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O que é um “homem de verdade”? – Dica de documentário e websérie

O que é um homem de verdade?

São tantas as coisas que definiriam o que é um homem de verdade, e devo dizer que com certeza não seria uma só coisa que definiria o que é ser um homem, ou o que é a masculinidade.

Felizmente esse é um assunto muito abordado hoje em dia, mas ainda não o suficiente ainda, e podemos ver esse documentário sensacional que está na Netflix, The Mask you live inque aborda como o padrão de masculinidade sufoca e limita o homem, mostrando que muitos de nós, somos sensíveis e que não encaixamos nesse molde que a sociedade criou desde a antiguidade.

Devo também falar do porquê temos seguido esse padrão, e não só ele, temos seguidos milhões de padrões desde que o ser humano era macaco, ou até antes, e tudo isso serve para se organizar a sociedade, seguimos esse grupo de regras para podemos nos comunicar e nos entender, até hoje buscamos nos entender e buscar o que nos conecta como um todo, seguindo esse mapa invisível de comportamento, mas agora estamos recriando esse mapa, repensando suas formas e caminhos, e como sabemos, todo local novo ou situação nova assusta.

Devo citar aqui também outra feliz dica de um leitor, o Kaique Rezende, que é a websérie que está no Instagram chamada Homem de verdade, que também discute sobre as relações de gênero no mundo atual, em situações do dia a dia. Realmente muito rico.

Somos seres fluidos hoje em dia, como diria Bauman, estamos nos reinventando e isso causa certa perturbação dessa harmonia social.

E devemos saber que não há como frear isso, e mal sabemos o que está por vir, provavelmente essa será uma das muitas mudanças desse século, ainda teremos humanos com partes robóticas, manipulação de DNA, BODY HACK, e por aí vai.

Essa é só uma das primeiras, melhor ir se acostumando com mudança.

 

Pablo Vittar e por que destruímos o que é diferente?

Yuval Hararim, autor do do Best Seller Sapiens, fala em seu livro como milhares de anos atrás quando ainda existia várias raças de ser humano, nós fazíamos apenas uma coisa quando encontrávamos outra raça, ou outro grupo, e era entrar em guerra com o diferente.

Depois da revolução cognitiva, quando aprendemos de forma simples a nos comunicar, era possível se organizar e brigar melhor, e por isso exterminamos todos as outras raças.

Ela não deixariam de existir por causa da evolução, ela foram exterminadas pelo nosso medo do diferente, por causa da disputa, da falta de consciência.

Ao contrário do que Pablo Vitar fala em sua músicas eles eram bem destrutíveis, aliás, as pessoas são destruídas até hoje por serem diferentes, vide o caso Dandara e tantos outros homossexuais ou trans que sofrem esse tipo de tratamento.

O ser humano tem um instinto natural de sobrevivência, e isso inclui os costumes, pois quanto mais harmonioso seu grupo, mais eficiente e mais fácil de compreender. Já hoje em a humanidade progride em todas as áreas, estamos constantemente abrindo espaço para ser cada vez mais, já não somos os semi animais de 32 mil anos atrás, somos uma sociedade que consegue enxergar o limite do universo, que consegue dividir as menores partículas já descobertas, que consegue transplantar cabeças, e irem fazer e ser cada vez mais coisas incríveis.

E coisas incríveis assustam, dão medo, são totalmente diferentes, e se a ideia for boa não haverá nada que pare o seu avanço, e o crescimento de seus adeptos.

Agora, o que você faz com isso? Isso que importa!

Como você reage com relação a essa mudanças?

Você se adapta ou tenta negar um avanço que você não tem poder nenhum para parar?

Quis fazer essa analogia com nossos antepassados com relação ao diferente fisicamente, mas o diferente ideologicamente também acontece.

Imagino que buscaremos a harmonia física e ideológica de toda essa revolução sexual que está acontecendo, ou melhor, que sempre aconteceu, mas agora, com uma mídia forte, ganha destaque no mundo inteiro.

Mas essa mudança deixa os desatualizado de ideias e experiências muito assustado, e infelizmente esse medo gera fuga ou violência.

Não repitamos o erros de nosso antepassados, como diria Paulo Freire, grande educador brasileiro: “Amar é um ato de coragem”

Não seja um covarde.

A epistemologia do armário – Eve Sedgwick

Estou postando aqui um artigo muito interessante, de Eve Sedgwick (leia aqui), sobre o que ela chama de “epistemologia do armário”. Essa ideia é muito comum em nossa sociedade, para compreender quem são os LGBTT (Lésibcas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros). Esse assunto pode parecer meio diferente do que é proposto aqui no site, mas temos que nos alertar para todas as formas de dominação às quais somos submetidos. Como alerta Foucault, o discurso sobre a sexualidade é um dos meios de subjetivação aos quais estamos submetidos. Em todo lugar se fala disso, e cada vez mais a questão da homossexualidade ganha espaço nas mídias de massa. Assim, temos que ter cuidado, pois podemos parecer ser revolucionários, dizermos por aí que não temos nenhum preconceito, mas muitas vezes estamos somente reproduzindo um discurso tão prejudicial quanto a homofobia.

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