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Minha experiência sem internet. Parte 2: O vício da internet

O mundo virtual se inscreve no corpo, e muitas vezes o anula, o reverte em códigos binários e em informações lógicas vazias...

A internet, desde seu início, criou muitos adeptos, ou melhor adictos (viciados…). Bom Muitas pessoas passaram a viver uma segunda vida, que muitas vezes chegou a dominar a primeira, e a pessoa virtual passou a viver mais que a pessoa real. Com o surgimento das redes sociais, o contato com os outros deixou de ser principalmente corpo-a-corpo, mas passou a ser por meio de mensagens, comentários, “scraps”, etc. Falamos mais por MSN do que ao vivo. Nos vemos por fotos, mas não nos tocamos. Porque isso é melhor, e muitas vezes mais atrativo.

Talvez a facilidade do encontro, a diminuição da vergonha, a rapidez e o fato de que não se precisa mais ir falar com a pessoa, é somente mandar um recado via e-mail. bom, o fato é que muitas pessoas se tornaram viciadas na net, e acabam prejudicando seu trabalho e relacionamento por causa disso. Entretanto, o computador antes ficava só em casa, ou era transportada por laptops, mas que precisavam de uma linha telefônica para se conectar… Atualmente, estamos na era dos smartphones (telefones celulares com funções do computador) e tablets (como o Ipad). A internet é 3G, e pode ser levada a qualquer lugar, sem fios…

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Qual é o preço do futuro? – Parte 2: O Outro “eu” na Internet

A internet possibilita hoje que nos dupliquemos dentro da rede, e tenhamos assim um “avatar”. Essa palavra é interessante. Em seu sentido original, avatar significa a manifestação corporal de um ser imortal, segundo o hinduísmo. Já na linguagem da internet, o avatar é uma representação que as pessoas fazem de si mesmo. Essa representação não precisa ser fiel, uma foto de si mesmo, mas é através dela que interagimos com os outros na rede. Toda vez que você se cadastra em algum site, você preenche uma série de informações pessoais: nomes, endereços, e-mails, etc. É assim que os sistemas informatizados e as pessoas do outro lado vão conhecer você.

Mas e suas emoções, suas vivências pessoais, suas reações corporais quando você fica surpreso ou leva um susto? Isso também faz parte de você, mas ainda não pode ser completamente “informatizado”, ou seja, transformado em informação da internet.

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Qual é o Preço do Futuro? – Parte 1: Internet e controle

Big Brother, do filme 1984, baseado na obra homônima de George Orwell

As redes sociais são hoje uma das maiores formas de se manter contato com diversas pessoas, próximas ou distantes, e de reencontrar pessoas que há tempo não se vê. Facebook, Orkut, Twitter, entre outras, elas estabelecem diversas formas de contato entre as pessoas, e se tornaram uma febre mundial, uma nova forma de se relacionar com as pessoas. Entretanto, a maioria das pessoas não compreende o potencial de controle das redes sociais. Se pararmos para pensar, a informatização da vida (ou seja, o quanto dependemos da tecnologia para viver) já controla nosso corpo: Por exemplo, em vez de escrevermos cartas à mão, ter de ir até o correio para enviá-la, aguardar dias por uma resposta, precisamos somente acessar a internet, digitar e clicar em “enviar”.

Digitar significa que você não precisa de uma boa caligrafia, pois todas as letras seguem os padrões definidos pelo programa de edição de textos. O corpo muda assim sua forma de interagir com o mundo: é mais fácil, ágil e econômico. O contato à distância também fica mais fácil. Cada vez mais podemos falar e ver o outro. E ainda sonhamos com o dia em que poderemos sentir o outro, com novas tecnologias que possibilitarão a criação de um mundo virtual e de instrumentos para codificar o tato, o cheiro, o gosto. Desejamos isso.

Desejamos entrar na Matrix.

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