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A Identidade do agora

Você é quem é somente no agora, apesar de nós acharmos que é difícil mudar, mas é você que escolhe trazer quem você era ontem, ou no passado, pro agora.

Digo isso pois um dia alguém me falou que queria andar com a postura correta como eu ando, e na hora pensei: “eu apenas escolhi andar correto, e andei.”

Temos em nosso entendimento da realidade que somos algo construído com o tempo, algo linear, e realmente faz todo sentido pensar assim, mas também somos o agora, e apenas o agora, o passado já foi, o futuro é incerto e somos apenas o presente, o que vivemos agora, e é você que decide o que trazer de bagagem pro agora.

Você tem a opção de deixar muita coisa pra trás, muito coisa inútil ou danosa, temos muitas delas e digo que algumas é fácil largar, assim como uma postura errada.

A Infância Eterna

BabyPointing_JSolisPor Paulo Ferreira
(out. 2013)

“Biologicamente, um adulto é de um ser humano ou outro organismo que é de idade reprodutiva (maturidade sexual). No contexto humano, a idade adulta, adicionalmente, tem significados associados a conceitos sociais e legais, por exemplo, um adulto legal é um conceito legal para uma pessoa que tenha atingido a idade da maioridade e, portanto, é considerada como independente, auto-suficiente, e responsável (contrastando com “menor”). Além disso, a idade adulta adulto humano engloba o desenvolvimento psicológico.

Definições da vida adulta são muitas vezes inconsistentes e contraditórias, uma pessoa pode ser biologicamente um adulto, e têm um comportamento adulto, mas ainda ser tratado como uma criança, se eles estão abaixo da maioridade legal. Por outro lado, pode ser legalmente um adulto, mas não possuem a maturidade e responsabilidade que pode definir o caráter adulto.” (Wikipédia)

Neste mês de outubro, o conceito do potencial e da proteção dos seres que são de fato crianças, seres muito jovens; que representam toda a possibilidade do futuro e estão cheios da inocência própria da idade está bastante presente; temos muitos lembretes desse aspecto sendo feitos por muitos. Gostaria de aproveitar o destaque do tema para focar outro aspecto; que é o da “infância eterna” que aflige muitos que já não tem poucos anos de vida. A imaturidade que persiste mesmo em muitos que já não sendo tão jovens, e nem inocentes (em muitos sentidos) continuam comportando-se como crianças já tendo vivido décadas.

Maturidade é o entendimento e reconhecimento da existência e igual relevância de direitos e liberdades dos seus semelhantes. Uma criança tem uma visão limitada do mundo, no sentido que é uma visão pouco ampla. A criança coloca-se sempre no “centro do mundo” – e para a percepção infantil, as eventos só existem na medida da relação com ela mesma; portanto, todos os eventos percebidos devem ser “motivados”e “dirigidos” a ela e por ela. Por isso, a criança muito nova não reconhece, não entende a necessidade do adulto por dormir, quando ela mesma está acordada. Partindo do pressuposto infantil de que “o mundo existe PORQUE eu existo”, ela não pode conceber que alguém tenha necessidades não relacionadas a ela. Isso está fora do escopo de compreensão de uma criança de 2 anos de idade, o que, nesta fase, é apenas natural.

Agora, pense por um instante em quantas pessoas com décadas de idade você conhece que agem exatamente da mesma maneira. Incapazes de perceber que o mundo não existe “por elas”. Incapazes de conceber que outro individuo tem necessidades que não se relacionam e ela.

Mesmo que esta pessoa tenha 20, 30 ou 80 anos… sua mentalidade é imatura: esta atitude não é adulta. Esta atitude é de uma criança, mesmo que o indivíduo em questão tenha 60 anos de idade. Quando alguém age “sem reconhecer” a existência e as necessidades do outro, esta atitude é idêntica àquela da criança que ainda não sabe que não é o centro do mundo.

Quando alguém ocupa um lugar reservado num ônibus, ignora as outras pessoas e passa-lhes à frente numa fila; “atropela” descuidadamente, ignorando e empurrando as outras pessoas num lugar cheio; quando alguém ouve musica num carro ou num celular num volume alto o suficiente para afetar as atividades dos semelhantes à sua volta… todas essas atitudes denotam uma completa falta de maturidade e entendimento do mundo adulto, que demanda o reconhecimento da existência do “outro” a sua igualdade de direitos e liberdades.

