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Por que me afastei da espiritualidade depois de tanto tempo?


Desde de adolescente tive a vontade de procurar respostas para as questões internas, como ser cada vez melhor? Quais temas devo estudar para evoluir?

Uma das respostas apresentadas para um recém ateu, foi a espiritualidade, que não necessariamente envolve a existência de Deus, mas uma busca pelo equilíbrio e conhecimento.

Nesse caminho fui estudando religiões, mitologia, e todos os assuntos que discuto aqui, e vi muitas coisas boas naquilo que eu negava quando adolescente,  mas de 2003 para cá muita coisa mudou, e comecei a descobrir um outro lado da espiritualidade, eu e muitas outras pessoas.

Eu já disse aqui muitas vezes que sempre existe um BOOM da descoberta de algo e depois há uma procura pelo equilíbrio ou vai direto para a extinção, e a espiritualidade foi repaginada, agora era algo de jovens, podíamos nos preocupar com nós mesmos de uma forma prática, em espaços preparados para isso, ou até melhor, a meditação e o yoga invadiram os escritórios para levar qualidade de vida as pessoas, qualidade essa comprovada cientificamente.

Mas uma coisa me incomodava muito nesse mundo.

Antigamente quem procurava essas atividades era quem realmente buscava algo, se interessava muito, mas aí comecei e me relacionar com as pessoas que eram hardcore nesse universo, professores de escolas famosas de yoga, gente que era vegan, e percebi uma coisa que me fez repensar esse “movimento”.

E vou falar isso, que foi a minha experiência, em um português bem claro,  existia muita gente sem caráter que fazia parte desse estilo de vida, e o que era para ser algo popularizado, acabou virando algo elitizado.

E aí a frase “faz yoga e não dá bom dia pro porteiro” fez muito sentido, era um modismo, uma pseudo busca, para muitos, não para todos, de autoconhecimento, mas que não alcançava nada, se existia gente desonesta (como qualquer outro lugar) que fazia meditação, e foi nesse momento que me perguntei:

– O que procuram essas pessoas então?

Para mim era difícil separar a vida espiritualizada dos valores humanos, da honra, honestidade, coragem, justiça, e para muitas dessas pessoas uma coisa não se conecta com a outra, aliás, muito pelo contrário, basta apenas participar de aulas que você já estaria no clã deRose ou qualquer outro grupo de espiritualistas que isso o elevaria socialmente e espiritualmente.

Realmente achava uma pena.

Tive experiências boas também, não conheci só gente ruim, mas com certeza eu tiro algo negativo desse universo.

E até em outra categoria desse universo, a dos gurus do espiritismo, das pessoas que ensinam os “poderes” da alma tive experiências negativas, como viagem astral e psicografia.

Essa comercialização da espiritualidade me incomoda bastante, e não preciso nem dizer o porquê, você leitor sabe, conhece Chico Xavier, João de Deus, Jesus Cristo, citaria até Confúcio nesse meio.

Coloquei até essa sátira do youtube como foto desse post, que eu acho bem engraçado, dos espiritualistas hardcore, o Ultra Spiritual, e certas coisas ele nem muda muita coisa, a piada é a realidade mesmo.

Como disse no começo desse texto, acredito que estamos passando pelo boom, ou talvez estejamos no início de seu equilíbrio , acredito que tudo isso se tornará ainda mais popular e poderá ajudar ainda mais as pessoas, e principalmente abrir a cabeça delas, pois infelizmente não é possível crescer de olhos fechados, é preciso conhecer lugares e pessoas novas, viver experiências, e principalmente, aprender com tudo isso, não adianta viajar o mundo e continuar a mesma pessoa, fazendo as mesmas coisas, não saindo da própria bolha.

E acredite, muita gente viaja o mundo e não tem o mínimo de caráter.

Eu sempre tive uma máxima na vida que é: Se você faz o certo não tem como errar, seja no seu trabalho, no seu relacionamento com os outros, em questão de liderança e organização, a questão é quando não se faz o certo, e quando falo certo você deve se perguntar “Como posso fazer isso de forma eficiente e ao mesmo tempo ajudar as pessoas que estão envolvidas?”.

Consciência muda qualquer ambiente de trabalho ou de amigos

E caráter muda a sua vida inteira.

A nova cara da Inquisição

Interrogatório no “Strappado” (Bessonov Nicolay, 1992)

A internet fornece conteúdos apresentados de todos os tipos. As novas roupagens e os raciocínios apresentados nos leva a encarar o que vemos como verdades, caso não desenvolvamos um mínimo de raciocínio crítico. Bom, hoje mesmo entrei em contato com um blog cuja missão me pareceu interessante: A Mídia Illuminati, que visa “esclarecer” a mente das pessoas sobre o simbolismo oculto dos grandes satanistas, que buscam através do controle mental instaurar uma nova ordem mundial.

Creio que não estão errados em seu argumento inicial, segundo minha opinião. As altas rodas da sociedade desde muito utilizam-se de estratégias, nem todas conscientes, de manipulação da sociedade, buscando o controle da opinião pública. Nós aqui do Brasil sabemos bem claramente o sistema: ensino público de baixa qualidade, somado a uma mídia poderosa e formadora de opinião. Não é preciso mais que isso para dar início a uma massa manipulada.

