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Pirâmide Gigante Descoberta Submersa em Portugal

Piramide-Açores

Uma descoberta incrível teria sido realizada por um velejador português, entre as ilhas Terceira e São Miguel, no arquipélago Açores. Em uma entrevista concedida à rede de televisão estatal portuguesa, RTP, Diocleciano Silva afirma ter descoberto uma enorme pirâmide submersa, com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados de base, quando fazia uma busca por navios de pesca. A identificação aconteceu pelo uso de aparelhos de navegação, e a estrutura foi detectada por leitura batimétrica. A partir dos relatos do velejador, o Governo Regional afirmou que o assunto está sendo investigado pela Marinha portuguesa. Na opinião de Diocleciano Silva, esta pirâmide não é uma estrutura natural, já que, segundo ele, o seu vértice está na orientação norte-sul, como acontece nas pirâmides de Gizé, no Egito. – fonte

piramide-portugal-history-channel

Veja o vídeo abaixo.

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Duas Pirâmides de Vidro achadas submersas no Triângulo das Bermudas

Pirâmides de vidro são encontradas submersas no Triângulo das Bermudas.

Segundo um artigo, do site apparentlyapparel.com, pirâmides gigantescas de vidro (ou algo semelhante) teriam sido encontradas submersas no triângulo das bermudas, seriam construções da lendária Atlântida? Confira um trecho do artigo:

Estas estruturas em pirâmide estranhas subaquáticas a uma profundidade de dois mil metros foram identificadas com a ajuda de um sonar de acordo com oceanógrafo Dr. Verlag Meyer. Estudos de outras estruturas, como Yonaguni atualmente no Japão, permitiram aos cientistas determinar que as duas pirâmides gigantes, aparentemente feitas de algo como um vidro de grande espessura, são realmente impressionantes – cada uma delas é maior que a pirâmide de Quéops, no Egito.

Recentemente, cientistas americanos e franceses, bem como de outros países que estão conduzindo pesquisas em áreas do leito do mar do Triângulo das Bermudas, afirmam ter encontrado uma pirâmide de pé no fundo do mar, que nunca foi descoberta. O comprimento da base dessa pirâmide atingiu os 300 metros, 200 metros de altura, e à distância desde a base até a ponta da pirâmide é de cerca de 100 metros acima do fundo do mar. Os resultados preliminares mostram que esta estrutura parece ser feita de vidro ou um material semelhante a vidro (cristal?), como é totalmente lisa e parcialmente translúcida.

Quando se fala de tamanho, esta pirâmide recém re-descoberto é maior em escala do que as pirâmides do antigo Egito. No topo da pirâmide existem dois furos muito grandes, água do mar em movimento, à alta velocidade, passa através do segundo orifício e, portanto, as ondas turbulentas rolam pela formação de um vórtice gigante, que faz com que as águas em torno desta, causem um aumento maciço de ondas e névoa sobre o mar, na superfície. Esta nova descoberta faz com que os cientistas se perguntem se este está tendo um efeito sobre a passagem de barcos e aviões, o que poderia ser a razão para todo o mistério que cerca a área.

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Documentário: Superestruturas das Profundezas

Link para o Documentário.

Cientistas se reúnem em busca de cidades perdidas nas profundezas para desvendar os segredos enterrados no fundo do mar, e o que é achado é supreendente. Centenas de cidades são achadas no mar mediterrâneo, uma cidade sagrada lendária da India, uma estrutura ainda gigante no japão que permenace um mistério e muitas coisas.

Existe também outro documentário sobre o assunto na segunda temporada da série de documentário Alienígena Ancestral, irei postar todos quando achar eles legendados.

O dilúvio pode não ser algo tão distante como todos nós pensávamos.

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Pirâmide Submersa do Japão

Tudo sobre Atlântida e Lemúria Parte 7 ( Final )

ATLÂNTIDA NAZISTAA ligação entre a Atlântida e o ocultismo teve desdobramentos importantes também entre os nazistas. Apreciadores da idéia de uma civilização desenvolvida no hemisfério norte, da qual a raça ariana seria a sucessora, eles cultivaram com afinco suas interpretações sobre os atlantes, e um instituto criado por Himmler abriu bastante espaço para pesquisas sobre o tema. Os Teutões de uma forma geral e os Povos Germânicos de uma forma particular serviram de base para a crença na Raça Ariana, e da sua superioridade sobre todas as outras. Foram sugeridas diferentes origens para o ínicio desta raça superior, desde a Atlântida, Thule na Escandinávia, Hyperborea na Grécia e Shambhala no Tibete. Outro pensamento dominante era o de que esta raça superior tinha sido enfraquecida por se misturar com outras raças “inferiores”. A Sociedade Ahnenerbe era um ramo das SS, dedicado principalmente à pesquisa de provas da superioridade da raça ariana, mas também envolvida em práticas de ocultismo. Fundada em 1935 por Himmler, esta Sociedade esteve envolvida na busca da Atlântida e do Santo Graal.

ATLÂNTIDA NO OCEANO ATLÂNTICOA maioria das buscas está focada no oceano Atlântico, afinal de contas, Platão disse que Atlântida estava no oceano Atlântico.

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Oceânica (espécie de cordilheira submarina), que – no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde – teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Ao longo destas colinas submarinas, encontram-se uma enormidade de ilhas vulcânicas que vão de pólo a pólo. Ao norte em plena região ártica temos, as ilhas Pássaros, Jan Mayen e Islândia, mais o sul pouco acima do trópico de câncer encontramos o arquipélago de Açores, Ilha da Madeira e Cabo verde, mais ao sul temos Santa Helena e outras menores; próximo da Antarctica destacamos as ilhas de Érebo, Martinica. Desta forma, Atlântida pode ter se constituído numa destas formações marcadas por intenso vulcanismo.

Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

ATLÂNTIDA NO CARIBEMuitos acreditam que a área do Triângulo das Bermudas é o local da cidade perdida de Atlântida e dos restos de suas avançadas tecnologias. As expedições nas Bahamas estendem-se por um período superior a 40 anos.

Ruínas das construções de Atlântida seriam responsáveis pelos misteriosos fenômenos do chamado Triângulo das Bermudas? É o que afirmava o famoso vidente Edgar Cayce. Dizia ele que essa civilização tinha um poderoso cristal que canalizava energias cósmicas, e que agora jaz no fundo do mar.

O mais célebre dos descobrimentos feitos na zona é, sem dúvida, o “Caminho” ou “Muralha” de Bimini (uma ilhota do arquipélago das Bahamas, situada a somente cinqüenta milhas de Miami), descoberto pelo doutor J. Manson Valentine em 1968. Esta enorme construção é composta por gigantescos blocos de pedras com 70 a 80 metros de comprimento, debaixo de 6 a 7 metros de  água, dispostas a modo de caminho, plataformas ou muralhas. O grande vidente Edgar Cayce já anunciara em 1940 a descoberta das muralhas submersas Bimini, nas Bahamas.

No Instituto de Antiguidades das Bahamas é exibida esta laje extraída de uma construção submarina. Os dados proporcionados pelo C-14 nos levam a 8.000 anos a.C.

Mapas submarinos detalhados da região revelaram que não há vestígios de formações ou construções maiores do que alguns poucos metros. As evidências geológicas tornam impossível a existência de um continente ou uma grande ilha submersa na região caribenha. Um geólogo tomou amostras do interior das pedras e determinou que eram formações naturais das praias. A assim chamada “muralha de Bimini” são formações naturais muito comuns de serem encontradas no fundo do mar, e existem formações idênticas nas praias da região.

Os defensores da Teoria de Atlântida se defendem e afirmam que o intervalo entre os blocos são muito regulares, e que têm sido encontrados colunas de mármore. A pesquisa se concentra na maior das ilhas das Bahamas, Andros, onde descobriram uma estrutura parecida com o caminho de Bimini, porém muito maior, lhe chamaram de Plataforma de Andros (2003), que deve ter permanecido oculta até que um furação em 1992 passou pela região. Na costa ocidental de Cuba, foi encontrado algo que parece uma cidade, a 600 m de profundidade; arqueólogos que viram o vídeo da expedição, que procurava navios antigos, dizem ter visto inscrições.

Através de uma assombrosa fenda no fundo do oceano, situada na Cordilheira Média do Atlântico (à direita, ao centro), rocha fundida em ebulição contribui para a deriva continental. Nenhum continente atlântico poderia ter desaparecido nesta área, porque os continentes deslocaram-se lateralmente enquanto nova rocha ígnea formava o fundo do oceano.

ATLÂNTIDA NA GRÉCIAPara muitos, o lugar mais lógico para buscar Atlântida era a Grécia, onde viveu Platão. Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C. (que, se Platão equivocou-se quanto à localização, tem muitas chances de corresponder às terras descritas). Os ancestrais dos gregos, os micênicos, tiveram, no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica, contato com essa civilização, cultural e tecnologicamente muito avançada. Com os minóicos, os micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. Após mais de mil anos de domínio, a cultura minoana teve um final rápido, cerca de 1470 A.C. Dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Moedas da civilização micênica retratando um labirinto e um touro.

Muitos mitos antigos da Grécia narram sua localização na Creta minoana, mais de dez séculos antes de Platão. Dédalo foi supostamente o arquiteto do palácio de Knossos. Lá ainda se podem encontrar ruínas que se acredita terem sido o labirinto onde vivia o legendário Minotauro, o monstro (meio-homem, meio touro) morto por Teseu.

Os rastros de evidência conduzem à pequena ilha de Thera (fica a 160 km da Grécia ocidental, a 75 km ao norte de Creta), situada no Mar Egeu, mas hoje leva o nome de Santorini (originado na Idade Média, em homenagem a Santa Irene de Tessalônica). Muitos cientistas crêem que, se o mito é certo, este é um dos locais mais prováveis.

Há 4.000 anos a ilha era muito diferente do que vemos atualmente. Era significativamente maior.

Santorini também era um local minoano e as ruínas podem ser encontradas pela ilha. Havia uma montanha vulcânica no seu centro, provavelmente com 1.500 metros de altura. Novos estudos reforçam a hipótese de que a erupção ocorreu há cerca de 3.650 anos. Essa precisão só pôde ser obtida com a datação de resquícios de fuligem aprisionados no gelo da Groenlândia.

Este vulcão era geologicamente similar ao Krakatoa, porém 4 vezes maior e provavelmente tinha o dobro da violência. A fúria da sua explosão final é inferida de amostras geológicas do núcleo, de comparação com as detalhadas observações feitas no Krakatoa em 1883 e da obliteração simultânea de quase todos os estabelecimentos minoanos. Os registros de tempo geológico da explosão final do Santorini são muito precisos. É considerada uma das mais violentas entre as registradas pela humanidade. A erupção foi tão violenta que não só a ilha central sumiu como o antigo anel foi quebrado em três partes.

Krakatoa

A montanha cuspiu uma nuvem de poeira, cinzas e lava a cerca de 40 km acima e 200 km adiante. O estrondo da explosão deu a volta na Terra 10 ou 12 vezes. A essa altitude, a coluna de fumaça alcançou a estratosfera e seus vestígios se espalharam por todo o Hemisfério Norte. Ela foi milhares de vezes mais energética que a bomba que caiu sobre Hiroxima. A energia foi imensa. Houve muitas explosões que se sucederam. As cinzas vulcânicas encheram os céus, encobriram o Sol e desencadearam granizo e relâmpagos. Uma pesada camada de cinzas vulcânicas choveu sobre o Egeu, cobrindo as ilhas e as plantações. Terremotos abalaram a terra e estruturas de pedra caíram com o movimento. Quando a enorme câmara de magma do Santorini finalmente entrou em colapso para formar a cratera, enormes tsunamis se espalharam em todas as direções. Santorini explodiu. É bem provável que a erupção em Thera tenha originado um resfriamento global durante alguns anos.

Existem evidências arqueológicas de que a explosão do vulcão de Santorini estaria diretamente relacionado com os eventos do Êxodo bíblico [Vide documentário “O Êxodo Decifrado” do Discovery Channel].

A onda tsunami que se chocou com Creta deve ter  penetrado ilha adentro por aproximadamente meia milha, destruindo todas as cidades e povoados da costa. A grande frota minoana de navios afundou em poucos segundos. As vilas vizinhas de Creta foram inundadas e destruídas.Durante uma noite o poderoso Império minoano foi esmagado. A única estrutura maior que sobreviveu às ondas e aos terremotos foi o palácio de Knossos, suficientemente para escapar das enormes ondas. Porém, nos dias que se seguiram, as cinzas vulcânicas cobriram alguns locais e desfolharam a ilha. Passando fome devido às cinzas, com a maior parte de sua civilização eliminada, os minoanos remanescentes foram conquistados pelos miceneos da Grécia e Knossos finalmente caiu.

Na época da erupção, Thera tinha um formato de anel mais acentuado, com uma ilha vulcânica em seu centro. Pode ser coincidência, mas esse formato peculiar é citado por Platão para descrever Atlântida.

Talvez Santorini fosse a “Atlântida” real. Alguns argumentaram contra esta idéia, observando que Platão havia especificado que a Atlântida havia afundado há 10.000 anos, mas o desastre minoano ocorrera apenas há 1.000 anos. Pode ser que erros de tradução ao longo dos séculos alteraram o que Platão realmente escreveu, ou pode ser que ele estivesse intencionalmente encobrindo os fatos históricos para atingir seus propósitos. Galanopoulos sugeriu que houve um erro durante a tradução do egípcio para o grego de alguns dos números e que foi adicionado um zero extra. Isto significaria que 900 anos atrás teriam sido traduzidos como 9000 e a distância do Egito para a “Atlântida” teria sido mudada de 250 milhas para 2500. Se isto é verdade, Platão, sabendo da geografia do Mar Mediterrâneo, teria sido forçado a assumir que a localização da ilha fosse no Oceano Atlântico. Se esta hipótese for correta, Platão nunca percebeu que a terra de Atlântida já era familiar para ele. Alguns dizem, por exemplo, que a ilha não seria do tamanho da Ásia Menor e da Líbia, mas estaria “entre” esses pedaços de terra.

Ruínas do interior do templo de Knossos

Escavações arqueológicas mostram que Creta no tempo minoano tinha provavelmente uma das culturas mais sofisticadas dessa época. Muitos dos detalhes da história da Atlântida se encaixam com o que é atualmente conhecido sobre Creta. As mulheres tinham um status político relativamente alto, ambas as culturas (a minóica e a descrição de Atlântida por Platão) ambas apreciavam o esporte da luta com touros ritualística – onde um homem desarmado lutava com um touro. Creta, agora parte da Grécia era a capital do povo minoano, uma civilização avançada, com linguagem, exportação comercial, arquitetura complexa, rituais e jogos. A correspondência dos artefatos culturais minoanos com aspectos da lenda de Atlântida fazem com que se pense na identidade das duas. A lenda de Platão (egípcia)  também diz que a Atlântida era pacífica – isto é confirmado pela virtualmente completa ausência de armas nas ruínas minoanas e na sua arte – raro para povos daquela época.

Reconstituição do Templo de Knossos

Creta dominou o mar Egeu. Os gregos e egípcios podiam ter guardado memória desse poderio e tê-lo ampliado ao ponto de ser uma ilha gigantesca, e de a fazerem dominar toda a Europa e África.