Todos estes exemplos acima são bastante simples, externos e visíveis. Mas nem tudo no mundo da maturidade é tão visível e claro.

Quando alguém tenta impor a outro ser que aja de um modo específico, apenas por um desejo pessoal de que isso seja feito; qual seria a diferença real entre isto e a atitude da criança de 2 anos que não entende como a mãe possa querer dormir, se ela mesma já está acordada? Nenhuma diferença. Tentar impor a sua vontade ao outro é exatamente AGIR como uma criança de 2 anos. É um comportamento aceitável para a criança de 2 anos. E é absolutamente vergonhoso e inaceitável num ser que julgue-se adulto.

Quando alguém tenta impor que algo aconteça imediatamente, apenas para satisfazer a sua própria ansiedade; qual a diferença entre isso e a atitude de uma criança de 2 anos que chora porque a mãe foi ao banheiro?

Quando alguém se permite ofender ou ser ríspido com o outro, apenas porque algo que foi feito não lhe agrada, qual a diferença entre isso e a criança que grita com o amiguinho que não lhe dá o brinquedo?

Desde cedo, a maioria dos pais busca ensinar, de algum modo, que não se deve “impor” a sua vontade ao outro; e essa atitude tem muitos nomes: é chamada birra, mimo, descontrole. O termo em inglês para isso é bastante interessante: spoiled. A mesma palavra usada para dizer que algo está estragado. Um ser humano que age assim, está, de fato, estragado.

Mas o que dizer de alguém que exige que outro ser cumpra um prazo insensato para a entrega de um trabalho, apenas porque a falta de planejamento ou a sua vontade pessoal assim deseja? É absolutamente a mesma coisa. O que dizer de alguém que altera ou frauda uma licitação, roubando o dinheiro dos contribuintes, apenas para guardar para si mesmo ou seus amigos? E absolutamente a mesma coisa. É somente a incapacidade de entender que o mundo não gira ao seu redor. Que há outros seres no mundo, e que estes tem o mesmo direito e merecem a mesma liberdade. O que dizer de um ser que destrói uma floresta para ali fazer um empreendimento particular que dará lucros e benefícios a uns poucos?

Na mesma medida em que devemos proteger e cuidar da verdadeira infância, daqueles que são de fato pequenos e inocentes, devemos exigir de nós mesmos uma atitude adulta e madura em TODOS os aspectos da nossa vida, uma vez que deixemos os primeiros anos de vida.

O estado atual da maioria dos governos, que age apenas por interesses próprios, econômicos e de curto prazo, jamais pensando no bem comum; assim como o estado atual do ambiente no planeta, são um exemplos claros de que temos sido crianças soltas numa loja de doces: bagunçando tudo, experimentando tudo, absolutamente indiferentes ao que pode acontecer, absolutamente ignorantes do fato que estamos destruindo, inclusive, a nós mesmos, através da destruição da nossa casa.

Mais dia, menos dia (como sabe qualquer adulto) a vida manda a conta por todas as nossas atitudes.

Fotografia e a Necessidade de Virar Vitrine

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Já vem acontecendo faz alguns anos, mas está bombando agora, principalmente na minha aqui em São Paulo.

Todo mundo quer ser fotógrafo, mas não pelo motivos certos, claro todo mundo tem liberdade de escolher a futilidade que quiser, mas queria parar para pensar um pouco sobre isso.

A fotografia é o ato de registrar e guardar algo, há também como se expressar através dela com idéias criativas ou não, mas hoje em dia ela serve para tudo. Com o BOOM das mídias sociais elas tomaram uma nova função, a de vitrine pessoal. Até já existe um novo ramo de trabalho para fotógrafos que em vez de fazerem “books”, fazem albuns de facebook, especializados nisso.

A necessidade de mostrar o que está fazendo, de parecer “legal”, bonita (também parecer safada(o)), de que faz coisas que as pessoas tem vontade, e o pior de tudo isso é que há um retorno, as pessoas engolem tudo isso e perpetuam esse tipo de ação vazia. Um bom exemplo de tudo isso é quando alguém vai comer algo, antigamente era totalmente normal você saber cozinhar e sair para jantar, parece que isso foi ficando raro pra umas pessoas e para outras isso foi exaltado, é motivo de festa e exibição de seu contentamento por fazer algo que aos olhos sociais parece incrível.

