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Como os índios tupinambas entendiam o mundo e sua economia

RESUMO A partir de relato do século 16 sobre a visão econômica de um velho tupinambá, o ensaísta expõe como as teorias do valor dominantes no Ocidente conceberam o papel da natureza. De Aristóteles a Marx, as concepções se modificaram até que, nas últimas décadas, parecem ter reencontrado a ideia central do indígena.

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O francês Jean de Léry passou um bom tempo na baía de Guanabara na década de 1560. Descreveu assim a principal atividade econômica local:

“Quanto ao pau-brasil, direi que tem folhas semelhantes às do buxo, embora de um verde mais claro, e não dá frutos. Quanto ao modo de carregar os navios com essa mercadoria, direi que tanto por causa da dureza, e consequente dificuldade em derrubá-la, como por não existirem cavalos, asnos ou outros animais de carga para transportá-la, é ela arrastada por muitos homens. Se os estrangeiros que por aí viajam não fossem ajudados pelos selvagens não poderiam, nem sequer em um ano, carregar um navio de tamanho médio”.

O termo “ajudados” é bondoso em relação a seus compatriotas. O processo de trabalho quase não tinha participação francesa:

“Os selvagens, em troca de algumas roupas, camisas de linho, chapéus, facas, machados, cunhas de ferro e demais ferramentas trazidas por franceses e outros europeus, cortam, serram, racham, atoram e desbastam o pau-brasil, transportando-os nos ombros nus às vezes por duas ou três léguas de distância, através de montes e sítios escabrosos até chegarem à costa, junto aos navios ancorados, onde os marinheiros o recebem”.

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Ex-diretor do DSM, a ‘bíblia’ da psiquiatria, admite: “Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”

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Indico ver o Documentário: Dislexia, TDA e TDAH ( Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.


Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?

Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.

P. Seremos todos considerados doentes mentais?

R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.

P. Com a colaboração da indústria farmacêutica

Os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos.

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Você sabe o que é Policiamento de Gênero? Deveria, pois todos fazemos

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O Termo “Gender Policing” cunhado nos EUA fala sobre o Policiamento que pais e autoridades como professores ou o próprio governo, de educar de forma errada as pessoas, principalmente as crianças, que ainda estão formando sua opinião sobre o mundo e elas mesmas.

-“Garotas não podem jogar bola, e garotos não podem dançar.”

Mas o problema não é apenas no fato das escolhas sociais ou nas atividades que uma pessoa decide fazer, mas é no impacto pessoal, emocional que isso tem na pessoa. Privar alguém de tomar suas escolhas por convenções sociais é igual falar pra um Bruce Lee que ele não pode dançar ou atuar, porque é algo afeminado, e ele treinou e foi campeão de dança nos EUA durante muitos anos.

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É errado olhar nos olhos?

Sim, as pessoas temem isso como o demônio da cruz, apesar de não perceberem muitas vezes.

Elas se incomodam quando alguém olha muito tempo para os seus olhos, em alguns lugares é considerado até um ato rude do observador. Os olhos são onde os sentimentos e pensamentos se expressam com grande força, como diz o velho clichê “o olho é a janela da alma”, e tenho que dizer que é mesmo, por isso essa frase se tornou tão famosa, pois ela tem um fundo de verdade, e todos sentimos isso de uma forma ou de outra.

 Analisemos algumas situações em que os olhos são os protagonistas.

Quando uma pessoa mente, uma criança principalmente, ela costuma desviar o olhar, jogadores de Poker escondem suas emoções e fazem a famosa “pokerface” pra isso, alguns até usam óculos escuros (em uma sala fechada) para mesmo que ainda assim alguma emoção escape pelos olhos ele já vai estar protegido contra isso. Continue reading

Documentário: Dislexia, TDA e TDAH ( Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

Esse documentário fala de forma muito sóbria e profunda sobre o como que a sociedade Taxa as pessoas, crianças, como “sem um comportamento adequado”. Não se cria um espaço onde elas possam ser aceitas e sim uma diagnóstico onde elas são as erradas, as doentes, quando na verdade o que realmente precisamos é inovar nos espaços de aprendizado e em casa.

Entregamos drogas aos nossos filhos por acreditarmos nas opniões dos “Experts”, que estão nos bolsos das multinacionais farmacêuticas, ou então estão cobertos pela ignorância e falta de reflexão, deixando-se acreditar que realmente existem crianças doentes, e que há um tipo de comportamento único e “correto” para as pessoas, querem formatar elas, anular suas possibilidades criativas e de entendimento.

O Fora do normal hoje em dia é doença.

