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O Capitalismo é uma religião e o Shopping é sua igreja

Tatiana Carlotti

reprodução

Os aspectos religiosos do neoliberalismo e o proselitismo na comunicação foram temas debatidos pelos professores da Universidade Metodista, Jung Mo Sung (Ciências da Religião) e Magali Cunha (Comunicação). Eles participaram do seminário “A Metafísica do Neoliberalismo e a Crise de Valores no Mundo”, promovido pelo Fórum 21, no último dia 2 de julho (sábado), no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP).

O evento é o primeiro de uma série de debates voltada à discussão do neoliberalismo hoje. A escolha do tema, explica Anivaldo Padilha, presidente do Fórum 21, deve-se ao caráter sagrado atribuído ao mercado que congrega os atributos da “onipotência, onipresença e onisciência”. Uma espécie de “deus Mercado” que vem fracassando, sistematicamente, “em termos de justiça social e de igualdade entre os homens”.

Daí a pergunta: por que o capitalismo atrai tanto?

Segundo o professor Jung Mo Sung, a compreensão dos aspectos religiosos do capitalismo é fundamental para o entendimento não apenas de sua atração, mas também do que se passa hoje no Brasil. Mostrando, a partir de imagens, os ícones (Ferrari, bolsas Louis Vuitton), templos (shopping centers), igrejas (institutos von Mises) e mitos do neoliberalismo, Sung destrinchou a narrativa religiosa – e sedutora – por trás do discurso neoliberal.

 

“Antes, quando as pessoas se sentiam pecadoras ou impuras, elas iam à Igreja para recuperar a humanidade e a pureza. Hoje, quando se sentem tristes, elas vão ao shopping. Verdadeiras catedrais modernas”, apontou. Não é de se estranhar, portanto, a forte semelhança arquitetônica entre as catedrais e os shopping centers (confiram a imagem acima).

Os mitos do desenvolvimento

Ao longo das décadas de 1960 e 1970, a teoria econômica (da esquerda e da direita) foi embalada por dois mitos principais. Primeiro, a crença de que o “bom da vida era aumentar o poder de consumo”. Sung destacou que, frente a essa ideia, a modernidade promoveu uma inversão: o “bom da vida” passou a ser possível dentro da história (via consumo) e não mais restrito ao pós-morte”.

O segundo mito era que “o padrão de consumo dos países ricos poderia ser universalizado”, fortalecendo “a ideia de que todos os seres humanos têm direitos”. Sung também mencionou que a discordância entre os economistas marxistas e liberais capitalistas se deu aos caminhos para se atingir essa universalização: o mercado ou a planificação estatal.

O exemplo é simples: “Quando se privilegia o ajuste econômico no Brasil e se corta o dinheiro da Educação e da Saúde, por exemplo, é preciso justificar essa decisão. Quando se corta o pagamento de juros aos bancos, para privilegiar programas sociais, também é preciso justificar. Essas duas justificativas, porém, são completamente diferentes porque trabalham com duas estruturas míticas diferentes”.

Em 1970, porém, esses mitos caíram por terra, quando da publicação de “Os Limites do Crescimento” (1972), pelo Clube de Roma. A obra reconhecia os limites do crescimento do sistema capitalista e a impossibilidade da universalização do padrão de consumo. “A primeira reação dos capitalistas foi dizer ´isso é bobagem´. Depois não deu mais para negar”, lembra.

A Fé no Mercado

A partir de então, novos mitos foram construídos. Em 1974, em plena crise do petróleo, F. von Hayek, um dos teóricos do capitalismo, ganhava o Prêmio Nobel de Economia com a obra “A Pretensão do Conhecimento”. Hayek sustentava que a crise do sistema tinha como principal causa a “pretensão dos economistas de saberem como o mercado funciona, porque toda intervenção pressupõe conhecimento”.

“A raiz de todas as crises”, explicou Sung, passou a ser a tentativa de compreensão do funcionamento do Mercado. Em termos míticos, “esse discurso neoliberal é uma reeleitura do mito da Gêneses”, que interditava a Adão e Eva os frutos da Árvore do Conhecimento. “Se não podemos conhecer as leis do Mercado, o que podemos fazer? Temos de ter fé no Mercado”.