Até o final do século XIX, o mundo só conhecia a civilização cretense por meio das lendas e histórias dos gregos. No entanto, quando Arthur Evans começou a revelar ao mundo aquela civilização, muitas questões surgiram. Uma delas, dizia respeito aos afrescos pintados no palácio de Knossos. Quem eram aquelas pessoas? A explicação foi encontrada no Egito, na tumba de um vizir de Tutmósis III (1479 a.C.–1425 a.C.), Rekhmire. Em sua tumba existiam desenhos de povos fazendo oferendas ao faraó e um deles era chamado de keftiu, pelos egípcios. Os keftiu eram os cretenses. Essa ligação entre os cretenses e egípcios foi reforçada com a descoberta de objetos egípcios em Creta e vice-versa, permitindo a Evans estabelecer uma periodização para Creta durante a Idade do Bronze.

Arthur Evans

A lenda egípcia conta que havia elefantes em Keftiu-Atlântida; apesar de presumivelmente não haverem elefantes em Creta, os minoanos eram conhecidos como negociantes de marfim africano e parece que foram o principal acesso ao marfim para o Egito, vinte séculos antes de Cristo.

Reconstituição de Akrotiri

Sua destruição ocorreu 900 anos antes de Sólon, não 9.000 como aparecem nas obras de Platão. Há uma teoria que pode explicar essa discrepância. Platão escreveu que a história de Atlântida proviria dos Egípcios. Nessa época, cerca de 300 anos antes de Platão, os egípcios contavam o tempo em meses lunares, não só em anos solares, portanto, é possível que um erro na tradução possa ter afetado a narração. Os egípcios podem ter assinalado um fato que teria ocorrido 9.000 anos antes, ou 9.000 meses antes. Se fosse assim, a destruição de Atlântida teria ocorrido no mesmo período da destruição de Thera.

São muitos os paralelismos que existem entre a Atlântida mítica de Platão e a cultura minóica de Creta. Em ambas se lançavam redes a touros (caneca à esquerda); em ambas se adorava Posídon, deus do mar (à direita, moeda).

E há as ruínas da cidade minóica de Akrotiri… Somente a partir de 1967 é que foram iniciadas as escavações no soterrado povoamento de Akrotiri, no sul da ilha, que estão revelando ao mundo tesouros artísticos, extremamente bem preservados, como afrescos e utensílios da Idade do Bronze. Não foram encontrados nem restos humanos nem bens de valor pois tremores de grandes proporções antecederam a erupção e afugentaram a população de Santorini.

A Casa do Oeste em Akrotiri, uma das mais bem conservadas, é relativamente grande, tem planta retangular e irregular e dois andares. As paredes eram de cascalho entremeado com madeira e tijolos de barro cru; as janelas, grandes e com vista para a rua, eram emolduradas com pedra ou madeira; a porta, bem larga, dava para uma praça triangular. O andar de baixo era constituído por um vestíbulo, escadaria em ângulo para o andar superior e cômodos para armazenagem. Havia dois quartos no andar de cima, e um deles tinha ao lado uma latrina com encanamento; o outro tinham alguns afrescos datados do fim do século -XVI, como o do pescador e o da expedição marítima. Alguns assentamentos ou vilarejos foram soterrados sobre mais de 30 metros de cinzas vulcânicas.

Na imagem acima, isto é uma caldeira, em volta de um antigo vulcão, com sua caldeira submersa, aberta pela erupção.  – A ilha de Santorini moderna é agora a borda do vulcão – a cratera está coberta pelo mar Egeu. Diques de pedra pomes e cinzas vulcânicas marcam o seu centro, onde o vulcão permanece. Os novos habitantes de Santorini escavam as cinzas vulcânicas para fazer cimento – e ainda encontram ruínas antigas sob as pedras. As cinzas agora constituem o solo, oliveiras e árvores frutíferas cobrem a terra e a antiga Atlântida (Creta, Santorini e talvez outras ilhas do Mar Egeu) está quase que completamente enterrada. Os novos habitantes reconstruíram Creta.

O palácio de Knossos é a ruína mais bem preservada da civilização minóica, e o melhor lugar para ver como havia sido a ilha de Thera antes da erupção. As imagens das ruínas do palácio mostra uma civilização tão idílica quanto a retratada por Platão.

Os palácios tinham uma estrutura labiríntica. É daí, provavelmente, que surgiu a lenda do Minotauro, metade homem, metade touro, que, conta-se, vivia em um labirinto em Creta. Platão escreveu que a vida em Atlântida era muito sofisticada, e que havia água encanada quente (termais) e fria, outro indício de que se tratava de uma terra vulcânica. Em Knossos há tubulações hidráulicas de terracota.

“A Odisséia de Cousteau – Em Busca da Atlântida”, 1978, Warner

Jacques-Yves Cousteau (1910 – 1997), o famoso oceanógrafo, um dos inventores, juntamente com Émile Gagnan, do aqualung, o equipamento de mergulho autônomo que substituiu os pesados escafandros, e também participou como piloto de testes da criação de aparelhos de ultra-som para levantamentos geológicos do relevo submarino e de equipamentos fotocinematográficos para trabalhos em grandes profundidades. Em um de seus documentários, COUSTEAU: EM BUSCA DA ATLÂNTIDA, depois de pesquisas nas Bahamas, nos Açores e nas ilhas Coco, na Costa Rica, Cousteau “localizou” definitivamente a Atlântida no mar Egeu, ao largo da ilha de Creta, onde a civilização minóica da Idade do Bronze (cerca de 1500 a.C.) poderia ser contemporânea da cidade submersa. Aliás, muitos historiadores comparavam espontaneamente os cretenses aos atlantes, que teriam herdado destes a legislação, o artesanato, a arte e o comércio.

O explorador Jacques Cousteau. Para Cousteau e muitos outros, a Atlântida seria uma parte de Santorini, outrora Stongylé, nascida nas encostas de um vulcão cuja formidável explosão, em 1657 a.C., teria provocado um gigantesco tsunami. Os mergulhos ao centro da erupção vulcânica grega evidenciam apenas sedimentos, lavas e pedras-pomes. Ao sul de Santorini, em compensação, os vestígios na superfície de uma extraordinária cidade minóica com ruas pavimentadas e entrepostos cheios de cerâmica favorecem uma aproximação com a Atlântida.

ATLÂNTIDA NA ANTÁRTIDA – Os alemães e os escandinavos nórdicos falaram de um continente desaparecido no Oceano Atlântico Norte, chamado Thule com a civilização de Hyperborea nele localizada. Reportam que Thule se estreitou para o que atualmente é a capa de gelo do pólo norte, onde está enterrado sob milhas de gelo e por isso não podemos vê-lo.

No relato de Platão sobre Atlântida ele descreve a ilha como um grande continente com montanhas no meio do oceano. E o verdadeiro oceano seria o Oceano Mundial. Foi bem mais tarde que começamos a dividir o oceano em diferentes partes, começando a chamá-lo de Atlântico, Pacífico, etc. Na verdade, o mundo possui um único oceano. Essa ilha não só foi destruída por um dilúvio, mas está coberta por neve e gelo.

antartida

A única teoria promissora seria a da Antártida, posto que as ruínas pudessem estar preservadas. E os mitos ao redor do mundo são claros sobre o que acontece. O “Zen Vesta” da literatura védica descreve a ilha destruída por um dilúvio e coberta por neve e gelo. Então estamos procurando uma ilha coberta por gelo no meio do oceano. E a Antártica seria uma ótima candidata.

A Antártida, descoberta em 1820, é o quarto maior continente do mundo, e grande parte de seu território permanece inexplorado.

Um casal canadense, Rand e Rose Flem-Ath, reuniu dados que apontam que a civilização pôde ter existido. Enquanto procurava temas para um roteiro, em 1976, Rand leu o livro de Charles Hapgood “Maps of the Ancíent Sea Kings” (Mapas dos antigos reis do mar). Durante a pesquisa, Rand e sua esposa mantiveram contatos com Hapgood. Publicaram o livro “When the Sky Fell (Quando o céu caiu) e um artigo sobre o desenvolvimento da agricultura mundial em The Anthropologícal Journal of Canadá. A pesquisa durou duas décadas e acabou levando-os a Londres. No Museu Britânico acharam dados que podiam dar luz à pesquisa. Comparando as modernas descobertas científicas com velhos manuscritos, mapas e mitos, encontraram informações que pareciam comprovar a teoria. Chegaram à conclusão de que desde o ano 10.000 a.C. os restos da Atlântida permaneciam enterrados sob o gelo da Antártida. Os Flem-Ath e outros pesquisadores acreditam que debaixo do gelo, nas profundezas, há provas da existência de uma civilização avançada que dominou o mundo.

O ponto de partida foi uma teoria geológica desenvolvida por Charles Hapgood e apoiada, nada mais nada menos; pelo físico Albert Einstein. Hapgood acreditava que, com o passar do tempo, o peso do gelo nos pólos arrastou a crosta terrestre pelo globo, como uma casca de laranja deslizando ao redor da fruta. Chamava este fenômeno de “deslocamentos da crosta terrestre”. “Acho seus argumentos muito impressionantes e parece que sua hipótese é correta”, escreveu Einstein a Hapgood, incentivando-o a continuar suas pesquisas. Em 1958, quando foi publicado o livro de Hapgood, “The Earth’s Shifting Crust”, Einstein escreveu o prólogo. Hoje em dia, este fenômeno se denomina “deriva continental das placas tectônicas”. Acredita-se que o deslocamento ocorre a uma velocidade de 16 km a cada milhão de anos. Hapgood, acreditava que a crosta terrestre podia deslocar-se súbita e rapidamente, provocando efeitos devastadores que seriam suficientes para causar o desaparecimento de continentes inteiros.

Supondo que a crosta terrestre se deslocou subitamente 3.200 km, há 10.000 anos, a terra habitada pode ter sido sugada para o interior do Círculo Polar Antártico.

Os Flem-Ath pensam que, se há 10.000 anos existia uma civilização tão evoluída, é possível que pudessem prever o desastre e fizessem planos de evacuação. Mesmo que não o tivessem feito, continua sendo possível que algumas pessoas sobrevivessem fugindo para terras mais altas, acima do nível do mar. A coincidência da destruição de Atlântida, segundo a interpretação feita por Platão, e a aparição da agricultura, os fez pensar que os cidadãos da Atlântida poderiam ter ensinado a outros grupos humanos a cultivar a terra.

Em 1513, o almirante turco Piri Reis mapeou partes do mundo que ninguém conhecia até então, baseando-se em antigas cartas marítimas. , onde aparece a Antártida sem gelo, denominada  de “terra da Rainha Maud” que hoje está sob um quilômetro de gelo. E sua verdadeira posição não foi determinada até 1949.

Cartógrafos analisaram a estranha projeção utilizada. Descobriram que se parece com a que um moderno submarino nuclear usa, medindo o mundo conforme ele se desloca a partir do centro. Neste caso, o centro é Syene, no Egito, lar dos antigos cartógrafos. O mapa parecer estar distorcido, mas mostra precisamente esta região do mundo. E tem mais.

O aspecto mais importante do mapa de Piri Reis é aquele que descreve a longitude com precisão. Algo que os europeus só conseguiram fazer no século XVIII. E este é um mapa do século XVI. No entanto, o mapa de Piri Reis, feito 250 anos antes já demonstrava conhecimentos de longitude. No mapa de Piri Reis é mencionado que ele é uma compilação de muitos outros, mas originais. Estas são cópias das cópias das cópias. Os pesquisadores acreditam que estes mapas são da época de Alexandre, o Grande, mas na verdade são muito mais antigos.

A Antártida não foi descoberta senão no ano de 1800. Só recentemente descobrimos que debaixo da capa de gelo havia um continente, mas esta informação já estava aqui, neste mapa. Temos que postular a existência de uma civilização com habilidades para a navegação e a confecção de mapas que só se reinventaram em nosso tempo.

“Isto significa que a costa tinha sido cartografada antes de ser coberta pela capa de gelo – informaram os especialistas da USAF -, e nesta região, o gelo tem mais de um quilômetro e meio de espessura. Não sabemos como foi feito este mapa, com os dados e o nível de conhecimento de 1513″. Departamentos da marinha e da força aérea dizem que fizeram comparações de picos salientes e montanhas. Eles são parecidos de forma assustadora.

Devemos enfatizar que não estamos falando do mapa de Piri Reis que é discutível. Estamos falando de dezenas de mapas. Por exemplo, o mapa de Finneaeus da Antártica é bastante preciso, mostrando rios que existem, mas não eram conhecidos no século XVI.

Nós só descobrimos a Antártica em 1800. Como os europeus a incluíram nos mapas?

Mapas do mundo desenhados muito antes de navegarmos os oceanos.

Colombo explorou somente as áreas do Caribe. Ele não foi para a América do Sul, não viajou pelo sul em direção à Antártica, nem mesmo chegou perto. Mas estes mapas mostram precisamente essas áreas muito antes de Colombo ou outro explorador chegar nesses locais” – Rand Flem-Ath (Autor).

Em 1956, Hapgood estudou esse mapa. Perguntava-se como era possível que desenhasse a costa oriental da América do Sul se, todavia, ainda não havia sido inteiramente cartografada, e a Antártida – parte da qual aparece no mapa -, que só foi descoberta em 1820. Hapgood enviou o mapa de Piri Reis para especialistas da USAF. Ficaram igualmente surpresos. De onde Piri Reis obteve a informação para confeccionar o mapa? Seria ele, um descendente dos antigos habitantes da Atlântida?

Então Hapgood encontrou outro mapa misterioso, outro documento “impossível”: o mapa de Oronteus Finaeus, copiado em 1531. Nele figurava a Antártida em sua totalidade, com grande detalhamento, incluindo a localização precisa de montanhas, planícies e rios.

As cartas originais nas quais se basearam, deviam ter sido feitas por pessoas que tinham alcançado um nível tecnológico que o homem só adquiriu plenamente ao decorrer do século XX.

Outro dado que, segundo os Flem-Ath, confirma a conexão entre a Atlântida e o Egito, é a disposição das pirâmides. Vários pesquisadores descobriram que sua disposição coincide com a localização de parte da constelação de Orion, em pleno ano de 10.450 a.C.! Esta mudança de localização das estrelas se deve à rotação não uniforme da Terra, por causa da ligeira inclinação de seu eixo, e do movimento cíclico de 2.600 anos das estrelas.

A disposição das pirâmides, segundo os pesquisadores, parece coincidir com a posição das estrelas de Orion exatamente como eram vistas antes do ano 10.450 a.C.. Tal precisão poderia ser uma prova de que um povo muito avançado habitava a Terra antes do que a história admite.

Um aumento de mais de 5 graus de temperatura subitamente modificou o clima, entre 3 e 10 anos, como mostra amostras de gelo da Groelândia, causando o fim da Era Glacial, em torno de 10.500 A.C., a mais de 12 mil anos. De repente os mares ocuparam o que havia sido solo seco. Nas capas congeladas da Sibéria e da Alaska se descobriram vários fósseis congelados de animais tropicais. Um enorme mamute foi encontrado quase intacto, em seu estômago foram encontradas vegetações tropicais ainda sem digerir, o que indica um congelamento muito rápido, um “método criogênico” instantâneo da natureza, muito mais rápido do que qualquer aparelho de resfriamento moderno.

Em sua pesquisa, os Flem-Ath, misturaram antigas cartas marítimas, teorias geológicas e mitos, e asseguram terem encontrado provas de que a Atlântida poderia ter existido no Pólo Sul.

Para confirmar ou rejeitar essa teoria é necessário saber se há evidências arqueológicas de o Egito tenha sido fundado por refugiados, migrantes. Em 1991, arqueólogos egípcios e norte-americanos, trabalhando em Abidos – Egito, descobriram 14 embarcações grandes pertencentes aos faraós da Primeira Dinastia, há 5 mil anos atrás, medindo cerca de 23 metros de comprimento e entre 2 e 3 m de largura. São, possivelmente os barcos mais antigos do mundo e, ao mesmo tempo, os de engenharia mais avançada. Devem sua preservação ao clima seco do Egito.

