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Como Identificar Comportamentos Manipuladores

Quando falamos em manipulação, estamos falando sobre o ato de tentar influenciar o comportamento ou ações de outra pessoa de forma indireta. Somos humanos, e como tais, nossas emoções muitas vezes acabam distorcendo o julgamento que fazemos da realidade, tornando difícil enxergar a verdade por trás da dissimulação (quando fingimos ou disfarçamos o que sentimos ou pretendemos) embutidos em diferentes formas de comportamento. Os aspectos controladores da astúcia somados à manipulação às vezes são tão sutis que passam despercebidos, escondidos embaixo de um manto de sentimentos como obrigação, amor ou algo que ja virou hábito. Neste artigo você vai aprender a identificar um comportamento manipulador à sua volta para que você consiga contornar a situação, e não virar um refém dela.

 
 
 

Passos

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    Entenda as características de uma personalidade manipuladora. Elas não são óbvias porque essas pessoas agem em silêncio ao construírem um muro de obrigações que temos para com elas. Esse muro acaba fazendo com que você se sinta pressionado e obrigado a continuar agindo dessa maneira por elas, mesmo que no fundo você fique se perguntando como a coisa chegou a esse ponto. Algumas das características de uma personalidade manipuladora incluem:

    • O mártir. A pessoa com esse tipo de personalidade age como se ele ou ela fossem muito legais com os outros, mas na verdade estão misturando consideração com a necessidade de serem importantes para você. Quando agem assim, eles fazem coisas pelos outros que ninguém pediu ou quis que fizessem, mas assim eles garantem uma ligação com o “favorecido”. Fazendo esse “favor” para você, eles esperam que você dê algo em troca. Outra coisa que eles costumam fazer é jogar na sua cara tudo o que já fizeram por você e quando terão o retorno para tanta “boa vontade”…
    • Os excessivamente dependentes e carentes. São pessoas que não se sentem à vontade em ser elas mesmas nem em mostrar as suas próprias idéias e opiniões. Elas acabam se escondendo por trás de uma máscara de manipulação para que você ache que está lidando com alguém normal, quando na verdade estão fazendo com que você supra a carência delas.
    • Os narcisistas. Esse é o arquétipo do manipulador e é muito difícil lidar com esse mestre da manipulação.
    • Você. Sério mesmo. Cada um de nós acaba tendo um comportamento manipulador uma vez ou outra. É que, para a maioria das pessoas, esse deslize acontece de vez em quando. Para os manipuladores, é um vício que usam como um manual para o dia-a-dia e para todos os relacionamentos.
     
     

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    Repare nas maneiras que as pessoas usam para tentar manipular umas às outras. Há alguns comportamentos básicos que acabam em manipulação, e é importante saber como identificá-los antes que virem uma dor de cabeça. Neste artigo você tem uma visão geral desses comportamentos, com os seguintes passos que dão mais detalhes e sugestões sobre como reagir da melhor forma possível (sem “perder a amizade”):

    • O peso da culpa. Esse comportamento manipulador serve para fazer com que você se sinta culpado e comece a agir como deveria, e não como você realmente quer e mantendo-se fiel ao que você acredita.
    • O dono da verdade. Essa tática manipuladora serve para fazer com que a opinião do manipulador sobre seu comportamento prevaleça sobre a realidade, o que acaba se tornando um jogo de sentimento de culpa. Não importa o que você faça ou diga, o ato de negar a opinião dele é prova de que ele está certo.
    • O telefone sem fio. Esse truque de manipulação é um tipo de pseudo-sociologia em ação. Para fazer com que você faça o que eles querem, eles alegam que “fulano disse isso” e que o certo é fazer desse jeito. Assim, eles se livram da responsabilidade e passam todo o peso dela para as suas costas.
    • Os pit bulls. Esse método de manipulação consiste em provocar brigas. Assim, eles fazem com que você se sinta mal por coisas que não fez nem disse, mas pelas quais deve se sentir culpado no final. Dessa forma eles conseguem fazer com que você sinta pena deles para que possam manipulá-lo quantas vezes quiserem.
    • Auto-piedade: Mas eu sou tão mal-amado/perturbado/vítima das circunstâncias, etc. Às vezes todos nós precisamos de um ombro amigo para chorar nossas mágoas, mas manipuladores experientes sabem como ser os “coitadinhos” que sempre precisam de mais atenção.
     