Uma fé, destacou, de que “o mercado sempre vai produzir outros melhores resultados possíveis”. “Essa é a base epistemológica do neoliberalismo” que apresenta uma contradição lógica: “se você não pode intervir, porque não pode conhecer o mercado, como pode afirmar que ele sempre vai produzir melhores resultados possíveis? O salto lógico se tornou uma questão de fé”.

Anos depois, ou prêmio Nobel, Milton Friedman, afirmaria: “os que são contra, no fundo, têm um problema de falta de confiança na liberdade do mercado”. Uma narrativa, frisou Sung, disseminada em todos os cantos do mundo, a partir da mídia e, também, da proliferação de institutos, como os institutos von Mises.

Sobre a obra de L. von Mises, “A Mentalidade Capitalista”, o professor avaliou: “é uma maravilha de livro de teologia”. Nela se defende a ideia de que “todo adulto é livre para montar a sua vida de acordo com os seus próprios planos, a partir de um conceito de liberdade pelo qual não existe o outro: sou eu e o meu desejo. É puro indivíduo”.

Captura do desejo

Para L. von Mises, no sistema de mercado livre, “os consumidores são soberanos” e “desejam ser satisfeitos”. Mas, apontou Sung, “consumidor não é qualquer indivíduo” nesta lógica. “O nível é: todos somos humanos, mas nem todos os humanos são cidadãos, e nem todos os cidadãos são consumidores. O desejo soberano [se restringe] aos consumidores”.

Com base na impossibilidade de satisfação dos desejos – conforme alguns vão sendo satisfeitos, surgem novos desejos – von Mises chega a defender a avidez como “impulso que conduz o homem em direção ao aperfeiçoamento econômico”. Afirma, ainda, que “ manter alguém contente com o que já conseguiu ou pode facilmente conseguir, sem interesse por melhorar suas próprias condições materiais não é uma virtude”.  

“Essa é a tese teórica”, salientou Sung, lembrando que a sociedade vem criando mecanismos para, justamente, controlar a avidez do desejo individual.  “Nós somos seres infinitos na condição de finitude e o nosso desejo é infinito, mas, em uma economia escassa, não há satisfação para todos”.

E se não há satisfação para todos, então, como lidar com a frustração?  “A saída neoliberal é a criação de uma verdadeira teologia da culpa”. No capitalismo, todos somos alimentados pela frustração”, apontou.

Teologia da Culpa

“Se você não consegue ser o rei do chocolate, o campeão de boxe ou a estrela de cinema, você é o culpado. Essa é a teologia da culpa: o indivíduo passa a ser culpado pela sua própria frustração”, explicou. E trata-se de uma culpa que atinge a todos, começando pelos mais pobres.

“Por que pobre é pobre? Porque é culpado. Ele merece a sua pobreza”. Segundo essa lógica, “o pobre que não pode comprar brinquedo para o filho assume a culpa duas vezes: pela pobreza e por sentir culpa em ser pobre”. Enquanto isso, o Mercado se consolida enquanto juiz transcendental.

“Se a culpa é de todos, por conta da distribuição de riqueza, quem é o juiz que faz essa destruição? O Mercado. Mas, eu posso questionar o mercado? Não. Ele é inquestionável, está além do bem e do mal, do injusto e do justo”. Na medida em que não está sob o juízo humano, o Mercado se torna algo sagrado. “E o sagrado é aquilo que é separado do sistema profano, acima do juízo e do questionamento da justiça”, explicou.

Sung também alertou: para o capitalista e para o neoliberalismo, o verdadeiro o problema “está nas pessoas que acreditam que os seres humanos têm direitos”.

Direitos Humanos

Ele explicou que o pensamento liberal moderno foi fundado na tradição neotestamentária. Segundo essa tradição, primeiramente, “todos os homens são iguais perante a Deus. Depois, todos os homens passaram a ser iguais perante as leis; e, de acordo com a razão moderna, a essência humana traz consigo direitos implícitos”.

São justamente esses direitos implícitos, denunciou, que estão sendo rejeitados pela teoria pós-moderna ao defender que “tudo é cultural”, inclusive, “afirmar que a natureza humana dá direitos é cultural”. Sob essa ótica, “o grande erro das esquerdas e dos humanistas é acreditar que ser humano tem direito por natureza. Não tem. Quem não conseguiu direitos no contrato do mercado, não tem direito nenhum”.

Essa é a narrativa dos que criticam programas sociais como o Bolsa Família ou o Mais Médicos. “Se pobre não tem direito a comer, porque não tem direito, o que é um programa social como o Bolsa Família? Um roubo. Você tira de quem tem direito – e o ganhou justamente via Mercado – e passa para quem não tem direito”.