Mas se a Antártida abrigou uma civilização, ainda que mui remotamente, certamente alguma evidência deveria ser encontrada no pólo Sul. Uma imagem de satélite do continente revelou uma estrutura anômala situada 2 milha sob o gelo (3,7 km). Não há maiores informações públicas sobre essa descoberta, contudo já se sabe: “existe algo lá”.

ATLÂNTIDA NA ESPANHA – No sul da Península Ibérica, muito próxima das costas Da atual Andaluzia [marismas de Doñana], região destruída por uma inundação entre 800 a.C e 500 a.C. A afirmação é do cientista alemão Rainer Kuehe da Universidade de Wuppertal. De acordo com a BBC, ele diz ter feito a descoberta através de fotos de satélites, que mostram uma área da região de salinas Marisma de Hinojos, próxima a Cafiz, com duas estruturas retangulares e círculos concêntricos. “Platão escreveu sobre uma ilha cujo diâmetro equivaleria a 925 metros e que era envolvida por diversos círculos concêntricos, alguns dos quais seriam compostos por terra, outros por água. As imagens mostram anéis concêntricos idênticos aos descritos por Platão“, disse Rainer Kuehe.

Kuehne acredita que as estruturas retangulares podem ser os restos de um templo de prata em louvor a Poseidon, o deus dos mares, e um templo de ouro, que homenagearia a Poseidon e Cleito, a sua mulher mortal.

Platão acrescentou que Atlântida tinha uma vasta planície e era rica em cobre e outros minerais. Segundo Rainer Kuehne, a planície à qual se referia pode ser a que se estende do sul da Espanha até a cidade de Sevilha e o cobre e outros minerais dos quais ele fala também são encontrados em fartura nas minas de Sierra Morena.

A ATLÂNTIDA NA AMÉRICA DO SUL (OU COLÔNIAS ATLANTES) – Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e cobertos de riquezas seria ou o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos, comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram à conclusão que Tihauanaco, localizada no altiplano boliviano, seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C., em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tihauanaco, faltando escavar 97,5% do local.

Erickson, autor de “Atlântis in América”, sustenta que alguns atlantes sobreviveram à destruição, e encontraram abrigo nas colônias da América.

Documentos dos conquistadores espanhóis relatam índios brancos e negros assim com ameríndios de cabelos ruivos. Dos últimos, restaram as múmias peruanas.

A fortaleza inca de Sacsayhuamán (Peru), de idade indeterminável, por um povo que desconhecia a roda, a polia e a grua. Observe a pedra na primeira fotografia, onde se encontra uma pessoa recostada; o peso dela deve ser de, mais ou menos, 200 carros grandes, e revela a incrível habilidade das pessoas que a construíram. A capacidade deste povo lidar com coisas deste tamanho.

Bolívia, as misteriosas ruínas de Tihauanaco – A mesma capacidade de criação manual. Algumas pirâmides maias foram reconstruídas até 5 vezes, e as construções mais antigas demonstram serem mais perfeitas que as seguintes. No século 17 os conquistadores espanhóis chegaram a esta região dos Andes. Eles de dedicaram a destruir este monumento pagão. Quando os conquistadores espanhóis perguntaram aos incas se eles a haviam construído, eles responderam que não, que quando chegaram ela já existia. Em Gizé, Norte da África, Egito, também encontramos outro povo que não conhecia a roda, a polia ou a grua: os egípcios!

Segundo Erickson, há imagens de elefantes nos edifícios, e Platão fala de elefantes na Atlântida. Esses animais não existiam na América Central. Existem também esculturas que parecem ser homens com bigodes. Em todo território maia há imagens de homens com mandíbulas quadradas e com barba bem visível, às vezes acompanhadas de bigodes; os maias não tinham pêlo facial. Existem esculturas “budistas” e negróides, o que indica que chegaram estrangeiros pelo corredor navegável de Atlântida. Platão disse diversas vezes que a Atlântida era uma ilha continental que comunicava o oceano aos diversos continentes do mundo. Os maias mudaram o estilo arquitetônico através dos séculos. Os cientistas calculam que só se acharam 10% das ruínas de Yucatán. Os templos estão escondidos por séculos de vegetação.

As pedras estão perfeitamente alinhadas. Não conseguimos introduzir uma carta de baralho em qualquer uma das junções. Uma agulha não entra. Os blocos não estão apegados com nenhum tipo de argamassa.

Os blocos da construção de Tihuanaco não estão ligados por cimento. Ao separá-los, encontramos metal, usado para fixar as pedras.

O que é incrível neste lugar é que para locomover os objetos para suas construções, eles precisavam ter um aparelho portátil de fundição para manter o metal no estado líquido.” Dr. Neil Steede – Arqueólogo.

A ATLÂNTIDA NOS ANDES – Jim Allen, cartógrafo e interprete da Inteligência da Força Aérea da Inglaterra, autor de “Atlântida, a solução dos Andes”, combinando imagens de satélite com sistemas métricos, lançou uma teoria inédita sobre a localização da Atlântida. Buscando um lugar que tivesse uma superfície plana o suficiente e água em abundância, Jim identificou o altiplano da Bolívia, entre os lagos Titicaca e Poopó como o lugar onde seria mais provável a Atlântida ter existido. Jim Allen um pesquisador sobre os Andes apegou-se muito aos detalhes dos escritos de Platão (já que ele já foi um cartógrafo). Há vinte anos ele sustenta tese da Atlântida boliviana, tudo porque com uma foto de satélite ele achou uma fenda que corresponde às medidas de Platão, essa fenda tão precisa pode passar despercebida como uma fenda natural, mas é muito provável que tenha sido feita pelo homem. No seu ponto mais largo o canal tem quase 2 km de lado a lado. Essa foi a primeira pista que o levaria a crer que tinha achado o lendário império descrito por Platão. Platão disse que a Atlântida era um continente, no centro do qual, perto do mar, na metade do lado maior, existia uma planície retangular elevada acima do nível do mar (o altiplano boliviano – o planalto retangular mais alto do mundo). Para Allen, a América do Sul inteira era a Atlântida, e a região da Bolívia era o reino principal.

A meio caminho do lado mais longo, perto do mar, existia uma grande planície retangular acima do nível do mar. Era rodeada por montanhas, bem acima do nível do oceano. Tinha vulcões e era propensa a terremotos e enchentes. A montanha continha ouro, prata, cobre, estanho e uma liga natural de cobre e ouro chamada “orichalcum” (liga mineral, que não existe em nenhum outro lugar do mundo, só nos Andes, composta de cobre, ouro e estanho).

Objetos feitos com Orichalcum, encontrados na região da Bolívia.

Mas os argumentos de Allen são favorecidos por outra teoria: Nos outros países de língua não latina Atlântida se torna Atlantis (Platão a chama assim). Quando traduzida ela se torna Atl do Asteca significa “água” e a palavra Inca “Antis” significa cobre. Allen então deixa uma pergunta: “Como foi possível Platão citar 2 palavras sul americanas?” Platão disse que a terra de Atlântida era fértil, no continente inteiro existe muita variedade de comida; uma alta porcentagem de comidas no mundo vêm da América do Sul: milho, tomate, cacau, batatas, etc.

Quando chegaram ao México, os espanhóis foram informados que os astecas tinham vindo de uma terra no mar, chamada Aztlán. Os espanhóis se convenceram então de que os astecas eram descendentes de habitantes da Atlântida. O próprio nome asteca significa “povo de Az”, ou Aztlán (os astecas costumavam denominar-se Tenocha ou Nahua).

Mas existem cidades que foram descobertas ao longo dos séculos que podem ser provas da existência da Atlântida. Um exemplo disso seria as ruínas de uma cidade de um antigo império existente no Bolívia, Tiahuanaco. Esse antigo império era muito próspero, com uma sociedade muito desenvolvida. Encontra-se perto a alguns quilômetros das ruínas da cidade um grande canal que seria usado para navegação, para que navios pudessem ir a vários pontos do Império de Tiahuanaco. Segundo especialistas esse canal é semelhante ao descrito por Platão em seu livro sobre a Atlântida.

Há 10.000 anos existiam elefantes nas Américas, e Platão menciona elefantes na Atlântida.

Tihuanaco, na Bolívia, seria a cidade mais antiga do planeta? Existiram 10 reinos da Atlântida espalhados pelo mundo? Tihuanaco poderia ter sido um dos 10 reinos da Atlântida?

CRÍTICAS À TEORIA – O altiplano tem sido um ambiente agreste nos últimos 10 ou 15 milhões de anos e não há indícios de uma civilização próspera nesse local.

Se a Atlântida estava localizada no topo do altiplano, como ela se tornou uma civilização navegadora, capaz de seguir pelo Mediterrâneo e fazer guerra com os atenienses ? Cruzando o oceano em barcos de junto? (o único tipo de barco utilizado pelo antigo povo da região).

*****

Na Idade do Bronze no Mediterrâneo, a civilização etrusca não resistiu aos romanos, mesmo sendo detentora de carros e armas de bronze, desaparecendo. Esta cultura, habitante da Ligúria e cujo alfabeto ainda não foi decifrado, foi identificada por Platão como sendo uma colônia da Atlântida. Se realmente o foi, talvez nunca venhamos a saber.

CONCLUSÃO – Uma civilização eliminada e esquecida, muito antes dos primeiros registros históricos? É claro que ainda não existem provas conclusivas de que essa civilização perdida tenha sido tecnicamente avançada em algo mais além de astronomia, navegação e cartografia ou que as pessoas detinham segredos esotéricos que foram confiados às culturas emergentes do Egito e da Suméria. Mas é seguramente o bastante para estimularem uma reavaliação de que nossa visão consagrada da história.

A Atlântida abarcava muitas zonas, eis o problema. Era um império marítimo insular. Costa da Índia, zonas do Sul da América, Bahamas, Mediterrâneo e Espanha.

LITERATURA RECOMENDADA

  • As Digitais dos Deuses – Graham Hancock
  • As Marcas dos DeusesA Busca do Princípio e do Fim – Graham Hancock

Tudo sobre Atlântida e Lemúria parte 6

TEORIAS ESOTÉRICAS

EDGAR CAYCE (1877-1945) – O médium americano, conhecido como o “Profeta Adormecido”, Edgar Cayce também mencionou várias vezes a Atlântida. Ele fez predições certeiras sobre a primeira e segunda guerra mundial; a quebra da bolsa de NY e a independência da Índia. Profetizou que aos finais dos anos 60 se encontrariam partes de Atlântida, e predisse também que o continente de Atlântida reapareceria no futuro em uma época acompanhada de terremotos, erupções vulcânicas e outros cataclismos em todo o planeta.


Edgar Cayce

O caminho de Bimini foi descoberto em 1968. Cayce morreu em 1945. Mas seu projeto seguiu adiante graças à sua fundação A. R. Edgar Cayce, que tem patrocinado projetos de busca de Atlântida; trabalham sobretudo na ilha de Andros.

Em 1901 ele perdeu a voz, durante um ano não conseguiu curar-se, até tratar-se com um hipnotizador de sua cidade. Para surpresa de muitos, ele mesmo indica a causa de sua enfermidade e indica o remédio adequado. Começa sua fama de curador. Afirmava poder contatar com os registros akásicos da humanidade, que são cúmulos de conhecimentos administrados por seres elevados.

Cayce tinha a suposta capacidade de ver o futuro e de se comunicar com os mortos. Ele identificou centenas de pessoas, incluindo a ele mesmo, como atlantes reencarnados; muitos dos consulentes de Cayce recebiam informações sobre o seu passado atlante nas “leituras” que o médium fazia de seus casos. Ele disse que o limite ocidental da Atlântida seria descoberto perto da costa de Bimini até o final da década de 60. Em 1969 mergulhadores britânicos descobriram duas “estradas” de pedra paralelas na costa de Bimini. Mas os primeiros pesquisadores e arqueólogos que estudaram o local, conhecido como “Estrada de Bimini”, logo o consideraram como uma ocorrência natural. No entanto, investigações recentes descobriram evidências que parecem sustentar a idéia de que as pedras foram moldadas e colocadas lá para formar uma parede. E essa descoberta de uma possível cidade submersa próxima de Cuba só vai aumentar o ímpeto dos que apóiam a teoria da Atlântida.

Em suas visões, o continente era habitado por seres tecnologicamente muito avançados. Ele acreditava que os atlantes possuíam tecnologias remarcáveis,  inclusive “cristais de fogo” extremamente poderosos que eles usavam para energia. Um desastre no qual esses cristais ficaram fora de controle foi responsável pelo afundamento da Atlântida, ele disse, o que parece com uma fábula de precaução sobre os perigos da energia nuclear. Tendo permanecido ativos abaixo das ondas oceânicas, os “cristais de fogo” danificados enviam campos de energia que interferem com os navios e aviões que passam – isto é como Cayce considerou as ocorrências do Triângulo das Bermudas. Segundo ele, a Atlântida já possuía muitas das tecnologias que julgamos modernas, haviam dominado a tecnologia da cirurgia com raios laser; tinham naves que navegavam pelo ar e pela água; haviam extraído gases que os ajudavam a erguer as pedras para a construção dos templos; e tinham um potente cristal que concentrava a luz do sol, e proporcionava luz e calor aos atlantes.

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de “Os Filhos de Belial”. Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de “As Crianças da Lei Um”, era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a oração e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam “As Crianças da Lei Um” porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entrou em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começou a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

Em 1933, Cayce disse que a civilização de Atlântida conhecia raios que seriam “descobertos nos próximos vinte e cinco anos”. O laser foi descoberto em 1958, exatos 25 anos depois.

Segundo Edgard Cayce, o fim da civilização atlante deu-se devido a fatores como descontentamento do povo, escravidão dos trabalhadores e “misturas” (entre homens e animais), sacrifícios humanos, adultério, fornicação generalizada e mau uso das forças da natureza, mas ele afirmou que novas terras surgirão no Atlântico e no Pacífico, frente às costas americanas, vestígios de velhos continentes. Mudarão os pólos magnéticos da Terra, depois do que não haverá mais desastres geológicos. Depois de grandes transtornos no mundo, virá um Messias e novos dirigentes espirituais. “os homens serão avisados por videntes e por sinais no firmamento. Porém poucos acreditarão.

STEINER – Mais detalhes foram acrescentados ao mito por Rudolf Steiner, em “Lemuria and Atlantis”, que tratava dos dois continentes afundados ao mesmo tempo. Ex-integrante da Sociedade Teosófica, o criador da antroposofia, Rudolf Steiner, disse poder relatar o que havia acontecido na Atlântida recorrendo aos arquivos akáshicos (vestígios de todas as ocorrências preservados na luz astral). Segundo ele, os atlantes pensavam por imagens, tinham extraordinária capacidade de memória e usavam energia latente nos vegetais para pilotar aeronaves. Os mais evoluídos foram selecionados e levados para a Ásia Central, onde passaram por treinamento espiritual para entender os poderes divinos; eles foram a ascendência dos primeiros reis-sacerdotes arianos.


Rudolf Steiner

O médium Anthony Neate, fundador de um grupo inglês de pesquisa sobre os atlantes, que em transe afirmava manifestar um atlante, em 1957, disse:

“Os acontecimentos acontecerão gradualmente. Haverá terremotos onde normalmente não existem e vulcões extintos há séculos ficarão ativos. Predominarão condições meteorológicas anormais, que se agravarão com a progressão do tempo. As estações do ano perderão o significado, pois haverá dias quentes nos meses do inverno e frios nos períodos tradicionalmente cálidos (aparente inversão dos polos). À medida que a data se aproximar, será registrada uma escuridão crescente, pois os raios solares serão bloqueados. Cairá dos céus uma substância vulgarmente conhecida como chuva negra e haverá um grande caos. Quando estes acontecimentos atingirem um clímax, a Terra se inclinará. Muitas terras desaparecerão sob os mares em ebulição e algumas serão erguidas dos leitos submersos. Entre estas últimas, aparecerá o continente de Atlântida”.

