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Como o ódio elegeu alguém no Brasil segundo Sêneca

Sêneca é o filósofo grego que estudou a raiva, ele era um dos senadores da Grécia na época do imperador Calígula, uma figura que representava a ira para Sêneca, ele e as outras pessoas envolvidas na política da Grécia eram alvo de estudo do filósofo.

Conheci Sêneca fazendo estudos sobre estoicismo, um código de conduto e visão de mundo/homem da antiguidade que é, na minha opinião, a que mais se encaixa com a visão de mundo que precisamos ter para viver uma vida saudável e equilibrada.

Mas voltando ao assunto do ódio, por que esse fenômeno aconteceu e quais são as peças fundamentais para que Bolsonaro e sua turma tenham conseguido êxito no seu plano?

Sêneca destaca dois pontos super importantes, primeiro, as fake news.

Não existia fake news aquela época, não como nós a temos hoje em dia pelo menos, mas a reação perante uma notícia naquela época  era idêntica a da fake news.

Sêneca afirma que acreditamos facilmente naquilo que odiamos ouvir, e ficamos irados antes mesmo de organizar os pensamentos para refletir sobre o fato contato.

Lembra alguma coisa? Mamadeira de piroca, kit gay, golpe comunista, todos são gatilhos para os conversadores e muitos que não tem senso crítico e ficam em cima do muro, usar a irracionalidade, ou o emocional sequestrado para conseguir apoio, por isso o gabinete do ódio, são manipuladores da direita e da esquerda também, pois todos somos seres humanos e todos somos capazes de odiar, até com certa facilidade.

Paul Ekman chamaria essa situação de ira de sequestro emocional, seria o momento em que a raiva toma conta e a pessoa nem lembra muito bem o que aconteceu de tão sequestrado que estava seu comportamento pela emoção.

Segundo:

Sêneca era um grande crítico dos ricos, apesar dele mesmo ter sido um, e ele critica o fato de que os ricos não precisavam fazer muitas coisas, escravos faziam por eles e qualquer erro era considerado inadmissível e castigos choviam.
Falo isso não porque o Brasil possui uma classe grande de ricos, nós sabemos que não tem, mas há uma enorme quantidade de pessoas que acha que é classe alta ou classe média alta, totalmente descolado da realidade, e apesar de não terem acumulado riquezas se consideram parte da elite e essa perspectiva sim tem impacto no modo como essa classe se relaciona com o resto do mundo.

 

É gente fraca, de olhos fracos que se ofusca com uma roupa branca; pessoas mal-acostumadas pelo luxo, de quem as costas doem só de ver outra pessoa fazendo esforço. – Sêneca

O filósofo destaca que todas as paixões é possível sentir internamente, mas a raiva é única que precisa expressar no rosto, claro que há exceções, mas pensem, quando alguém está com raiva, não há disfarce mais.

Ele afirma que em geral, nossa ignorância e arrogância são os alicerces para a nossa ira. Lembra algo? 2018 para cá foi exatamente isso.

Outra frase interessante de Sêneca que remete ao presidente atual do Brasil e seus seguidores é:

Quem sóbrio já não tem vergonha, fica ainda mais abusado quando bêbado.

E os seguidores bolsonaristas estão bêbados de emoções, de ódio, intolerância, e empoderados pelo cargo máximo do país, e a seus atos antidemocráticos acontecem com proteção policial, quer ver alguém mais abusado ainda, fala que ele pode tudo.

Por isso vemos tanta loucura hoje em dia como bandeira fascistas em ato antidemocrático, comentários totalmente ilusórios do Bolsonaro, e suas idas aos grupos de apoio é o seu álcool, o seu suporte.

Era muito difícil debater com apoiadores de Bolsonaro, muitos sentimentos afloravam e amizades eram perdidas, hoje em dia muitas brigas são mais com desconhecidos mesmo, na internet, em grupos de facebook, no twitter e para isso Sêneca deixa duas lições para nós.

É grande e nobre aquele que, como um grande animal feroz, escuta indiferentemente os latidos de cachorrinhos.

Ele afirma também que a única solução para domarmos a ira em grande escala é o Pacto de gentileza mútua.

Você concorda?

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Somos todos Pavões apaixonados pelas nossas próprias caudas

Somos quem nós somos, mas o que mais somos?

Todos temos características, personalidades, estilo, preferências, movimentos, muitas coisas diferentes.

Ao nos enxergarmos como indivíduos percebemos que somos nós mesmo, não nos confundimos com outros, apesar de muitas vezes encontrarmos pessoas parecidas.

Mas o mundo não é apenas nosso reflexo na superfície de um lago como Narciso viu, somos também o que os outros vêem, somos muitas vezes o que não somos para os outros.

Proposital?

Sim e não.

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Documentário: Devidocracia/Debtocracy 2011 Legendado

(Grécia, 2011, 74 min. -Direção: Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou)

Comentários de Jair de Souza: “Documentário que revela a crise econômico-social pela qual passam os países periféricos da União Europeia, em especial a Grécia. Vemos como as políticas econômicas neoliberais impostas pelos agentes financeiros da UE levam à bancarrota os países de sua periferia e os deixam maniatados às decisões das grandes corporações financeiras extranacionais. O interesse primordial é sempre a defesa dos ganhos dos grandes grupos financeiros dos países mais fortes, principalmente da Alemanha, em detrimento das maiorias populares dos países de segunda linha, como Grécia e Irlanda.

O filme também nos mostra que é possível enfrentar com êxito às pressões dos aparelhos a serviço do capital financeiro mundial (FMI, Banco Mundial, etc.) quando os governantes do país ameaçado têm suficiente dignidade para colocar em primeiro lugar a satisfação das necessidades de seu povo, e não a obsessão por lucros dos magnatas financeiros. É o caso do Equador dirigido por Rafael Correa.

Este documentário expõe a crueldade que move o neoliberalismo em seu afã por ganhar cada vez mais às custas do sacrifício de todos os demais setores da população. Ele também deixa claro que, com a decidida mobilização das maiorias populares, o monstruoso aparato financeiro pode ser derrotado.”

Site Oficial: http://www.debtocracy.gr/
Download:
Torrent
Legendas pt-br 

Ou assista diretamente em parte única aqui

Agradecimentos à Juliana Mendes Svete, João Costa, Celestino Cele, Cristiane Adiala e Jair de Souza pela sugestão e links.

Fonte: blog docverdade

Documentário: BBC Timewatch 2010 Atlantis The Evidence


 

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6

 

Esse é um documentário muito sério e sem fantasias, há uma preocupação nele de evitar todo o imaginário por trás do continente perdido, e ir atrás do que é concreto, de uma explicação sólida e convincente de onde poderia ter sido a terra de Poseidon, Atlântida.  A BBC sempre traz coisas coisas muito boas, espero que gostem.

Elenco:
Apresentador: Bettany Hughes
Diretor: Natalie Maynes
Produtor: Natalie Maynes

TAMANHO: 1,73 GB
ARQUIVO: MKV
QUALIDADE: 10
FORMATO: BLURAY
RESOLUÇÃO: 1280X720
AUDIO: INGLES
LEGENDA: NÃO POSSUI
TEMPO DE DURAÇÃO: 59 MINUTOS

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Tudo Sobre Atlântida parte 1

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