Daí a inversão, situou Sung, já que “os defensores dos direitos dos pobres e dos programas sociais tornam-se os grandes malfeitores da humanidade”. A violência explode: “eu estou frustrado porque esse desgraçado de esquerda continua querendo o meu imposto para dar para esses pobres desgraçados. De quem é a culpa da minha frustração? Da esquerda e dos pobres. Aí eles colocam fogo no mendigo”, destacou.

Deveres

Quando o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) comemorava o sucesso do Mais Médicos, ele estava reafirmando não apenas o direito das pessoas à Saúde, mas o dever do Estado para com elas. No entanto, muitas pessoas foram contra o programa e retrucaram: “eles não têm direitos e nós não temos deveres. Isso é um roubo”. “Tratam-se de duas estruturas de pensamento diferentes. Saber isso nos ajuda a compreender a agressividade”, explicou.

Em sua avaliação, sempre existiram egoístas exagerados, a diferença é que antes, “as pessoas tinham vergonha de ser publicamente egoístas, porque havia uma pressão cultural. Hoje, elas têm orgulho. Depois que passar a vergonha do Temer, vai continuar esse orgulho e ele vai continuar enquanto esse modelo civilizatório prevalecer”.

A lógica da Responsabilidade

Segundo Sung, “nós retornamos a um debate surgido no século XVIII: o ser humano tem direitos? Para os defensores do neoliberalismo, esses direitos são vistos como ´coisa de bandido´. O processo tecnológico chegou ao ponto de destruir as bases humanistas do mundo moderno”.

A saída, apontou, “está na luta social”. Uma luta que, em última instância, pressupõe “a descoberta dos direitos fundamentais de todos os seres humanos”. Sung também alertou: “culpa e humilhação não acabam quando você come. Quando você come, você mata a fome. Isso vai aparecer em violência familiar, em neuroses, loucuras. E quem se sente culpado não luta”.

Em sua avaliação, “para sair desse entrave é preciso lembrar que apenas um mito combate outro mito”. Citando a experiência do apóstolo Paulo de Tarso que, em pleno Império romano, conseguiu criar comunidades de resistência, Sung avaliou que “Paulo tem algo a nos ensinar”, sobretudo, quando afirma:

“Enquanto ainda éramos inimigos de Deus, Deus se reconciliou conosco” (Rom 5,10).

Essa citação, analisou, é uma “crítica radical à ideia de Deus norteadora das culturas de opressão, que pressupõem um Deus que culpa e pune. E não um Deus – não importa aqui se existe Deus ou não – que humaniza o ser humano e se reconcilia. Antes de qualquer articulação cultural, todos os seres humanos têm direito à vida”.

A proposta de Paulo, avaliou, abre uma fenda na “lógica da culpa” e nos permite entrar em outra lógica: a da responsabilidade. “É preciso responder aos problemas sociais. A lógica da responsabilidade nos chama à ação. A lógica da culpabilidade apenas aponta o culpado. E apontar culpados não resolve nada”, concluiu.

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Confiram abaixo o power point da apresentação do professor Jung Mo Sung, autor de diversos livros, entre os quais: “Mercado, religião e desejo: o mundo de hoje na perspectiva da Teologia da Libertação” (Suhae Munjip, 2014); “Para além do espírito do Império” (Paulinas, 2012) e “Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres” (Paulus, 2010).

Leia na próxima reportagem a análise da professora Magali Cunha sobre o discurso religioso do neoliberalismo.

Fonte: Carta Maior

 

Uma vida sem jornada é uma vida sem conquista

Porque quem tem muito geralmente só quer saber de posses e prazeres?

Pra responder essa pergunta temos que perceber que todos temos conquistas e sonhos na vida, muitos deles nunca conseguiremos alcançar ou demorarão muito tempo.

E isso não quer dizer que seja algo ruim.

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A desonestidade hibernada

Todos somos desonestos, ou quase todos, a questão é saber quando.

E os vilões das histórias sabem disso muito bem.

O que é preciso pra quebrar a conduta moral de alguém, com ela sabendo ou não?

Nesses 2 anos em que estive empreendendo aprendi isso de diversas maneiras.

