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Conheça sua Personalidade com um esses 3 testes

 

O Eneagrama é um estudo da personalidade de origem Sufi baseado num diagrama de 09 pontas. No mundo moderno, a presença do eneagrama se deve a George Ivanovich Gurdjieff, filósofo armênio que ensinou filosofia do autoconhecimento profundo no começo do século passado.

Clique aqui para fazer o teste

Esse teste de personalidade do Jung é o mais completo que já fiz, até fiz um post sobre ele há uns anos. Demora um tempo considerável, mas me parece bem preciso.

http://destruidordedogmas.com.br/os-tipos-psicologicos-de-jung/

Esse é bem fácil e rápido –  o meu deu Executivo.

https://www.16personalities.com/br/teste-de-personalidade

Mais do que simples imagem de nós mesmos

Estava passando pelo corredor de meu apartamento e levei um baita susto, olhei de lado, para o espelho no fundo do corredor, e vi uma sombra. Pela posição, a sombra parecia ser de alguém vindo do quarto, mas na verdade era somente minha sombra, que no jogo de posições do espelho ganhou, por um momento, vida própria.

 É incrível a vivacidade psicológica que nossa imagem especular e nossa sombra possuem. Quando somos bebês, vêmo-nos no espelho quase que como os animais: a imagem parece ser outra pessoa. Entretanto, há uma enorme diferença entre o bebê e o animal, pois este se sente muito feliz ao brincar com sua imagem no espelho. Esta lhe desperta grande interesse, ele ri, toca a imagem com a mão, e com o tempo tenta buscar a pessoa que está ali atrás.
Psicologicamente, dizemos que a criança está no estádio do espelho. Ele está aprendendo que possui um corpo completo, que pode ser visto pelo outro. Ao mesmo tempo que aprende a ser ver completo, ele vai entendendo que existem outras pessoas, diferente dela, e que podem ver seu corpo de uma posição diferente da sua.
Aos poucos, adquirimos um saber que se torna racional, de que a imagem é uma ilusão, e que só existe na superfície do espelho.
Só que nunca nos tornamos totalmente racionais, felizmente. Nossa imagem e nossa sombra carregam um imaginário e um sentimento forte, são quase independentes, são quase um parte de nós fora de nós mesmos. Isso é mostrado pelas diversas fábulas e fantasias de um mundo dentro do espelho, as imagens de terror de nossa imagem se movendo sozinha, etc.
Ver a si mesmo no espelho significa, na filosofia de Merleau-Ponty, que temos um sentimento de união com o mundo profunda. Só nos completamos no mundo, e esse circuito nunca termina.

Os tipos Psicológicos de Jung

Navegando pela net, passei um bom tempo explorando o blog de uma das colaboradoras do DDD, Ana Maria Saad Pensamentos Filmados. Lá encontre um link para o Inspiira.org, que fornece um teste psicológico on-line baseado da teoria dos tipos psicológicos de Carl Gustav Jung. Para quem não conhece, Jung foi um psicólogo discípulo de Freud, que acabou rompendo com a psicanálise e criando a Psicologia Analítica. é dele a teoria de que nosso psiquismo está enraizado em um inconsciente coletivo, fonte dos símbolos que guiam nossa vida psíquica e nos fornecem determinados direcionamentos em nosso processo de auto-descoberta. Segundo Jung, nossa energia psíquica pode estar direcionadas tanto para o mundo exterior, o que é chamado de extroversão, quanto para o interior, para nossa vida psíquica, o que échamado de introversão. Claro que ninguém está totalmente em um dos pólos, mas tem uma mistura dos dois, e um deles podem ser mais fortes. Além disso, pode haver a dominância de uma das funções psicológicas de nossa mente, que está sempre disposta em pares: Nossa forma de perceber o mundo (sensação X intuição), nossa forma de julgar o mundo (pensamento X sentimento) e nosso estilo de vida (julgamento x percepção).