Entretanto, o site vai além: associa o controle a uma seita satânica, e coloca que a Nova Ordem Mundial é aquela sobre o controle do Diabo. Diz que o controle mental se encontra nos inúmeros simbolismos espalhados pela mídia. Aí começa a mistura: Cabala, Illuminatti, Maçonaria, Rosacrucianismo, Paganismo, etc, todos os símbolos aparecem como forma de controle mental, exceto um: o Cristianismo.

Se vocês quiserem ver a ideia básica deles, comecem por ver esse video:

Esse é o início de uma série que explica a forma de raciocínio dos criadores do blog. Sinceramente, poderia passar horas debatendo cada argumento, relativizando cada símbolo, cada entrevista, cada informação. Mas não cabe aqui um trabalho tão profundo. Espero que os leitores tenham por si a capacidade de refletir sobre o que vêem.  O que me interessa é a conotação de perseguição religiosa que aparenta na posição dos autores.

Há claramente uma posição cristã, que nem é citada diretamente no vídeo – o que demonstra que para eles a verdade cristã é a única, tão óbvia que nem precisa ser citada. O vídeo todo parte do discurso paranoico tão comum às teorias de conspiração: busca-se uma lógica oculta, não acessível a todos, e que foi criada por alguém ou alguma instituição, a fim de controlar ou obter algum tipo de benefício.

Eu dou valor ao críticos. Às pessoas que olham as coisas e se questionam sobre o que há por detrás delas. Assim, é importante vermos que as músicas, os clipes, e os artistas não são simples profissionais, mas propagam determinadas ideologias e possuem estruturalmente propósitos políticos-ideológicos, e pode ser até espirituais. Mas antes disso, devemos questionar também o questionador.

Eu, Enquanto alguém que questiona, devo ser questionado, debatido. O que digo não é verdade, mas OPINIÃO (já digo isso me preservando de possíveis contra-argumentações…).

Assim, posso então colocar meu ponto de vista: Essa perspectiva de ver o satânico em tudo, sem nem ao menos contextualizar os símbolos e teorias religiosas que tanto apontam, não teria relação com a mesma postura Católica, na Idade Média, que, em parte, absorveu símbolos de outras religiões, mas que categorizou todos os outros como símbolos satânicos? Seria essa a nova roupagem da Inquisição, uma forma do pensamento religioso ser preservado na mente mais jovem, fascinada pela face oculta do poder? Assim, se captura no pensamento cristão a parcela de pessoas que age não pela pregação, ou seja, pela participação e defesa das ideias cristãs, mas sim pela busca e denúncia do que não é cristão.

É divertido caçar demônios. Mais divertido que ir à missa. Ouvir discos ao contrário, buscar imagens simbólicas no símbolo da Coca-Cola… Essa forma de pensar não é nova, e sobrevive até hoje. O que a torna ruim, ao meu ver, é que ela é uma forma de pensar pela metade, ou seja, você critica mas não se critica. Não se avalia de onde parte para pensar o outro.

Assim, a conspiração dita “satânica” pode ser tão verdadeira quanto a conspiração que se diz “cristã”…

Fotografia e a Necessidade de Virar Vitrine

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Já vem acontecendo faz alguns anos, mas está bombando agora, principalmente na minha aqui em São Paulo.

Todo mundo quer ser fotógrafo, mas não pelo motivos certos, claro todo mundo tem liberdade de escolher a futilidade que quiser, mas queria parar para pensar um pouco sobre isso.

A fotografia é o ato de registrar e guardar algo, há também como se expressar através dela com idéias criativas ou não, mas hoje em dia ela serve para tudo. Com o BOOM das mídias sociais elas tomaram uma nova função, a de vitrine pessoal. Até já existe um novo ramo de trabalho para fotógrafos que em vez de fazerem “books”, fazem albuns de facebook, especializados nisso.

A necessidade de mostrar o que está fazendo, de parecer “legal”, bonita (também parecer safada(o)), de que faz coisas que as pessoas tem vontade, e o pior de tudo isso é que há um retorno, as pessoas engolem tudo isso e perpetuam esse tipo de ação vazia. Um bom exemplo de tudo isso é quando alguém vai comer algo, antigamente era totalmente normal você saber cozinhar e sair para jantar, parece que isso foi ficando raro pra umas pessoas e para outras isso foi exaltado, é motivo de festa e exibição de seu contentamento por fazer algo que aos olhos sociais parece incrível.

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ONG: Um Teto Para Meu País.

Esse foi um video que eu fiz para exibir a ONG Um Teto para meu País na Europa, mas primeiramente seria exibido na Cambrigde University (para os engenheiros) e na semana internacional de vida sustentável que aconteceu lá esses dias.

A Ong nasceu no Chile logo depois do terremoto que destruiu o país, e foi uma solução rápida e pratica para dar um pouco de tranquilidade para  as pessoas que mais precisavam.

E esse movimento se tornou bem famoso e com grandes resultados em toda a América Latina, 19 países se não me engano, e foram até agora construidas quase 1000 casas no Brasil.

O esquema é o seguinte, eles (a ong) recebem ajuda de empresas como a Pepsi e outras, e pedem 25 reais para os voluntários a cada construção para construir casas pequenas em favelas, casas pré-feitas, onde só é preciso montar elas e construir os pilares de sustentação, pois a causa fica suspensa, ela não é constroida do chão, essa parte dos pilares demora um dia inteiro, geralmente as casas são construidas em dois dias, e depois os voluntários voltam para pintar, quando há doação de tinta, o que geralmente tem.

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