Tag: internet (page 1 of 2)

Documentário: DEEP WEB (Netflix)

 

Esse documentário conta uma história muito recente do que a internet pode ser no futuro.

Uma pessoa, ou mais de uma, criaram o site na Deep Web chamado Silk Road, um site para venda de drogas de todos os tipos, apenas drogas, e o gorverno dos EUA não ficaram nada contente com isso.

Todas as agências de seguranças foram acionadas para achar os responsáveis, mas na Deep Web você usa o programa Tor para navegar e ele é impossível de se rastrear, e aí fica a pergunta de um milhão de dólares, como o FBI conseguiu rastrear o servidor aonde estava  o site?

O filme só achei no Netflix, infelizmente, mas traz muitas questões importantes sobre como nossas vidas poderias ser de uma nova perspectiva, como por exemplo:

  1. – A guerra contra as drogas não tem como objetivo acabar com a venda de drogas, e sim criar um sistema onde várias áreas lucrem ao mesmo, desde o produtor das drogas até a policia, investigadores, cadeias, juizes, cria-se um movimento do dinheiro, onde há necessidade de melhorias é algo constante. A melhor prova disso aqui no Brasil é ver o helicóptero com pasta base de cocaína do senador que foi apreendido há pouco tempo, e nada foi feito contra ele, apesar de ele ser claramente o FABRICANTE de COCAÍNA e senador.
  2. – O governo deve estar consciente de tudo que se passa na sociedade? Isso é algo tão comum em nossas vidas que nem questionamos, mas realmente não seria poder demais para o governo? Quais são os interesses do governo, eles combinam com a sociedade? Pelo visto não.
  3. – Até onde uma investigação pode quebrar leis para capturar um fora-da-lei? As agências de segurança podem ser hipócritas nesse sentido? Não temos mais a proteção da privacidade?

Na Deep Web acontece muita coisa ruim, mas acontece muita coisa útil também, como é descrito no documentário a Deep Web serve para trazer segurança para informações sigilosas de empresas e bancos.

Ross Ulbricht, um dos Dread Pirate Roberts (nome inspirado em um personagem das telinhas que passava seu nome para o sucessor), era um pessoa idealista, falava sobre liberdade da informação e controle de nossas vidas não pelo governo, mas para nós mesmo, e por causa disso eu acredito que tudo isso foi armado de forma ilegal e injusta principalmente para prender perpetuamente Ross.

Felizmente nesse caso vários outros sites foram criados, e citando uma frase do filme: “Os ratos vão vencer, mas quando eles vencerem os gatos já estarão bem satisfeitos”

E isso é verdade, o governo não quer perder as rédeas da sociedade, e a deep web mostra um real potencial de se criar um sociedade a parte.

DICA: Vejam também o Documentário Making a Murderer da Netflix que também fala sobre casos injustos, e o Anime Ghost in the Shell que dá uma amostra do que a deep web pode ser no futuro.

 

 

Os “vingadores online” estão de olho em você. Entenda como comentários preconceituosos podem destruir sua vida

10959790_10155151848185125_4023274581240081750_n

Milhares de pessoas mundo sofrem comentários homofóbicos, xenofóbicos ou simplesmente ofensivos todos os dias, e uma grande parte delas não sabe o que fazer ou como reagir, perpetuando assim uma cultura negativa e de certa forma facilitando ações e pensamentos preconceitosos.

Em 2013, uma mulher chamada Justine Sacco antes de pegar um voo muito longo dos EUA até a África do Sul, fez o seguinte comentário no Twitter: –“Going to Africa. Hope I don’t get AIDS. Just kidding. I’m white!”, traduzindo seria- “Indo pra Africa, espero não pegar AIDS, Brincadeira, eu sou branca!

E esse comentário foi retwitado por um escritor de um site famoso de tecnologia, Sam Biddle, e isso virou assunto na internet rapidamente, sendo que já estavam pedindo pra alguém tirar uma foto dela quando ela chegasse no solo, pois tudo isso aconteceu enquanto ela estava no avião, ou seja, ela nem sabia que tinha virado simbolo de preconceito e humor negro.

