A dublagem não está muito boa, mas o conteúdo do documentário é demolidor. Ele relata dolorosamente o estado servil o qual nos encontramos, e o pior, em uma servidão consentida. Aceitamos nossa prisão, pagamos por ela, a desejamos. Não que tenhamos que olhar a modernidade sempre com pessimismo, o que já nos alertou o filósofo Gilles Lipovetsky, autor do livro “A era do vazio“. Mas temos que acordar para o como nossa subjetividade, aquilo que nos tornamos enquanto seres humanos, está aprisionada às redes de exploração de capital. O documentário tem um forte tom pessimista, mas creio que seu objetivo é mobilizar-nos emocionalmente para a miséria social humana, e assim podermos tormar alguma iniciativa.