SPENCE – Lewis Spence (o fundador da ordem Rosacruz AMORC) fez diversas abordagens em livros como: “The Problem of Atlantis”, “Atlantis in América”, “The History of Atlantis” e “The Problem of Lemuria, the Sunken continent of the Pacific”. Spence afirmou que o homem de Cro-Magnon era sobrevivente do cataclismo atlante, tal como os maias, que viveram num outro continente afundado, Antilia, uma Atlântida ocidental que afundou mais tarde – para preencher a lacuna de muitos milênios entre a ruína do continente-mãe e o estabelecimento da civilização da América Central. Mas os argumentos de Spence, em termos geológicos, antropológicos ou lingüísticos, eram bastante insustentáveis. Outra contribuição para o tema veio através de um livro de 1931 do rosacruz norte-americano Wishar Cervé, Lemúria: O Continente Perdido do Pacífico. Baseado em antigos manuscritos tibetanos e chineses que chegaram às mãos da fraternidade rosacruz em San Francisco, Cervé apresentou os lemurianos como um povo dedicado principalmente ao desenvolvimento espiritual. Uma saliência na testa permitia aos nativos manter comunicações telepáticas, ver objetos e seres da quarta dimensão e conhecer o passado e o futuro. Tal como nos outros relatos, o continente submergiu numa sucessão de erupções vulcânicas, terremotos e maremotos.


Spencer Lewis

PAPUS – “Por volta de 10.000 a.c., um fantástico dilúvio abalou a terra; a Atlântida foi tragada pelas águas e a atual Europa fez a sua aparição. O Egito é uma antiga colônia atlante”. PAPUS – “ABC do Ocultismo” – Papus, Editora Martins Fontes.

BLAVATSKY – O trabalho de Donnelly serviu de referência para um dos mais importantes livros ocultistas do século 19: “A Doutrina Secreta”, da russa Helena Blavatsky, publicado em 1888. Mas a controvertida criadora da Teosofia não admitiu abertamente o uso dessa fonte; segundo ela, as informações sobre a Atlântida apresentadas na obra provinham de sua leitura das “Stanzas de Dzyan” (um misterioso livro levado da ilha por homens santos antes que ela desaparecesse) e de conhecimentos secretos transmitidos por mahatmas tibetanos.


Blavatsky

A antropogênese teosófica, toda ela fundamentada em antigas escrituras hindus e tibetanas, postula que a espécie humana surgiu, na Terra, em simultâneo ao surgimento do próprio planeta. A espécie, humana, é essencialmente a mesma, porém, as Raças, diferem entre si em sua constituição bioquímica sempre em correspondência com seu desenvolvimento espiritual. Blavatsky atribuía às Stanzas o mapeamento dos sete estágios de vida da humanidade na Terra, cada qual controlado por uma raça-raiz.

A primeira raça-raiz habitara um continente que Blavatsky denominou de “A Imperecível Terra Sagrada”. Os indivíduos da Primeira Raça, se ainda existissem, teriam a idade da Terra e tal como a Terra em seus primórdios, seus corpos seriam massas gasosa de forma circular oscilante.

A segunda raça, um pouco mais densa, ainda assim seria etérea; são chamados de “Raça Hiperbórea” e habitaram a região polar norte.

A terceira, a Lemúria, habitaram um continente vasto que ocupava o atual oceano Pacífico e também áreas do Atlântico; Esse continente submergiu com o fim da civilização da Lemúria, ocasionado por convulsões geológicas como terremotos e erupções vulcânicas. Começou sua jornada ontológica também em corpos de matéria sutil; foram chamados de “os sem-ossos” e eram assexuados; mentalmente pouco desenvolvidos (e por isso também chamado “SEM-MENTE”). Produziram, já nas últimas gerações, seres dotados de esqueleto ósseo, dimensões agigantadas – em relação ao sapiens atual, e foram inicialmente bissexuais passando a ser heterossexuais, divididos em machos e fêmeas, no fim do período. Este foi o primeiro passo para um tipo de reprodução que iria se desenvolver dali por diante: a reprodução sexuada (os modos anteriores foram a EXUDAÇÃO e o BROTAMENTO).

A Quarta Raça é a dos Atlantes. A Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil. Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.

A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.

E a terceira destruição foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

Diz-se haver sido colonizada pelos lemúrios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul da Atlântida. Eles foram os gigantes que viveram há 18 milhões de anos atrás, em um continente chamado Atlântida. São os primeiros que podemos chamar de “homens”.

Sua cultura era muito avançada; em muitos pontos, ultrapassava a nossa com facilidade. Esta tecnologia diferia muito da atual em termos de padrão de freqüência vibracional. Estava diretamente relacionada com as forças da Natureza e continha aspectos energéticos (metafísicos e radiônicos) e até espirituais unidos numa só Ciência (conceito praticamente impossível de ser aceito e assimilado pela “Ciência” atual).

Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto, de acordo com a Teosofia, tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias. Também fazia uso de tecnologia nuclear. Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram  criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade. A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de “Vril”, sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite.

Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio

Durante o ponto mediano da evolução dos Atlantes, eles se cruzaram com seres simiescos, produzindo os animais que hoje são chamados de primatas. Esta atitude condenou a Raça, pois perante o karma esta bestialidade era um pecado grave. Segundo Helena Petrovna Blavatsky os Atlantes foram punidos com a destruição da Raça e de seu continente. Foram quatro os grandes cataclismos, espaçados entre si por muitas centenas de anos, que destruíram a grande civilização atlante. O último deles, ocorrido aproximadamente 10.000 anos antes da época de Platão, submergiu a última terra remanescente do grande continente. À medida que as catástrofes iam se sucedendo, submergindo áreas inteiras do continente atlante, os povos remanescentes iam migrando em todas as direções. Aqueles que apresentavam um estado de consciência mais elevado e que não se imiscuíram na baixa magia e nos terríveis crimes perpetrados pelos povos revoltados que instalaram a desordem sob a égide dos perversos Rackshasas, seres híbridos provindos da Raça anterior, a Lemuriana, foram conduzidos por um enviado dos Céus, um Manú, chamado Vaisvásvata, para o Planalto do Pamir, no Norte da antiga Aryavartha, atual Índia. Os demais povos atlantes foram se dispersando nas terras que restaram da submersão. Isso aconteceu, segundo a cronologia esotérica, cerca de 850 mil a 1 milhão de anos atrás. Os sobreviventes deste cataclisma fundaram a quinta e atual Raça-raiz, a Ariana.

A corrente que  deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.

A Quinta Raça é a atual, cujo surgimento datam em cerca de um milhão de anos. A Sexta e a Sétima Raças são seres humanos que ainda estão por vir e que tendem a ser mais evoluídos que seus predecessores em todos os aspectos da existência de um indivíduo realmente inteligente.

Por certo, estas afirmações da Sabedoria Oculta podem parecer delirantes, e mais ainda se dissermos que existiam homens ou proto-homens há 18, há 45, há 150 milhões de anos (desde há 18 milhões, a humanidade física; antes, a Humanidade astral). Entretanto, a Ciência Esotérica pode argumentar ponto por ponto para defender as suas teses”, escreveu Blavatsky. “Há algumas décadas, éramos ensinados nas escolas que o Homem tinha 600.000 anos. Hoje em dia, parece que vamos em 4, 5 milhões de anos, sete ou oito vezes mais… Veja-se a que ritmo se multiplicou a suposta idade do homem! São as luzes e sombras do método indutivo”, retrucam seus seguidores.

Um discípulo de Blavatsky, William Scott-Elliot, aprofundou as idéias da mestra em seu livro A Lemúria Perdida, de 1904. Na obra, ele descreve a Lemúria como um continente que “quase rodeava o globo”, habitado por humanóides de inteligência escassa e altura que variava entre 3,5 e 4,5 metros. Dotados de três olhos (um deles na parte posterior da cabeça), que lhes permitiam uma visão de 360 graus, eles caminhavam também para trás. Segundo Scott-Elliot, os lemurianos eram inicialmente hermafroditas e desenvolveram posteriormente a reprodução sexual. Mas esse processo não foi tranqüilo: no início, eles tiveram relações sexuais com animais, de onde resultaram os grandes símios de hoje. Os deuses criadores dos lemurianos ficaram tão horrorizados com esses cruzamentos que deixaram seus postos. No entanto, os humanóides não ficaram desprotegidos: magos vindos de Vênus encarregaram-se de orientar a evolução lemuriana. Tudo isso, porém, foi interrompido por erupções vulcânicas e sismos, que submergiram o continente.

Tudo Sobre Atlântida e Lemúria Parte 5

E SE A NOSSA CIVILIZAÇÃO DESAPARECESSE? – Se 90% de nossa civilização fosse dizimada por uma grande catástrofe global, o restante de nós voltaria em poucos anos a viver como os homens primitivos. Abandonariam as cidades, em busca dos campos, e em cerca de 5.000 anos não haveria quase nenhum registro de nossa civilização. [Vide documentário “O Mundo Sem Ninguém”, Discovery Channel]. E se isso já ocorreu antes?

E O QUE DIZ A CIÊNCIA? PODEMOS CONFIAR TOTALMENTE NELA? – Mas quão imparcial é a ciência? Ela realmente faz o que afirma fazer, pega os fatos e começa a partir disso? A ciência tem se concentrado mais em teorias do que em fatos. A partir dos fatos surge uma teoria para explicá-lo, e outros fatos são deixados de lado. Novos fatos podem mudar a teoria, mas são ignorados com freqüência. Chamamos estes fatos de “anomalias”, provas que não se encaixam. Às vezes é encontrada uma prova que pode quebrar todas as regras. No seu polêmico livro “Arqueologia Proibida”, os cientistas Thomson e Cremo, mostram o que acontece com provas que contradizem as regras. “Durante os últimos 150 anos os arqueólogos e antropólogos ocultaram quase todas as provas de suas descobertas” – Michael Cremo, Historiador.

“O que observamos é a chamada ‘filtragem do conhecimento‘. Este é um aspecto fundamental da ciência e da natureza humana. As pessoas tendem a ocultar aquilo que não se encaixa. E na ciência, as descobertas que não se encaixam no modelo padrão, tendem a ser eliminadas. Não são ensinadas ou discutidas. Mesmo as pessoas que têm conhecimentos científicos não sabem nada sobre isso.” – Dr. Richard Thompson, Filósofo da Ciência.

O que estamos falando, por exemplo, foi demonstrado em Hyatlico, no México, em 1996, quando a arqueóloga Jean Steen Mackintyre ameaçou desmentir a teoria de que a humanidade é relativamente nova na Terra, dizendo que na verdade ela começou na Sibéria há 30 mil anos e só surgiu na América há mais ou menos 20 mil anos.

Em 1996 a arqueologia Jean Steen Mackintyre, no México, ameaçou derrubar a base da teoria convencional de que o ser humano é relativamente novo na face da Terra. No México a arqueóloga descobriu ferramentas de pedras e ossos humanos e os submeteu a uma bateria de exames, que apontou 250.000 anos. Isso lhe arruinou a carreira por completo. “Pensávamos que era um sítio antigo em 1966. Talvez um sítio de 20 mil anos atrás, e naquela época isso foi considerado muito exagerado. Quando calculamos a data usando muitos métodos, concluímos que era um sítio de 250 mil anos. Eu ficaria feliz com esta data. Teria feito a minha carreira. Mas fui bastante ingênua e pensei: Vou continuar com esta data, temos a informação e os fatos. Vamos trabalhar a partir dos fatos. Não imaginava que isso arruinaria minha carreira”, disse ele em uma entrevista para um documentário no Discovery Channel. Todas as oportunidades profissionais se frustraram. O sítio foi fechado e foi negada a permissão para investigações, permanentemente. Não obstante, mais de 30 anos depois, arqueólogos descobriram na Sibéria vestígios de seres humanos de 300.000 anos de idade. A datação de Mackintyre não parecia tão improvável depois de tudo… O homem chegou até a Sibéria a cerca de 30.000 anos, e na América a uns 20.000 anos.

Supõe-se que esse antepassado humano vivia em Atlântida, e tinha o cérebro 30% maior. Enquanto o cérebro do homem moderno tem entre 1200 e 1300 centímetros cúbicos, o homem de Cro-Magnon, que apareceu na Europa há 60 mil anos A.C., tinha 1600 cm cúbicos. Segundo o estudioso, essa espécie viveu até uns 10 mil anos A.C.

Isso ocorre naturalmente na comunidade científica. Quando uma descoberta está em desacordo com a teoria existente, as pessoas não vão falar sobre isso, não será relatado. Isso significa que a ciência não evolui como as pessoas esperam.

A ciência está desprezando provas de um passado esquecido? São verdadeiros os mitos de uma antiga civilização do planeta que acabou milhares de anos antes dos primeiros relatos históricos? Pesquisadores estão estudando as anomalias que a ciência descarta. Eles questionam coisas que mudarão nossa visão sobre a humanidade.

Como começamos? Onde é a origem da civilização? Estudiosos desenvolveram muitas teorias, baseados no que observam. Mas sabemos mesmo?

Às vezes as provas contradizem as teorias!

É neutra a ciência? Não é realmente quando afirma limites aos feitos como ponto de partida. Novas evidências podem questionar as teorias, porém com freqüência são ignoradas. Chamamos a estas de anomalias, são evidências que não encaixam na teoria. Quando os cientistas vêm que algo não se encaixa aos paradigmas aceitos tendem a eliminá-lo. Nos últimos 150 anos, os arqueólogos têm enterrado evidências quase tanto quanto têm realizado descobertas, escondendo-as do público em museus e arquivos sem acesso.

Os teóricos da Atlântida argumentam que os historiadores, arqueólogos, e demais pesquisadores tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados. O como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

A história não vêm em uma linha reta, mas em estágios, em algumas civilizações, sob alguns aspectos, foram muito mais sofisticadas do que as que lhe sucederam.

Por sua própria natureza, a ciência é um sistema de auto-correção. Talvez com mais evidências…

TEORIAS SOBRE ATLÂNTIDA – Ao estudarmos teorias modernas sobre a Atlântida e sua localização, percebemos o caráter um tanto “nacionalista” de algumas investigações principalmente no século XX.

Durante este século, observamos arqueólogos espanhóis tentando encontrar a Atlântida na Espanha e na África Espanhola e exploradores franceses tentando encontrá-la na França e na África Francesa. Muitos destes exploradores chegaram até a declarar que a Atlântida teria sido na própria França.

No mapa, três dos principais pontos de investigação sobre vestígios da Atlântida.