 

 

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  2. Restrinja o peso da culpa. Ela está no topo da lista de ferramentas manipuladoras. Se você consegue fazer com que alguém se sinta culpado, então você sabe do que estamos falando. O problema é que as pessoas se cansam de serem forçadas a sentir culpa o tempo todo enquanto o manipulador pensa que está levando vantagem. No final, eles acabam perdendo o respeito de todos e tornando os amigos, parentes e colegas de trabalho distantes (como não podem se livrar do manipulador, as pessoas se defendem tentando ficar o mais longe possível). Uma das regras básicas na hora de acabar com o peso da culpa é cortar o mal pela raiz, assim que começam a usar o truque em você. Lembre-se: a culpa é deles, não sua. Confira abaixo formas de se lidar com a culpa que os manipuladores empurram para cima de você:
    • Reconheça o joguinho deles. É sempre assim: “Se ligasse pra mim de verdade, você iria…”, ou “Se você fosse mais responsável, você iria…”, ou ainda, “Se me entendesse de verdade, você iria…”. Em todos esses casos, dá para substituir essas frases por “Faça o que eu quero.” Outro jeito de fazer com que você se sinta culpado é jogar na sua cara o que você nunca faz, por exemplo: “Sabia que eu tinha entendido errado! Você jamais teria feito isso sem falar comigo antes.” Traduzindo para o manipulês, isso quer dizer: “Nunca faça nada sem antes me consultar!”
    • Devolva na mesma moeda. Deixe que eles provem do próprio veneno e não deixe que a forma como eles vêem seu comportamento determinar a situação. Assim eles têm a chance de sentir na pele o que ficam jogando na cara de todo mundo. Basta repetir o que o manipulador disse e fazer o mesmo jogo deles, acusando-os de não darem valor a você. Dessa forma você se livra da obrigação que tentam empurrar para você. Por exemplo:
      • Manipulador: “Você não está nem aí para todo o esforço que lhe dedico.”
      • Você: “Claro que eu ligo para todo o esforço que você me dedica. Você está cansado de ouvir isso. Mas parece que você é que não liga muito para o quanto eu me importo com você.”
      • Manipulador: “Mentira! Eu dou valor sim!”
      • Você: “Claro, do mesmo modo que eu dou valor pro seu esforço e dedicação.”
    • Não deixe que coloquem uma “coleira” em você. Quando eles começarem a lhe jogar a culpa, se fazendo de coitadinhos, não caia nessa. Ao invés disso, rebata na hora. Por exemplo:
      • Manipulador: “Tudo bem, vai lá acampar com seus amigos enquanto eu fico aqui cuidando sozinha dos cachorros. Não se preocupe comigo.”
      • Você: “Que maravilha! Que sorte a minha ter você para cuidar dos cachorros enquanto viajo. Obrigado!”
     
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    Mantenha a arrogância deles bem longe. Uma das coisas mais irritantes em manipuladores arrogantes é que eles ficam dizendo o que você está sentindo ou fazendo, e para quê. Isso passa a impressão de que não o levam a sério, ou seja, que você é o que eles supõem que você seja, e pronto. A intenção deles é fazer com que você faça tudo que seja bom para eles, não para você. É difícil perceber onde está o truque, mas é essencial que você saiba identificar a jararaca no ninho para matá-la na hora. Eles adoram as palavras “Acho/parece que você/quem me dera”, etc: “Acho que você vai me deixar sozinho de novo”, ou “Parece que você não vê tudo o que faço por você e agora vai passar o Natal com os amigos ao invés de passar comigo.” O problema do manipulador arrogante é que ele nunca faz perguntas, pois estas fazem com que eles sintam que estão perdendo o controle sobre a “vítima”. Em um relacionamento normal, as perguntas deixariam suas intenções claras e daí daria para partir para conversas mais profundas. O manipulador arrogante prefere acreditar no que ele acha que você está fazendo; assim ele controla o você que está na cabeça dele e não precisa ouvir o você da vida real. Corte a opinião deles na hora, ignorando o que ficam insinuando, e traga o manipulador de volta à realidade, deixando claro que o que você pensa e faz tem valor também. Por exemplo:

    • Manipuladora: “Quem me dera que você entendesse como é difícil pra mim passar o Natal sem você, depois de tudo o que sempre fiz por vocês.”
    • Você: “Na verdade, eu passo tanto tempo com você quanto com os pais da Márcia. Estou achando ótimo passar a mesma quantidade de tempo tanto com a minha família quanto com a dela.”
    • Manipuladora: “É, parece que você vai me deixar sozinha de novo.”
    • Você: “Não vou te deixar sozinha. Está passando seu filme preferido na televisão, os cachorros precisam da sua atenção e até terça estarei de volta, como sempre.”
    • Manipuladora:”Se você tem coisas mais importantes para fazer, é melhor não desperdiçar seu tempo me visitando.”
    • Você: “Nossa, que bom que você entende como as coisas estão corridas para mim agora. Sai muito caro viajar de avião nessa época e eu vou poder passar mais tempo com você em maio.”
     
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    Dê o fora quando o manipulador começar a fazer o joguinho “Mas o fulano disse/acha que...”. Ao pegar alguém de fora para usar como referência, acabamos generalizando como forma de ter evidências “concretas” de que o que queremos é o correto, por mais vagos e absurdos que sejam nossos argumentos. A maioria das pessoas uma vez ou outra comete esse deslize, mas para o manipulador, isso é um meio de vida. Toda vez que ele mencionar que sua tia Rita, seu primo Paulo ou a fofa da Luciana faria ou diria isso ou aquilo, fique esperto. Eles usam essa tática para testar você e comparar a sua falta de boa vontade (na cabeça deles) com outras pessoas que são colocadas lá em cima (ou seja, que supostamente fazem tudo que o manipulador deseja), só para fazer com que você se sinta mal por não fazer o que eles querem. Os manipuladores usam esse jogo por outros dois motivos: acham que tudo na vida dos outros é sempre melhor; querem se livrar da responsabilidade do que dizem e fazem, colocando outra pessoa no meio que não tem nada a ver com a situação. De quebra, te forçam a se sentir mal por não fazer o que eles querem.

    • Manipulador: “A Fabiana disse que não é muito bom você me deixar sozinha toda hora. Ela disse que isso pode até me fazer mal.”
    • Você: “Nossa, não tinha percebido que a Fabiana era psicóloga. Agora eu tenho que falar com ela de qualquer jeito para ver se ela não pode passar mais tempo com você.”
    • Manipuladora: “Todo mundo acha que não custaria nada você me dar outro anel de diamantes, que você regula demais.”
    • Você: “Todo mundo? Nossa, preciso conhecer essa gente tão podre de rica! Você sabe que eu te compraria outro anel, mas a minha sorte é você já ter um para te distrair até a gente conseguir juntar o suficiente para incluir uma compra cara no orçamento do mês.”
     
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    Desvie das brigas e conflitos usados pelos manipuladores. Saiba identificar o joguinho que eles fazem ao provocar uma briga ou conflito. Isso acontece muito entre amigos ou parentes, quando um quer tentar controlar os outros. Ao provocá-lo, a intenção do manipulador é te deixar chateado e nervoso a ponto de bater boca. Por exemplo: “Que coisa, hein! Me deixando sozinho de novo hoje à noite!” ou “Puxa, achei que tínhamos combinado que essa era a melhor solução. Agora, você vem e faz algo nada a ver.” Ou ainda: “Por que você tem que fazer tudo do seu jeito? Como é que eu fico nessa história?” Às vezes esse truque vem disfarçado numa piada ou brincadeira, mas com o objetivo de te colocar para baixo. Ao invés de discutir com o manipulador, aprenda a dizer não. Mostre a ele fatos, dados concretos. Por exemplo:

    • Fique calmo, com a cabeça fria e um sorriso no rosto quando for dizer não. Não adianta fazer cara feia ou dar uma patada de volta. É importante também reagir de forma simples e simpática.
    • Use a sua linguagem corporal para ajudar a mostrar que “não” é “não”: balance a cabeça e faça cara de quem está se negando a entrar no joguinho.
    • Seja educado. Quando um manipulador pedir algo a você, experimente responder “Puxa, eu até faria isso, mas agora estou numa correria danada e só vou ter um tempinho livre daqui a uns 3 meses. Fico te devendo essa.”
     