Fonte: http://www.nauweb.tv

Documentário: BBC The Code – O Código

Sinopse:
Um código misterioso alicerça o mundo. Mas o que ele significa e o que podemos aprender com ele? Marcus du Sautoy nos leva em uma odisséia para descobrir o código e revelar o seu significado.
Wikipédia (Inglês)
Dados do Arquivo:
Produção: Stephen Cooter e Michael Lachmann
Qualidade: TVRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: Aprox. 700 MB (cada episódio)
Duração: Aprox. 00:59:00 (cada episódio)
Formato: AVI
Servidor: Peeje (PJ) | Uploaded (UL)
Screenshot: Ep.1 | Ep.2 | Ep.3
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Episódio 1: Números
Du Sautoy revela um código numérico oculto que sustenta toda a natureza. Um código que tem o poder de explicar tudo, desde os números e as formas que vemos à nossa volta até as regras que governam nossas vidas. Neste primeiro episódio, ele revela como os números significativos aparecem em todo o mundo natural. Eles fazem parte de um mundo oculto da matemática que contém as regras que governam tudo no nosso planeta e além.
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A Constância

O ser humano já foi uma civilização nômade,
O ser humano já foi uma civilização guerreira,
O ser humano já foi uma civilização agrícola,
O ser humano já foi uma civilização escrava,
O ser humano já foi uma civilização meditativa,
O ser humano já foi uma civilização mágica,
O ser humano já foi uma civilização devota,
O ser humano já foi uma civilização castrada,
O ser humano já foi uma civilização de grandes monumentos,
O ser humano já foi uma civilização astronômica,
O ser humano já foi uma civilização aprendiz,
O ser humano já foi uma civilização sobrevivente,
O ser humano já foi uma civilização atroz,
O ser humano já foi uma civilização de amor,

Pra quem diz que as pessoas tem uma natureza, uma essência,
é melhor olhar para tras antes (engraçada a analogia tempo/espaço),
pois o ambiente se mostra muito mais importante do que qualquer pré-disposição. 

Pare de falar que nunca vai mudar, nós sempre mudamos.

A mudança é a única constância.

Kymatica – Documentário Sequencia do Esoteric Agenda

 

Kymatica é um filme feito por Ben Stewart,um brilhante músico e filosofo, criador do filme Esoteric Agenda.

Na verdade Kymatica e a continuação do Agenda Esotérica (Esoteric agenda), onde fala sobre cimática (Estudo das ondas. Está associado aos padrões físicos produzidos pela interação de ondas sonoras em um meio.), praticas xamânicas, sobre a criação, como é feita a exploração do estado sobre o ser humano, inconsciente coletivo de Carl Jung,  repressão e sobre como estamos todos ligados.

É um filme belíssimo, muito parecido ao Zeitgeist.

Um documentário não só revelador, mas enriquecedor e de vital importância para toda a humanidade.

Playlist do Youtube com o Filme legendado
Download do documentário: Em torrent e com legenda em Pt-Br
Download do Documentário: EasyShare e com Legenda em Pt-Br

Disponibilizei esse filme também como um E-Book em pdf, para ler em tablets ou mesmo celulares. Vale muito a pena. Ebook Kymatica

Se Beber, Não Dirija.

São milhares os tipos de campanhas que tentam tratar de modo falho os sintômas da sociedade, mas peguei especificamente essa, pois li ela outro dia na marginal pinheiros, e ela tem tantas implicações.

Primeiro seria a base do problema de acordo com a sociedade, a bebida, ela tem vários efeitos claro (sendo uma delas a alteração de julgamento)*, mas porque no mundo isso de nada importa quando começamos?! Porque nosso julgamente já é afetado, e tudo parece ok, para muitas pessoas, até estão melhores, quem nunca ouviu aquela frase “eu dirijo melhor bêbado”, mas isso só demonstra uma clara falta de auto-conhecimento, no sentido de conhecer seus limites, e algo que eu acho ser o verdadeiro fator para isso, uma boa parte da população hoje em dia não está nem aí pra ninguém! E essa é uma realidade extremamente triste, vemos alguns tentando mudar o mundo (como nós aqui do DDD), mas outras simplesmente não foram tocados pela força da mudança, ainda vivem suas vidas determinadas por terceiros, e tem as reações também previstas pelos mesmos.

O que eu acho que leva a esse pensamento, além da sociedade capitalista que cultiva individualismo e aplaude a competição, é o distanciamento criado pela tecnologia e a sociedade trazem, em prol do sucesso devemos abandonar o nossas raízes e nos transformarmos no que chamam de “humano”, um ser plástico, inventado, algo que não conseguimos ser, pois quebramos tudo o que acreditamos com o que nos apontam como coisas importantes.

