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Antigo Conto Cherokee sobre a Origem das doenças

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Há muito tempo, os seres humanos e os animais ainda se davam bem. Todos os povos, humana e animal, podiam se comunicar entre si e estavam em paz. Os animais há muito tempo atrás eram muito maiores do que os animais de hoje. De fato, os animais de hoje são apenas sombras daqueles que já foram.

Chegou um momento em que nós, humanos, esquecemos o nosso lugar e quebramos a harmonia. Nós, seres humanos começamos a nos reproduzir em um ritmo alarmante, e nós começamos a produção de todos os tipos de armas destinadas a destruição dos animais: lanças, arcos e flechas, zarabatanas e armadilhas de todos os tipos. Começamos a caçar, e não apenas para obter comida, mas simplesmente pelo prazer de matar. Nós, humanos, também matamos muitos animais apenas por descuido puro, nunca parando para pensar nos resultados de nossas ações. Mesmo enquanto caminhávamos de lugar para lugar, não fomos cuidadosos aonde pisávamos, de modo que muitas das pequeninas criaturas foram esmagadas até a morte ou mutiladas. Alguns seres humanos foram tão longe para matar propositadamente pequenos animais apenas por um sentimento de aversão ou repugnância, sair de sua maneira de pisar em um inseto ou esmagar uma aranha inofensiva. Ficou claro que nós, humanos, acreditávamos ser os únicos que importavam em toda a criação, e à medida que continuamos limpar a terra e construir nossas cidades.

Parecia que logo haveria mais espaço para mais ninguém a viver na terra.

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Justiça, Vingança e Responsabilidade na Peneira

Aqui reúno alguns casos que provam que olhamos pro problema de forma errada, não solucionamos criando uma nova onda de atitudes, e sim tentamos remediar as atitudes erradas.

Começo esse post com um texto da Super que tem o seguinte título “O Problema não está no crack, está na alma”

De cada 100 pessoas que experimentam crack, algo em torno de 20 tornam-se dependentes. É um número assustador, preocupante, claro, mas é importante notar uma coisa: é a minoria. O crack é mais viciante que a maconha (9%), menos do que o tabaco (32%, a taxa mais alta entre as drogas). Mas a grande questão é a seguinte: o que faz com que algumas pessoas que experimentam as drogas fiquem dependentes e outras não?

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A Repetição do Erro e a Memória Genética

Por que a civilização humana acaba cometendo sempre os mesmos erros?

Muitos devem se perguntar isso, e realmente parece não ter lógica, será que estaremos destinados ao eterno retorno? Devemos sempre cometer os mesmos erros, terá a resposta um por que espiritual, de que devemos nós mesmos cometer o erro, e não os outros?

Realmente acredito que não é bem assim, e que um dia pararemos de repetir o ciclo da decisões ruins, pois apesar de realmente repetirmos decisões como acreditar em líderes iguais aos do passado, acreditar em propagandas iguais, em políticas iguais, em amores iguais.

Mas acho que a resposta está muito mais arraigada do que parece a princípio.

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A Constância

O ser humano já foi uma civilização nômade,
O ser humano já foi uma civilização guerreira,
O ser humano já foi uma civilização agrícola,
O ser humano já foi uma civilização escrava,
O ser humano já foi uma civilização meditativa,
O ser humano já foi uma civilização mágica,
O ser humano já foi uma civilização devota,
O ser humano já foi uma civilização castrada,
O ser humano já foi uma civilização de grandes monumentos,
O ser humano já foi uma civilização astronômica,
O ser humano já foi uma civilização aprendiz,
O ser humano já foi uma civilização sobrevivente,
O ser humano já foi uma civilização atroz,
O ser humano já foi uma civilização de amor,

Pra quem diz que as pessoas tem uma natureza, uma essência,
é melhor olhar para tras antes (engraçada a analogia tempo/espaço),
pois o ambiente se mostra muito mais importante do que qualquer pré-disposição. 

Pare de falar que nunca vai mudar, nós sempre mudamos.

A mudança é a única constância.

Documentário: Paradise Or Oblivion – Paraíso ou Esquecimento

Tudo é Utopia pra quem é ignorante.

E isso meus amigos, quem consegue ver possível são só as pessoas que conseguiram se desprender dos tentáculos da sociedade e mídia.

Não deixemos nossas diferenças para trás, temos que dar outro significado para elas, o verdadeiro, diferenças nos fazem ricos, mais interessantes e únicos, elas devem ser celebradas e não domadas.

Temos que suprir as necessidades básicas da humanidade para começar a cortar o trabalho braçal e substituir com máquinas, só assim teremos tempo, disponibilidade  e e chance de cultivar nossa criatividade ao limite.

A função do homem primeiramente é crescer, não é preciso um sistema político de competição e imoralidade para tirar isso do homem, ele já nasce com a curiosidade e o desejo de fazer algo que signifique, que o reconecte consigo fazendo-o esquecer de tudo, como músicos que ficam extremmente concentrados quando tocam, estão em sintonia com o seu Deus, com eles mesmos, e consequentemente com o mundo.

Documentário sobre o Projeto Vênus. Veja mais videos sobre o assunto aqui.

Site Oficial: http://www.paradiseoroblivion.com/

Eduardo Galeano, O Direito de Sonhar

Estão pra escreverem um texto mais belo que esse.

 Tradução:

“Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado.

Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede.

Deliremos, pois, por um instante. O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão.

Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros.

O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões.

O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV.

A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas.

Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar.

Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar.

Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas.

Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas.

Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos.

Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.

O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre.

Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão.

Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua.

Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.

A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela.

A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.

Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.

Uma mulher – negra – vai ser presidente do Brasil, e outra – negra – vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru.

Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.

A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: “Festejarás o corpo”. E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro.

A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: “Amarás a natureza, da qual fazes parte”.

Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.

Dica do Leitor Carlos Henrique Franco

Video: A história dos Direitos Humanos

Algo que deveria ser inato em todos nós precisa ser escrito para lembrarmos de respeitar o próximo.

Essas palavras infelizmente não refletem a consciência do mundo, esperemos um dia elas serem algo comum.

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