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A Física da Felicidade

Você com certeza já conheceu aquela pessoa que está sempre animada e sorridente, e outra que é difícil você ver dançando de felicidade pois, na maior parte do tempo, a pessoa não demonstra emoções de felicidade genuínas.

Esses são casos padrões no seu humano. Temos dentro de nós níveis de liberação de serotonina e outros neurotransmissores como a dopamina, oxitocina e endorfina, e eles têm certo grau de variação, por exemplo: alguém que ganhou uma promoção que fará ele ganhar 20 mil por mês pode ficar feliz com isso. Se ela tiver uma variação de 4 a 8 (em uma escala ilustrativa que vai até 10), com certeza ele irá liberar 7 ou 8. Agora, se uma pessoa com o mesmo perfil no séc. XIV conseguir vender seus porcos por um ótimo preço, garantindo seu sustento por meses, ela também terá sua liberação de serotonina no nível 7 e 8, não importando o que exatamente o fará feliz, mas sim o quanto de felicidade essa pessoal é capaz de gerar dentro de si mesma.

Alguns estudos mostram também que ser casado leva você a ser mais feliz, mas será mesmo?

Muitas vezes o que essas pesquisas deixam de mencionar é que pessoas mais felizes tem mais facilidade de encontrar outras pessoas, e que, juntas, conseguem se manter em um nível alto de serotonina, evitando com mais frequência os baixos momentos de infelicidade, aliás, muitas vezes a pessoa tem uma escala tão alta, você já deve ter visto, que alguém querido pode morrer que essa pessoa não encontra o nível baixo que todos esperavam.


Felicidade gera felicidade?

Você já percebeu que quando está com certo tipo de pessoa você está mais feliz, ou tem menos momentos tristes com ela, enquanto outras sempre te deixam pra baixo? Alguns relacionamentos podem elevar ou abaixar essa média da serotonina, mas sempre mantendo o nível máximo e mínimo fixos.

E na depressão?

Muita gente toma alguns remédios, como o Prozac. Ele eleva nossos níveis de forma artificial, fazendo com que a pessoa mais depressiva não experiencie tanto seus baixos de serotonina.

Outra dica que psicólogos dão para depressão é tentar fazer alguma atividade física, que consequentemente vai alterar a quantidade de serotonina também. Existem várias maneiras para aumenta-la .

Respondendo a pergunta do título, não é possível ser mais feliz, mas com certeza é possível ter mais momentos felizes do que tristes.

Não achei pesquisas que demonstram mudanças na escala do indivíduo na liberação dessas substâncias, mas acredito que seja possível.

Muitas vezes a pessoa tem uma média 3 a 7 e não sai do 3 e 4 – ela esqueceu que existe um 7, ela está tão distante, faz tanto tempo, que não o experiencia. Alcançá-lo pode ser uma experiência catártica, mas para isso é preciso sair da bolha do 3 e 4, e para isso é preciso fazer coisas novas, mudar sua rotina, sua vida e repensar amizades.

Não é fácil, mas ninguém disse que seria.


Melanie Klein, uma das discípulas mais famosas de Freud, escreve sobre um dos fatores que podem criar infelicidade, a inveja.

Para Klein, seria impossível alguém com inveja gozar da vida, pois o desejo dela não seria apenas ter o que o outro tem, mas também tirar do outro e o ver na miséria. Ela faz essa observação analisando muitos bebês e, claro, sua teoria aprofunda bastante o tema, mas não vou conseguir entrar muito nesse assunto.

Não se tem o desejo de conquistar apenas, mas de derrotar o outro. Ela explica que o objetivo maior para sair desse ciclo seria introjetar um objeto bom (no caso do bebê, a atenção e carinho da mãe) e assim encontrar gratidão na vida.

No budismo, a prática da gratidão é muito comum, e há muitos anos atrás, milhares, buda e seus seguidores descobriram a importância de tal sentimento em nossas vidas.

“Se você nunca encontra razões para agradecer. A falha está em você.” – Buda

Como diz a Dhammapada: “Ódios nunca cessam pelo ódio nesse mundo; através somente do não-ódio eles cessam. Essa é uma lei eterna.”

Não é pela raiva que cessa a raiva – é somente pela não-raiva que a raiva cessa. E a Gratidão é um grande remédio para a “raiva” e “ódio” – uma grande parte da prática da “não-raiva”, do “não-ódio”.

Existe até uma área da psicologia que estuda a gratidão e a felicidade, chamada Psicologia positiva.

Na bíblia também é possível identificar trechos que falam sobre gratidão:
Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.
Colossenses 3:15

Nos livros sagrados indianos também é de grande importância essa conduta do agradecer.