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    Não deixe que a auto-piedade do manipulador atinja você. Ele acha que dá tudo errado para ele o tempo todo para que você fique com pena dele e faça o que ele quer. Fazendo o papel de “indefeso”, “azarado” ou “sofrido na vida”, eles estão tentando conseguir sua ajuda emocional, financeira ou outras formas de parasitar em você. Fique ligado caso você ouça um “Você é a única pessoa que tenho no mundo”, ou “Não tenho mais ninguém para conversar”, etc. Quando tiver que lidar com um ataque de auto-piedade, seja legal, mas prevenido – você não quer ter obrigação nenhuma para com ele. Algumas formas eficientes de lidar com um manipulador desse tipo:

    • Manipulador: “Eu só tenho você no mundo.”
    • Você: “Ah, lá vem você me agradando de novo! Mas tanto eu como você sabemos que isso não é verdade. Você vê a Carol no domingo e a Juju nas quintas, fora a turma do vôlei nos sábados. E aquela vez que eu te liguei na quarta à noite, você estava jogando baralho com os vizinhos!”
    • Manipulador: “Não tenho ninguém com quem conversar.”
    • Você: “Ué, você se lembra de ontem? A Tati veio na sua casa para ficar batendo papo com você a tarde inteira. E a Gabi disse que você sempre pode contar com ela toda vez que precisar de alguém para conversar no telefone. E eu estou adorando conversar com você, mas infelizmente tenho um compromisso daqui a 5 minutos que não posso desmarcar.”
     
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    Fique atento a pessoas que distorcem os fatos para parecerem que são melhores do que realmente são. Normalmente são gente que vai mentir até para o Papa para conseguir o que quer. Isso acontece muito no ambiente de trabalho, quando querem que fiquem do lado deles ou para conseguir favores da chefia. Ao topar com uma distorção dos fatos, procure deixar as coisas claras. Explique que o que eles estão lhe dizendo não corresponde ao que você se lembra e que você precisa entender melhor como eles chegaram àquela conclusão. Mantenha a calma e diga que precisa de uma explicação porque você está fazendo confusão. Faça perguntas simples, como quando vocês dois concordaram sobre um assunto, como eles acham que esse plano estratégico foi bolado, etc. Assim que vocês estiverem na mesma sintonia de novo, tome esse ponto como o de partida, ao invés de começar pela distorção do manipulador. Por exemplo:

    • Carlos (manipulador): “Eu pedi para o Marcos terminar tudo isso ainda hoje. Ele nunca entrega os relatórios em dia.”
    • Chefe: “Sério, Marcos?”
    • Marcos: “Não é bem assim. Carlos, quando foi que você me disse que esse relatório é da minha inteira responsabilidade? Da última vez que nos falamos, entendi que ele era um esforço em equipe, com você dando a palavra final antes de eu apresentá-lo para a diretoria. Mas ontem não consegui contatá-lo depois de verificar que você não estava na empresa, e vi que não tinha escolha a não ser continuar com o trabalho sozinho. O problema é que não consegui resolver as questões relacionadas a X, Y e Z, que são da sua área. E eu entreguei os últimos 6 relatórios 2 dias antes da data. Eu levo prazos muito a sério.”
    • Outro exemplo: “Você nunca me apóia durante as reuniões, só comparece para garantir o seu e me jogar para os leões.”
    • Você: “Isso não é verdade. Eu achei que você estava pronto para falar com os investidores sobre suas próprias idéias. Se tivesse suspeitado que você estava com dificuldades para se expressar, teria dado uma força, mas você se saiu muito bem sozinho.”
    • Fique esperto com gente que tem “memória seletiva”. Essa ferramenta manipuladora serve para livrá-los das obrigações indesejadas e ao mesmo tempo insinuar que quem tem que fazê-las é você (na frente do chefe).
     
