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Histórias de Tudo

Documentário: The Obama Deception Leg pt

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Sinopse: “The Obama Deception“, é um documentário que destrói completamente o mito de que Barack Obama está trabalhando pelos melhores interesses do povo americano.
Este documentário mostra: para quem Obama trabalha, as mentiras que ele diz, e sua verdadeira agenda.

Eu já vinha tendo dúvidas sobre Obama, ele realmente veio com a ultima esperança da Terra, praticamente um herói da profecia, todos adoravam ele, por ser negro simbolizava a mudança também.
E como vemos no documentário o incômodo que muitos tinhamos com relação a essa presidência nos mostra verdadeiros
Nosso herói faz parte e perpetua o grupo bilderberg, que tem planos que fazem muito sentido, porém ao um olhar nú e ignorante parece loucura.
O doc fala também do aquecimento global de Al gore, que já foi desmitificado aqui nesse blog em vários posts, com documentários e textos.
O grupo Bilderberg é também falado em um outro documenário das pessoas que aparecem nesse do Obama, chamado EndGame.

Para Baixar o Doc Clique nos links abaixo.

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Para ver Online


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Meat the truth

Caos na USP.

Estamos em Greve

Sinto a necessidade de explicar e dar minha opinião sobre o que acontece na Usp.
Moro do lado dela e tenho alguns amigos que estudam lá dentro e consigo sentir o que se passa lá através deles.
O primeiro fator causador dessa greve ou caos, é a imaturidade e egocentrismo de jovens que como todos sabem dedicaram anos estudando para entrar numa faculdade, deixando de sair, deixando de experimentar, deixando de viver, uma pessoa sem contato real com o mundo não sabe como funciona a realidade, e acaba achando que seu mundo pode ser como os livros que ouve falar, de Marx ou Chê.
Muitos que estão lá são crianças querendo apenas baderna, fazendo assim com suas atitudes perderem o valor impactante da conquista, ao usar o movimento de invadir a reitoria como primeira ação pseudo-revolucionária, a greve deveria ser o ultimo recurso, deveria estar além das negociações, além do modo “civilizado” de negociar.
Mas a USP é um universo a parte do outros, pois é auto-sustentável, muitas pessoas vivem lá do dinheiro mandado dos pais, e praticamente não precisam sair de lá. Fazendo com que a maioria siga uma linha de racioncínio, e também uma estética muito parecida. Quando também se invade a reitoria são roubados objetos de lá, fazendo perder o significado da ação por alguns badernistas.
Mas o Catalisador da greve não foi isso, e sim várias outras, pois como dito a invasão da reitoria já tinha perdido seu efeito, e também devo dizer que muitas pessoas não queriam a greve, mas duas coisas mudaram a cabeça das pessoas.
A Reitora pediu para a policia entrar na USP, e não foram poucos, chegando a mais de 200 policiais armados parados lá, formando uma barreira de escudos, mas até então parados, até que os estudantes começaram a cercá-los para intimidar, mas ainda assim fisicamente pacifico, porém xingando muito os policiais, e eles(policiais) não perderam e começaram a jogar bombas de efeito moral para dispersar as pessoas, o que sempre é em efetivo, e certas pessoas correram para os prédios onde os professores estavam, o que também seria inteligente. Mas a policia não se intimidou e além de espantar todos para abrigos mandaram bombas de efeito moral dentro dos abrigos, fazendo as pessoas entrarem em pânico, pois a frase clichê foi posta em prática, ” se fica o bicho come, se correr o bicho pega”, e foi nesse abuso de poder desnecessário em que a maioria da Usp hoje se encontra a favor da greve. Até porque existe a lei que a policia não pode entrar na Usp e todos querem viver no seu mundo seu repressão.

Na minha opinião e acho que na de muitos, os dois lados são muito errados.

O Mnn, pra quem não sabe é o movimento negação da negação, as pessoas desse grupo estão em peso nos C.A.’s da USP, e são os Pseudo-revolucionários que como vimos não argumentam, apenas agem sem negociar, onde já aconteceu de falarem dada seguinte maneira com pessoas importantes da USP: ” Cala Boca, seu Idiota!”. Para mim é o mesmo que ir discutir com uma criança e quando ela ve que vai perder a discussão ela mostra o dedo do meio.

Infelizmente as pessoas que tem comprometimento com algo, são as menos preparadas. Usam a faculdade como trampolim para a política.

O que eles não percebem é que a polícia só estava cumprindo ordens superiores, e que eles são apenas sobreviventes de um sistema educacional falho, em que não se cria pessoas corretas, apenas se valoriza a dedicação para algo que na sua essência não vai ti tornar uma pessoa melhor.

Pirâmides na China

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De acordo com a lenda chinesa, as mais de cem pirâmides descobertas na China são o legado de visitantes extraterrestres.

Na virada do século, dois comerciantes australianos se encontravam numa vasta área nas planícies de Qin Chuan, na China central. Lá eles descobriram mais de cem pirâmides. Quando eles perguntaram ao guarda de um monastério local sobre elas, foi-lhes dito que, de acordo com os registros guardados no monastério, as pirâmides são consideradas “muito velhas”. Visto que os registros tinham mais de 5000 anos, podemos apenas imaginar a idade das pirâmides propriamente ditas.

Foi dito aos comerciantes que as pirâmides pertenciam à uma era quando os “velhos imperadores” reinavam na China, e que os imperadores sempre enfatizavam o fato de que eles não eram originários da Terra. Eles eram descendentes dos “filhos do céu, que estrondosamente desceram a esse planeta em seus dragões de metal ardente”. Foi dito aos comerciantes que as pirâmides haviam sido construídas por visitantes do espaço sideral.