Tudo Sobre Atlântida Parte 4

LEMÚRIA NA VISÃO DOS TEOSÓFOS – Ao longo do século XIX, os seguidores das teorias de Madame Blavatsky, em sua Doutrina Secreta passaram a acreditar numa versão diferente da História do Mundo que encontrava respaldo na teoria geológica do Catastrofismo anteriormente referida. Esses indivíduos, influenciados por ideais pré-fascistas, defendiam que a raça humana havia passado por quatro estágios pré-evolutivos, se encontrando no quinto estágio. Embora algumas raças do quarto estágio (e, portanto, menos evoluídas) ainda coabitassem com as do quinto estágio, notadamente os judeus. Para esses teosóficos, a quarta raça seria muito semelhante à quinta e teria habitado principalmente em Atlântida. A terceria raça, contudo, seria bem diferente e, tendo habitado a Lemúria, teria esqueleto cartilaginoso, três olhos (sendo um na nuca, hoje atrofiado, tendo dado origem à glândula pituitária (atualmente conhecida como hipófise), mãe dos poderes paranormais de tal raça que, contudo, seria muito belicista e pouco desenvolvida intelectualmente). A segunda raça teria sido semi-etérea e a primeira raça não seria tangível, sendo feita de éter, no sentido metafísico da palavra. O principal seguidor de Blavatsky e maior propagador dessas histórias sobre a Lemúria foi W. Scott Eliott, em seu livro “Lendas de Atlântida e Lemúria”.

CRÍTICAS ÀS TEORIAS DOS CONTINENTES DE MU OU LEMÚRIA – Como nos outros casos, as fontes citadas pelo coronel eram intangíveis. As comunicações com o sacerdote hindu, por exemplo, eram feitas por “telegrafia cósmica”, o que eliminava correspondências ou outros documentos escritos. Tampouco se viram textos em naacal ou suas transcrições.

A maioria dos cientistas considera hoje continentes submergidos uma impossibilidade física, dado a teoria da Isostasia.

CRÍTICAS À HIPOTESE DA EXISTÊNCIA DE ATLÂNTIDA – Há somente uma fonte primária clássica de toda a complexa mitologia da Atlântida, que se torna, portanto, uma pirâmide de cabeça para baixo, construída a partir de um único ponto de referência. Esse ponto é Platão. Os demais relatos de outras civilizações (especialmente as pré-colombianas) não estão facilmente acessíveis, e o resultado das traduções é controverso.

O relato platônico foi um ouvir dizer de ouvir dizer. Ele afirmou que Sócrates ouvira a história de Crítias, que a ouvira em terceira mão do seu bisavô Drópida, que a ouvira de seu parente, o semilendário legislador ateniense Sólon, que a ouvira de uma sacerdotisa de Ísis no Egito, 150 anos antes de Sócrates. A sacerdotisa afirmara ter havido um grande império ateniense há nove mil anos, isto é, perto de 9.600 a.c., quando, na realidade, nem existiam antenienses. Segundo ela, essa potência ateniense entrara em conflito com o império de Atlântida, que fora fundado pelo deus do mar, Posídon, num continente do oceano ocidental.

Outros afirmam também que a história da Atlântida não seria nada mais do que um produto da imaginação fértil de Platão, que ele teria escrito a história da Atlântida para criticar a sociedade da época, já que a Grécia antiga era uma nação muito desenvolvida, e como toda nação desenvolvida, teria também suas corrupções. O arquétipo da Atlântida (e das diversas “sociedades desaparecidas”) contém todos os elementos comuns a mitos de todas as épocas e culturas [o que na verdade é característica comum aos arquétipos]: preceitos morais e advertências contra abusos de poder e à presunção quanto à capacidade criativa dos homens, o drama da catástrofe, a Queda de um paraíso perdido, e outra versão do Dilúvio.

As provas “científicas” do mito da Atlântida sempre provaram ser demasiado não-científicas para serem levadas a sério. Uma prova típica foi a proposta do geólogo francês Pierre Termier de que o taquilito vitroso recuperado do leito do Atlântico a 3 km de profundidade deve ter vindo originalmente de vulcões acima da terra, porque somente no ar esse material de lava se resfria bastante rápido para formar vidro não cristalino. Mais tarde, foi demonstrado que esse material se forma tanto no ar como sob a água, mas, mesmo assim, os adeptos da Atlântida ainda citam a teoria errônea de Termier para “provar” o mito.

Uma civilização comerciante, como a descreve Platão, com tecnologia avançada para a época, e com diversas colônias extracontinentais, a qual, todavia, existiu por centenas de anos sem ultrapassar as fronteiras do próprio continente! E embora tenha havido freqüentes ondas de migração no período de decadência atlante (América, Índia, Egito etc.), os sábios atlantes nunca levaram essa tecnologia consigo! Em pouco tempo, as colônias atlantes voltaram ao nível dos carros de bois e das jangadas, e o homem ao estágio pós-primata!!!

Talvez o nome de Atlântida tenha sido sugerido a Platão pela sua leitura de Tucídides, que mencionava um dilúvio provocado por um terremoto que destruiu um forte ateniense na pequena ilha de Atalanda (cujo nome vem da caçadora heróica da mitologia grega) e “danificou um dos dois navios que estavam atracados no porto”. Estrabo disse que a ilha de Atalanta fora partida em duas, criando com isso um canal navegável no golfo.

Platão conta uma versão mais metafísica da história de Atlântida em “Critias”.

Pelos registros egípcios, Keftiu (Creta) foi destruída pelos mares em um apocalipse. Parece que Sólon trouxe as lendas de Keftiu para a Grécia, onde ele passou para seu filho e seu neto. Platão provavelmente traduziu “a terra dos pilares que sustentam o céu” (Keftiu) como a terra do titan Atlas (que segurava o céu). Comparações com os antigos registros antigos de Keftiu identificam um número de similaridades com a Atlântida de Platão. Quando Platão identificou a localização da terra que ele havia chamado Atlântida, ele a colocou no oeste – no Oceano Atlântico. Na verdade, a lenda egípcia colocava Keftiu a oeste do Egito, mas não necessariamente a oeste do Mediterrâneo. Descrevendo Atlântida como uma ilha (ou continente) no oceano Atlântico, suspeitamos que Platão estivesse simplesmente equivocado em sua interpretação da lenda egípcia que ele estava recontando. A ilha nação de Keftiu, lar de um dos quatro pilares que sustentavam o céu, era considerada uma gloriosa civilização avançada que foi destruída e afundou no oceano.

OUTRAS EVIDÊNCIAS – As obras de Platão não são os únicos relatos que existem de um país perdido no meio do oceano Atlântico, que, por certo, deve seu nome a este continente desaparecido. Para aqueles que alegam que a Atlântida de Platão era uma analogia velada sobre a corrupção da Atenas, argumenta-se que o renomado filósofo não escreveria uma parábola tão complexa, em três volumes, criando toda uma civilização, tecnologia e cultura, que em nada faz paralelo com o mundo grego, envolvendo o nome de um grande líder político (Sólon) e seu neto (Crítias), com a real possibilidade de contrariar os interesses de seus descendentes. Além do mais suas descrições da tecnologia de Atlântida se encaixam perfeitamente nas descrições do MahaBahata hindu.

Existe uma diferença entre lenda e mito, o mito é uma história que realmente nunca aconteceu, mas a lenda é uma história real, “colorida” pela sucessão da narrativa emotiva, ao longo do tempo.

Outros pensadores gregos, como Aristóteles e Plínio, argumentaram sobre a existência da Atlântida, enquanto que Plutarco e Heródoto, considerado por alguns como o maior dos historiadores antigos, escreveu sobre a misteriosa civilização da ilha no Atlântico como um fato histórico. Um manuscrito intitulado “A Respeito do Mundo” e atribuído a Aristóteles evidencia a crença em outros continentes. O antigo historiador grego Diodoro da Sicília (séc. I a.C.), escreveu que milhares de anos antes dos fenícios, havia uma imensa ilha atlântica (no local em que Platão descreveu que a Atlântida estava), e os atlantes eram vizinhos dos líbios; também mencionou que eles tiveram uma guerra com os amazônicos! Dentre outras afirmações e registros, descreveu a Atlântida como uma “ilha de tamanho considerável e situada no oceano a uma distância de alguns dias de viagem da Líbia (entende-se Líbia a África conhecida até então) para o oeste e cujo povo era chamado Atlatioi.

Homero (sec. VIII a.C.) em sua Odisséia, refere-se a Scheria, uma ilha afastada no oceano, que ficava depois das Colunas de Hércules a oeste, onde viviam os faécios, “os mais famosos homens”… Faz também uma outra referência à cidade de Aleino, a qual segundo suas descrições, lembra em muito a Atlântida de Platão. Também em sua Odisséia, Homero se refere a duas tribos, uma chamada Atarantes e a outra Atlantes, a qual o nome derivada de uma montanha cônica e arredondada chamada Atlas. Dizem que era tão alta, que seu cume nunca poderia ser visto, pois as nuvens jamais o permitiriam.

Tucídides (460 – 400 a.C.) nas Guerras do Peloponeso descreveu terremotos e inundações as quais destruíram cidades e ilhas e menciona uma terra a qual também fora atingida chamada Atalante.

E mais dezenas de outros registros de historiadores famosos assim como Heródoto (século V), Apolodoro (século II), Teoponipos (século IV a.C.), Tertuliano (160 – 240), Philo Judaeus (20a.C. – 40 a.D.), Aelius (Claudius Aelianus – século III). Como podemos ver, era crença comum os habitantes do antigo mundo mediterrâneo acreditar no afundamento de uma grande ilha continente a oeste dali e também em invasões e dominações de um povo mais desenvolvido.

A Atlântida se tornou parte do folclore em todo o mundo, foi colocada em mapas oceânicos e buscada pelos exploradores.

Também na Bíblia, Ezequiel dedica várias passagens de seu livro a um arquipélago ao qual denomina de “Ilhas Tarsis”. Fala de suas riquezas, e de uma completa decadência, e por último o aviso de Deus: “farei subir por ti o abismo e muitas águas te cobrirão” (Ez. XXVI-19). E prosseguindo com o texto de Ezequiel (XXVI e XXXII): “… Disse o senhor: E fazendo lamentações sobre ti, dir-te-ão: como pereceste tu que existias no mar, ó cidade ínclita, que tens sido poderosa no mar e teus habitantes a quem temiam? Agora passarão nas naus, no dia da tua espantosa ruína, e ficarão mergulhadas as ilhas no mar, e ninguém saberá dos teus portos; e quanto tiver feito vir sobre ti um abismo e te houver coberto com um dilúvio de água, eu te terei reduzido a nada, e tu não existirás, e ainda que busquem não mais te acharão para sempre…”. Também o profeta Isaias fala do desaparecimento da Atlântida com palavras bastante diretas: “… Ai da terra dos navios que está além da Etiópia; do povo que manda embaixadores por mar em navios de madeira sobre as águas. Ide, mensageiros velozes, a uma gente arrancada e destroçada; a uma gente que está esperando do outro lado, e a quem as águas roubaram suas terras…“(Is XVIII , 1-2).

O Dilúvio narrado no Gênesis era um mito comum tanto aos babilônios, assírios, persas, egípcios, gregos, italiano quanto às cidades-Estado da Ásia Menor – sem mencionar os povos do Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Cáspio e até mesmo Índia e China. A lenda de Tamandaré, dos índios guaranis, também retrata um dilúvio e a salvação de um casal no alto de uma montanha;

O Livro de Enoch consagra 105 capítulos aos “anjos” descidos do céu para desposar as belas terrestres. Quem eram esse “anjos?

Gilgamés* se lamenta do destino de alguns homens para os quais teria sido melhor morrer por causa da fome, que em conseqüência de um dilúvio. De forma parecida se refere o Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) às pessoas de Ad, uma raça muito avançada, que havia construído a cidade das colunas e que foi aniquilada por Alá por causa de sua maldade.

No fim do século passado foram descobertas, na colina de Kuyundjik, no Kazaquistão, doze placas de argila, escritas em acádico, que descrevem uma epopéia heróica: o Poema de Gilgamés, tido como o texto mais antigo da humanidade escrita por volta de 2.500 anos antes de Cristo. Gilgamés foi rei de Uruk na Babilônia, hoje Iraque. O vitorioso herói seria dois terços deus e um terço homem, realiza uma série de proezas e feitos fantásticos. O poema contém o relato exato do dilúvio, precedendo em séculos as primeiras versões manuscritas da Bíblia e do mito de Noé. Na epopéia de Gilgamesh, Noé é chamado de Utnapisti. É considerada como fonte de onde deriva o texto do Gênesis hebreu.

Gilgamés

O caso é que em quase todas as civilizações, incluída a tibetana, a egípcia, a hindu, a mesopotâmica, maia, pré-inca e chinesa sempre aparece um povo desaparecido sob as águas do mar, cujos sobreviventes, que se anteciparam à eminente catástrofe, se espalharam pelo mundo.

Os índios, especialmente os maias e astecas, diziam ter vindo de uma ilha situada no meio do oceano, mais além do Golfo do México, à qual os astecas chamavam Aztlan, na qual reinava um soberano conhecido como Atlanteoltl, e os maias de Tollan. Artistas maias e astecas esculpiram elefantes, quando na América nunca existiram estes animais [Platão descreve um animal similar ao elefante na Atlântida]. As lendas maias falam de um povo que chegou por mar para a fundação de uma civilização. Antigos escritos dos astecas e dos maias, como o Chilam Balam, Dresden Codex, Popuhl Vuh, Codex Cortesianus e Manuscrito Troano também foram traduzidos como histórias da destruição da Atlântida e Lemúria.

Os sacerdotes Maias tinham tabelas para prever os eclipses. Mas há algo muito estranho sobre os Maias: aparentemente, eles nunca dominaram o uso da roda. Eles visualizavam a eternidade como nenhum outro povo. Pensavam em milhares de anos adiante, mas nunca aprenderam a pesar um saco de grãos. Essa sofisticada civilização foi extinta por não desenvolver métodos básicos de agricultura de subsistência. O que pergunto é: se eles herdaram uma parte de seu conhecimento de uma civilização mais antiga e sábia?

O Popol Vuh, o livro sagrado dos Maias, fala de ondas gigantes, dilúvios, céus escuros durante meses, uma chuva escura e gelada, e granizo.

Este rosto enorme foi esculpido pelos Olmecas, do México. Acredita-se que ele tenha pelo menos 2.000 anos. Sua aparência é inconfundivelmente africana. Mas os negros só viriam para a América após a chegada de Colombo.


As “grandes cabeças”, encontradas na Bolívia, Três Zapotes, com traços e feições da raça negra assim como as estátuas da cultura olmeca. Crê-se que tenham ao menos 2.000 anos. Inequivocamente têm características africanas. Todavia, se supõe que os negros não chegaram à America senão depois de Colombo. Os olmecas, como eram chamados, ostentavam traços diferentes dos da população nativa e também guardam semelhanças impressionantes com as feições da esfinge do Egito. Estátuas e cerâmicas da cultura maia representando homens brancos com nariz semita, roupas sapatos e elmos completamente diferentes dos usados pelos maias são mais provas de que perdemos algo de nossa história.

O “disco do sol” dos astecas fala de quatro ciclos de destruição. Por dilúvio, fogo, vento, por sangue e guerra. E prevêem o fim do mundo por uma sublevação das entranhas da Terra.

Mitos de outros lugares da América antiga falam de grandes dilúvios e uma inundação de fogo de erupções vulcânicas e terremotos. Eles falam, com um realismo perturbador, de um passado que não nos lembramos nem esquecemos completamente.

Mas ainda existe mais? A cada ano pode contemplar-se um grande grupo de aves que se dirigem em formação ao centro do oceano Atlântico e que revoam desesperadamente por cima das águas, como querendo pousar sobre elas. Seu instinto as levou ali. O mesmo acontece com outros animais, como os lemines, um pequeno grupo de roedores escandinavos que periodicamente, a cada três anos e meio, quando sua população cresce excessivamente, eles atravessam o país até chegar ao mar, nadando para o oeste, , para ir em manada morrer no centro do Atlântico. Lendas locais afirmam que os lemos tentam nadar para uma terra que existia a oeste, onde havia comida em abundância. Pássaros migratórios que cruzam o oceano da Europa para a América do Sul, quando se aproximam dos Açores, começam a voar em círculos concêntricos, como se procurassem uma terra onde estivessem acostumados a pousar para descansar e se alimentar. Não a encontrando, seguem viajem. Isso também acontece na viajem de volta.