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Como os índios tupinambas entendiam o mundo e sua economia

RESUMO A partir de relato do século 16 sobre a visão econômica de um velho tupinambá, o ensaísta expõe como as teorias do valor dominantes no Ocidente conceberam o papel da natureza. De Aristóteles a Marx, as concepções se modificaram até que, nas últimas décadas, parecem ter reencontrado a ideia central do indígena.

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O francês Jean de Léry passou um bom tempo na baía de Guanabara na década de 1560. Descreveu assim a principal atividade econômica local:

“Quanto ao pau-brasil, direi que tem folhas semelhantes às do buxo, embora de um verde mais claro, e não dá frutos. Quanto ao modo de carregar os navios com essa mercadoria, direi que tanto por causa da dureza, e consequente dificuldade em derrubá-la, como por não existirem cavalos, asnos ou outros animais de carga para transportá-la, é ela arrastada por muitos homens. Se os estrangeiros que por aí viajam não fossem ajudados pelos selvagens não poderiam, nem sequer em um ano, carregar um navio de tamanho médio”.

O termo “ajudados” é bondoso em relação a seus compatriotas. O processo de trabalho quase não tinha participação francesa:

“Os selvagens, em troca de algumas roupas, camisas de linho, chapéus, facas, machados, cunhas de ferro e demais ferramentas trazidas por franceses e outros europeus, cortam, serram, racham, atoram e desbastam o pau-brasil, transportando-os nos ombros nus às vezes por duas ou três léguas de distância, através de montes e sítios escabrosos até chegarem à costa, junto aos navios ancorados, onde os marinheiros o recebem”.

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Geração Y vs Empregos de merda

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 70% dos profissionais estão insatisfeitos com  seus empregos. ADVERTISEMENT Entre as principais desculpas para tal situação desesperadora, uma das responsáveis pela pesquisa aponta que “(…) essa insatisfação é relativo a famosa Geração Y que possui muito menos paciência para esperar que as coisas aconteçam”. Claro. A culpa é dos funcionários e não das empresas que não se atualizam. Arram. Acontece que a nova moda no mundo empresarial é culpar a Geração Y.

A empresa oferece salários de merda para empregos de bosta e quando o profissional vai pedir um aumento ou promoção, falam que o mesmo é jovem demais e está com pressa. Ou que o mercado está foda – a mesma desculpa de sempre. Oferecer boas condições de trabalho, plano de carreira ou perspectiva ninguém quer. É mais fácil contar com escravidão voluntária de centenas de jovens que se formam nas faculdades todos os anos.

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As reclamações são sempre as mesmas:

-Maldita geração Y que acha que um profissional deve ser promovido ou receber aumento de acordo com o quanto trabalha ou realiza;

-Maldita geração Y que quer um ambiente de trabalho mais harmonioso e que inspire criatividade;

-Maldita geração Y que não quer ouvir broncas de um chefe estúpido que não explica suas ações;

-Maldita geração Y que quer fazer horários alternativos para poder escapar do trânsito;

-Maldita geração Y que não quer ficar presa 60 horas por semana dentro do escritório.

Se você é gestor e está reclamando da “maldita geração Y,” deixa eu te contar: Não são os profissionais que estão ruins, é a sua empresa que oferece empregos de bosta. Falo isso por experiência própria. Já tive um cargo de gestor e vi muitos talentos indo embora porque minha empresa se recusava a oferecer perspectiva ou até mesmo aumentos de salário. Isso que eram cargos “pequenos”.

 Enquanto isso, gestores dinossauros ganhavam uma bolada para ficarem sentados em seus tronos de marfim reclamando que seus funcionários precisavam ser mais proativos ou empreendedores. Não é a toa que, nos 4 anos que estive lá, vi projeto atrás de projeto afundar.

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O Perigo do Exército da Igreja Universal – Saiba tudo que isso tem de errado

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A seita evangélica está em todo lugar hoje em dia no Brasil, desde casas no seu bairro, no mínimo umas 5, até em cargos políticos importantes em que tomarão decisões importantíssimas para o avanço do país e de nosso povo, e agora nesses últimos dias foi lançado na internet um vídeo de seu exército, chamado de Gladiadores do Altar.

O objetivo do exército de acordo com o site da Igreja é o seguinte:

“Assim é formado o “Gladiadores do Altar”, um projeto que visa formar jovens disciplinados e altamente preparados para enfrentar os desafios diários de ganhar almas e fazer discípulos.