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As pirâmides são geralmente feitas de argila e terra, não de pedras, e alguns fazendeiros coletaram-nas para levar material para seus campos e casas. É uma pena, mas assim é.
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Nesta figura é possível observar váras pirâmides na planicie chinesa

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Todas as pirâmides estão situadas nas planícies de Qin Chuan e diferem em tamanho entre 25 e 100 metros de altura. Todas, exceto uma. Ao norte, no vale de Qin Lin, encontra-se o que se tornou conhecido como a Grande Pirâmide Branca. Ela é imensa, aproximadamente 300 metros de altura!

Pra quem quiser ver no earth google
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Como Dito na parte 29 da Palestra de Nassim Haramein
Os deuses do sol que fizeram isso eram grandes e loiros, e por causa disso o governo da china achou que esse “fato” poderia implicar a uma origem européia, que os deuses seriam europeus, então resolveram não divulgar suas pirâmides.

Post Relacionado: Como se Construiram as Pirâmides?

A Lenda Atemporal.

noosphere

Em 2343, Os humanos se dizimaram com tantas guerras, poluição e desequilíbrio da natureza, ao visitarem um planeta nomeado XD354-23W4N3, descobriram seres estruturalmente parecidos com a gente, mas tinha uma cabeça mais alongada, e dedos compridos. Após alguns dias lá resolveram se comunicar com os seres denominados Proxy, usando seu visor que lia as ondas cerebrais dos proxies e as traduzia diretamente para seus cérebros(dos humanos), não necessitando de palavras para se entender. Depois de se comunicarem um pouco viram que eles tratavam os novos visitantes como deuses, e os humanos gostavam disso, e pediam informação sobre o planeta sempre pedindo para mostrar coisas novas, pois por mais que seja preciso o visor de tradução eles nunca conseguiam interpretar certas coisas. Muitos dos Proxies gostavam de agradar os humanos em troca de algo, até por serem seres inferiores eram facilmente conduzidos a fazerem o que os humanos queriam, até que certo tempo depois uma outra tribo nômade de Proxies um pouco mais evoluída chegou e viu seus amigos trabalhando para receber algo que muitas vezes nem conseguiam entender para o que servia, foi quando o líder dessa tribo chamado Igneo resolveu abrir os olhos de seus compatriotas alertando eles que se encontravam cansados e que se desviaram do caminho do Proxy antigo, agora servindo a um ser novo que nem se sabe ao certo o que era. Muitos Proxies se aliaram a Igneo para se rebelar e acordar os outros, mas muitos de sua tribo a haviam se dedicado a servidão para o homem, e desertores de sua tribo e os Proxies comuns os condenaram dizendo que estavam contra o Grande Criador Dos Olhos Coloridos. Os Humanos percebendo a agitação causado por Igneo resvolve acabar com esse caos para poderem utilizar melhor os Proxies para pesquisa, e falam através de sinais para a mente deles que Igneo por não obedecer aos Deuses deveriam ser expulsos e terem um terreno só para eles, mas onde ninguém possa vê-los, e Igneo que uma vez reinou agora se encontra exilado e mal-pensado pelos compatriotas. Alguns meses depois alguns Proxies se comportavam mal e eram transportados para as profundezas, e levaram a notícia de tudo a Igneo, prometendo um dia levar a luz de novo o mundo dele para que fique do jeito em que estava.

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Um outro lado de um história contada diferente.
Todo Vilão tem sua face de Herói, desde Judas ao Comediante.

Lembranças Filtradas

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A memória do ser humano é gravado de acordo com sua relação com o evento vivido.
Quando se vê algo apenas, muitas vezes não se dá importância a aquilo, e é esquecido.
Quando essa coisa é posta em prática, ela tem maior possibilidade de ser lembrado posteriormente.
Mas as lembranças são ligadas a pensamentos e sentimentos, pois existem muitas lembranças que não sabemos o porque continuamos tendo-as, o inconsciênte faz essa parte de segurá-lo, pois há um significado para você ainda desconhecido.
Muitas vezes percebemos que o tempo passou rápido demais, ou que foi um ano bem lento. Nossa educação nos faz esquecer de momentos parecidos, pois nossa memória quer apenas coisas novas, experiências novas, Ergo nós sistematizamos situações para que possamos esquecer de algumas, quando na verdade se olharmos de perto elas nunca são iguais, mas infelizmente nossa mente ou nós mesmo não agimos de forma como queremos, ou a correta, e não conseguimos desfrutar a situação, o momento de forma Total.
Já teve dias que uma hora parecia uma eternidade, isso acontece numa sala de aula por exemplo, quando o que o professor fala não é interessante ou sua didática não é muito boa, temos a mania de achar uma saída para tal ligeiro sofrimento, começamos a pensar em outras coisas, ou a reparar ao nosso redor, até cantarmos uma música baixinho, ou batucar ela na mesa, isso tudo é como se fosse o marca tempo, um ponteiro em que determinamos nosso tempo, Kairos, como diria os antigos.
Mas esse tipo de estratégia deveria acontecer sempre, não a fuga, mas prestar atenção ao nosso redor.
Sempre há o que retirar de bom de cada situação, mesmo quando você se põe no piloto automático e fica olhando tudo em terceira pessoa, algo mais distante.

Devemos nos Educar para capturar os detalhes que deixamos escapar, tudo valhe a pena.
Basta você ver da forma que tenha algo a ti acrescentar.

Cada Momento, é um Movimento único.

Instalações de Sonhos em Você

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Lá vai um conto.

O mulá Nasruddin estava sob a luz da rua, procurando freneticamente alguma coisa. Um transeunte lhe perguntou ” O que está procurando, mulá?”
“Perdi minha chace; estou procurando minha chave”, resmungou o mulá.
O transeunte comecçou a procurar também. O tempo foi passando. “Onde perdeu sua chave, mulá?”, perguntou ele.
“Na minha casa”, disse o mulá.
“Então por que está procurando aqui, seu tolo?!”, gritou o homem, exasperado.
“Há mais luz aqui”, apontou calmamente o mulá.
Há mais “luz” no mundo exterior dos estímulos sensoriais, e por isso nós procuramos e a felicidade ali. Mas a verdadeira fonte de toda a felicidade encontra-se dentro, com o eu quântico, e além, em turiya – a consciência em si mesma.