Existem na Bretanha antiqüíssimas “avenidas” de menires as quais descem pelo litoral do Atlântico e continuam sob o mar? Alguns estudiosos acreditam que estas devam levar à cidades gaulesas que agora jazem sob o mar…

Curiosamente, Groelândia significa “terra verde”, o que é um paradoxo em nossos dias ao estar completamente coberta de neve e gelo praticamente todo ano. Mas a arqueologia descobriu restos de culturas tropicais, arados e outros utensílios que indicam o uso contínuo da agricultura e, portanto, a existência de um clima muito mais benigno

Groelândia

Existe uma quantidade enorme de dados que, processados com radiocarbono 14, confirmam uma repentina mudança na estrutura climática do planeta: o bosque petrificado de Wisconsin (EUA); os mamutes congelados encontrados na Sibéria, nos quais foram encontrados ervas sem digerir em seus estômagos (o que é prova da súbita morte dos animais por causa de um repentino esfriamento global). Essas e outras evidências apontam para uma catástrofe que se desenvolveu rapidamente e ao mesmo tempo em todo o planeta.

As construções milenares distribuídas por muitos lugares do globo, construções verdadeiramente colossais, não teriam sido possíveis sem o concurso de alguns conhecimentos geométricos e técnicos superiores, que surgiram em todos os continentes, em civilizações que aparentemente desconheciam princípios elementares de física, ou que levavam uma vida dedicada ao comércio, à agricultura ou outra atividade distinta, a qual não justifica o interesse por obras tão monumentais! Tanto os aquedutos incas quanto os da Ásia Menor tem o mesmo desenho, e a conhecida pirâmide escalonada do Egito também pode ser encontrada na arquitetura pré-colombiana da América. As pirâmides são um tipo de construção muito extensa. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. Como tal conhecimento chegou a culturas tão distintas e em lugares tão distantes do globo? O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida.

Ambos demonstravam um conhecimento da astronomia assustador expresso nos grandes monumentos sagrados que construíram. Apesar de não conhecerem a polia ou a roda, podiam construir usando grandes pedras muito bem encaixadas em um estilo único, com ângulos em forma de L e prensas de metal. Ambas usavam a mumificação para preservar e honrar seus mortos. Aqui foi encontrado um novo e estarrecedor indício, quando a Dra. Balabanova, da universidade alemã de Ulm descobriu que muitas múmias egípcias continham cocaína e nicotina, nativas da América do Sul. “Recebi muitas cartas ameaçadoras e ofensivas, dizendo que isso era um absurdo, que eu estava inventando. Que era impossível, porque foi provado que antes de Colombo, essas plantas só eram encontradas na América.” Ela repetiu a pesquisa em centenas de múmias e provou sua teoria. Será que, em um passado distante, marinheiros influenciaram culturas nos dois lados do Atlântico? A idéia é até mesmo sugerida pelo que não está lá.

Curiosamente, os egípcios antigos eram imberbes (não possuíam pêlos faciais), mas os seus deuses eram representados com longas barbas, e os faraós, em determinados ritos, usavam uma espécie de barba decorativa.

Consta que existe um registro o qual descreve uma expedição enviada por um faraó da Segunda Dinastia para descobrir o que aconteceu à Atlântida e descobrir se ainda restara alguma coisa. Segundo o que pode ser levantado, a expedição voltou cinco anos depois, sem cumprir a missão.

A verdadeira questão aqui é: se existiu uma civilização antiga, ainda não identificada, que influenciou o Egito, o México e a América do Sul, deixando sua marca, ainda que difícil de ser reconhecida no conhecimento? Analisando as provas isoladamente, cada uma revela muito pouco. Mas vamos analisar todos esses elementos juntos. Ambos os lados tinham pirâmides enormes, alinhadas com os pontos cardeais, incorporando conhecimentos sofisticados da matemática.

Hieróglifos fenícios foram encontrados em numerosas ruínas nas selvas da América do Sul e são tão antigas que as tribos indígenas próximas perderam as lembranças de quem as construiu.

Inscrições fenícias no Brasil

O famoso continente submerso tornou-se conhecido por muitos nomes legendários – tais como Campos Elísios, pelos gregos; Campos dos Papiros (Sekhet Aaru), pelos Egípcios; Aztlan, pelos Maias; Rutas, pelos Hindus. Da mesma maneira, o Paraíso, local onde várias civilizações dizem ser a origem dos deuses, era Atlântida.

Dois sacerdotes católicos, o bispo espanhol Diego de Landa e o abade francês Charles de Bounbourg, ajudaram a reforçar o mito atlante. O primeiro, famoso por estudar as tradições mesoamericanas no fim da vida, após ter queimado praticamente todos os códices maias (poupou apenas três), observou num relatório que os habitantes do Yucatán diziam ter ouvido de seus ancestrais que sua península fora ocupada por um povo originário do leste, “ao qual Deus salvara, abrindo 12 passagens através do oceano”. Os estudos de Landa sobre a escrita maia – cuidadosos para a época, mas não comparáveis aos trabalhos contemporâneos – serviram de base para Bounbourg tentar traduzir os códices em 1864. Resultado: um deles narrava uma catástrofe que levara ao afundamento de uma ilha chamada Mu, tal qual Platão descrevera no caso da Atlântida.

Como atesta o documento que faz parte da famosa Coleção Plongeon (manuscrito troano), existente no Museu Britânico, em Londres:

No ano 6 de Kan, o 11 de Muluk, mês de Zac, ocorreram horríveis terremotos que continuaram sem interrupção, até o 13 Chuan. O país das lamas de barro, a terra de Mú foi sacrificada. Depois de duas tremendas convulsões, ela desapareceu durante a noite, sendo constantemente sacudida pelos fogos subterrâneos que fizeram com que a mesma tivesse tão trágico destino. O solo, continuamente influenciado por forças vulcânicas, subia e descia em vários lugares. Por fim, a superfície cedeu. As regiões foram então separadas umas das outras , e depois dispersas. Dez países separaram-se e desapareceram, levando consigo 64 milhões de habitantes. Isto se passou 8060 anos antes da composição deste escrito”.

Na tradição oral de muitos povos antigos, nos relatos de textos bíblicos, em documentos toltecas e nos anais da doutrina secreta, existem coincidências que nos fazem crer que outrora existiu um continente no meio do Oceano Atlântico, que um dia foi tragado pelas águas revoltas.

O grego Kantor relata uma visita ao Egito, onde ele viu uma coluna de mármore com hieróglifos sobre a Atlântida.

O historiador grego Ammianus Marcellinus escreveu sobre a destruição da Atlântida.

O historiador grego Timagenus escreveu sobre a Guerra entre a Atlântida e a Europa e disse que as tribos da antiga França diziam que ela era seu lar original.

Theopompos, um historiador grego, escreveu sobre o enorme tamanho da Atlântida e suas cidades de Machimum e Eusebius e sobre uma idade de ouro, sem doenças e sem trabalhos manuais.

Os bascos da Espanha, os guals da França, as tribos das Ilhas Canárias e dos Açores, uma tribo na Holanda e dezenas de tribos indígenas, todas falam de suas origens em uma grande perdida e submersa terra atlântica.

Os irlandeses tinham tanta certeza da existência da “Ilha de São Brendan” (como era chamada por eles), que foram realizadas 6 (seis) expedições a fim de encontrá-la, além de tratados para dividi-la quando assim a fosse. E os gauleses, habitantes da antiga Gália, acreditavam que haviam sofrido invasões de um povo cuja terra natal era uma ilha a qual afundara no meio do oceano.

As Ilhas Sandwich, a Nova Zelândia e a Ilha da Páscoa estão separados entre si por uma distância de mil e quinhentas a mil e oitocentas léguas, e os grupos das ilhas intermediárias, Viti (Fidji), Samoa, Tonga, Fortuna, Ouvea, as Marquesas, Taiti, Pumuta, as ilhas Gambier, distam daqueles pontos extremos de setecentas ou oitocentas a mil léguas. Todos os navegantes são unânimes em dizer que os grupos extremos e os grupos centrais não podiam comunicar-se entre si em virtude de sua posição geográfica e dos insuficientes meios de que dispunham. É fisicamente impossível transpor semelhantes distâncias numa piroga… sem uma bússola, e viajas durante meses sem provisões. Por outra parte, os aborígenes das Ilhas Sandwich, de Viti, da Nova Zelândia, dos grupos centrais de Samoa, de Taiti etc., jamais haviam se conhecido e nunca tinham ouvido falar uns dos outros, antes de chegarem os europeus. No entanto, cada um desses povos afirmava que a sua ilha outrora fazia parte de uma imensa superfície de terras que se estendia para o ocidente em direção à Ásia. Confrontando indivíduos de todos esses povos, viu-se que falavam a mesma língua, tinham os mesmos usos e costumes e adotavam a mesma crença religiosa. E à pergunta: Onde está o berço da vossa raça? – limitavam-se, em resposta, a estender a mão na direção do sol poente.

Deuses como Osíris, Viracocha e Quetzacoatl poderiam ter sido pessoas que vieram de longe? Sobreviventes de um dilúvio que destruiu seus lares e civilizações?

Mas há outra evidência. Existem velhos mapas revelando que antigos navegadores tinham um conhecimento sobre o globo que nunca foi explicado.

fonte:lumini

Tudo Sobre Atlântida Parte 3

O CONTINENTE PERDIDO DE MU – O Pacífico também foi, segundo o coronel inglês James Churchward (1851-1936), o abrigo de outro continente perdido, Mu – o mesmo nome da ilha citado pelo abade Bounbourg em sua tradução do códice maia. Em 1926 publicou um livro chamado “O Continente Perdido de Um”, no qual afirmou que Mu era um continente que havia existido no Pacífico, ao mesmo tempo em que Atlântida no Atlântico – mas esta havia sido uma mera colônia de Mu. Em seu livro ‘”Forças Cósmicas de Mu“, publicado em 1934, o militar contou que tomou conhecimento dessas terras a partir do contato com um sacerdote Rishi indiano, com quem supervisionara o atendimento às vítimas de uma epidemia de fome na Índia, no século 19. O sacerdote ensinou-lhe rudimentos de naacal, língua que seria a primeira da humanidade, e foi com esse aprendizado que Churchward traduziu as inscrições de algumas tabuinhas sagradas de pedra pertencentes a um templo na Índia (denominadas “tabuletas muvianas” ou Tábuas de Naacal), grafadas na mais antiga escrita humana, esse dialeto, de nome nagamaia, já havia desaparecido há milhares de anos, tábuas nas quais se falava da criação do mundo e da primeira colonização da terra, levada a cabo pelos habitantes de Mu, chamados uigures. Nelas se descreve uma religião de tipo monoteísta, que parece ser o modelo em que foram baseadas as demais.

O Continente Perdido de Mu, de James Churchward.

E o tal sacerdote, também havia falado da criação do mundo e das primeiras civilizações que povoaram a Terra. Segundo Churchward, o continente e continha uma população de 64 milhões de pessoas. As inscrições indicavam sua localização (ligeiramente abaixo da Linha do Equador), sua extensão (9.600 quilômetros de Leste a Oeste, e 4.800 quilômetros de Norte a Sul). O continente abrangia quase a metade do Oceano Pacífico.

Mapa de Mu, segundo James Churchward . Mu se estendia do Havaí às Ilhas Fiji e da Ilha da Páscoa às Ilhas Marianas, com uma extensão de 9.600 quilômetros de leste a oeste e 4.800 quilômetros de norte a sul. O continente estava coberto por uma vegetação luxuriante e era baixo e plano, porque as montanhas só surgiriam no mundo depois da catástrofe. Nos seus dias de glória, albergara 64 milhões de pessoas divididas em dez povos, governadas por um sacerdote-imperador chamado Rah, que também era o nome dado ao Sol e a Deus. Nesta época remotíssima, a Europa era um grande pântano, e grande parte dos atuais continentes ainda  estavam submersos.

Churchward também se referiu a cerca de 2.600 tabuinhas de pedra (andesita) encontradas em “Santiago Ahuizoctla” (na verdade, San Miguel Amantla, em Azcapotzalco, ao norte da Cidade do México), pelo mineralogista norte-americano Willian Niven (1850-1937) em 1921. Nada menos que 2.500 tábuas de terra cozida, que repousam no Museu Smithsonian e no Instituto Carnegie de Washington, e cuja particularidade, não possuir qualquer traço comum nas diversas escritas pré-colombianas. Nos decalques dessas tabuinhas, James Churchward teria encontrado os mesmos caracteres naacal.

O continente teria sido o palco de uma civilização altamente desenvolvida, de onde surgiram todas as raças humanas. As diferenças entre elas, segundo Churchward, se explicavam pela “degeneração” de colonizadores emigrados de Mu. As diferenças raciais teriam levado os grupos colonizadores a migrar para diferentes partes do mundo. Tal como a Lemúria de Blavatsky, tudo o que restou de Mu foram as ilhas do Pacífico. Grandes navegadores, os muvianos viajaram muito para fazer comércio e fundar colônias. A mais importante delas foi o império Uigur, no nordeste da Ásia. Os remanescentes dos uigures tornaram-se os arianos, de acordo com Churchward. Os mais poderosos formaram o império Uigur, cuja capital encontra-se até hoje enterrada sob o deserto de Gobi, na Ásia. Os outros formaram outras civilizações, entre elas as também hipotéticas Atlântida e Lemúria.

Todas as ilhas do Pacífico fizeram parte um dia do enorme continente de Mu, que como a Atlântida foi devastado por um cataclismo há cerca de 12.000 anos e submergiu, levando consigo uma civilização de 200 mil anos e sessenta milhões de pessoas. Esta foi a Mãe-Pátria do Homem, o Império do Sol que fundou colônias na América do Norte e no Oriente muito antes de as tribos nômades se fixarem na Mesopotâmia. É esta a origem de tantas ruínas intrigantes e das muitas lendas e símbolos idênticos presentes em povos os mais distantes. Assim, Mu seria o berço da civilização, de onde surgiriam as colônias que depois passaram a representar o império Atlântida no Oceano Atlântico e Rama na Índia e Lemúria em um continente que existiu onde hoje é a Indonésia, Malásia, até a Austrália e um grande império onde hoje é o Deserto de Gobi, na Ásia.

Logo apareceram novos dados em que apoiar esta suposta coluna fundamental. De acordo com antigas lendas de povos que habitavam a América do Sul muito antes da chegada de Cristóvão Colombo ao “Novo Continente”. Essas lendas caíram no esquecimento após a chegada de Cristóvão Colombo à América, que culminou com a dizimação de grande parte da cultura desses povos. Mas, Augustus Le Plongeon, viajante e escritor do século XIX interessado nas ruínas maias do Yucatán, anunciou ter conseguido traduzir com clareza o famoso Códice Troano [em honra de seu proprietário Dom Juan Tro e Ortelano, professor da Universidade de Madri, e que atualmente está depositado no Museu Britânico de Londres]. O manuscrito, que ele acreditava ter 3.500 anos, contaria a história de um continente que afundara com seus 64 milhões de habitantes, que teria sido conhecido dos maias. Sua tradução era a seguinte:

No ano 6 de Kan, no 11º Muluc no mês Zac verificaram-se terríveis terremotos que continuaram sem interrupção até o 13º Chuen. O país dos montes de lama, a terra de Mu, foi sacrificada: foi duas vezes erguida e desapareceu repentinamente durante a noite, enquanto a bacia era constantemente abalada por erupções vulcânicas. A sua localização fez com que a terra se afundasse e se erguesse várias vezes em diversos lugares. Finalmente, a superfície cedeu e dez países foram dividios e espalhados. Não conseguiram resistir à força do abalo e afundaram-se junto.