O projeto realiza reuniões semanais com os rapazes que estão dispostos a abrir mão de suas vidas para que outras pessoas sejam ajudadas, cumprindo assim o que Jesus disse: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16.15″


Claro que isso que a igreja anunciou não chega perto da verdade, ou melhor, chega mas não é nada disso.

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O exército que mais parece ter saído da Alemanha nazista com esse seu movimento de sentido, é na verdade um agente de conversão de pessoas, quando se fala de fazer discipulos deve-se entender trazer gente pra igreja, e quando se fala que outras pessoas vão ser ajudadas na verdade é o pastor, pois todo mundo sabe, ou quase todo mundo hoje em dia que as igrejas evangélicas são movidas pelo dinheiro, e que seu Deus, Jeová já “morreu” e agora só querem dinheiro, claro que não pra muitos, mas pros muitos pastores sim, que vêem essa vida como profissão e não como um como um caminho de espiritualidade.

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8 Pensamentos Sobre Você e o Trabalho

clockspor Paulo Ferreira

Ultimamente não costumo escrever com freqüência sobre o tema do trabalho tradicional, comercial, aquele que se faz tendo em mente uma troca financeira por um dado esforço ou período dedicado. Primeiro, porque fiz muito isso por muitos anos. Segundo, porque vivo no Brasil, onde a realidade do trabalho comumente é tão degradante e onde é tão comum  que seja desproporcionalmente exploratória dos seres humanos que não é muito animador abordar o tema. Talvez principalmente porque, a rigor, todos os agentes governamentais e empresariais do país estão cansados de saber perfeitamente disso, mas fingem que não sabem para manter as coisas exatamente como estão, simplesmente porque esse é o modo que interessa para maximizar o lucro das empresas que financiam as campanhas políticas, os lobbies e a corrupção. Apesar dessa introdução, e a pedido de uma leitora e amiga querida, vamos ao tema.

 

1. Suas ações no mundo

As ações no mundo são como água: procuram pelos caminhos com menos obstáculos. Entender isso, significa entender que o seu tempo e as suas capacidades e talentos são como canais por onde a “água” das atividades do dia a dia escorrem.

Muitos passam o tempo a tentar evitar a água e manter os canais secos. Isso não é possível, no mundo. Para fazer isso, você deveria optar por ficar em casa e isolar-se. Se você não quer isolar-se, desista de manter os canais secos: a água VAI correr por eles. O que você PODE e DEVE fazer, é escolher QUAL água que vai pelos seus canais.

Antes de tudo, escolhendo fazer da sua vida algo que lhe preencha e deixe feliz. Sem isso, o resto é inútil. Tudo que se faz neste mundo tem problemas e exige esforço e dedicação para ser feito; qualquer coisa. Mas se você faz algo que não lhe permite sentir-se realizado, tem todos os problemas pelos motivos errados. E isso é muito frustrante. Tenha os problemas pelos MOTIVOS certos. Aí, você vai achar que vale a pena.

Quando estiver certo de que o que você faz é algo que lhe  permite sentir-se realizado, por favor, não fique sentado esperando que os outros lhe digam o que fazer. Se você escolheu, deve gostar disso. Raramente as pessoas escolhem fazer algo que elas não gostam nem fazem direito. Assim, faça. Abrace o que você faz e saia puxando.

2. Puxar é a única forma de não ser empurrado.

Se você não puxar,  se não for auto-motivado, não estiver interessado e não sair fazendo; alguém logo virá lhe empurrar e dizer o que fazer para ocupar os canais do seu tempo e energia.

Sabe qual é a coisa que todas as organizações, instituições, ONGs, empresas, start-ups de qualquer tipo mais necessitam? De alguém que saiba o que fazer e FAÇA. Mesmo que não seja perfeito. Pode dar errado? Pode. E daí? Pode dar errado de qualquer modo. Mas quase tudo pode ser consertado e corrigido. E se não puder?
E daí? Muito mais pessoas são mandadas embora pelo que DEXARAM DE FAZER.

3. Por que você está fazendo?

Antes de fazer qualquer coisa, é fundamental entender de forma clara e explícita, PORQUE você está fazendo. Se você faz algo sem saber porque está fazendo, como poderia saber se está adequado? Se é bom? Se foi bem feito? Bem feito é algo que SERVE a um propósito e colabora para resolver um problema.

E é fundamental saber PORQUE você faz algo, caso contrário, pode descobrir depois que o que você fez afetou milhares de seres; destruiu a ecologia do planeta; prejudicou, mais do que beneficiou, os outros seres que compartilham este mundo com você.