Fonte: A Janela Visionária, pág. 214 2º parágrafo de Amit Goswami.

O que desejamos muitas vezes são implementações de necessidades e sonhos da filosofia social atual, a maioria das pessoas sente um vazio naquilo que busca, naquilo que trabalha, se é que faz algo/busca algo, as opções são quadradas e suas variantes de ângulos retos, enquanto nós deveríamos viver num espiral de realizações, incabível para esse sistema de crenças e engajamentos.

Lenda dos Iacutos Criatianizados da Sibéria

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Satã era o irmão mais velho de Cristo, contudo era mau, enquanto Cristo era bom. E quando Deus Desejou criar a terra, ele disse a Satã:”Você se gaba de ser capaz de fazer qualquer coisa e diz que é maior do que eu; bem, então traga-me um pouco de areia do fundo, mas quando voltou à superficie viu que a água tinha elvado a areia de sua mão. Mergulhou mais duas vezes, sem êxito, mas da quarta vez ele transformou-se em uma andorinha e, assim, conseguiu trazer um pouco de areia no bico. Cristo abençoou o bocado, transformando-o na terra. E a terra era bonita, plana e lisa. Mas Satã, planejando criar um mundo por contra própriam, tinha escondido intencionalmente uma parte da areia na garganta. Cristo percebeu o truque e golpeou-o na nuca. Em seguida, a areia esguichou de sua boca e formou as montanhas, enquanto originalente tudo tinha sido tão liso como uma lâmina.

Não adianta você tentar impor algo sobre alguém se ela ainda não mudou seu modo de pensar para que possa assimilar o novo pensamento.

fonte: As Máscaras de Deus: Mitologia Primitiva, pág. 225

O Verdadeiro Significado do Dharma de Buda

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Por Rodney Downey (Budismo Zen coreano)

Gostaria de começar falando sobre alguns enganos que temos a respeito do Dharma do Buda, os quais são muito comuns em todo o mundo ocidental, e mesmo no Oriente. A causa desses enganos tem a ver com palavras e com aquilo que elas significam.

Hoje, no café da manhã, eu comi bolo. E ontem eu aprendi que existe uma expressão em português: Quando você vai se encontrar com uma pessoa e ela não comparece, diz-se que você “ganhou um bolo”. Imaginem que daqui a 500 anos, um arqueólogo encontre um diário de anotações de um brasileiro. Lá é dito: “Eu fui encontrar com Paulo e ganhei um bolo”. O tradutor diria que eles comeram um bolo juntos! Esta é a armadilha das palavras, as quais têm um significado para uma época e cultura em particular. O mesmo se dá com alguns dos ensinamentos do Buda.

Consideremos as Quatro Nobres Verdades, as quais estão no centro do ensinamento do Buda. A tradução usual das Quatro Nobres Verdades é: “A vida é sofrimento; a causa do sofrimento é o desejo; a cessação do sofrimento é se ver livre do desejo; o modo de fazê-lo é o Caminho Óctuplo”.

Isto está correto? De modo algum! Isto não é o que o Buda falou. Este é o problema! Vamos começar com a Primeira Nobre Verdade, que é sempre traduzida como “A vida é sofrimento”. Mas que coisa horrível! Veja a vida! É uma força excitante e de grande diversidade, de inacreditável deleite. Por que, então, é traduzido como a vida é sofrimento?

Vamos examinar a língua em que o Buda falava. O Buda disse, de fato, que a vida é dukkha. Esta palavra sempre é traduzida como sofrimento, mas isso não é de modo algum o que significa. A raiz de dukkha é duk, e significa “eixo”. Veja a época do Buda: A forma mais complexa de transporte era uma carroça; era uma carroça de madeira, como é na Índia ainda hoje, com um eixo de madeira unindo duas rodas também de madeira, e puxada por búfalos.

A palavra dukkha significava o eixo que está fora do prumo, que está fora de alinhamento. Imaginem o sofrimento de uma pessoa sentada nessa carroça, a força que os búfalos devem fazer e, ao invés da carroça seguir suavemente, ela está fora do eixo, desalinhada.

Então, Buda fala sobre a vida – a vida de todos nós – usando o exemplo da carroça que tem seu eixo fora de alinhamento. Ele diz que nossas vidas estão fora de equilíbrio. E é esse desequilíbrio que leva ao sofrimento. Ele nunca disse que a vida é sofrimento. Este é um ponto muito importante. Nossas vidas estão fora de equilíbrio, ou, como os chineses falariam, não está fluindo junto com o Tao. Ambas as expressões significam a mesma coisa. Esta é a Primeira Nobre Verdade.

A Segunda Nobre Verdade se refere à razão da vida ser assim, e isso é geralmente traduzido como desejo. Mas nós teríamos uma vida muito estranha se não tivéssemos desejos. Não é o que o Buda falou. A palavra que o Buda usou foi trishna e significa “sede”. Nas palavras do próprio Buda isso foi descrito: “É como um homem vagando no deserto por muitos dias, sedento por água”. Isso também é a sede do “eu quero” e do “eu não quero”, e é por isto que todos nós sofremos.

O que é este “eu quero” e “eu não quero”? O que isso indica? Significa que não estamos satisfeitos com este momento, “agora”. Porque se estivéssemos “aqui” (Rodney bate no chão), não haveria “querer” nem “não querer”. Simplesmente haveria este momento, agora. O Buda, utilizando-se deste exemplo, estava dizendo: “Esteja com este momento”. O momento em que você quer ou não quer é o momento em que você deixa o agora, o momento presente, e aí, então, isso leva ao sofrimento.

Então, esse desequilíbrio que temos faz com que nunca estejamos no momento e, não estando no momento, isso leva ao sofrimento. É muito simples. Agora você pode examinar a sua própria vida a partir dessas palavras.