Ela acabou perdendo seu emprego e namorado, tudo isso por causa de um comentário, um outro caso um pouco diferente, mas que envolve uma vingança online é o de uma menina que jogava online e foi ameaçada de estupro pelos jogadores, ela fez o que ninguém pensaria, achou as mães dos jogadores e as notificou dos comentários infelizes de seus filhos, uma vingança do bem?

Continue reading

Documentário: We Are Legion: The Story of the Hacktivists / Somos Uma Legião: A História dos Hacktivistas (2012)

(EUA, 2012, 93 min. – Direção: Simon Klose)
Num panorama onde as corporações mandam nos governos, onde a lógica do mercado financeiro impera sobre as economias, onde a guerra não encontra barreiras para se instalar, nasce um grupo espalhado, sem rostos, de pessoas que se dispõem e se arriscam para enfrentar as injustiças impostas pela elite global, começando como forma de humor mas em seguida se transformando em uma das ferramentas de maior poder no mundo.

“Eles podem fazer as coisas tecnicamente incorretas, talvez sejam ilegais, mas, em suas cabeças, fazem por um propósito ético”

Começou apenas como piada, de certa forma infantil e sem objetivo, hoje em dia o movimentou amadureceu, ou mesmo as próprias pessoas envolvidas e se tornou em um dos grupos com mais poder no mundo.

Continue reading

O futuro da Personalização: quando o perigo é o excesso de mim mesmo

Esta semana assisti por acaso a partes de um programa da Discovery, o 2111, no qual futurólogos fazem previsões sobre como o mundo estará daqui a quase um século. Bom, boa parte de nós poderemos talvez ver alguns desses avanços, se a expectativa de vida continuar a aumentar. O que achei interessante nesse episódio foi a pesquisa de identificador de passos. Desculpem falar assim vagamente, mas não encontrei o episódio na internet ara mostrar a vocês. A questão é, os pesquisadores acham que a forma mais fácil de identificar as pessoas é por seu jeito de andar. O passo é com uma digital, e pode ser utilizado como forma de identificação, com sensores instalados no chão da entradas de prédios. Ao entrar, já vão saber que você é, quais seus dados básicos, suas preferências comerciais… O intuito mais visado dessa tecnologia, pelo menos o que foi apontado pela série, é a personalização do marketing e da propaganda. Claro que esse tipo de identificação global e involuntária trás problemas políticos, e quem assiste a série “Person of Interest”, ou mesmo quem se lembras dos identificadores por leitura de íris do filme “Minority Report”, sabe bem sobre o que estou dizendo.

O que achei mais interessante e fundamental de comentar na série foram as previsões sobre essa tecnologia de personalização de atendimento. Os avanços previstos são mais sobre uma forma rápida de identificar a pessoa, ou de integrar essa personalização em anúncios, eletrodomésticos, etc. Mas o que não se disse foi que essa personalização já existe e está em um estágio avançado. Até poderia dizer que o início de nosso século foi palco de uma revolução posterior a da Era da Informação. O que Aconteceu foi o advento das redes sociais.

à primeira vista, muitos devem achar inocentes o poder de tais sites como o Google e o Facebook. Entretanto, Tais empreendimentos da internet vem revolucionando os algoritmos de busca, filtragem e cruzamento de dados pessoais, o que possibilita um maior monitoramento de gostos pessoais. As propagandas do Google e do Facebook são direcionadas através de uma leitura de seus dados pessoais, de suas postagens. E a Psicologia sempre foi uma das mães da propaganda. Principalmente a Psicanálise.

Continue reading

Você está On ou Off?

Realmente…

Esquecemos da vida, aliás, deixamos ela mais complexa ao adicionar elementos digitais e eletrônicos a ela, com o intuito de melhorar ela, mas será esse o caminho?

Eu e o Eduardo Marques fizemos um pequeno debate no facebook sobre isso.

