Tag: ajuda

Ajude alguém, mas não espere gratidão

Ajudar as pessoas é algo raro, não é atoa que honestidade vira notícia de jornal, realmente é algo difícil de se ver.

Todos nós sentimos tão injustiçados que sempre queremos nos beneficiar de alguma maneira. Precisamos recuperar o que a sociedade não nos dá, pensa o homem médio. A corrupção nasce do mesmo pensamento.

Quando se ajuda alguém se sai de uma série de movimento comportamentais automaticos. Você deixa de olhar pro umbigo e olha pro outro, para de desviar o olhar do morador de rua, se preocupa com quem não tem nada a te dar em troca.

Ajudar o próximo é um ato lindo de auto percepção e empatia. Saber entender o próximo, ou melhor, tentar entender o próximo é outra coisa raríssima no mundo.

Algumas pessoas conseguem se libertar da automaticidade e sentir a necessidade do outro, e não digo apenas de pessoas que passam fome ou não tem onde morar, esses casos devemos sempre dar atenção, pois essas pessoas batalham para ter o mínimo da sobrevivência.

Falo das ocasiões mais simples como dar uma dica de uma oportunidade ,  falar com um amigo que precisa, as vezes bastante apenas tomar uma cerveja com alguém.

Sair da zona de conforto exige mudança, e toda mudança na humanidade encontra atrito, e mesmo assim alguns de vocês ainda assim ajudaram  pensando: “vamos ver no que vai dar”.

E isso é uma grande vitória já, olha quantos níveis já passamos só para chegar aqui!

Agora é só deixar a inércia fazer seu trabalho.

Mas calma, e a pessoal que eu ajudei, não vai me agradecer?

Tenho que te dar as más notícias, mais uma: ela não vai te agradecer.

Sabe por quê?

Porque exigir ou esperar gratidão dos outros é a única e última coisa que vai destruir toda essa experiência.

Você pode ter acordado, pode ter ajudado, pode ter adquirido empatia, pode ter saído da bolha, mas a maioria das pessoas ainda não.

Lembre-se, você precisa entender os outros, como eles recebem as suas ações.

A pessoal que você ajudou não sabe do processo de ajudar os outros que falamos aqui provavelmente, não sabe da jornada e o quanto significa para você sair da zona de conforto e fazer algo que você acha que deveria ser feito por alguém.

Ela nem se questionou.

Então digo, deixa pra lá. Simples assim

Falo isso por experiência própria, não adianta se remoer não dá pra mudar as pessoas da noite pro dia.

Você deve fazer as coisas porque sentiu vontade e achava necessário, e pronto.

Falta de agradecimento vai tirar a sua tranquilidade se for isso que você espera.

Você chegou tão longe, não deixe a inatividade de alguém te fazer retroceder.

 

Além do bem e do Mal

”Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal”  – F. Nietzsche

Danielle Sleiman. uma amiga minha pergunta pra mim: “Mas como ter certeza de que estamos fazendo o melhor ao outro? Como alguém sabe o que é o melhor para o outro? Que certeza temos de que nossos planos para aquela pessoa realmente terão um bom efeito, de que trará uma mudança positiva? Temos esse controle sobre o “bulliyng do bem”? É certo agir a favor de uma pessoa sem que ela saiba? Questões a se pensar meu caro e grandioso amigo pensante.”

O Bullying do bem foi um termo que inventei para descrever a intervenção que você ao ter absolutamente certeza de que a pessoa está indo no caminho errado faz, mas não de uma maneira que é levada de forma agradável as vezes, pois é preciso intervir, ou seja, causar uma situação que não seja o habitual, incômoda para a pessoa que está tratando mal alguém, ou sendo arrogante, ou mesmo sendo desonesto com um amigo. Isso poderá ser brusco, pois realmente você estará parando uma onda de ações ruins.

Cito aqui um pedaço do livro O Mensageiro, do nosso Colaborador aqui no site, Paulo Ferreira:

“”Existe um ditado do velho oeste americano que diz: ” Você pode levar um cavalo à água, mas não pode obrigá-lo a beber.” Este ditado resume de um bom modo o compromisso que devemos ter com o conhecimento e a verdade em relação aos nossos semelhantes. Este é um aspecto de grande importância, porque qualque ratitude que tente forçar um outro ser na direção do conhecimento está essencialmente errada. Mas vamos primeiro examinar nosso próprio compromisso com o conhecimento e a evolução para depois incluir os outros. “”  Continue reading

Abstenho do Orgulho em Prol do Meu Amor

“- Gente estou aqui porquê estou desempregado e me vejo nessa situação de estar aqui pedindo algo pra vocês, pois tenho filhos doentes e não consigo comprar um saco de arroz pra minha família, quero ver se consigo pelo menos 10 reais até as 6 horas para eu conseguir comprar algum alimento”

Esse tipo de frase chega a ser um hino ouvido a cada vez que se pega um trem ou um ônibus em São Paulo,  a comoção das palavras e a sinceridade explicíta muitas vezes alcança as pessoas, mas muitas apenas encontra o olhar de canto já calejado de pessoas que suplicam por ajuda em cidades grandes.