Mas o Buda não parou por aí. Ele nos deu uma cura para este “não estar no momento”, este sofrimento. Esta cura é a Terceira Nobre Verdade, que é a verdade mais mal entendida de todas.

Ele fala do Nirvana ou Nibbana, que é uma palavra que é usada em todas as línguas nos dias de hoje, mas ninguém sabe o que significa. A palavra é muito simples. Significa expirar, apagar – como apagar uma vela. Muito simples! O Buda apenas usava palavras simples, mas mesmo assim elas foram totalmente mal compreendidas, porque geralmente ela é traduzida como extinção do desejo. Correto? Não significa de modo algum isto.

No tempo do Buda, a palavra nirvana, apagar, significava simplesmente isto: apagar. Mas havia uma grande diferença. De acordo com a ciência e a filosofia do Vedanta, quando você apaga uma chama, como em uma vela ou em uma lâmpada de óleo, você diz que a chama ficou livre. Quando você acende uma vela, você captura a chama, como se a colocasse numa gaiola. Então, em “nossa” idéia de apagar uma vela nós dizemos “extinguir” ou “matar”; mas, na época do Buda, apagar uma chama significava libertá-la. Da mesma forma como seu “bolo”; coisas completamente diferentes!

Então, o Buda nunca disse algo como matar os seus desejos; ele falava da libertação ou liberdade deste apego ao “eu quero” ou “eu não quero”. Quando você abandona isso, então a sua vida entra num equilíbrio. Aí, então, você está completamente livre. Este é um ensinamento maravilhoso, porque ele é prático e você pode vê-lo em sua própria vida.

Se você sempre está no momento, você não pode sofrer, você está livre para ir para o próximo momento, livre para seguir para o próximo momento, sempre totalmente livre, sem estar preso no “eu quero” ou “eu não quero”. E é isso que o Buda ensinava. Ele, então, nos deu o Caminho Óctuplo como uma forma de alcançar isso. Da mesma forma como as pessoas dizem hoje: “Como eu posso levar esta prática para a minha vida?”, o Buda nos deu a resposta. É o Caminho Óctuplo: A Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a Linguagem Correta, a Ação Correta, os Meios de Vida Correto, o Esforço Correto, a Vigilância Correta, a Concentração Correta. Mas cuidado com a palavra “correto”, porque “correto” implica que há um “errado”, e o Buda não usava a palavra desta forma; o Buda não falava desde um ponto de vista dualista.

Uma palavra melhor do que “correto” é “apropriado”. Linguagem Apropriada, Pensamento Apropriado, Compreensão Apropriada, etc. Vamos, então, apenas examinar um desses fatores, utilizando a palavra “apropriada” ao invés de “correta”. Linguagem Apropriada significa não falar mal de uma outra pessoa, não utilizar palavras para se mostrar, não utilizar palavras para sugerir algo que não é correto. Há muitos exemplos em suas vidas. Simplesmente falar demais é uma linguagem inapropriada. Podemos falar que ler demais também é uma linguagem inapropriada, ou ver televisão demais também seria linguagem inapropriada.

O que o Buda quis fazer ao ensinar sobre essas várias ações não apropriadas foi nos dar um instrumento para examinarmos as nossas próprias vidas. O que significa “apropriado” em termos de nossa vida? Significa Linguagem, Ação e Pensamento que nos ajudam a nos livrarmos de nosso desequilíbrio, de nosso dukkha.

O Caminho Óctuplo usado apropriadamente irá nos ajudar a colocar a nossa vida em equilíbrio. Isso não é algum ensinamento esotérico, nem aquilo que freqüentemente acontece no ensinamento mal compreendido sobre o que o Buda ensinou.

As Quatro Nobres Verdades são muito práticas, baseadas na vida real. É um ensinamento sobre como viver a sua vida. E posso assegurar a vocês, que se lerem qualquer ensinamento do Buda que parecer muito distante de sua vida agora, isso é uma tradução ruim. Porque o Buda era um homem prático e inteligente, que olhava profundamente para o que fazemos conosco. A partir daí, ele nos ofereceu um modo de sair disso. Espero que isso que falei sobre as Quatro Nobres Verdades tenha lançado um pouco de luz. Muito obrigado!

Tradução: Ricardo Sasaki & Rosana Lucas
Editor da palestra oral: Ricardo Sasaki
Fonte: Soto Zen Curitiba

SAIBA MAIS:

O termo pali “dukkha” tem geralmente três significados:

1)Dukkha-dukkha, literalmente, sofrimento-sofrimento. Um dos significados da repetição de uma palavra em pali é para dar ênfase. Dukkha-dukkha é o sofrimento real como a dor física ou dor mental. A enfermidade, a velhice, a morte estão incluídos neste tipo de sofrimento.

2)Viparinama-dukkha, sofrimento como mudança. Aqui se incluem os estados de felicidade. Não porque os estados de felicidade sejam em si mesmos sofrimento, mas sim por sua transitoriedade.

3)Sankhara-dukkha, sofrimento do condicionado. Quando Buddha diz que os cinco agregados do apego são sofrimento está referindo-se ao sofrimento do condicionado, ao sofrimento daquilo que é produzido por causas. Os cinco agregados são produto de causas, são condicionados. E tudo aquilo que é condicionado é sofrimento. De acordo com o Buddhismo tudo que seja condicionado está sujeito ao surgir e ao cessar.

Fonte: Nalanda Curitiba

De uma maneira geral, dukkha diz respeito ao nosso condicionamento de vida dentro de experiências cíclicas, onde nos alternamos entre boas experiências (felicidade) e más experiências (sofrimento). Todos os seres buscam a felicidade e procuram se afastar do sofrimento, no entanto nessa busca de felicidade e dentro da própria felicidade encontrada estão as sementes de sofrimentos futuros.

