Tag: egocentrismo

Se Beber, Não Dirija.

São milhares os tipos de campanhas que tentam tratar de modo falho os sintômas da sociedade, mas peguei especificamente essa, pois li ela outro dia na marginal pinheiros, e ela tem tantas implicações.

Primeiro seria a base do problema de acordo com a sociedade, a bebida, ela tem vários efeitos claro (sendo uma delas a alteração de julgamento)*, mas porque no mundo isso de nada importa quando começamos?! Porque nosso julgamente já é afetado, e tudo parece ok, para muitas pessoas, até estão melhores, quem nunca ouviu aquela frase “eu dirijo melhor bêbado”, mas isso só demonstra uma clara falta de auto-conhecimento, no sentido de conhecer seus limites, e algo que eu acho ser o verdadeiro fator para isso, uma boa parte da população hoje em dia não está nem aí pra ninguém! E essa é uma realidade extremamente triste, vemos alguns tentando mudar o mundo (como nós aqui do DDD), mas outras simplesmente não foram tocados pela força da mudança, ainda vivem suas vidas determinadas por terceiros, e tem as reações também previstas pelos mesmos.

O que eu acho que leva a esse pensamento, além da sociedade capitalista que cultiva individualismo e aplaude a competição, é o distanciamento criado pela tecnologia e a sociedade trazem, em prol do sucesso devemos abandonar o nossas raízes e nos transformarmos no que chamam de “humano”, um ser plástico, inventado, algo que não conseguimos ser, pois quebramos tudo o que acreditamos com o que nos apontam como coisas importantes.

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O Homem e a Queda de seu Pedestal

Falar sobre o homem, a humanidade, é uma tarefa complicada. Isso, pois não estamos falando de um objeto visível à nossa frente, ou de uma bactéria em um microscópio ou qualquer fenômeno a ser testado. Nem mesmo do corpo enquanto esse conjunto de células que os biólogos e médicos tratam. Falar do homem é tornar-se objeto a si mesmo. Ou seja, é olharmo-nos no espelho, é ver o que somos, mas sabendo que somos nós mesmos quem questiona. Somos o ponto de partida e de chegada dessa questão.

O texto que escrevo aqui é introdutório dos temas que irei tratar com mais cuidado ao longo de minha contribuição para o blog. Assim, já destaco os riscos que correremos nesse caminho, preparando-nos para as discussões já feitas e para as que virão. Destruir dogmas, essa tarefa não é fácil. Temos que abalar suas estruturas, para que elas caiam por conta própria, caso o leitor assim o queira. Se estamos na física, na biologia, na química, etc., eliminar dogmas seria mais fácil, isso no sentido de que, assim que uma teoria se confirma ao longo dos estudos, pouco resta aos outros cientista senão adotar esse ponto de vista, nem que seja para tentar provar seu erro. Assim foi com as grandes viradas de nosso conhecimento, Galileu, Newton, Einstein, e isso para ficar nos mais conhecidos da física.

Agora, e quando nos passa pela cabeça aquelas perguntinhas já piegas de tão repetidas: o que somos? de onde viemos? Onde estamos? Por mais que pareçam ridículas, elas refletem algo que sempre nos incomoda. Respondê-las é difícil, pois se tratam de coisas que não estão facilmente a nosso alcance, e que não nos fornece dados diretos na realidade que vivemos. Assim, várias correntes, abordagens e teorias se formam na busca dessa explicação. Mostrar o erro de alguns pontos de vista depende cada vez mais da crença de cada um, ou dos poucos dados que pode obter. Principalmente quando perguntamos sobre nós mesmos. A Psicologia, que se propõe a estudar o sujeito humano (definindo-o de acordo com sua posição teórica e ideológica, mas que em geral refere-se a nós mesmos, pessoas, indivíduos, etc), é composta por inúmeras abordagens diferentes, cada um dando conta de alguns fenômenos sobre nosso psiquismo, mas deixando de compreender outros. Cada um prega um tipo de homem diferente, e fica difícil a tarefa de criticar cada corrente.

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