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    Não caia na armadilha daqueles que usam o amor como moeda de troca.Esse tipo de manipulador normalmente usa frases como “Eu sei que você me ama, então por que você não …”, “Você sabe que te amo, então não custa você fazer X, Y e Z pra mim…”, com o objetivo de fazer com que você aceite o que eles querem. Isso acontece muito entre casais ou até mesmo amigos. As pessoas que agem assim vão fazer com que você sinta que tem uma dívida para com elas toda hora. Ao invés de deixar que manipulem o amor que você sente por eles, experimente mostrar que o que você está fazendo já é uma prova de amor, e se possível, mostrar que reconhece o amor que eles sentem por você também:

    • Esposa: “Se você me amasse, me levaria junto para essa viagem de negócios. Não ligo para o seu chefe pão-duro, isso é problema seu, não meu.”
    • Marido: “É claro que te amo, e por isso mesmo não quero meu chefe implicando com você. Seria péssimo para você ter que ser super legal com ele o tempo todo, e ele não gostaria nada de vê-la por ali; poderia até mesmo tirar o meu cargo por achar que não levei a viagem de negócios a sério.”
    • Marido: “Você acha que esse jardim é mais importante do que eu.”
    • Esposa: “Na verdade, meu amor, eu cuido do jardim para que você possa ter um lugar seguro e legal para fazer um churrasco com seus amigos. Eu quero que tudo fique perfeito para você, do mesmo jeito que você pinta a casa com as cores que sabe que eu gosto.”
     
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    Aprenda a identificar um falso mal-estar. Infelizmente, tem gente que chega a se fingir de doente para manipular os outros. Esse teatro pode ir desde pequenos sintomas até a Síndrome de Munchausen. Fingir que se está doente significa exagerar sintomas falsos para se conseguir o que quer. As pessoas que fazem isso estão tentando fugir de responsabilidades, ter mais tempo livre, levar vantagem em lugares públicos ou são tão preguiçosas que querem que tudo seja feito pelos outros.

    • Se a pessoa ficar o tempo todo usando esse truque, deve-se levar em consideração a possiblidade de ela precisar procurar a ajuda de um psiquiatra ou psicólogo. A parte chata para você é ter que lidar com alguém que realmente tenha uma doença, mas que consiga parecer bem na maior parte do tempo. Ela só exagera (e muito) os sintomas causados pela doença.
    • Se a pessoa realmente sofre da Síndrome de Munchausen, tente não julgá-la. O que acontece às vezes é que essa foi a maneira que a pessoa encontrou de lidar com o stress de ter uma doença crônica. O melhor a fazer nesse caso é aconselhar a pessoa a buscar ajuda psicológica. Não adianta ficar discutindo por causa da “doença de mentirinha”.
     
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    Fique atento a gente que cria fofocas. Gente assim vai lhe dizer exatamente o contrário do que você espera ouvir. Assim, para desmenti-los, você acaba entregando mais informações do que deveria na ânsia de corrigi-los ou de provar que estão errados. Muitas pessoas reservadas acabam se abrindo sem querer ao cair nessa armadilha – que é usada para trazer à tona o que estava meio que em segredo.

     
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    Ignore cenas dramáticas que visam usar suas emoções para derrubá-lo.Algumas pessoas choram, gritam, fazem o maior drama e usam outras formas de chantagem emocional para forçar os outros a fazer o que querem ou simplesmente para conseguir o que desejam. Isso é comum entre crianças e adolescentes, que querem ver até a onde eles conseguem ir com esse tipo de manipulação. Vale conferir bons livros sobre como ser bons pais na hora de lidar com crianças e adolescentes; o comportamento deles tem mais a ver com o ato de testar limites e pode ser administrado se os adultos souberem ser bons pais.