Uma Lista das Qualidades Demoníacas que se deve
Abrir Mão Antes de Podermos Iniciar a Jornada Espiritual

Ó Arjuna, o sinal daqueles que nascem com qualidade demoníacas são: hipocrisia, arrogância, orgulho, ira, perversidade e ignorância (16.04).

Uma pessoa mal agradecida é uma pessoa perversa.

 

Devemos abandonar semelhante pessoa (MB 12.168.26).
Não há reparo para aqueles que não sentem gratidão neste mundo (MB 12.172.25).
Diz-se que mesmo os carnívoros não comem a carne de uma pessoa mal agradecida (MB 5.36.42).
Deve-se sentir e expressar autêntica gratidão se alguém aceita alguma coisa de outra pessoa.

Para finalizar, devemos primeiro saber o que nos deixa feliz exatamente, e isso pode ser uma tarefa difícil nos dias de hoje com o incrível número de demandas e desejos que supostamente deveríamos ter para ser felizes.

“Não se pode escapar do consumo: faz parte do seu metabolismo! O problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo… Desde o paleolítico os humanos perseguem a felicidade… Mas os desejos são infinitos. As relações humanas são sequestradas por essa mania de apropriar-se do máximo possível de coisas.” (Bauman em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia)

A felicidade Ocidental é pontuada: acontece quando eventos ocorrem em nossas vidas, e depois passam, e esperamos pelo próximo evento. No oriente, felicidade é algo constante, muito mais semelhante ao equilíbrio e harmonia do que o conceito de felicidade ocidental.

Faz você pensar, né?

Ser feliz parece complicado, mas na verdade é mais simples do que pensamos. Já traçamos muitos caminhos para encontrá-la, mas a sociedade tem um grande papel em confundir esse caminho, e todos temos uma parte dessa culpa.

Pergunte a você mesmo, você é agradecido pela vida que tem? Faz algo para mudar? Esse algo que você faz realmente gerará felicidade, seja ele pontual ou harmonia em sua vida?

Sempre questione! Eu mesmo fui pego uma época por um momento de não agradecer, e as coisas não estavam se encaixando, mas recuperei o meu estado mental, encontrei minha harmonia, apesar de tudo. A vida acontece – e como lidamos com ela é que determina nossa felicidade.

Seja feliz!

“Quando o homem é presa de suas emoções ele não é senhor de si mesmo, fica a mercê da sorte” – Spinosa

Venho estudando nos últimos anos bastante sobre emoções e como domá-las, ou pelo menos discipliná-las.

Hoje em dia a grande maioria é refém desse artifício mental criado para sobrevivência e convivência, não somos capazes de refletir sobre elas, quando alguém age de forma que ofende ou chateia os outros as pessoas muitas vezes deixam pra lá falando que essa pessoa sempre vai ser assim.

Não é verdade.

Vivendo numa sociedade e nos infatiliza, nos traz desejos que nos infatiliza, temos que ter tudo, ser melhor que todos, buscar o sucesso, mas que sucesso é esse, essa vida que nos vendem é boa pra quem, será que dá pra criar um modelo de sonho e ter certeza que vai deixar todo mundo feliz?

Dá pra criar, mas com certeza não encaixa em muita gente, vemos hoje em dia a depressão e ansiedade como as maiores doenças da atualidade.

A infantilização vem desde o que queremos até ao como nos sentimos na sociedade, no universo, somos eternamente incompletos, sempre em busca algo novo, e sempre há coisas novas.

Mas e quanto a nós mesmos, a parte interna?

Esquecemos que o equilibrio é o maior objetivo da vida.

Hoje em dia já sabemos que somos seres emocionais, mesmo as pessoas mais frias e calculistas, e não nos ensinaram nenhum dia das nossas vidas a como lidar com nossas emoções, com as emoções dos outros e com o humor também, que é uma emoção constante.

E isso cria atrito demais em nossas vidas, pois queremos sermos quem já somos e não nos adaptar aos outros, entender os outros, somos seres que tem empatia, mas é muito difícil ver ela nas situações de nossas vidas.

Saber que as coisas são transitórias seria um grande evitador de sofrimento, pois estamos acostumados a ter tudo a todo tempo, ou pelo menos a desejar tudo a todo tempo. A vida não é feita para se ter satisfação a todo instante e sim para  ter equilíbrio, e para ter equilíbrio é preciso domar o mar das emoções.

Nos perguntamos sempre como as pessoas antigamente eram felizes, a questão não era ser feliz, mas em como se achava amor nas coisas que se faziam.

Mas como amar algo que não tem as mesmas características que nós?