Podemos pensar da seguinte maneira: sofremos porque não temos algo; sofremos porque conseguimos algo e temos medo de perder; sofremos porque temos algo que parecia bom, mas agora não é tão bom assim; e sofremos porque temos algo que queremos nos livrar e não conseguimos. Podemos ver então que mesmo que tenhamos sucesso na nossa experiência de felicidade, ela mesmo pode se tornar causa de uma experiência de sofrimento.

Além disso, as experiências são impermanentes, as idéias, os conceitos, os pensamentos, todos são impermanentes, mudam. Por isso dentro da experiência de felicidade existe a causa de uma experiência de sofrimento, pois ela também é impermanente e irá mudar.

Então, dukkha representa todo esse ciclo, e a insatisfação que nunca será saciada enquanto seguirmos esse ciclo.

Fonte: Wikipedia
fonte: Saindo da Matrix

NIKOLA TESLA

Por Luis Sucupira

Aquele celeiro com uma torre de 27 metros de altura guardava segredos incríveis. Pouco se sabia sobre o que estava acontecendo lá, mas uma coisa era certa: era algo que beirava o sobrenatural.

Estamos em Colorado Springs, estado do Colorado, Estados Unidos. O ano é 1899. A população de Colorado está curiosa sobre o que este grande inventor está tramando, mas respeita os sinais ao redor do perímetro onde está escrito: “MANTENHA A DISTÂNCIA – GRANDE PERIGO”. Mesmo assim, eles logo sentem os efeitos da experiência. Faíscas saem do chão conforme eles andam pelas ruas, penetrando em seus pés pelos sapatos. A grama ao redor do prédio de brilha com uma pálida luz azul. Objetos de metal segurados próximos a hidrantes descarregam raios elétricos em miniatura á vários centímetros de distância. Lâmpadas acendem espontaneamente a quinze metros de sua torre sem nenhum contato com fios e mesmo com interruptores desligados. É uma cena esquisitíssima!

Seus assistentes montaram um laboratório único nos arredores da cidade, que parecia mais com um grande celeiro embaixo de uma torre. Este era o “Transformador Amplificador”, que dizem ser a maior de suas invenções. Naquele momento estavam apenas sintonizando o equipamento. Estes eram os efeitos colaterais do ajuste do transformador amplificador à Terra. Uma vez que ele estava adequadamente calibrado, o cientista estava pronto para conduzir a maior obra de sua carreira, usando todo o planeta como cenário.

Numa noite de 1899, o cientista aciona sua máquina em força total na esperança de produzir um fenômeno que ele chamará de “crescente ressonante”. Sua torre descarrega na Terra dez milhões de volts. A corrente atravessa o planeta na velocidade da luz, forte o bastante para não morrer antes do final. Quando ela chega ao lado oposto do planeta, ela é rebatida de volta, como círculos de água voltando à sua origem. Ao voltarem, a corrente está bem fraca, mas o cientista emite uma série de pulsos que se reforçavam um ao outro, resultando em um forte efeito cumulativo.

No ponto de observação, de onde o cientista e seus assistentes assistem, a crescente ressonante manifesta-se como uma demonstração alienígena de raios que ainda estão até hoje catalogados como a maior descarga elétrica da história. A corrente de retorno forma um arco voltaico que eleva-se até o céu por dezenove metros. Trovões apocalípticos são ouvidos a trinta e três quilômetros de distância. O cientista, antes, preocupado com a possibilidade de haver um limite para a geração de descargas ressonantes, descobre, naquele evento, que o potencial é ilimitado. A experiência faz com que o gerador de força de Colorado Springs incendeie e isso faz com que o fornecimento de energia, antes gratuito para as suas experiências, venha a ser interrompido.

O cientista dessa história é Nikola Tesla, nascido em 9 de julho de 1856, na vila de Smiljan, na Croácia, exatamente à meia noite. Desde o início de sua infância, ficou claro que Tesla era uma mente extraordinária. Seu pai, Milutin Tesla, o ajudou a fortalecer sua memória e raciocínio através de uma grande variedade de constantes exercícios mentais. Sua mãe, Djouka Tesla, vinha de uma longa linhagem de inventores. Tesla tornou-se famoso por suas palestras ao demonstrar invenções e conceitos como mágica. Os leigos ficavam encantados pelos raios elétricos que saíam de suas bobinas brilhantes, e lâmpadas sem fio que se acendiam ao entrarem em contato com sua mão. Isso fez com que Tesla ficasse conhecido como um ilusionista, tamanho o espanto que provocava.

A transmissão sem fio de energia elétrica torna-se a maior pesquisa de sua carreira. Descobre que um tubo de vácuo colocado em proximidade com uma bobina Tesla instantaneamente começa a brilhar, sem fios e nem sequer um filamento dentro do tubo brilhante. Ressonância elétrica era a base da descoberta. Ao determinar a frequência da corrente elétrica necessária, Tesla era capaz de ligar e desligar séries de lâmpadas diferentes à metros de distância.

Ele tornou-se um cidadão americano em 1891, e sua nova tecnologia seria seu presente de agradecimento para seu país adotivo: Um meio de transmitir energia instantâneamente, através de qualquer distância, pelo ar. Energia grátis para todos. Aqui Tesla comete o seu primeiro e o pior de todos os seus erros. Ser um humanista na terra onde o capitalismo fez sua morada. Os americanos queriam a inteligência de Tesla para ganhar dinheiro, não para fazer solidariedade. J.P. Morgan e Westinghouse detestavam ouvir falar na palavra “grátis”.

O EFEITO DANE

Tesla considerava Dane, seu irmão mais velho, superior em todas as coisas. Tesla era proibido de montar o cavalo branco de DANE por ser muito pequeno. Certo dia, Tesla usou uma zarabatana para atirar uma semente no cavalo enquanto seu irmão montava. Dane caiu e morreu em seguida. O remorso o perseguiu por toda a sua vida, e não importa o tamanho de suas descobertas, ele sempre acreditou que Dane faria melhor.

