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A desonestidade hibernada

Todos somos desonestos, ou quase todos, a questão é saber quando.

E os vilões das histórias sabem disso muito bem.

O que é preciso pra quebrar a conduta moral de alguém, com ela sabendo ou não?

Nesses 2 anos em que estive empreendendo aprendi isso de diversas maneiras.

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O Verdadeiro tamanho da África

Embora destacado em ‘The West Wing’, a desonestidade deste mapa não é nada fictícia. O vídeo abaixo vai lhe dar um olhar preciso para o tamanho da África.

As pessoas muitas vezes não estão conscientes de quão grande continente africano realmente é. A imagem abaixo é um olhar preciso para a África em relação a alguns dos principais países:

O mapa mostra como a África (30,3 milhões de km ²) é maior do que a combinação da China (9,6 milhões de km ²), os EUA (9,4 milhões de km ²), Europa Ocidental (4,9 milhões de km ²), Índia (3 , a 2 milhões de km ²) e Argentina (2,8 milhões de km ²), três países da Escandinávia e as Ilhas Britânicas (mapa não dá nenhuma superfície para essas duas últimas áreas). mapa Fonte:

O Peters Projection World Map é uma das imagens mais estimulantes, e controverso, do mundo. Quando este mapa foi introduzido pela primeira vez pelo historiador e cartógrafo Dr. Arno Peters numa conferência de imprensa na Alemanha, em 1974, gerou uma tempestade de debate. O primeiro-Inglês versão do mapa foi publicado em 1983, e continua a ter fãs apaixonados, bem como detratores ferrenhos.

A terra é redonda. O desafio de qualquer mapa do mundo é a de representar a Terra em uma superfície plana. Há, literalmente, milhares de projeções de mapa. Cada um tem alguns pontos fortes e fracos correspondentes. Escolher entre eles é um exercício de clarificação de valores: você tem que decidir o que é importante para você. Que geralmente é determinado pela forma como você pretende usar o mapa. A projeção Peters é um mapa com a área precisa.

Uma simples mudança no olhar de um mapa pode provocar uma reconsideração de suas idéias fixas sobre um lugar.

O dilema do ouriço

Esse é um famoso texto do filósofo Schopenhauer, sobre o modo pelo qual nos relacionamos com os outros:

“Um grupo de porcos-espinhos apinhou-se apertadamente em certo dia frio de inverno, de maneira a aproveitarem o calor uns dos outros e assim salvarem-se da morte por congelamento. Logo, porém, sentiram os espinhos uns dos outros, coisa que os levou a se separaremnovamente. E depois, quando a necessidade de aquecimento os aproximou mais uma vez, o segundo mal surgiu novamente. Dessa maneira foram impulsionados, para trás e para frente, de um problema para o outro, até descobrirem uma distância intermediária, na qual podiam mais toleravelmente coexistir”
Schopenhauer, Parerga e Paralipomena

O que esse trecho mostra é o fato de que toda proximidade com outra pessoa nunca é totalmente confortável, pois todos tem espinhos, todos possuem algo que nos machuca. Freud, em “Psicologia das Massas e a análise do eu” (que em português também foi traduzido como “Psicologia de grupo e análise do ego”), mostra que em todo relacionamento prolongado entre duas pessoas não há somente amor, amizade, ou outros sentimentos de união, mas também aparecem sentimentos negativos, como a raiva, a inveja, a hostilidade. Geralmente, uma relação muito duraduora se mantém quando esses sentimentos negativos são reprimidos, deixados de lado, mas não é sempre que isso é possível. Assim, a qualquer momento uma pessoa espeta a outra, e elas tem que negociar uma distância razoável para quen não se machuquem, e também para que não se sintam sozinhas.

Para quem gosta de anime, Evangelion é uma série que aborda muito bem esse tema, dando muita ênfase a psicologia dos personagens, chegando quase a criar esteriótipos. Shinji Ikari, protagonista da série, não tem nada de herói: mostra-se covarde, obediente, mas incapaz de ter uma relação efetiva com outra pessoa. Sente-se facilmente machucado, e acaba machucando os outros.

Na vida atual, achamos que ficar quietos no nosso canto é o suficiente para fazermos bem ao próximo. Não comentar da vida alheia, não criticar, evitar nossa própria agressividade. Entretanto, quando fazemos isso, acabamos vivendo uma fantasia de que em nada prejudicamos nos outros.

Há uma grande mentira aí…

A omissão é uma das formas mais cruéis de relação. Quando, por medo de nos machucarmos, evitamos dizer aquilo que sentimos, acabamos por criar uma fantasia de que tudo vai bem. As relações acabam vazias (no caso do ouriço, só há calor quando se espeta, e só para de espetar quando se sente frio – nunca se está totalmente bem, mas também nada é totalmente ruim). Fugir, não enfrentar os outros e as dificuldades dos relacionamentos, torna-se muito mais cruel que a violência das palavras sinceras.

O que eu estou dizendo parece ter saído de um texto de auto-ajuda… Mas reflitam nas suas atitudes, percebam que amor e agressividade andam juntos, e só convivem se há uma negociação sincera entre si.

Um ouriço sozinho morre de frio.

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