E se, apesar de SABER que o que você faz é prejudicial aos outros seres, você optar por continuar fazendo… só posso lhe desejar melhores escolhas no futuro; boa sorte e ombros fortes para quando chegar a hora da colheita… porque como já disse um sábio: “o plantio é opcional, mas a colheita, obrigatória.”

 

4. Você sabe o que você faz?

Esse é outro ponto fundamental: Há pessoas cujo trabalho é identificar problemas nas organizações. Estas, normalmente, também estão incumbidas de propor soluções.

Há outras pessoas cujo trabalho é IMPLEMENTAR as soluções. Não há demérito nenhum nisso, e a quem vai implementar também cabe questionar e contribuir, fazer o seu melhor. Se você não QUER e não é feliz implementando as soluções pensadas por outras pessoas, procure outro trabalho, onde você possa ser a pessoa designada para identificar problemas e propor soluções.

MAS quando alguém designado para IMPLEMENTAR soluções passa todo o tempo IDENTIFICANDO problemas… naturalmente, não está fazendo o seu trabalho.

 

5. Você trabalha POR seus resultados, mas PARA o bem de outros.

A razão do que você FAZ precisa estar ligada a ALGUÉM. Mas não a VOCÊ. Na maioria das profissões, você faz algo PARA alguém. Portanto, se você está sentado na sua mesa de trabalho, pensando no que fazer para SI MESMO, obviamente está TUDO errado.

Não é para você mesmo, nem deveria ser. Há alguém que deve ser BENEFICIADO pelo seu trabalho: outro ser humano, ou a pessoa que recebe o produto ou usa o serviço, ou os seus colegas que precisam do seu trabalho feito para fazer o deles. Sim, pois é: quando estamos trabalhando, devemos nos concentrar na solução de problemas. O objetivo não é que você esteja servindo a si mesmo. O objetivo é que esteja servindo a outrem. (Fique tranqüilo: mais adiante no texto vou voltar ao SEU tempo, que é imensamente importante)

Mas quando qualquer um esquece que está, no tempo do trabalho, SERVINDO como MEIO para a solução dos problemas … começa a dar tudo errado, porque ao invés de resolver os problemas, a pessoa prefere fugir deles. Se você quer fugir de problemas, fique em casa, embaixo do cobertor. Pode não te levar muito longe, mas terá sido a sua escolha. Mas se você decidiu trabalhar, entenda: este é o tempo da sua vida dedicado a ser MEIO para SOLUÇÃO dos problemas dos outros.

Entenda o que é pedido a você que faça. Se não entendeu bem, pergunte de novo, e de novo, até entender. Se achar que NÃO pode fazer isso, não faça, vá cuidar da vida em outro lugar. Mas se entendeu; e se o seu papel é fazer: não fuja, não finja, não protele, FAÇA.

6. Porque você sai de casa e vai ao trabalho?

Mesmo que você ame o que faz, você faz porque tem objetivos SEUS, para a sua vida, que quer realizar. Para as pessoas que precisam trabalhar por um pagamento, o trabalho é (também) um meio de obter recursos para realizar OUTRAS coisas que querem na vida.

Veja: todos os seus colegas fazem EXATAMENTE a mesma coisa, exatamente pelo mesmo motivo. Eles não vão ao trabalho pra atrapalhar os seus planos. Eles não vão lá para prejudicar os clientes. Eles não vão lá porque o chefe quer. Eles vão porque querem algo da vida. E se todos puderem apenas fazer a sua parte e não atrapalhar a parte do outro, certamente a vida de todos fica muito mais simples.

 

7. Finalmente, sobre o SEU tempo

O momento de servir a si mesmo é quando você está cuidando da sua vida pessoal. E é FUNDAMENTAL fazer ISSO durante o tempo dedicado à sua vida pessoal. Ela não pode ser negligenciada.

Se nem você quer cuidar de si mesmo, como pode esperar que alguém mais queira? CUIDE muito bem da sua vida pessoal e jamais aceite viver de um modo que não permita cuidar de si e de quem você ama. Ninguém vai lhe dar sua vida de volta, ninguém vai lhe dar de volta os dias que já foram. Sim, pode haver exceções, emergências, momentos onde isso não é possível.

Mas você ainda sabe o que é uma exceção?