Tesla sofria particularmente de um mal no qual flashes de luz apareciam diante de seus olhos, acompanhados de alucinações. Na maioria dos casos, as visões estão ligadas a uma palavra ou item que ele poderia vir a encontrar no futuro, simplesmente ao ouvir o nome do item, ele involuntariamente o visualisava em perfeitos detalhes. Quando ele atingiu sua adolescência, aprendeu a reprimi-los. Quando eles ocorriam, tinham uma natureza que poderia ser descrita como psicótica.

Uma vez Tesla tentou nadar por debaixo de uma estrutura que se estendia além do que ele havia imaginado. Viu-se preso debaixo d’água, sem sinal da superfície, um flash apareceu e com ele Tesla viu uma pequena abertura que levava a um bolsão de ar. Sua visão estava correta, e sua doença o salva de uma morte certa. Quando seus pais morreram, Tesla afirmou ter tido uma premonição detalhada do que aconteceria. Tem o dom da telepatia e consegue transmitir mentalmente imagem a outra pessoa situada em outra sala.

Acometido de cólera, Tesla ocupa sua mente lendo tudo o que era capaz. Nessa época lê “Innocents Abroad”, de Mark Twain. Tesla fica cativado pelo humor e humanidade descritos no livro. Anos mais tarde, nos Estados Unidos, Tesla encontra Samuel Clemens e agradece por salvar sua vida. Clemens torna-se um dos poucos amigos pessoais de Tesla.
Os sentidos físicos de Tesla tornam-se hipersensíveis. O tic-tac de um relógio de pulso o ensurdecia, mesmo a vários quartos de distância. Ele usava almofadas de borracha nos pés de sua cama para aliviar as vibrações das pessoas que passavam fora do quarto. Para ele parecia um terremoto. A exposição à luz era dolorosa, não somente à seus olhos, mas também a sua pele. Tempos depois a hipersensibilidade volta ao normal e isso permite inventar o motor de corrente alternada.

As dificuldades fisiológicas e emocionais de Tesla o fizeram um homem de mente brilhante e excêntrico. Detestava contato físico com outras pessoas e tinha raiva quando tocavam seu cabelo. Para evitar um aperto de mãos, ele mentia dizendo que havia se acidentado. Ele nunca teve uma relação amorosa de qualquer tipo. Uma mulher certa vez tentou beijá-lo e ele saiu correndo. Ainda assim, Tesla exibia uma clara apreciação por mulheres e exigia que suas secretárias se vestissem bem. Suas empregadas mulheres não podiam usar pérolas, pois ele, por algum motivo desconhecido, as achava repugnantes.

Tesla parecia ter T.O.C. (Transtorno-Obsessivo-Compulsivo). Tudo ele fazia em três partes ou etapas. Quantidades de vinte e sete eram as suas prediletas, pois é três ao cubo. Tesla calculava o peso da comida antes de ingerí-la. Media as porções com uma régua e mergulhava pedaços na água para determinar quantos centímetros cúbicos eles tinham. Gostava de bolachas de sal por causa da uniformidade de volume que elas apresentam. Tesla esquecia de comer e trabalhava por dias sem dormir. A certa altura, sua devoção ao laboratório lhe causou tal stress que ele esqueceu quem era ele.

Tesla assumia que só tornaria-se um inventor ao atingir a maturidade. E ela havia chegado.
O TESLA ALUNO

Tesla iniciou sua educação superior no instituto politécnico de Graz, perseguindo o estudo no tópico que mais o fascinava: eletricidade. Ele estudava muito, quase durante todo o dia, em uma rotina que ia das 3:00 da manhã às 11:00 da noite todos os dias. Sonhava em ir para a América e conhecer Thomas Edison.

Aluno extraordinário irritava seus professores, questionando o status quo tecnológico com um insight que por muito superava o de seus instrutores. Ele era contra a idéia que a corrente contínua era o único meio de distribuir energia elétrica. A corrente contínua era ineficiente e incapaz de transmitir energia a longas distâncias. Deveria haver um outro método. A idéia da corrente alternada era vista pela comunidade científica com descaso, em muitos aspectos tal como a fusão a frio é hoje.

Durante o curso superior, seu pai morre. Tesla nunca mais retornou à escola politécnica. Sem dinheiro para financiar sua instrução, Tesla tornou-se um operador de telégrafo. Tesla continuou com seu sonho de ir à América e tornar-se um pioneiro em energia elétrica. Em meio a essa crise Tesla teve mais uma de suas visões: Duas bobinas, posicionadas em ângulo reto e alimentadas com uma corrente alternada à noventa graus de fase entre si poderiam fazer um campo magnético girar, sem a necessidade do comutador utilizado em motores de corrente contínua. Tesla sabia que isto iria funcionar.

Este era o método de Tesla para desenvolver invenções através de toda a sua carreira: sem cadernos, diários ou protótipos. Sua capacidade de transformar idéias em visualizações concretas que o haviam transtornado durante a juventude, havia finalmente voltado a seu favor. “No momento em que uma pessoa constrói um aparelho para levar a cabo uma idéia crua, ela se encontra inevitavelmente envolvida com os detalhes deste aparelho”, disse Tesla em sua autobiografia. “Conforme ele procede em tentar melhorar e reconstruir o aparelho, sua força de concentração diminui e ele perde de vista o Grande Propósito”.
O ENCONTRO COM THOMAS EDISON: O HOMEM QUE IRIA AJUDAR A DESTRUÍ-LO

Em 1882, ele arrumou um emprego na Companhia Continental Edison em Paris, distinguindo-se como um bom engenheiro. Dois anos mais tarde, viajou à Nova York para conhecer o presidente da companhia: o próprio Thomas Edison.