Há uma tradição que afirma que Quetzalcoatl, o deus branco dos astecas e toltecas, voltou para o seu país no mar do leste, depois de haver fundado a civilização tolteca. Esse mesmo deus era adorado entre os maias sob o nome de Kukulkán.

A literatura Tamil fala de um reino mítico chamado Kumari Kandam, comparável à Lemúria, que submergiu.

No Código Cortesiano (maia), atualmente na Biblioteca Nacional de Madri, se diz:

Com seu poderoso braço Homem fez que a terra tremesse depois do por do sol, e durante a noite, Mu, o país das colinas, foi submerso“.

Uma das lendas mais antigas da Índia, conservada nos templos por tradição oral e escrita, reza que há várias centenas de mil anos, havia no Oceano Pacífico um imenso continente, que foi destruído por convulsões geológicas e cujos fragmentos podem ver-se em Madagascar, Ceilão, Sumatra, Java, Bornéu e ilhas principais da Polinésia. Segundo os Brahmanes, essa região havia alcançado um alto grau de civilização e a península do Industão, acrescida pelo deslocamento das águas na ocasião do grande cataclisma, não fez mais que continuar a cadeia das primitivas tradições originadas no mesmo continente. Essas tradições dão o nome de Rutas aos povos que habitavam o imenso continente equinocial; e de sua linguagem é que derivou o sânscrito…

Continuando as modificações da crosta terrestre, enquanto as terras dos atuais continentes se elevavam progressivamente , a parte da Lemúria ligada á África e Ásia começou a submergir – diminuindo o tamanho do continente . Foi nesta época que o povo da Lemúria começou a colonizar os novos continentes, constituindo novas comunidades. O maior número destas expedições se dirigiram para o Norte (Ásia), partindo também algumas expedições para o Oeste (Africa) e Leste (Américas – países andinos e Califórnia atual).

Se a Atlântida tem seu rastro mais remoto nas palavras de um filósofo, a Lemúria contou com a ciência para ser divulgada. Esse continente situava-se – dependendo da opinião – no leste da África, no Oceano Pacífico ou até além das suas margens, invadindo áreas hoje ocupadas pela Ásia e pelas Américas. A origem de seu nome está nos lêmures, primatas espalhados pelo hemisfério norte há cerca de 50 milhões de anos e hoje encontrados no sudeste da África, sul da Índia e Malásia.

O cientista Slater, em meados do séc. XIX havia ficado estupefato ao descobrir que um grupo de primatas, os lêmures, habitavam tanto em Madagascar como na Malásia. Dado que era impossível que estes monos tivessem atravessado o oceano índico a nado, se fazia obrigado a pensar que, em algum momento indeterminado da história, ambas as regiões haviam estado unidas. Foram muitos aqueles que a partir desta teoria, rebatizaram a Mu com o nome de Lemuria, em honra destes animais tão viajantes. Darwin sentiu-se ditoso de saber que o berço do mundo levava nome de um macaco.

O primeiro a propor a existência da Lemúria foi um zoólogo da Royal Society, Philip Schlater. Para justificar sua posição, ele listou indícios geológicos e botânicos de 22 espécies de fósseis encontradas tanto no litoral da África do Sul quanto no sul da Índia.

Nomes ilustres do meio científico, como o biólogo evolucionista Thomas Huxley e o naturalista Alfred Russell Wallace, apoiaram Schlater. Ernst Haeckel, divulgador da teoria darwinista na Alemanha, não só aprovou a idéia da Lemúria, como colocou ali o “provável berço da raça humana, que com toda a probabilidade ali se desenvolveu a partir de macacos antropóides”.

O endosso acadêmico foi ampliado por antropólogos e religiosos partidários da tese de que a humanidade se espalhara pelo mundo a partir de um único ponto. Daí ao tema chegar – como no caso da Atlântida – ao terreno do ocultismo foi um passo curto.

Uma cultura superior teria florescido na Terra desde há 100.000 anos até há 25.000, ainda que alguns a estendam até os 12.000, incluindo a Atlântida como pertencente à mesma?

Yonaguni – O geólogo marinho Masaaki Kimura anunciou que identificou as ruínas de uma cidade na costa da ilha Yonaguni, na extremidade sudoeste do Japão, a cerca de 7 km de Okinawa. Encontradas em 1985 por turistas que praticavam mergulho. Podem ter originado a lenda de Mu. “A julgar pelo desenho e a disposição das ruínas, a cidade deve ter tido a aparência de uma cidade da antiguidade romana“, disse Kimura, professor da Universidade Ryukyu e presidente da entidade sem fins lucrativos Associação de Pesquisas do Patrimônio Científico e Cultural Marinho. . Ele acredita que havia um “arco do triunfo” ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina. Mas muitos cientistas discordam dele, dizendo que as ruínas podem ser explicadas por fenômenos naturais, como a atividade vulcânica e das marés. Eles dizem, também, que foram encontrados muito poucos artefatos como potes de cerâmica ou armas, que pudessem provar que seres humanos viveram no local da formação rochosa.

fonte:lumini

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Tudo Sobre Atlântida Parte 2

PARTE-2

A PRIMEIRA FONTE SOBRE A ATLÂNTIDA: PLATÃO A primeira informação concreta sobre a Atlântida vem de fonte ilustre: o filósofo grego Platão de Atenas (428–347 a.C.), um dos escritores mais prestigiados de todos os tempos. Discípulo de Sócrates, mestre de Aristóteles e fundador da Academia. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Pintura renascentista (século XVI) – afresco de Rafael – “A escola de Atenas”; ao centro pode ver-se Aristóteles e Platão discutindo.

Aristóteles e Platão (detalhe)


Quem foi Platão? Denominado o maior pensador de sua época. Aos vinte anos, Platão travou relação com Sócrates – mais velho do que ele quarenta anos – e gozou por oito anos do ensinamento e da amizade do mestre. Daí deu início a suas viagens, e fez um vasto giro pelo mundo para se instruir (390-388). Em Atenas, pelo ano de 387, Platão fundava a sua célebre escola, que, dos jardins de Academo, onde surgiu, tomou o nome famoso de Academia. Nela ingressou Aristóteles com 17 anos de idade. Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Idéias. Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. O que há de permanente em um objeto é a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia correspondente. Morreu com oitenta anos de idade.

Dedicou ao tema da Atlântida três de seus Diálogos, dos quais infelizmente somente nos chegaram dois, “Timeu” e “Crítias”.

Timeu é um tratado teórico na forma de um diálogo socrático. A obra apresenta especulações sobre a natureza do mundo físico. Participam do diálogo Sócrates, Crítias, Timeu e Hermocrates.

Crítias aparece como personagem de alguns diálogos de Platão, mas contrário à personagem dos diálogos, Crítias era uma pessoa atormentada e cheia de complexidades, e foi uma figura obscura na história de Atenas; após esta cidade cair nas mãos dos Espartanos, perseguiu vários de seus inimigos como tirano. Crítias era neto de Sólon e um dos membros do grupo de Trinta Tiranos que governou a cidade, dos quais era um dos mais violentos; era discípulo de Sócrates, fato que não ajudava Sócrates a ter uma imagem melhor junto ao público. “Crítias” é um diálogo inacabado.

Platão gravou e embelezou a história do neto de Sólon, Critias, o Mais Jovem. Assim começa o antigo relato: “Escuta-te pois Sócrates, existe uma história que é estranha, mas é por certo verdadeira, sobre um maravilhoso império que viveu outrara avançada civiliação“.

Disse Timeu que ouviu contar esta história a Sólon*, um dos sete sábios da Grécia, quem por sua vez havia escutado dos lábios de um sacerdote egípcio em Sais.  “…Ouvi, disse Crítias, essa história pelo meu avô, que a ouvira de Sólon, o filósofo. No delta do Nilo eleva-se a cidade de Sais, outrora capital do faraó Amásis e que foi fundada pela deusa Neit, que os gregos chamam Atena”.

Sólon foi um legislador que em 594 a.C. iniciou uma reforma social, política e econômica da polis ateniense. Ele cria a eclésia (assembléia popular). Na sua reforma, Sólon proibiu a hipoteca da terra e a escravidão por endividamento através da chamada lei Seixatéia; dividiu a sociedade pelo critério censitário (pela renda anual) e criou o tribunal de justiça. Suas atitudes, no entanto, desagradaram a aristocracia, que não queria perder seus privilégios oligárquicos, e o povo, que desejava mais que uma política censitária, e sim a promoção de uma reforma agrária. Sólon também era considerado um dos Sete Sábios da Grécia Antiga e como poeta compôs elegias morais-filosóficas.

Os habitantes de Sais são amigos dos atenienses, com os quais julgam ter uma origem comum. Eis por que Sólon foi acolhido com grandes homenagens pela população de Sais. Os sacerdotes mais sábios da deusa Neit apressaram-se a iniciá-lo nas antigas tradições da história da humanidade. Os sacerdotes fizeram saber a Sólon que conheciam a história  de Sais a partir de 8000 anos antes daquela data:

Ao menos aquilo que tu, o Sólon, acabas de falar da seqüência de tuas gerações, é bem pouco diferente de um conto infantil; pois primeiro vos lembrais de um só dilúvio na terra, embora ocorressem muitos dilúvios; e, depois, vós nem sabeis que a melhor e mais bela geração humana viveu em vossa terra, da qual descendeis vós e todo o vosso Estado moderno, graças a uma pequena tribo que sobreviveu ao cataclismo. Tudo isto vos ficou oculto, porque muitas gerações de sobreviventes passaram por este mundo, sem nada deixar escrito”. Na conversa que os sacerdotes tiveram com Sólon acrescentaram que calamidades maiores foram às vezes causadas pelo fogo  do céu. “sempre houve e há de haver no futuro numerosas e variadas destruições de homens; as mais extensas , por meio da água ou pelo fogo, e as menores por mil causas diferentes

Nas destruições pelo fogo, prosseguem os sacerdotes,  perecem os moradores das montanhas e dos lugares elevados e secos, de preferência aos que habitam às margens dos rios ou do mar (…), por outro lado, quando os Deuses inundaram a terra para purificá-la, salvaram-se os moradores das montanhas, vaqueiros e ovelheiros, enquanto os habitantes de vossas cidades eram arrastados para o mar pelas águas dos rios. (…) entre vós outros, mal começais a vos prover da escrita e do resto de que as cidades necessitam, depois do intervalo habitual dos anos, desabam sobre vós, do céu, torrentes d’água, maneira de alguma pestilência, só permitindo sobreviver o povo rude e iletrado. A esse modo, como se fosseis criancinhas, recomeçais outra vez do ponto de partida, sem que ninguém saiba o que se passou na antiguidade, tanto aqui como entre vós mesmos

Há manuscritos, disseram, que contém relato de uma guerra que se lavrou entre os Atenienses e uma nação poderosa que existia na grande ilha situada no Oceano Atlântico, próximo do Estreito de Gibraltar. A ilha chamava-se Posseidonis, ou Atlantis

O começo do relato não poderia ser mais catastrófico: os homens já haviam sido destruídos e o tornaram a ser de muitas maneiras. A última, e talvez a mais dramática das vezes, havia ocorrido 9.560 anos antes da narração. Naquele tempo, mas além das Colunas de Hércules, existia uma ilha do tamanho de um continente, mais extensa que a Líbia e a Ásia Menor juntas, à qual chamaram Atlântida em honra de seu primeiro rei e fundador, Atlas, filho de Poseidon. Do contexto se desprende que estava no meio do oceano, e que se tratava de um arquipélago, pois se afirma que saltando de uma a outra ilha se podia passar de um continente a outro até sua destruição.

Conforme a lenda, nos primeiros tempos, os deuses helênicos fizeram entre si a partilha do mundo, a cidade de Atenas pertencia à deusa Atena e Hefesto, mas Atlântida tornou-se parte do reino de Poseidon, deus dos mares.

Fala Crítias que o primeiro homem a habitar Atlântida fora Evenor, junto de sua esposa Leucippe. Desta união nascera Cleito, a qual Poseidon viera a se apaixonar. Poseidon viveu na ilha por longo tempo em companhia da jovem Clito.

Poseidon

Para proteger a seus filhos e separar a amada dos restos dos mortais, o deus decide fortificar o território por meio de um canal de 100 metros de largura, outro tanto de profundidade e 10 quilômetros de comprimento, que conduzia a outro canal interior, que fazia às vezes de porto, no qual puderam ancorar os maiores navios da época. Em seguida foram abertas eclusas para atravessar os outros dois cinturões de terra que rodeavam a cidadela situada na ilha central, de forma que somente poderia passar um navio de cada vez. Esses canais estavam cobertos com tetos, pelo que a navegação se fazia por baixo da superfície, que estava elevada com relação ao nível do mar.

Após dividir a ilha em dez áreas anelares, cedendo-as a cada um dos dez filhos (cinco pares de gêmeos), Poseidon autorizou supremacia a Atlas, seu filho mais velho (primogênito), dedicando-lhe a montanha, de onde Atlas espalhava o seu poder sobre o resto da ilha. Atlas tornou-se a personificação das montanhas ou pilares que sustentavam o céu. A palavra grega Atlantis (Atlântida) significa “a ilha de Atlas’, assim como a palavra Atlântico significa “o oceano de Atlas”.

Atlas

Em cada um dos distritos (anéis terrestres ou cinturões), reinavam as monarquias de cada um dos descendentes dos filhos de Clito e Poseidon. Estes se reuniam uma vez por ano no centro da ilha. A reunião marcava o início de um festival cerimonioso em que cada um dos monarcas dispunha-se à caça de um touro; uma vez o touro caçado, beberiam do seu sangue e comeriam da sua carne, enquanto sinceras críticas e comprimentos eram trocados entre si à luz lunar, com a participação de seus cidadãos; isso servia para resolver todas as disputas de forma equilibrada.

Nos cinturões externos de terra, foram construídos ginásios para práticas esportivas e hipódromos, bem como moradia para soldados, hangares para barcos e armazéns para todas as modalidades conhecidas de artigos náuticos. O canal principal que servia de entrada para embarcações  era muito movimentado, tanto de dia como de noite, o que demonstra ter sido Atlântida um grande centro comercial de seu tempo.

No segundo cinturão, os barcos podiam ancorar com maior segurança, e fazia deste uma espécie de porto. A ilha central estava totalmente amurada, com torres de vigilância de pedra de diversas cores. O muro que protegia a primeira das ilhas estava revestido inteiramente de cobre, e de estanho fundido o da segunda. Outro sistema de canais irrigava os campos.

A capital da cidade de Atlântida era uma maravilha de arquitetura e engenharia. A cidade tinha um muro coberto por um desconhecido metal, o oricalco, que etimologicamente quer dizer “cobre das montanhas”, e que somente era inferior ao ouro. Bem no centro havia um monte, e no topo do monte um templo para Poseidon e outro dedicado a Clito, ambos rodeados de uma cerca de ouro. O Templo de Poseidon tinha seu interior de oricalco, com artesanato de marfim e adornos de ouro e prata (Não se sabe ao certo o que era o oricalco. Pode ser uma liga de ouro/cobre, cobre/estanho ou cobre/zinco/latão, ou metal desconhecido). Presida o templo uma estátua do deus, sobre um carro puxado por 6 cavalos alados, todo ele em ouro maciço. O palácio real era segundo os relatos “uma verdadeira obra prima de encantar a vista, por suas dimensões e beleza”.