Ao domar nossas emoções, estar alerta ao que nos faz feliz, ao que nos irrita, aos outros poderemos ver que o que importa no final de tudo na vida é a sua evolução pessoal, não é atoa que existem milhares de coaches hoje em dia, as pessoas não estão conseguindo ser elas mesmas, estão sujeitas a crenças, emoções, gatilhos emocionais, e sequestros emocionais também, que são aqueles momentos nem lembramos de tanta raiva que passamos, perdemos o controle, falamos coisas que não queríamos e machucamos as pessoas que amamos, pelo simples fato de sermos reféns de nós mesmos.

É possível se libertar dessa prisão, só pelo fato de você ter vindo até aqui ler esse post mostra que você está disposto.

Para todo furacão primeiro uma borboleta bateu sua asa em algum lugar.

Comece a bater suas asas.

Não há só uma pessoa pra você no mundo

Todo mundo quer seguir o sonho infantil de achar a alma gêmea, mas será que existe realmente só uma cara metade por aí sua?

Acho que não.

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Se você teve, ou tem, uma doença grave e não é otimista, seus dias podem estar contados

122 homens que tiveram um primeiro ataque cardíaco foram avaliados quanto ao grau de otimismo ou pessimismo. 8 anos depois, dos 25 mais pessimistas, 21 haviam morrido; dos 25 mais otimistas, apenas 6. A forma como encaravam a vida revelou-se um melhor previsto de sobrevivência do que qualquer outro fator clínico de risco, incluindo a extensão do dano causado ao coração no primeiro ataque.

Nosso sistema nervoso e imunológico são ligados às emoções.

Nosso corpo é uma máquina e nossas emoções fazem a manutenção de tudo no devido tempo. Mas as vezes podemos não estar animados e a máquina funcionará mal, causando assim doenças ou complicações.

Quando o paciente vai começar uma cirurgia é muito importante saber o estado emocional dele, pois caso ele esteja nervoso ou com medo as chances de criar infecções, ou o que acontece com mais frequência, a veias se dilatam por causa do stress e há perda considerável de sangue, muitas vezes levando a morte.

Os pessimistas já são descuidados com a saúde, eles fumam mais, bebem mais , e fazem menos ou não fazer exercícios.

A esperança é outro fator que ajuda muito na recuperação, principalmente em casos de danos da coluna que vai envolver longos períodos de tratamento para conseguir um pouco mais de mobilidade e melhorar o seu desempenho socialmente.

O isolamento social também é um grande problema para a saúde, representando umas das taxas de mortalidade tão importantes quanto o fumo, pressão alta,colesterol alto.

O cigarro aumenta a chance de morrer e contrairmos doença em 1,6%, o isolamento em 2%.

São muitos os fatores para se ter uma vida saudável ou para recuperarmos a saúde , mas hoje temos pesquisar suficientes para apontarmos as mudanças necessárias se quisermos viver mais e melhor.

*Fica a pergunta: Se você tivesse uma doença agora quem você seria, o pessimista ou o otimista?

A resposta pode determinar o seu futuro, caso não goste da resposta, o que você pode fazer pra mudar?

O MOTIVO DA INFELICIDADE DA GERAÇÃO Y

A cada ano os casos de depressão vem crescendo, e os pacientes são cada vez mais jovens. Por que, em um tempo de tantas opções, oportunidades e liberdade, somos tão insatisfeitos e infelizes?

O site Wait But Why publicou uma matéria “Why Generation Y Yuppies are Unhappy”  (porque a geração Y Yuppies está infeliz) que se tornou viral nas redes sociais. O texto, ilustrado de maneira simples, explica de maneira didática os prováveis motivos pelos quais a atual geração está tão infeliz. O texto é longo, mas vale a leitura. A maioria dos leitores se identificou com a situação, talvez esse também seja o seu caso e no fim da matéria há dicas de como “curar” essa infelicidade.

Esta é a Ana.

O motivo da infelicidade da geração Y

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. – Wikipedia

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Dinheiro Compra Felicidade Sim, e outras coisas.

É o paradigma social hoje em dia, aliás já faz algum tempo. Mas por que chegamos nisso? O dinheiro se transformou em motivo de tantas ações ruins, mas será ele apenas o culpado?

Cultuamos o Deus do dinheiro, e quando sentimos ele em nossas vidas, alcançamos uma espécie de realização divina. Completamos a missão, achamos e cumprimos o nosso intuito vital!

Nascemos já com o objetivo de termos dinheiro, o que mais? Temos que ter uma casa (se possível mais), ter um emprego de sucesso, uma família e um carro… Certo, tudo isso já sabemos, pois nascemos com essas missões, mas como lidamos com tudo isso?

Com certeza nada bem, algumas pessoas nem se questionam sobre a verdade dessas tarefas vitais.

Mas saiba que dá sim pra viver feliz por causa do dinheiro! Continue reading

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