Este encontro não foi bom como havia sonhado. Edison o observou com desprezo e certamente não tinha intenção em colaborar com qualquer esquema AC. Edison via AC como uma ameaça a seu império DC. Tesla prometeu aumentar a eficiência de dínamos em 25% em dois meses. Edison disse a ele que se assim conseguisse, ele lhe pagaria cinqüenta mil dólares. Conseguiu cumprir com a promessa, melhorando os dínamos por uma margem maior do que a prometida a Edison. Mas, quando pediu por seu pagamento, Edison recusou-se a honrar o acordo, dizendo que estava apenas ‘brincando’. Tesla demitiu-se e nunca mais trabalhou com Edison.

Tesla foi contatado por um grupo de investidores que desejavam vender a lâmpada de arco que ele havia inventado e assim, nasceu a Companhia Elétrica Tesla. Tesla estava ansioso por esta oportunidade de trazer a corrente alternada ao mundo, mas seus investidores nada queriam com ela. Assim, Tesla foi rejeitado pela companhia que tinha seu próprio nome.
SALVO POR BROWN

Na bancarrota, uma das mentes mais brilhantes do mundo estava reduzida a trabalhos braçais faturando um dólar por dia. Planejou cometer suicídio no seu trigésimo aniversário, à meia noite em ponto, hora do seu nascimento. Antes que isso ocorresse, porém, A. K. Brown da Western Union soube da situação de Tesla. Brown, determinado a devolver o gênio a seu lugar no mundo, ofereceu-lhe um laboratório próprio, e a chance de pesquisar a corrente alternada.

Salvo, Tesla imediatamente começou a trabalhar em seu dínamo AC. O dínamo funcionou exatamente como previu todos estes anos dentro de sua mente. Tesla demonstrou sua invenção ao público, e logo tornou-se a sensação da comunidade de engenheiros. Dentre os convertidos por suas palestras à corrente alternada, estava George Westinghouse, quem negociou com Tesla a fabricação dos dínamos. A primeira aplicação desta tecnologia: As cataratas do Niagara. Westinghouse venceu a concorrência para a utilização do Niagara, oferecendo metade do que Edison ofereceu para a instalação de um sistema DC. Em 1895, O sistema de energia AC de Niagara foi inaugurado sem uma única falha, transmitindo energia até Buffalo, a aproximadamente trinta e três quilômetros de distância, uma total impossibilidade com corrente contínua. Não mais uma comodidade luxuosa reservada aos ricos, a energia elétrica agora era para todos.

Pela primeira vez em sua vida, Nikola Tesla era imbatível.

A primeira invenção de Tesla com propósito militar utilizava uma espécie de automação tecnológica, com a qual o trabalho de seres humanos poderia ser substituído por máquinas. Tesla produzia barcos e submarinos controlados remotamente. O governo nunca aceitou a oferta de Tesla, mas conseguiu um contrato militar com a marinha alemã. O produto eram as turbinas sofisticadas que o almirante Von Tirpits usou com grande sucesso em sua armada de navios de guerra. Quando começou a Primeira Guerra Mundial, cancelou o contrato com os alemães. Não queria ser acusado de traição.
O RAIO DA MORTE

Quase falido e vendo os Estados Unidos à beira da guerra, idealiza o “Raio da Morte”, aparentemente uma espécie de acelerador de partículas. Não há certeza se usou seu Raio da Morte, ou se ele sequer chegou a construí-lo. Mas existe uma história relatada do que aconteceu naquela noite em 1908, quando Tesla testou sua arma.

Naquela época, Robert Peary estava fazendo sua segunda tentativa em se chegar ao polo norte. Tesla notificou a expedição que eles estariam tentando entrar em contato com eles de alguma forma, e eles deveriam relatar qualquer coisa incomum que eles observassem. Na noite de 30 de junho, acompanhado por seu associado, George Scherff, na torre de Wardenclyffe, Tesla apontou seu raio através do atlântico, para o ártico, a um ponto calculado como estando a oeste da expedição de Peary. Tesla ligou o equipamento. Uma coruja que voou de seu ninho no topo da torre em direção ao raio foi desintegrada instantaneamente. Isso concluiu o teste. Tesla observou os jornais e enviou telegramas para Peary na esperança de confirmar o raio da morte. Nada foi respondido. Já disposto a admitir derrota, recebe notícias de um estranho evento ocorrido na Sibéria.

Em 30 de junho, uma enorme explosão havia devastado Tunguska, uma área remota na floresta da Sibéria. Quinhentos mil acres quadrados de terra foram destruídos por algo com força equivalente a quinze megatons de TNT. Tunguska é a mais poderosa explosão ocorrida na história, nem mesmo as explosões termonucleares ultrapassaram sua força. A explosão foi audível a 930 quilômetros de distância. Os cientistas falaram de um meteorito ou fragmento de um cometa, mas nenhum impacto ou restos minerais de tal objeto foram encontrados.

Estava claro para ele que seu raio da morte tinha ultrapassado seu alvo calculado e atingido Tunguska. Tesla desmontou o Raio da Morte imediatamente, tamanho o perigo que ele poderia representar em mãos erradas.

Seis anos mais tarde, o fim da Primeira Guerra fez com que Tesla escrevesse ao presidente Wilson, revelando o segredo do teste do Raio da Morte. A única resposta de Tesla à sua proposta foi uma carta formal de apreciação da secretária do presidente. Tesla fez mais uma tentativa de ajudar seu país na guerra em 1917. Ele concebeu uma estação emissora de ondas exploratórias de energia, permitindo que seus operadores determinassem com precisão a localização de veículos inimigos distantes. O departamento de guerra riu e rejeitou o “raio explorador” de Tesla. Por trás dessa ironia e reprovação estava ninguém menos que Thomas Edison e a inveja que tinha de Tesla.

Uma geração mais tarde a invenção ajudaria os aliados a vencerem a Segunda Guerra Mundial. Era o radar.

