Tag: genética

Religião e Genética: Cadê a voz dos homossexuais?

Peço desculpa a todos desde já, pois esse texto será longo. Estou nervoso com essa questão, e resolvi desabafar aqui com vocês.

Por esses dias assistimos pela internet uma intensa batalha de idéias, teorias e, sobretudo, de falácias. O pastor Silas Malafaia Realizou uma entrevista no programa “De Frente com Gabi”, onde rebate a reportagem da Forbes, que avaliou sua fortuna em 300 milhões de reais, mas a maior polêmica foi suas opiniões sobre a homossexualidade.

Para o pastor, que se utiliza de argumentos científicos para dar sensação de verdade à suas palavras (me parece que o argumento religioso não faz mais tanto sucesso na explicação de como as coisas são ou devem ser, e que a ciência agora cumpre esse papel no imaginário das pessoas…), a homossexualidade é um comportamento determinado pelo ambiente. Ele cita um estudo internacional, ou seja, fora do contexto de nosso país, e atribui às porcentagens relatadas um peso de verdade plena. 46% dos homossexuais sofreram abuso sexual na infância e a adolescência. Com base nesse dado, ele usa sua lógica para dizer que o resto, 54%, é homossexual por escolha.

Após essa reportagem, apareceu um geneticista doutorando, Eli Vieira, que busca dados em pesquisas afirmando as bases genéticas da homossexualidade, mostrando por exemplo estudos entre gêmeos monozigóticos (nascidos de um mesmo óvulo e mesmo espermatozóide, clones um do outro) e dizigóticos (nascidos de óvulos e espermatozóides diferentes). Há maior correlação de comportamento homossexual entre os monozigóticos que entre dizigóticos, o que mostra as bases gentéticas da homossexualidade. Continue reading

Massa Crítica e Mudanças Sociais: O Centésimo Macaco

Macaco Japonês da ilha de Koshima

Cerca de meio século atrás, um jovem macaco Japonês da ilha de Koshima desenvolveu o hábito de lavar suas batatas-doces. O hábito se desenvoveu por todo o restante da população de macacos. Nenhum deles está vivo atualmente, mas seus descendentes ainda lavam as batatas-doces.


Este post foi anteriormente publicado no meu blog particular, mas a audiência é   muito menor que a do Destruidor de Dogmas, e dada a natureza da mensagem  neste texto, considero muito importante que ele seja divulgado o máximo possível. 

Atualmente, em termos da primavera árabe, o poder de mudança criado pela massa crítica dos cidadãos comuns do mundo já é bem mais fácil de ser percebido. Ainda assim, vale destacar o embasamento científico do fato:

“O Centésimo Macaco” é um livro onde o autor Ken Keyes Jr. pede que se divulgue a mensagem ao maior número possível de pessoas. Transcreverei aqui trechos do livro:

(…)
“Há uma história que eu gostaria de lhe contar. Sua mensagem pode conter a única esperança de um futuro para a nossa espécie!É a história do centésimo macaco:
O macaco japonês da vem sendo observado há mais de trinta anos em estado natural. Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos. Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia. Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe. Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães. Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos.
Entre 1952 e 1958, todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas. Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam esse avanço social. Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia.
Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente. No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.
Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima
já tivessem aprendido a lavar as batatas- doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã, um centésimo macaco também tivesse feito uso dessa prática.

 

ENTÃO ACONTECEU !
Facebook