O site tem mais informações sobre a teoria. O teste é muito interessante, e nos ajuda a refletir um pouco mais sobre nossa forma de se relacionar com o mundo e com nós mesmos. É claro que todo teste psicológico, para ter uma validade real, ou seja, para ter algum valor clínico e validade testada cientificamente, deve ser aplicado por um profissional, em um ambiente específico e seguindo a metodologia testada segundo as pesquisas, e de acordo com as normas aprovadas pela CFP (Conselho Federal de Psicologia). Esse é apenas um exercício de auto-conhecimento, muito importante.

Uma dica que deixo a vocês: esses testes são interessantes, mas não deixem facilmente que outras pessoas ou organizações digam quem você é realmente. Somente nossa vida pode nos trazer o conhecimento pleno de quem somos.

Há, e para mostrar que gostamos muito dos resultados do teste, estamos colocando abaixo os resultados do Mako e meu, onde constatamos uns 98% de veracidade das respostas:

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Sonho Junguiano

Mascara Tribal

Não sou um estudioso de Jung, porém o deveria. Creio que há muitas coisas interessante para a psicologia, filosofia, e para a vida cotidiana também. Jung se aproxima da psicanálise, creio, com a ressonância entre eles no estudo dos mitos e símbolos. Lembrem-se que Freud era um colecionador de peças antigas e um conhecedor de mitos, tanto que muitos de seus conceitos são nomeados com a inspiração da mitologia greco-romana: Édipo, Eros, Tânatos, Narcisismo…

 Mas, se por um lado Freud falou basicamente de um inconsciente pessoal, enraizado também nas heranças genéticas, Jung o extrapolou para um inconsciente coletivo, abaixo desse: há um tecido de sentidos, de símbolos universais, que atuam e influenciam nossa vida e o sentido que damos a ela. Esses são os arquétipos, que se encarnam em diversas figuras.

Lembro-me agora do único sonho junguiano que tive. Não que haja sonhos mais apropriados para cada tipo de pensamento, mas que, conforme vamos estudando psicanálise, nas linhas de cada autor, durante a universidade, ocorre um fenômeno interessante, é como se nossos sonhos ficassem mais facilmente traduzidos pela teoria que estamos vendo no momento. Mas não sei como explicar isso totalmente.

 Bom, voltando ao sonho: foi rápido, e ao acordar. Despertei pela estranheza do sonho. Era época de eleições municipais, com aquelas propagandas chatas e rápidas dos vereadores, que só tinham tempo de falarem seu número. Meu sonho foi o seguinte. Imaginem um fundo preto, e uma iluminação tipo com holofotes, debaixo para cima, dando um clima mais sombrio. Havia em destaque uma máscara, dessas tribais, do tipo como uma oval na vertical, mas com as pontas finas. Essas máscaras de tribos havaianas, que vemos nos desenhos animados. Aparecia uma legenda abaixo, como nas propagandas dos vereadores, e que era repetida pela máscara, em uma voz obscura e tenebrosa, bem forte: “Votem Ourska Persona”!

 Estranho não hehehehe… bom, vamos a interpretação que fiz, junto com minha professora na época. Há um dicionário de símbolos, que muito ajuda às análises junguianas. Nele encontramos a palavra “KA”, que se refere a uma força anterior, antiga, que rege nossas vidas, um conceito egípcio. Não me lembro direito do que estava escrito, mas era algo assim. Minha professora desmembrou o nome “Ourska” em “Ours-ka”, ours em inglês significa “nosso”. Assim, poderíamos estar falando de “nosso ka”, de uma força coletiva que nos move.