É como um mosaico da Metrópole e várias pedaços são essas pessoas.

O que acho muito interessante e triste ao mesmo tempo, é a jornada de desprendimento do orgulho, como um ser humano que valoriza o status e começar a pensar e agir de uma maneira/fonte de causa triste, o amor por seus entes queridos, claro, não preciso nem falar que a maioria das vezes  o exilamento do seu orgulho é causado por um amor irracional de família ou mesmo um peso de responsabilidade muito grande implantado na pessoa.

Mas quero tentar detalhar um pouco essa jornada que acho muito heróica, pois é o auto-sacríficio altruísta em busca do bem de mais pessoas, e isso pra quem não passou por provas de auto-superação não sabe o quão difícil pode ser se expor a olhares de escárnio, para muitas pessoas são como se cada olhar fosse um facada de tão humilhante que pode ser para essa pessoa, e devo ressaltar que não é o herói que escolhe a jornada e sim a jornada que muitas vezes cai sobre o herói, portanto muitas das pessoas não estão nenhum pouco preparadas para tal radicalização de seu modo de viver e de encarar as suas necessidades com relação ao seu ego.

Muitas pessoas podem pensar que nós causamos nossa realidade e portanto quem se encontra nessa situação “fez por merecer” tudo isso, mas com certeza essa é uma certeza muito forte para qualquer um ter, o melhor seria nos manter na dúvida e aceitar como possibilidade que muitas vezes coisas acontecem, e o fato de ser ruim ou bom depende da pessoa interpretar, muitas vezes depois de uma fase de caos em nossas vidas não nos imaginamos não passando por aquilo, pois nos ajudou/melhorou de tal maneira que seria melhor que tivesse acontecido esse “algo ruim” que nos possibilitou tirar coisas boas e nos fortalecer.

Para deixar o orgulho de lado é preciso dar um salto, dar um movimento em que haverá uma mudança drástica no modo de agir/pensar, salto esse que poucas pessoas dão, que seria uma atitude determinada de mudança quando se vê algo errado acontecendo, atitude essa heróica que poucos temos consciência que podemos ter e muito menos os que as tem.

Se não me engano a jordana do herói é composta pelas seguintes fases: o problema é apresentado, há a negação do herói do problema, em seguida ele se vê impossibilitado de escapar da busca pela solução, passa pela prova, e o auto-sacrifício finaliza a jornada ou um ato de igual valor. Infelizmente muitas vezes ficam presas em um desses estágios, pois não conseguem pensar em modos de superá-los adequadamente.

O que quero dizer e tentar proporcionar aqui é nova visão sobre esse tipo de pessoa, não com um olhar de dó e pena e sim com o olhar de alguém que sabe que todos passamos por provas, sendo elas por consequências nossas mesmas ou não.

Um novo olhar para tudo é urgente.

Ilusão Humanitária.

ajuda-2

Existi uma ilusão na ajuda humanitária, potencializada pela fama , obrigação,  ou paz interior.

Raramente há aquela pessoa que se se auto-analizar profundamente sentirá que realmnete ajuda por vontade própria sem esperar nada em troca, isso em si é uma atitudo muito bonita, porém deixando o lado idealizado da atitude, isso de nada serve para o povo a não ser sobreviver um pouco, eles vão continuar com os mesmos problemas a não ser que você pegue a essência desse problema, pobreza, fome e injustiça não coisas a serem combatidas, elas são apenas consequências de muitas outras.

O modo de vida baseado no dinheiro e em posses está encontrando seu fim depois de muito tempo, ajudar pessoas não vai mudar a elite que domina e rege as regras sobre os governos e sistemas financeiros.

É como desenhar na areia algo gigante e esperar que vá estar lá no outro dia, mas quando volta você percebe que as ondas apagaram seu desenho, e volta a desenhar.

Temos que acordar para as ondas, não devemos parar de desenhar, o que devemos é construir barreiras/concientizar para que as ondas/elites não apague tudo.

Facebook