O templo dedicado a Posseidon era cercado por um muro de ouro. Todo o templo era forrado de prata, com exceção dos acrotérios, que eram de ouro. No interior, a abóbada era de marfim, com ornamentos de ouro, prata e oricalco.     Havia também no templo estátuas dedicadas a diversas divindades, bem como outras que homenageavam os reis e suas esposas, além de um altar cuja beleza e magnificência não encontrava paralelo conhecido.

A cidade era composta de uma série de paredes e canais concêntricos. Poseidópolis era a capital do império.

Em “Timeu”, Platão descreve Atlântida como uma nação próspera, bem como os detalhes históricos de seu povo, com sua organização social, política e religiosa. Toda a ilha estava repleta de artísticas figuras em metais preciosos e madeiras. Floresciam as artes, as ciências, havia um extenso comércio com o exterior e seus habitantes realizavam viagens a todas as terras conhecidas do planeta, levando com eles sua cultura e civilização.

A Atlântida possuía 10 reis (os filhos e descendentes de Poseidon). Estes soberanos por sua vez, possuíam dentro de seus domínios “um poder discricionário sobre os homens e a maior parte das leis, sendo-lhes facultado castigar quem quisessem, ou mesmo condená-los à morte”.

Geograficamente, Platão descreve a Atlântida desta forma: “toda a região era muito alta e caía a pique sobre o mar, mas que o terreno à volta da cidade era plano e cercado de montanhas que desciam até a praia, de superfície regular, era mais comprida do que larga, com três mil estádios na sua maior extensão, e dois mil no centro, para quem subisse do lado do mar. Toda essa faixa da ilha olhava para o sul, ao abrigo do vento norte. As montanhas das imediações eram famosas pelo número, altura e beleza, muito acima das do nosso tempo…“.

Segundo Platão, a Atlântida possuía a capacidade de prover seus habitantes com todas as  condições de sustento, apesar de receber de fora muito do necessário, provavelmente, através do comércio. Havia na ilha grande abundância de madeira que com certeza foram utilizadas nas imensas obras lá construídas, bem como imensas pastagens, tanto para animais domésticos, como para selvagens, incluindo aí a raça dos elefantes, que teriam se multiplicado pela ilha. Por sua vez, toda sorte de frutos, legumes, flores e raízes existiam ali, sendo que o fabrico de essências e perfumes era corriqueiro. A extração de minérios, em particular o ouro, ocorria fartamente em Atlântida. As águas jorravam no centro da ilha, em suas imediações foram construídas “cisternas para banhos quentes no inverno”. Havia, contudo, locais próprios para os banhos dos reis, bem como modalidades específicas para as mulheres. Sua flora era exuberante.

Os atlantes desenvolveram-se de tal forma, que o grau de riqueza alcançado por sua civilização não encontra paralelo conhecido, sendo pouco provável que outros povos viessem a obter tamanha prosperidade e bonança. Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha. Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza, quer vegetal e mineral, não só era a ilha magnificamente prolífica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro etc. como ainda de oricalco, um metal que brilhava como fogo.

A Atlântida era governada em paz, era rica em comércio, avançada em conhecimento e dominava as ilhas e começou a expandir seu domínio: “Agora nesta ilha de Atlântida havia um grande e maravilhoso império que governou em toda a ilha e em várias outras, e em partes do continente”, ele escreveu “e depois, os homens da Atlântida dominaram as partes da Líbia dentro das colunas de Hércules até o Egito e a Europa, até a Tyrrhenia”.

A numerosa união com elementos estrangeiros trouxe ao continente a corrupção. Pouco a pouco surge o desejo de subjugar a outros povos, os quais consideravam inferiores. De acordo com a lenda de Platão, o povo da Atlântida tornou-se complacente e seus líderes arrogantes; à medida que o homem se tornava materialista e corrupto, as estrelas se deslocaram nos céus e o sol saiu em um ângulo diferente. Quando se deu a invasão da Europa pelos atlantes, foi Atenas, como cabeça de uma liga de cidades gregas, que pelo seu valor salvou a Grécia do jugo daquele povo. Se enredam em uma cruel guerra com a Grécia, a qual vencem irremissivelmente. Então Zeus, vendo que uma raça memorável havia caído em tão triste estado e que se levantavam em armas contra toda a Europa e a Ásia, cumulou a Atlântida de terremotos, tempestades e enchentes, até o desaparecimento daquelas terras há 12.000 anos, que foi depois devastada por torrentes de chuva. Se produziram enormes terremotos, e um violento terremoto sacudiu a terra, choveu torrencialmente durante um dia e uma noite. Os terremotos abriram grandes fendas nos solos e os vulcões vomitaram mares de lava. Todos os habitantes foram afogados e a ilha submergiu no mar, juntamente com as tropas gregas. Tudo ficou submerso por um dilúvio, apagando do mapa essa formosa terra.

A destruição de Atlântida

Platão adverte repetidamente que tudo o que conta ocorreu de verdade, inclusive avisando que os fatos podem parecer irreais por sua magnitude. Somente muda os nomes originais para aproximar mais o relato à vida cotidiana da Grécia.

Aquilo que, há dois milênios, Platão relatou a respeito da Atlântida, cabe em pouco mais de 20 páginas impressas. Pouco mais se sabe de Atlântida!

Em muitos pontos nos diálogos, os personagens de Platão referem-se à história da Atlântida como uma “história real”. Platão também parece colocar na história muitos detalhes sobre a Atlântida que seriam desnecessários se ele pretendesse usar isso apenas como um instrumento literário.

“Crítias” termina de modo abrupto quando ressaltava a decadência de Atlântida e sua eventual derrota para os helenos. Presumivelmente o restante do texto foi perdido.

O tema não despertou maior atenção até a Renascença, época em que as navegações oceânicas e referências enigmáticas sobre outros povos nas tradições de culturas nativas americanas deram novo fôlego às especulações.

Dois sacerdotes católicos, o bispo espanhol Diego de Landa e o abade francês Charles de Bounbourg, ajudaram a reforçar o mito atlante. Diego de Landa Calderón foi bispo do Yucatã. Os seus textos contêm muita informação valiosa sobre a civilização maia pré-colombiana, apesar de ter sido o principal responsável pela destruição de muita da história, literatura e tradições daquela mesma civilização; observou num relatório que os habitantes do Yucatán diziam ter ouvido de seus ancestrais que sua península fora ocupada por um povo originário do leste, “ao qual Deus salvara, abrindo 12 passagens através do oceano”. Os estudos de Landa sobre a escrita maia serviram de base para Bounbourg tentar traduzir os códices em 1864. Resultado: um deles narrava uma catástrofe que levara ao afundamento de uma ilha chamada Mu, tal qual Platão descrevera no caso da Atlântida.

Atlântida então entrou no limbo do esquecimento do conhecimento ocidental por centenas de anos até ter seu mito resgatado pelo editor e ex-congressista americano Ignatius Donnelly em dois livros do fim do século XIX, “Atlantis, the Antidiluvian World”, de 1882 e “Ragnarok: The Age of Fire and Gravel”, de 1883. O primeiro se tornou um estrondoso sucesso de vendas, com mais de 50 edições lançadas até meados do século passado, a obra apresentava a Atlântida como “o Jardim do Éden”, o “foco das tradições das antigas nações” e “a memória universal de uma grande terra, na qual a primeira espécie humana desfrutara dias de paz e felicidade”. Donnelly recorreu não apenas aos “documentos” de Landa e Bounbourg, como também recolheu registros de praticamente todas as civilizações antigas, dos maias e índios americanos aos egípcios e fenícios. Seus equívocos são nítidos, mas despertou o interesse pelo tema.

Donnelly

Em meados do século 19, animais e vegetais de características semelhantes localizados em locais tão distantes, como era o caso dos lêmures, favoreciam a hipótese de que em tempos remotos havia uma massa de terra pela qual ocorreu todo o trânsito dessas espécies. O primeiro a propor a existência da Lemúria foi um zoólogo da Royal Society, Philip Schlater. Para justificar sua posição, ele listou indícios geológicos e botânicos de 22 espécies de fósseis encontradas tanto no litoral da África do Sul quanto no sul da Índia.

Nomes ilustres do meio científico, como o biólogo evolucionista Thomas Huxley e o naturalista Alfred Russell Wallace, apoiaram Schlater. Ernst Haeckel, divulgador da teoria darwinista na Alemanha, não só aprovou a idéia da Lemúria, como colocou ali o “provável berço da raça humana, que com toda a probabilidade ali se desenvolveu a partir de macacos antropóides”.

Tudo Sobre Atlântida Parte 1

Parte 1

A Atlântida teria sido uma antiga ilha ou continente lendário, cuja existência

ou localização nunca foram confirmadas. Originalmente mencionada pelo filósofo grego Platão (428-347 a.C.) em dois dos seus diálogos, “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida”, conta-nos que o legislador Sólon (640-558 a.C.), no curso das suas viagens pelo Egito, questiona um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Nilo, e que este lhe fala de umas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida nos anais dos tempos entre os atenienses e o povo de Atlantis. Segundo o Sacerdote, o povo de atlantis (ou Atlântida) viveria numa Ilha localizada para alem dos Pilares de Heracles (Hércules – freqüentemente identificado com o Estreito de Gibraltar), onde o Mediterrâneo terminava e o Oceano começava. Estendendo-se, em grande parte para Oeste, a ilha era maior que a Líbia e a Ásia juntas; “deste você poderia passar ao todo do continente oposto que cercou o verdadeiro oceano”, afirma Platão. [Nota: É difícil entender o que Platão queria dizer com a Líbia e a Ásia juntas, mas existe um consenso de que em relação à Líbia ele referia-se ao norte da África, e Ásia os gregos somente consideravam a península da Anatólia, atual Turquia e o Oriente Médio].

Estreito de Gilbratar

Representa a Atlântida o ponto de união, latu sensu, entre o Velho e o Novo Mundo, como também o berço das civilizações, umas extremamente adiantadas, outras caídas na barbárie e no selvagerismo, que apareceram após a sua decadência e queda.

Tão negado quanto famoso, o continente perdido da Atlântida é pedra-de-toque para um sem número de enigmas nas mais variadas ciências, como a Antropologia, a Arqueologia, a Botânica, a Zoologia, e muitas outras.

Platão

Costuma-se falar no Atlântico, sem pensar muito sobre a origem da palavra. De onde provém o seu nome? Em outros locais do globo salta aos olhos, por exemplo, a Índia, e ao sul, o Oceano Índico; procuramos e encontramos no mapa o Golfo Pérsico; nas proximidades do pólo está o Mar Ártico, na região ártica; no Leste Europeu, banhando os países bálticos, está o Mar Báltico e no Norte da Europa, está o Mar do Norte. Em toda parte, ao redor do globo, onde um mar deriva o seu nome de uma terra, este se encontra ao lado daquela. O Oceano Atlântico constitui a única exceção.

O mapa acima mostrando uma suposta localização de Atlântida foi desenhado pelo padre Athanasius Kircher*, por volta do ano de 1669, baseado nos relatos de Platão. Não se sabe porque ele inverteu a posição dos continentes e dos pólos.

Athanasius Kircher foi um jesuíta, matemático, físico, alquimista e inventor, famoso por sua versatilidade de conhecimentos e particularmente sua habilidade para o conhecimento das ciências naturais. Viveu parte de sua vida em Roma, onde Fundou o chamado “Museu do Mundo”. Papas, imperadores, príncipes e prelados respeitavam suas investigações e, essencialmente, suas opiniões. Em Trapani e Palermo seu interesse foi despertado pelos restos de elefantes antediluvianos (mamutes). Usando um microscópio rudimentar, examinou doentes com peste e observou pioneiramente os vermes, construiu um aparelho para projetar imagens, conhecido como lanterna mágica (1646) e relacionou peste bubônica com putrefação. Para se ter uma idéia aproximada da sua atividade literária é necessário observar que durante sua curta estada em Roma nada menos que 44 livros foram escritos por ele. Considerado como o ultimo dos eruditos universais, Kircher, que falava dezesseis idiomas, dedicou-se ao estudo de, entre outros, egiptologia, geologia, medicina, musica e matemática.

A Atlântida teria desaparecido há mais ou menos 10.000 ou 12.000 anos atrás. Atlântida desapareceu em um só dia e uma só noite, e as causas podem ter sido várias. A mais conhecida é a do continente ter sido submerso devido ao fim da última glaciação pelo qual o planeta passou (há cerca de 80.000 anos atrás começou esse período, e acabou justamente entre 10.000 e 12.000 anos atrás). A conseqüência do fim do período glacial é o derretimento de grande parte do gelo acumulado e o conseqüente aumento do nível dos Oceanos. Daí a submersão do continente.

O tema não despertou maior atenção até a Renascença, época em que as navegações oceânicas e referências enigmáticas sobre outros povos nas tradições de culturas nativas americanas deram novo fôlego às especulações. Até mesmo Francis Bacon, filósofo do século 17 que lançou as bases do método científico, considerava perfeitamente plausível uma ligação do Novo Mundo com a Atlântida.

Francis Bacon

O tema da Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, umas mais cépticas, outras mais fantasiosas. Segundo alguns autores, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global (identificada, ou não, com o Dilúvio), que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo suas particularidades culturais próprias.

Sua existência foi cogitada e investigada sobre os mais variados aspectos, dentro e fora dos limites daquele oceano, mas nada de definitivo foi descoberto até hoje. Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e quem seria o seu povo.

O que se acredita é que a Atlântida situou-se em épocas além da origem conhecida da história e que dela adveio o modelo original para a edificação de todas as pirâmides existentes no mundo.

Uma civilização perdida no tempo deixou sua marca pelo mundo? Sacerdotes egípcios falaram a Platão sobre tal civilização que existiu há 12 mil anos. Mas segundo a ciência, a humanidade surgiu na Idade da Pedra há uns 5 mil anos. Há 13.000 anos atrás grupos de caçadores começaram a se assentar e cultivar a terra, segundo a história tradicional. Haveria alguma civilização antes disso? É possível que quase tenhamos perdido todo o registro de uma civilização imperial?

A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma. São fragmentos de história sem explicação que questionam a opinião tradicional de arqueólogos sobre as civilizações antigas. Existe muito mistério sobre o passado, e de como evoluímos da Idade da Pedra até a civilização. Por milhares de anos “homens primitivos” desenvolveram separadamente, em diversas partes do globo, a escrita, a arquitetura, as religiões (mitos) e a astronomia (matemática). Finalmente, eles construíram os grandes monumentos do Mundo Antigo.

As pessoas da Antiguidade espalhadas em todas as partes do mundo, que aparentemente não tiveram contato entre si, estavam fazendo coisas muito semelhantes; construindo pirâmides e estudando as estrelas. Uma explicação para estas semelhanças desconexas era o resistente mito de Atlântida. Outros lugares julgados como sendo míticos, como a Tróia de Homero revelaram-se verdadeiros. E Platão afirmou que seu relato sobre Atlântida era real, não ficção.

A descoberta de restos culturais milenares e as referências que aparecem nos textos mais primitivos dão base real à possibilidade de que existiram civilizações anteriores às mais antigas que conhecemos, que estiveram localizadas em regiões ignoradas do globo e foram possivelmente submersas por súbitas catástrofes. Pode-se falar seriamente da Atlântida ou da Lemúria? A recontagem das evidências parece nos apontar que sim.

Teóricos proclamam que os historiadores ignoraram evidências de uma civilização perdida de sofisticação espetacular, a chave do nosso passado. Se for verdade, este episódio esquecido vai subverter todas nossas idéias sobre as origens da civilização. Toda a nossa concepção da pré-história pode estar errada…

fonte:lumini

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