 Já persona, é um conceito de Jung famoso. Se refere àquela parte de nossa personalidade que se mostra para os outros, nossa máscara social, que oculta nosso self. Interessante minha máscara ser uma máscara tribal, e seu primeiro nome ser justo uma forma de arquétipo, pois ela mostra aquilo que pretendia ocultar…

 Bom, o que se vê com Jung é que, enquanto sujeitos, temos raízes profundas, que nos sustentam. Essas raízes nos mantém atados a um solo comum a todos, a Natureza simbólica. Há quem coloque esses arquétipos em um mundo espiritual, em uma unidade espiritual, em outro mundo. Mas eu acho que, conforme vamos mudando nossa sensibilidade para as coisas, vemos que esse horizonte de símbolos comuns está aqui mesmo, entre nós, naquilo que fazemos e no que somos. O mundo em que vivemos já nos fornece materiais para a imaginação, e nos fornece determinados símbolos: a terra, mãe, que nos sustenta e alimenta, o fogo, quente mas assutador, necessário mas perigoso, a água, refrescante, nos acolhe, o ar, tão efêmero e invisível mas tão presente… Assim, penso, antes de procurar um mundo além do nosso, precisamos ver que no nosso mundo mesmo há muita coisa inexplorada. O oculto é o que está diante dos nossos olhos, não é assim que dizem?

O Anel de Freud

Anel Original

O anel é um símbolo de aliança, de um pacto de parceria com alguém ou muitas pessoas, um pacto de lealdade. E tudo isso por incrível que pareça pode ter um lado negativo, e teve, quando as verdades de uma pessoa é superada ou destruída, as duas maneiras mais óbvias de se lidar com isso ou é correr dessa nova verdade e ficar cego, mas acreditando que está fazendo o certo, forçando-se a acreditar, ou aceitar isso de forma pacífica, pois você apesar de ter uma verdade, ela não era tão absoluta ou inexorável.

Freud, o pai da psicologia, o que criou boa parte da estrutura utilizada hoje nos consultórios  de psico terapia infelizmente tomou a primeira opção e a elaborou por causa do pavor que sentiu ao perder sua verdade.

Sua história começa quando ele decide escolher um discipulo, Carl Gustav Jung, um dos psicólogos mais importates fez uma reinterpretação da palavra/termo líbido que era muito utilizada por Freud, e “dessexualizou a libido e a colocou como única força motriz de nosso psiquismo”*, seria como se todos tivessemos esse tipo de energia. Freud não gostou nada disso, aliás, ele odiou, tentou conversar com Jung, mas sua cabeça já estava feita, e para tentar proteger sua imagem/idéias ele fez um pacto com seus discipulos.

E o pacto foi a não discussão/argumentação contra as idéias e paradigmas estabelecidos pelo Freud, e todos os seus alunos que aceitaram esse pacto tiveram que usar um Anel que simbolizaria esse trato, ou medo de ser posto em dúvida.

Muitos de seus discípulos que saíram depois que suas idéias foram divergindo se tornaram os mais importantes da psicologia seguindo o que Jung fez.

O medo de acreditar que possa estar errado é muito grande para muitas pessoas que apostam todas as suas fichas em uma coisa, muito religiosos, ou seguidores de apenas uma linha da psicologia, ou até cientistas, esse terror paraliza e leva as pessoas que pior reagem a dúvida a tomar atitudes que destroem os que carregam novas idéias ou simplesmente incertezas.

Assim como Erich Von Daniken quando lançou seu livro “ Eram os Deuses Astronautas“, como alguém décadas atrás poderia chamar Deus de Alíen?! era o que todos pensavam, mas simplesmente não conseguiam ver que ele não afirmava, e sim mostrava que era uma hipótese e muito forte, pois apresenta milhares de argumentos/fatos em todo o mundo.

Quero mostrar até onde vai o medo de perder “seu chão”, de que a realidade que você achava que vivia bem não era tão sólida, assim como Neo no filme Matrix, você tem que tomar a decisão de continuar cego, mas pensando que está certo e se auto-enganado e vivendo uma felicidade plástica, ou realmente descartar sua realidade, ou melhor, entendê-la melhor e acrescentar outra para que tenha uma visão mais panorâmica do que acontece.

Não se prenda a nada tão forte, e também não deixe de perseguir a verdade que você pensa estar certa. É nessa estrada de dúvidas em que as anomalias começam a aparecer e dar-te uma chance de saltar.

*obrigado vitor pela atenção ao erro do meu texto.