Eduardo Marques: O vídeo te induz a escolher um lado. ON ou OFF. A mesma velha dualidade que conduz o mundo a séculos. Bom x mal, certo x errado, etc… Como se não houvesse caminho do meio. Qualquer extremo sempre será ruim. Temos hoje possibilidades infinitas proporcionadas pela democratização do conhecimento através da internet. Ser 100% off? Temos um mundo imenso para explorar – Sr 100% on? Enfim, esse é um período de transição de meios. Claro que haverá extremos acentuados, mas isso tenderá a a se diluir com a adaptação e equilibrio natural que ocorrerá com o tempo. O fato de não sermos mais 100% off não nos tornará 100% on.

Mako Abe: Concordo, mas o video foi feito com certeza por causa da maré dos 100%, e não é por existir simples dois extremos e sim pelo o que a realidade nos diz, das pessoas passarem sim MUITO tempo na internet ou no computador. Estamos passando por vários ‘BOOM’s” de várias tecnologias novas, e isso só vai aumentar a necessidade de sermos tecnologicos, a sociedade demandará isso. Mas acho muito bom parar e pensar se estamos compensando ou ganhando igualmente ao estar ON, sao mundos diferentes, não há como comparar em ganhos. Mas há de se saber que o mundo real é o mais importante, e o digital “por enquanto” não passa de ferramenta.

Até ela ser introduzida ao nosso corpo ainda somos humanos, e deveriamos viver como tal o maximo possivel, experienciando, nos conhecendo, aproveitando.

Afinal é melhor viver uma aventura do que ler sobre uma. Continue reading

Nada é inocente na internet.

Se há um assunto a se comentar hoje em dia pela psicologia, é o quanto nossa subjetividade (o que somos enquanto sujeitos, pessoas com escolhas) foi trancafiada no mundinho bidimensional dos bytes. O que era para ser um meio tecnológico se tornou forma de subjetivação.

O que quero dizer com isso?

Simples… antes a internet era somente uma necessidade técnica, pura forma de se comunicar mais rápido com os outros. Hoje, cada vez mais ela substitui ou complementa o papel que foi e ainda é da televisão: formar mentes.

Continue reading

Fotografia e a Necessidade de Virar Vitrine

photographer-suicide-shoot-head-bad

Já vem acontecendo faz alguns anos, mas está bombando agora, principalmente na minha aqui em São Paulo.

Todo mundo quer ser fotógrafo, mas não pelo motivos certos, claro todo mundo tem liberdade de escolher a futilidade que quiser, mas queria parar para pensar um pouco sobre isso.

A fotografia é o ato de registrar e guardar algo, há também como se expressar através dela com idéias criativas ou não, mas hoje em dia ela serve para tudo. Com o BOOM das mídias sociais elas tomaram uma nova função, a de vitrine pessoal. Até já existe um novo ramo de trabalho para fotógrafos que em vez de fazerem “books”, fazem albuns de facebook, especializados nisso.

A necessidade de mostrar o que está fazendo, de parecer “legal”, bonita (também parecer safada(o)), de que faz coisas que as pessoas tem vontade, e o pior de tudo isso é que há um retorno, as pessoas engolem tudo isso e perpetuam esse tipo de ação vazia. Um bom exemplo de tudo isso é quando alguém vai comer algo, antigamente era totalmente normal você saber cozinhar e sair para jantar, parece que isso foi ficando raro pra umas pessoas e para outras isso foi exaltado, é motivo de festa e exibição de seu contentamento por fazer algo que aos olhos sociais parece incrível.

Continue reading

Quem ficou nua, Carolina Dieckmann? Privacidade hoje, Scarlett Johansson?

Scarlett Johansson, vítima de roubo virtual de suas fotos

A atriz reclama e ganha publicidade por algo corriqueiro: ter a intimidade exposta na internet. A questão não é a ilegalidade do fato, mas a problematização do fenômeno. Por ser uma atriz, tudo o que acontece a ela cai em domínio público. É acompanhada por paparazzis, sua vida é devassada e exposta em revistas que se dedicam em vender a vida alheia. Ora, no reino da imagem, a nudez corporal mostra-se mais íntima do que a nudez do pensamento, da vida diária. Essa onda de celebridades e sub-celebridades expostos não começou com Dieckmann, nem terminará com ela. Scarlett Johansson Passou pelo mesmo problema, vários “BBB’s” e jogadores de futebol foram expostos masturbando-se em webcams, etc, etc.

