por voltar milênios de avanço civilizatório e ameaçar muitas das pessoas que você ama, e como falei, só há espaço para empatia quando deixamos o medo e a raiva de lado.

Video: As 5 Emoções primordiais, saiba como elas funcionam e aprenda a sentir

Não existem emoções negativas, o  que existe são reações a essa emoções que as transformam em algo negativo.

Nossas emoções são naturais, não controlamos se a sentimos ou não, mas escolhemos o que fazemos com elas.

Elas querem nos dizer algo, mas nossa relação com nossas emoções não são das mais transparentes, pois evitamos umas, condenamos outras, e ainda tem umas que engrandecemos, mas será que isso é certo? Devemos mesmo evitar certas emoções, algo tão natural?

As 5 emoções que sentimos são:

1- Tristeza – Quando reprimida se torna em depressão, você controla a tristeza, mas a depressão controla você

2- Raiva – Quando reprimida se torna Ira, você controla a raiva, mas a Ira controla você

3- Inveja – Quando reprimida se torna Ciúmes, você controla a inveja, mas o ciúme controla você

4- Medo – É fruto da Quinta emoção, o Amor.

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Os Inimigos do Homem de Conhecimento 2 – Medo, Clareza e Poder.

Medo, Clareza e Poder.

Realmente, podemos dividir as pessoas assim, o seu verdadeiro ser vai estar em um desses estágios (veja o post anterior), pois todos somos Homens de Conhecimento, todos nascemos para descobrir e crescer, mas nas primeiras duas décadas de nossas vidas, nos ensinam o contrário.

Ao começar a aprender, e a seguir no caminho do Homem de Conhecimento as pessoas sentem que estudar não lhe traz aquilo que ele sentia que ia trazer, ele se sente diferente, a maioria das pessoas desmotivadas, outras evitam ir ao encontro do conhecimento, pois isso pode levar ele a auto-reflexão, e nesse mundo cheio de imperativos, o ser com dúvida é mastigado  e engolido pelos dentes do capitalismo e os caninos do mercado. Refletir é se deixar transparente um instante para poder ver melhor dentro do caleidoscópio pessoal, tarefa difícil…

Mas para derrotar O Medo há apenas um processo.

“- Isso acontece de uma vez, Dom Juan, ou aos poucos?

– Acontece aos poucos e no entanto o medo é vencido da repente e depressa.

– Mas o homem não terá medo outra vez, se lhe acontecer alguma coisa nova?

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Atalho Social, Um Desvio da Sinceridade

O ser humano atual tem o costume de pegar o caminho menos doloroso, o menos trabalhoso, mesmo que isso signifique um menor resultado no final. E isso também pode ser aplicado nas amizades, amigos muito complicados geralmente são deixados de lado em vez de serem ajudados, mas isso não chega a ser uma decisão tomada e sim acaba sendo uma construção para o abandono do velho amigo.

Quando tocamos algum instrumento sempre nos é apresentado uma forma de tocar mais fácil e outra mais difícil, e claro que a mais difícil é muito mais bonita, na maioria dos casos pelo menos, mas a satisfação e o comodismo nos impedem de ir pelo modo mais árduo, o que em alguma situações é bem cabível, como no caso da música, algumas pessoas só querem tocar algum instrumento por diversão, não querem se dedicar realmente a ele, tudo depende de como encaramos aquilo que estamos fazendo.

Mas é possível ver esse tipo de atitude nas amizades mais estreitas. inFelizmente não vivemos num mundo onde tudo dá certo e acaba bem, temos muitos problemas a enfrentar e alguns infelizmente não sabemos lidar e temos que aprender, o que pode demorar certo tempo, e nos abalar. Podemos ver isto também quando estamos fazendo algo que não está certo, ou que a(s) pessoa(s) não estão gostando, e isso acontece bastante no nosso dia-a-dia. Mas existem poucas pessoas no mundo que tem a capacidade de ser sincero, claro, exige um pouco de iniciativa, e muitas vezes nem precisa de uma bagagem de experiências grande, pois o que realmente conta nessa situação é você saber que sua atitude que por mais que pareça um “tapa na cara” ela apenas irá fazer bem.

Os mais sensíveis podem condená-lo por ter tocado num assunto sensível à pessoa, como por exemplo: um amigo seu só fala de sua ex-namorada ou então está falando sobre como ele não consegue fazer as escolhas da sua vida, que se sente muito perdido e começa a se lamentar sobre isso e acabando muitas vezes se matirizando com o sofrimento algumas vezes sensacionalista dele. Essa palavra carregada de sinceradade tem que ser jogada na cara da pessoa, pois a ilusão de premeditar o bem estar alheio não tem nenhuma efetividade, palavras otimistas não resolvem, apenas anestesiam.

Quando o ciclo de “deixa acontecer” acabar talvez poderiamos finalmente perder a síndrome de culpa, comodismo niilismo que atingi grande parte da humanidade. Além do mais quando se sai de cima do muro para dar esse “salto quântico” (termo tirado do salto que o eletron dá quando troca de camada) de sinceridade a relação sua com a pessoa fica mais estreita, algumas vezes isso pode ser não tão bem recebi a primeira instância, mas poderá ser ajustado alguns momentos depois, pois não há razão para ficar nervoso com quem está lhe querendo bem, e a maioria das pessoas consegue ver isso quando formos conversar com elas de canto.

Como muitos atalhos o que você pode tomar pode ser o mais rápido e menos cansativo, porém não o mais bonito e agradável.

Assim funciona nossos relacionamentos também.

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação da Mídia


O lingüista esquerdista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos
direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se
com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma
resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como
psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si amesmos.

Obs: Agradeço a leitora Adriana Mion pela dica por email, aliás, desculpem-me o formato estranho do post, mas apesar de ser 2 anos de existência eu ainda apanho do wordpress pra ele fazer o que eu quero.

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