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Religião, O Outro Lado do Meu Ego

Parte 2

Vemos nesse video um ateu (PC Siqueira) falando o que acontece com certos tipos de religiosos, o religioso que acredita nas palavras cuspidas dos pastores que mais parecem vendedores. Há certa explicação para ele fazer esse video, e é porque ele foi ofendido ao falar sobre Deus em um de seus videos, e isso me fez voltar a pensar nesse assunto que pra mim já é bem antigo, o porque as pessoas acreditam em Deus, e porque sempre se ofendem e defendem vorazmente contra qualquer questionamento ou ofensiva para a moralidade emprestada dos líderes religiosos.

O que nosso amigo PC Siqueira e muitas pessoas que lêem esse blog provavelmente devem sentir quando encontram pessoas assim, super defensivas e confusas, não é raiva e sim uma frustação, pois raiva se sente quando estamos errados para a maioria das pessoas, o que acontece muito com esse tipo de pessoa religiosa, que baseia sua moralidade não em experiências/conclusões pessoais, mas sim de má interpretações e mensagens super-confiantes de pessoas superficiais.

Existem algumas pessoas como Richard Dawkins (o considerado líder ateu mundial) que mostra sua ofensiva de modo inteligênte porém não sábio, por ter muito ego, ofender e constranger as pessoas, e seu único argumento ser a teoria ainda não completa da evolução de Darwin, o que para muitos pode funcionar, mas com certeza essa não é a melhor abordagem que se pode ter do assunto, não se pode ridicularizar a crença dos outros, existem pessoas que acreditam que “precisam” de um Deus se não o mundo não faz sentido, ou seja, pra eles “Deus é sempre a resposta para nossa ignorância”, o que de fato por milhares de anos demos explicações divínas a coisas físicas.

Muitas pessoas usam Deus como preenchimento de seu vazio interior dado devido a ignorância e falta de sabedoria, e são essas pessoas que não admitem que se fala mal de Deus ou duvide, pois o grilhão do medo e da ignorância não se despreenderá facilmente enquanto não houver uma chave para separá-lo e dar uma nova direção que tenha volume para preencher o vázio, para deixar de ser um vazio e ser algo do ser do indivíduo.

E quando eu falo no título desse post que religião é outro lado do ego, estou equivocado, pois religião não é somente algo de relação bem estreita com o ego, mas está sim muito mais para o Superego, que seria a parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade.

O superego tem três objetivos:

  1. inibir (através de punição ou sentimento de culpa) qualquer impulso contrário às regras e ideais por ele ditados
  2. forçar o ego a se comportar de maneira moral (mesmo que irracional) e
  3. conduzir o indivíduo à perfeição – em gestos, pensamentos e palavras.

Veja a tamanha semelhança com o tipo de religião que se vê por aí hoje em dia.

Leia também o Post: Como Fazer Alguém Virar Ateu?

O Herói, seu Ego e a Máscara.

Sem Rosto

A batalha contra o mal é cíclica e devastadora,
E muitas vezes ele usa golpes baixos e artimanhas,
sabendo muito bem suas fraquezas, englobando você,
como a escuridão engloba uma vela e sua fraca chama

Você pode derrotá-lo, mas só o mandará para a prisão
prisão essa que não acabará com o ciclo, herói e vilão
Mesmo preso ele entende as fraquesas humanas
e a utiliza para sair com suas manhas.

A nova ética herórica o proíbe de matar e terminar a perpetuação,
As crianças imitam seus gestos, as mulheres se interessam pelo resto
se o ciclo acabar como o herói ficará? O que ele vai ser?
Se prender o vilão, vai ter chance de usar sua máscara denovo.
Mas se o matar, condena também seu alterego mascarado.

O herói tem uma falha gigante,
Ele é louco, ele é incabível no mundo,
Ele não pode ser nada além que uma máscara,
não há mais nada além de sua capa,
seu ego já não existi mais,
Ele, agora vive a mudança que quer ver,
e ve as mudanças nas vidas de agora.