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Os “vingadores online” estão de olho em você. Entenda como comentários preconceituosos podem destruir sua vida

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Milhares de pessoas mundo sofrem comentários homofóbicos, xenofóbicos ou simplesmente ofensivos todos os dias, e uma grande parte delas não sabe o que fazer ou como reagir, perpetuando assim uma cultura negativa e de certa forma facilitando ações e pensamentos preconceitosos.

Em 2013, uma mulher chamada Justine Sacco antes de pegar um voo muito longo dos EUA até a África do Sul, fez o seguinte comentário no Twitter: –“Going to Africa. Hope I don’t get AIDS. Just kidding. I’m white!”, traduzindo seria- “Indo pra Africa, espero não pegar AIDS, Brincadeira, eu sou branca!

E esse comentário foi retwitado por um escritor de um site famoso de tecnologia, Sam Biddle, e isso virou assunto na internet rapidamente, sendo que já estavam pedindo pra alguém tirar uma foto dela quando ela chegasse no solo, pois tudo isso aconteceu enquanto ela estava no avião, ou seja, ela nem sabia que tinha virado simbolo de preconceito e humor negro.

Ela acabou perdendo seu emprego e namorado, tudo isso por causa de um comentário, um outro caso um pouco diferente, mas que envolve uma vingança online é o de uma menina que jogava online e foi ameaçada de estupro pelos jogadores, ela fez o que ninguém pensaria, achou as mães dos jogadores e as notificou dos comentários infelizes de seus filhos, uma vingança do bem?

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Eduardo Galeano, O Direito de Sonhar

Estão pra escreverem um texto mais belo que esse.

 Tradução:

“Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado.

Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede.

Deliremos, pois, por um instante. O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão.

Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros.

O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões.

O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV.

A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas.

Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar.

Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar.

Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas.

Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas.

Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos.

Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.

O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre.

Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão.

Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua.

Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.

A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela.

A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.

Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.

Uma mulher – negra – vai ser presidente do Brasil, e outra – negra – vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru.

Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.

A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: “Festejarás o corpo”. E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro.

A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: “Amarás a natureza, da qual fazes parte”.

Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.

Dica do Leitor Carlos Henrique Franco

Documentário: Inside Job, A Verdade sobre a Crise Mundial

“Inside Job, Documentario sobre a crise de 2008.”

SINOPSE: “Através de uma pesquisa extensiva e entrevistas com economistas, políticos e jornalistas, “Inside Job – A Verdade da Crise”, mostra-nos as relações corruptas existentes entre as várias partes da sociedade. Narrado pelo actor Matt Damon e realizado por Charles Fergunson, este é o primeiro filme que expõe a verdade acerca da crise económica de 2008. A catástrofe, que custou mais de $20 triliões, fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos.”

Obs: Achei o filme muito bom, apesar de tentar ser didático o documentário se mostra bem confuso para a mente menos atenta, mas é possível com facilidade entender como funciona a mecânica principal das multiplas falências apesar das várias palavras e termos desconhecidos para a grande maioria leiga do que chamam de “economia”.

Download do Filme e Legenda

Trailer do Filme

Justiça, e suas Consequências.

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A diferença de justiça e vingança é que para se condenar alguém pelos seus atos, a justiça diferente da vingança não utiliza sentimentos negativos no processo.

Vendo dessa forma, sugiro que demos um panorama pela nossa sociedade, onde justiça é comprável, pois advogados bons ou influentes podem usar dos furos de leis incabíveis para uma sociedade onde o crime é realidade, onde todos já pensamos em roubar pelo menos uma vez na vida. Estamos muito próximos da violência, e por quê?!

A resposta é o clichê, pelo sistema de ensino, super população, e uma economia baseada em dinheiro, em posses, muitos acabam ficando de fora desse ritmo. O índios da america do norte, quando chegaram os colonizadores e falaram que eles tem certas terras demarcados, que são donos de certas terras, o índio apenas rio de sua inocência em pensar que pode ser dono de algo que todos sabemos que é de todos, e não me limito a falar de humanos e sim seres vivos.
Hoje em dia podemos ver que o sistema de justiça do país é um sistema infantil, pois ele não liga para as pessoas que ingrigiram a lei.

Como um pai irresponsável que apenas por ver seu filho fazendo algo “errado” ou incômodo a sua tranquilidade o coloca de castigo sem motivo, e sem se perguntar se aquilo que fez realmente se mostrou significatico para o aprendizado da criança, infelizmente não vivemos com o sentimento de irmandade ou fraternidade ou mesmo amor pelo próximo, a primeira reação ao incômodo ou errado é a repulsa e a crítica sem intenção de ser construtiva, e sim destruidora, é uma reação natural aos olhos de hoje alguém falar mal de outra pessoa, em vez de tentar entende-la, pois com certeza se ela faz algo que é mal, existe um porquê e muitas vezes a resposta disso pode ser mais forte que a pessoa.

Vemos mais e mais pessoas indo para a cadeia, e o que percemos com isso é que o sistema, é uma máquina, ele não pensa, apenas condena. Podemos ver isso no caso de pessoas boas que em sua situação limite se veem agora como infratoras da lei, não há um entendimento que a maioria das pessoas postas nesse tipo de situação limite vai apenas para um lado, o do crime. Digo a maioria, pois com certeza existem aquelas que conseguem sair e se “dar bem”.

Não apredizado depois de ir para a cadeia, algumas até conseguem tirar algo de todo o sofrmento passado lá, mas aprendizado real é inexistente, pois muitas dessas pessoas são Retratos de uma Sociedade em Colapso, elas se transformaram, se adaptaram a um tipo de sobrevivênci em que tem que viver no underground da realidade imposta pela mídia.

O sistema de justiça deveria ser um pai que ensinasse os valores de uma vida honesta, honestidade essa que é determinada por um governo falho, mas ainda sim chegando perto da honestidade, e de que adianta prendermos esses fora-da-leis se nós mesmos não aprendemos com os erros mútuos?!

Sair da prisão deveria ser uma revolução na vida de alguém, mas quando se dá o primeiro passo para a liberdade, e se sente a mesma brisa gélidamente cortante de um mundo em que nada mudou em sua ausência, não perceberam sua falta, e ainda não lhe dão a possibilidade de voltar melhor que antes, só pior, pior, pior.

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