    • Se o seu filho sofre de distúrbios de comportamento, procure ajuda profissional. Distúrbios como rebeldia em excesso, conduta inadequada ou ansiedade gerada pela distância dos pais podem ser jogos de manipulação por parte dos pequenos, mas esses problemas precisam de atenção especial com a ajuda de psicólogos, além de muita paciência e amor.
     
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    Siga a sua intuição. Em todas as situações de manipulação mencionadas neste artigo, é muito importante levar a sua intuição a sério. Você se sente pressionado ou forçado a fazer algo que preferia não fazer? O comportamento deles parece lhe atingir o tempo todo? Uma vez que você oferece ajuda, eles esperam que você ajude sempre mais? Suas respostas para essas perguntas são uma boa forma de abrir seus olhos para o futuro do seu relacionamento com o manipulador.

     
     

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Você já Ouviu o Seu Chamado?

Todos estamos sujeitos as formatações que nossas famílias, escolas, amigos, e religiões nos fornecem nas primeiras décadas de nossas vidas, e no meio disso tudo está o nosso ser, esperando a hora em que a vida faca sentido pra gente, esperando entrarmos em ressonância com o universo em vez de levar pancadas dele e nos desafinarmos.

Estramos em conflito e ficamos com stress, sofremos ao tentar sobreviver nessa armadilha que nos apresentaram como vida.

Muitas pessoas demoram décadas, outras conseguem antes da vida adulta atender ao chamado.

O Chamado (não o filme) é o ponto de virada, é o acontecimento, percepção ou/e sentimento que irá fazer você se desprender dos grilhões invisíveis, perceber o universo na sua forma crua e bela.

Apesar de muitos gostarem de estar presos, assim como o cachorro que traz a coleira feliz na hora de passear, elas não tem consciência da prisão, acham que a vida é assim e que estamos aqui apenas para vive-la, ou melhor, passar por ela.

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Feriado Bandeiras Brancas

Muito bonito o video, e com intenções muito boas, mas denovo batemos com um tópico recorrente aqui no site, há apenas o foco no sintoma.

As pessoas não fazem guerras porque gostam, elas não roubam porque gostam (talvez exista alguns casos que sim), isso é consequência de um governo, de um ambiente hostil, onde nos coloca a todo instante ao stress, e nos encurrala a cada segunda, pois temos que lutar pelas coisas que nos falam ser essenciais para a vida, mas muitas das pessoas batalham em vão por isso, e o sentimento de sobrevivência e/ou o de ter essa vida “digna” que nos vendem é que faz ter essa violência.

Nosso ambiente é tão hostil as vezes que se fôssemos animais seria algo comparado a ter um bando pequeno de bizões sendo cercado por muitos leões, é não conseguir durmir, se preocupar com o mais próximos, com a sua vida, e mesmo assim perder um pedaço de si a cada dia, estar no estado mental de defesa durante muito tempo faz muito mal para o corpo e para a mente, aposto até que já ouviram aquela frase de alguém “estou cansado, mas mentalmente cansado”.

Antigamente só se causava problemas vendendo como soluções, agora estamos imaginando soluções que não buscam ações apenas simbolos, e sou todo a favor a usar esse tipo de atitude, mas nesse caso não é efetivo. A equipe do DDD está pensando nesse assunto.

Vou citar o Batman para finalizar esse post, não adianta ele ser o melhor detetive do mundo e ser o maior bilionário da cidade ao mesmo tempo, ou arrancamos a raiz ou poda-se a árvore.

Leis Modernas da Vida Global




São 5 videos de 2 minutos cada que conseguem falar muito.

“Cooperativismo” Minimalista

A Crítica em si tem que ser construtiva, ela em sua essência não pode ser apenas um comentário ou uma acusação, tem que acrescentar algo ao receptor do comentário.

É por isso que vou falar do Cooperativismo Minimalista, esse termo que inventei para determinar certo tipo de atitude ou vício psicológico de muitas pessoas muitas vezes bem intencionadas, pessoas do bem, porém não tem uma vontade ou uma iniciativa de colocar pra fora sua vontade de mudança.