Em uma de suas experiências com tecnologia ressonante em Nova York, seu laboratório foi invadido por um esquadrão de policiais, exigindo que Tesla parasse com seus experimentos. A ilha de Manhattan estava vibrando por quilômetros de distância. Tesla não sabia que ondas ressonantes tornam-se mais fortes quanto mais elas viajam. Estava criada a “Máquina de Terremotos de Tesla”.

Em seus últimos dias, Tesla ficou fascinado com a idéia da Luz como sendo tanto partícula como onda – a proposição fundamental do que se tornaria a física quântica. Foi este campo de investigação o levou à criação do Raio da Morte. Tesla também tinha a idéia de criar uma “parede de luz”. Esta misteriosa parede de luz permitiria que o tempo, espaço, matéria e até gravidade fossem manipuladas à vontade do operador, e concebeu uma grande variedade de propostas que parecem hoje sair diretamente da ficção científica, incluindo naves anti-gravidade, tele transporte e viagens no tempo.

Tesla afirmava que todo o pensamento criado pela Mente Humana cria uma imagem correspondente na retina, e a informação elétrica desta transmissão neural poderia ser lida e gravada em uma máquina e visualizada como padrões visuais em uma tela.

Em 7 de janeiro de 1943, Nikola Tesla morreu em Nova York aos 87 anos. Ele estava literalmente quebrado, vivendo no hotel New Yorker, em uma sala que dividia com um bando de pássaros, quem ele considerava seus únicos amigos.
A CONSPIRAÇÃO ANTI-TESLA: SUPERMAN LUTA CONTRA O RAIO-DA-MORTE

As indústrias haviam virado suas costas a ele. A comunidade científica ignorava suas idéias. O público o conhecia como um lunático cujas teorias eram apenas úteis para tablóides sensacionalistas. Os quadrinhos do “Superman”, de Max Fleischer, em 1940, desenhavam o herói lutando contra raios da morte e terrores eletromagnéticos criados por um cientista louco chamado Tesla.

Grandes empresários e o governo dos Estados Unidos conspiraram para suprimir seu gênio inventivo. No topo da lista de suspeitos, está Thomas Edison, que temia o sucesso de seu antigo empregado com a corrente alternada, e efetivamente liderou uma campanha para destruir o nome de Tesla. Ele organizou demonstrações nas quais animais eram eletrocutados letalmente com equipamentos AC. Edison também fez parte da mesa de conselheiros do departamento de guerra que rejeitou as propostas de Tesla para o Raio da Morte e seu radar.

J. P. Morgan também está implicado na Teoria da conspiração anti-Tesla. Morgan efetivamente ampliou sua já monumental fortuna explorando as idéias do inventor, até que ele descobriu que sua idéia era a criação de livre energia, uma idéia assustadora a qualquer capitalista respeitável.

O FBI ordenou que o escritório de propriedades estrangeiras se apoderasse de todos os documentos de Tesla. Tesla era cidadão americano desde 1891, não era estrangeiro. Considerado inofensivo para a segurança nacional seu arquivo foi encerrado em 1943 e reaberto em 1957, após saberem que os russos estariam realizando experiências com sua tecnologia. Muitos estão convencidos que o Pentágono realizou várias experiências baseadas na tecnologia de Tesla.

Uma última teoria é a de que Tesla arruinou sua própria reputação com suas invenções e propostas fora de época. Tesla nunca aceitou o trabalho de Albert Einstein. Em termos práticos, estes argumentos estão provavelmente corretos. Um sistema de energia livre, hoje, ainda não seria aceita.
SUPERMAN EXPLODE O LABORATÓRIO DO “CIENTISTA MALUCO”

Como numa história em quadrinhos, o laboratório de Tesla em Wardenclyffe também teria que ter um fim. Em 1917, ele foi condenado à demolição. O dinheiro de Tesla para sua manutenção havia acabado, e acreditava-se que ele estivesse sendo espionado por alemães. Como um movimento inicial, ele foi dinamitado, mas a torre se manteve intacta. A equipe de demolição detonou o local repetidamente, mas a torre não caiu. Voltaram dias depois e a dinamitaram novamente. Dessa vez ela caiu, mas não explodiu, nem se quebrou.

Muito se relaciona a destruição da imagem de Tesla às ações e atitudes de Thomas Edison, J.P.Morgan e Westhinghouse. Todos teceram através de suas influências uma imagem tosca de um grande gênio. Essa mancha não macula a genialidade de Thomas como inventor, mas coloca dúvidas sobre seu caráter como empresário.

O verdadeiro legado de Tesla está sendo reconhecido. A Corte Suprema dos Estados Unidos declarou pouco após sua morte que Tesla era o verdadeiro inventor do rádio e não Guglielmo Marconi. Tesla foi reconhecido como o inventor da lâmpada fluorescente, o tubo amplificador a vácuo e a máquina de raios X. Os livros de história começam a reparar tamanha injustiça. As pessoas bem sucedidas podem não ser as mais brilhantes, mas sim aquelas que sabem lidar com as regras do jogo da fama e da riqueza. Tesla era um discípulo da ciência pura e não da ciência aplicada e não sabia como lucrar com suas idéias. Seus parceiros (parceiros?) de negócios frequentemente não agiam com lisura e Tesla contribuía tomando desastradas decisões financeiras.

A história de Tesla trás grandes lições que puxam a uma reflexão individual por vezes dolorosa. Tesla chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Física, juntamente com Edison, mas Tesla recusou-se a recebê-lo.

O que sabemos é que quanto mais avançamos na tecnologia mais escutamos falar de Tesla. Como um fantasma cuja energia nunca acaba, Tesla retorna a zombar da nossa pobre capacidade de lidar com o novo e aliado a ele o que chamamos de moderno ou tecnológico.

É pra pensar.. Nikola Tesla ainda é um homem à frente do nosso tempo. O Superman morreu. Tesla continua cada vez mais vivo!
Referência: Versão mais completa da biografia;
Thomas Edison: O Gênio da Lâmpada;
A Síndrome de Tesla

fonte www.saindodamatrix.com.br

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