Creio que a questão aqui, o que incomoda é mais a invasão do que a imagem. Uma coisa seria Dieckmann posar nua para a Playboy, outra coisa seriam um hacker roubar fotos particulares. Assim, mais do que a exposição de si, que é na verdade a profissão dela, é a invasão de privacidade que conta, que incomoda, e que é hoje problematizada.

Continue reading

Minha experiência sem internet. Parte 2: O vício da internet

O mundo virtual se inscreve no corpo, e muitas vezes o anula, o reverte em códigos binários e em informações lógicas vazias...

A internet, desde seu início, criou muitos adeptos, ou melhor adictos (viciados…). Bom Muitas pessoas passaram a viver uma segunda vida, que muitas vezes chegou a dominar a primeira, e a pessoa virtual passou a viver mais que a pessoa real. Com o surgimento das redes sociais, o contato com os outros deixou de ser principalmente corpo-a-corpo, mas passou a ser por meio de mensagens, comentários, “scraps”, etc. Falamos mais por MSN do que ao vivo. Nos vemos por fotos, mas não nos tocamos. Porque isso é melhor, e muitas vezes mais atrativo.

Talvez a facilidade do encontro, a diminuição da vergonha, a rapidez e o fato de que não se precisa mais ir falar com a pessoa, é somente mandar um recado via e-mail. bom, o fato é que muitas pessoas se tornaram viciadas na net, e acabam prejudicando seu trabalho e relacionamento por causa disso. Entretanto, o computador antes ficava só em casa, ou era transportada por laptops, mas que precisavam de uma linha telefônica para se conectar… Atualmente, estamos na era dos smartphones (telefones celulares com funções do computador) e tablets (como o Ipad). A internet é 3G, e pode ser levada a qualquer lugar, sem fios…

Continue reading

Minha experiência sem internet. Parte 1: A ideia de impulso e as compulsões

Oi, resolvi hoje publicar um relato de experiência, partindo do fato de que estou sem internet no meu smartphone. Antes, quero falar um pouco sobre compulsão.

Nos dias atuais estamos passando por uma grande mudança nas formas como as pessoas são afetadas psiquicamente pela modernidade. No século XIX e início do século XX, por exemplo, na sociedade de Viena, Áustria, Freud tratou de vários casos de neuróticos, principalmente histéricas. A histeria era tratada e pesquisada amplamente na Europa, e consistia de diversos sintomas nos quais, principalmente mulheres, sofriam repentinas mudanças comportamentais, como paralisias, afonias (perda da fala), cegueiras psíquicas, convulsões, etc. De acordo com Freud, tais sintomas referiam-se a uma forma do mecanismo psíquico dar conta de “instintos” sexuais reprimidos, e que buscavam sua expressão, mas eram desviados de seu objetivo sexual primeiro, e direcionados a um sintoma patológico. Por exemplo, ele relata o caso de uma mulher que, no decurso de sua doença, não conseguia mais beber água nem nenhum outro líquido, e passou muito tempo se hidratando somente com frutas. Através da hipnose, descobriu-se que a paciente havia tornado inconsciente uma lembrança, quando viu uma empregada dar de beber a um cachorro água, e acho que ela usou uma caneca que seu pai utilizava. A paciente tinha uma forte tensão sexual com o pai (Complexo de Édipo – Todo indivíduo, quando bebê, desenvolve uma afeição muito grande, que se liga às energias sexuais, com um dos pais, e sente o outro como rival desse amor). quando ele a faz relembrar essa cena, ela perde esse sintoma imediatamente.

Devemos ponderar que, mesmo que a mente funcione de forma mais ou menos parecida para “todos”, a época em que vivemos modifica a forma como nos consideramos saudáveis ou como ficamos doentes. Hoje em dia não se vê tão facilmente esse tipo de sintoma histérico. Entretanto, outros sintomas apareceram e se tornaram questões de saúde. Podemos falar aqui por exemplo dos transtornos de alteração do comportamento voluntário, ou de controle dos impulsos.

Continue reading

Older posts