Você com certeza tem aquele amigo que não come em certos fast-food, que não bebe refrigerantes por motivos de saúde ou por motivos políticos, ou aquela pessoa que não come carne, mas come soja (e não sabe se sua soja é transgênica ou não), ou então mesmo aquela pessoa que simplesmente recicla lixo ou gosta de pegar lixo na rua e jogar em uma cesta de lixo mais próxima.

São vários os tipos de formas de cooperação minimalista, essas pessoas se satisfazem por fazerem o mínimo, por “fazerem sua parte”, acho ótimo isso, mas é no canto antecedido de vitória que nasce o comodismo, e dele surge a chance de derrota, o desleixo, a preguiça por saber que sua parte está garantida.

Infelizmente ou não, não vivemos em umas das animações da Disney que tudo acaba bem, as pessoas pensam que não pode fazer nada para mudar, apenas se defender do mundo, apenas regar as flores do seu jardim que está tudo bem, mas existe uma batalha invisível de informação acontecendo do lado de fora dos portões de sua casa, e com certeza todos podemos fazer nossas revoluções, nossas divulgações de pensamentos e reflexões, como diria Emma Goldman ” Se não posso dançar essa não é a minha revolução”, e falo que sim, você pode dançar assim como outras coisas, e essa mudança de atitude não deve ser algo chato e tedioso, tem que ser algo interessante e divertido, o conhecimento e a critividade são infinitos, com certeza existe uma dança ou uma música que você irá gostar, e assim como eu tenho esse blog, você pode ter uma banda, uma roda de amigos, estilo de arte-marcial, uma interação pela internet, ou simplesmete uma poesia.

A humanidade de acordo com os livros da escola nos dá 30 mil anos de idade, de acordo com os arqueólogos que foram excluídos por falarem a verdade de suas pesquisas nos dão até milhões de anos de idade.

Acho que já está mais no que na hora de sermos maduros e não sermos tão indefesos, o mundo é construido de atitudes, e está na hora de tomar a sua.

Pseudo Anti-Comodismo

Esses dias ouvi a frase ” Eu não quero que mendigos durmindo na rua sejam percebidas como coisas naturais e sem impacto ao meu olhar, quero sempre me indignar quanto a isso”, a frase foi algo assim.

Essa é uma frase muito falada por pessoas que acham que podem mudar o mundo com apenas seu pensamento.
Você não se se acomodar é muito bom, mas está na mesma posição no mundo físico do que um acomodado.

Uma árvore que pensa continua não mudando nada a sua volta a não ser pelos seus ciclos naturais que não exigem nada além do natural.

A indignação deve se materializar em ação para ter seu efeito real, se não é apenas pensamento.

Cito um exemplo, preconceito e discriminação, as pessoas usam essas palavras de modo errado. Preconceito todo mundo tem, é natural e involuntário, acontece sem  a gente perceber, já discriminar é botar esse pensamento mesmo que não natural para fora. Uma situação que isso pode acontecer é quanto vemos pessoas vestidas de forma muito suja e andando rapido em nossa direção, o medo ou preocupação vem rapidamente em nossa mente, fazendo-nos muitas vezes ir para o outro lado da rua.

É algo natural, acontece.Mas devemos lutar contra os preconceitos ruins.

Vou citar um acontecido dessa semana que aconteceu comigo; tinha um cara com o carro quebrado na marginal pinheiros e estava tendo uma puta chuva, tinha uma pessoa acenando para parar, e decidi parar, ele estava precisando de 36 reais para comprar uma peça do carro que quebrou, e eu só tinha duas notas de 20, e dei pra ele, instantaneamente meus amigos me olharam com a cara (você vai fazer isso mesmo?!), ele me prometeu ligar e depositar o dinheiro pra mim, o que não aconteceu ainda.

É esse tipo de mudança que devemos viver, simplesmente ação, não adianta nada você simplesmente ver alguém precisando de ajuda e se sentir mal, se sentir mal é assumir uma derrota ao estilo de vida capitalista, e esse estilo preve uma acomodação, ser ativo

É quebrar um ciclo.

É acordar do modo zumbi,

É ser um dos poucos sóbrios do bar.

Portanto, não fique aí sentindo a realidade, vá e a modele ao seu modo.

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