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O Ser da Quarta Dimensão

Primeiramente queria pedir desculpas por esse texto bem grande, pois não costumo fazer isso, mas prometo a vocês que valerá a pena.

Livro Nada Brahma,  pg.119 …


Ao tentar tornar compreensível a natureza “ilusória” de nosso conceito de espaço e tempo, é comum posrtular-se  existência de dois seres dimensionais como um espécie de “ponte mental” pois, se não conseguimos imaginar um mundo com mis de 3 dimensões, só podemos até certo ponto abordá-lo imaginando-o com menos de três dimensões. Ele conhece apenas duas dimensões: altura e largura. Para esse ser, “um círculo ou um quadrado girando em torno do seu centro será um fenômeno inexplicável e incompreensível por causa do seu movimento duplo, tal como é incompreensível o fenôomeno da vida para o físico moderno”.

Quando um cubo multicolorido passa pela superfície onde vive o ser bidimensional, se uma linha azul substituir uma vermelha, o ser desse plano verá a linha vermelha como um fato do passado. Não estará em condições de captar a idéia de que a linha vermelha ainda existe em algum lugar… No Tertium Organum P.D. Ouspensky fala sobre a multidimensionalidade do mundo. E prossegue:”Para esse ser que vive na superfície existe o que se encontra em cima ou embaixo… no tempo, no passado e no futuro… Portanto, embora ser ter a idéia da forma do seu universo, e olhando-o como infinito em todas as direções, o ser da superfície pensará involuntariamente no passado como algo localizado em algum lugar, em algum ângulo do todo, e pensará no futuro como que estando em algum lugar do outro lado dessa totalidade.

Desse modo, o ser da superfície terá a idéia de tempo. Percebemos que essa idéia surge  porque o ser bidimensional capta apenas duas das três dimensões do espaço a terceira ele só captará depois que seus efeitos se tornarem manifestos na superfície; portanto, ele a vê como algo diferente das primeiras duas dimensões do espaço, e a chama de tempo.” Continue reading

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