8. Exceção é EXCLUSIVAMENTE algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Se algo acontece semanalmente, não é uma exceção. Temos revistas semanais há décadas. Você chamaria o fato da revista semanal sair no próximo domingo de EXCEÇÃO? Se algo acontece mensalmente, também não é uma exceção: você recebe seu salário todo mês. Chamaria o fato dele cair na sua conta de “uma exceção”?

E muito definitivamente: o que acontece várias vezes por mês ou por semana, mas é chamado de exceção apenas porque é “imprevisto” NÃO pode ser qualificado como exceção. A completa falta de planejamento que domina a quase totalidade das organizações brasileiras faz com que, aqui, praticamente TUDO seja imprevisto. Se você trabalha, no Brasil, numa organização que é diferente disso, parabéns: ela é justamente a EXCEÇÃO que confirma a regra.

Para o bem de quem precisa trabalhar; o trabalho jamais acaba – nós é que paramos num dado momento e retomamos no dia seguinte. É assim, e só assim que funciona, em qualquer lugar do mundo, exceto nos sistemas escravagistas; oficialmente banidos da sociedade desde o século 19. Mas que continuam acontecendo, até mesmo disfarçados de “trabalho intelectual” em prédios envidraçados, enquanto houver pessoas dispostas a se submeter a eles. (SIM, esta é a parte mágica: no exato dia em que ninguém mais se submeter a isso, esse capítulo degradante da humanidade estará encerrado. Obviamente que o “esquemão” vai sempre tentar lhe convencer de que não é possível ser de outro modo, porque se você acordar para esta mentira, isso compromete o próprio lucro do “esquemão”)

Novamente: Exceção é algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Qualquer coisa que acontece toda semana ou todo mês e lhe exige abandonar a sua vida por períodos diferentes da carga horária originalmente combinada não se chama exceção. Chama-se mentira mesmo.

 

O Efeito Diderot faz você Consumir, Consumir, Consumir


Alguma vez você já comprou uma camisa nova e em seguida encontrou-se odiando suas calças velhas feias? Então você se tornou vítima do efeito Diderot. É uma forma de manipulação deliberada.

Infelizmente você pode ser convencido de que você tem que ser atualizado como um telefone, saiba como.

Denis Diderot foi um filósofo durante o Iluminismo, o que significava que ele deveria ter estado acima dessas coisas insignificantes como o consumismo . Por outro lado , ele também era um crítico de arte, logo ele gostava de beleza. E isso pode ter levado à situação que ele descreveu em seu ensaio, ” Lamento em despedida com meu roupão Velho. “

Ele tinha uma coisa velha surrada que ele usava em seu pequeno apartamento. Um amigo um dia deu-lhe de presente um roupão escarlate bonito. Diderot adorou, mas sentiu que estava destoante junto com a sua mobília antiga e barata. Ele substituiu sua cadeira de palha por uma poltrona de couro. Depois ele substituiu a mesa, e o papel sobre suas paredes. E logo depois ele começou a substituir suas roupas normais. O conto termina com Diderot em dívida e desconsolado, trabalhando para manter seu quarto lindo.

Ele costumava ser o “mestre” de suas posses, mas agora ele é o ” escravo” de um roupão.

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Se o Dinheiro não existisse – Alan Watts

Allan Watts

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Watts

 

Vídeo incrível e potencialmente muito polêmico. Como muitos apontam: é fácil dizer isso quando não se está com fome, ou desde que ninguém dependa de você para ficar vivo. Sim, é obviamente verdade. Podemos ir além desta observaçao agora?

A minha sensação fundamental quando vi este vídeo foi: Como eu queria que alguém me tivesse dito isso, com essa clareza, quando eu tinha pouca idade, nenhuma responsabilidade e a vida toda pela frente.

Então, antes mesmo de compartilhar com outras pessoas, antes mesmo de publicar a respeito, sabe o que eu fiz?

Eu mostrei esse vídeo ao meu filho. Que tem ainda pouca idade (13 anos) e muito tempo pela frente. E eu sinceramente, muito sinceramente, espero que ele viva a vida dele lembrando-se deste video.

A cada dia. TODOS os dias.

 

Video: O Maior Esquema do Mundo (em inglês)


Parte 1


Parte 2

Uma perfeita visão do papel do dinheiro no mundo, vivemos para pagar dívidas dos bancos, vivemos para dar a eles, nossos senhores, a vida que desejaríamos.

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