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Laços – Uma Evolução Geométrica


A vida social se mostra algo muito complexo nos dias e hoje, são muitas as variações de situações, os obstáculos e os tipos de pessoas que se encontra por aí, e essa grande teia de vidas e acontecimentos ainda aumenta muito nas grandes cidades, onde há maior impacto/atrito social, claro, nem sempre resultando em algo ruim como a palavra atrito pode sugerir, mas também em algo cheio de descobertas sobre o comportamento humano e do mundo.

Conhecer pessoas é um processo delicado, muitas pessoas levam com leviandade, outras sou espontâneas e nem se preocupam com ele, apenas agem de forma instintiva, outras, como eu,  gosta de construir/planejar essa fina linha da construção de uma amizade, não que seja algo demorado, na verdade é algo bem parecido com o espontâneo, mas mais pensado do que instintivo. Claro, existe muitos outros tipos de pessoas, mas esse na minha opinião são os que mais aparecem por aí.

E geralmente para essa inter-relação existe do que eu chamo de uma “evolução geométrica” ou “evolução de formas”, sendo essa evolução o aumento de pontas, arestas e vértices de uma forma geométrica. A maioria das pessoas passa por esse processo quando se conhece alguém ou um grupo de pessoas.

Primeiro geralmente começamos “redondos”, não nos mostramos muito e tentamos ser agradáveis a ponto de tentar não causar atrito nas outras pessoas, as vezes até aceitando certas peculiaridades que não nos agradam em primeira instância, pois queremos ser aceitos pela pessoa ou grupo social em que estamos no momento, e relevamos certas coisas que não aceitaríamos com nossos amigos mais próximos. Depois de estarmos um tempo como forma “redonda” nós começamos a mostrar nossas particularidades, e pouco a pouco mostramos nossas pontas arredondas que tem grandes chances de serem aceitas, pois não provocam nenhuma grande reação das pessoas, seria algo simples como “eu pratico esportes freqüentemente” ou “eu faço aulas de yoga e gosto de pintar” , coisas que singelamente ti definiriam, seria muitos mais coisas relacionadas a ações do que pensamentos, ou ideais, que seria a terceira parte, quando mostraríamos nossas pontas, falaríamos quem realmente somos e o que pensamos, teríamos que ter construído uma boa base nas outras duas fases para começarmos a mostras nossas pontas, algumas delas muito afiadas e cheia de espinhos, dependendo da forma que as outras pessoas estariam você poderia ser muito bem aceito e fazendo ótimos amigos que gostariam de você, mas também poderia causar uma grande aversão deles se não tomar cuidado com o modo de demonstrar tudo isso, alguns temas podem causar esse tipo de situação, como por exemplo ideais políticos, vegetarianismo, religião (altas chances), aborto, drogas, ou mesmo simplesmente o modo como você olha a vida, como você lida com situações, que tipo de humor você tem, são muitos as linhas perigosas, mas para se dar bem num grupo social não é preciso entrar em assuntos “cabeças” e sim saber lidar com eles, aposto que todos temos amigos que nunca ouvimos a opinião dele sobre assuntos importantes, mas gostamos muito de te-los ao nosso redor.

Agora, devo falar que muitas das pessoas mais interessantes que encontrei na minha vida, e acredito que seja assim em todo lugar, não tem medo de demonstrar suas pontas logo na fase Redonda (primeira fase), pois ele sabe lidar com essa situação, não é algo a se temer e esconder até se sentir confortável, e sim, faz parte dele desde o começo, e mesmo que isso não seja de agrado da maioria, o assunto (ponta específica) é apenas deixado de lado, pois não vai ser a crença em um Deus diferente, ou um ideal de vida que vai afastar pessoas que se dão bem.

O triste mesmo são as pessoas que se travam muito nas primeiras fases, e vivem/demonstram uma vida totalmente “plástica” e de pouca profundidade. Enquanto também existem pessoas que começam logo com as fases das pontas e causam grande desconforto no grupo de social, chegando até ser odiado ou simplesmente afastado, pois ele não está  em sintonia com o resto do grupo.

Saber lidar com suas pontas e chegar até elas é uma arte no meio social, é preciso um cuidado muito grande com esse percurso, pois não se pode chegar rápido demais ou estagnar em certas situações.

O ideal mesmo seria todos sabermos lidar com nossas pontas, e não haver necessidade de passar por essas fases, sermos verdadeiros no primeiro instante, e não esperar para tal, só não o fazemos por causa do pensamento alheio que pode ser gerado.

Infelizmente o fator determinante social ainda é os outros para a maioria dos casos.

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