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Somos quem nós somos, mas o que mais somos?

Todos temos características, personalidades, estilo, preferências, movimentos, muitas coisas diferentes.

Ao nos enxergarmos como indivíduos percebemos que somos nós mesmo, não nos confundimos com outros, apesar de muitas vezes encontrarmos pessoas parecidas.

Mas o mundo não é apenas nosso reflexo na superfície de um lago como Narciso viu, somos também o que os outros vêem, somos muitas vezes o que não somos para os outros.

Proposital?

Sim e não.

O indivíduo é um, único, nunca na história da humanidade fomos só um. Nossos primos macacos não andam sozinhos, vivem em grupos e até cultura tem.

Vivemos em sociedade, somos moldados por regras, normas, éticas para deixamos de ser um pouco indivíduo é ser mais parte de algo. Uma forma de sobreviver até.

Para vivermos em grupo seguimos essas normas mesmo que não saibamos, sempre seguimos, através do aprendizado que tivemos ao observar o outro, copiamos e aprendemos o que deveria ser feito. Há sempre dilemas morais, mas também há sempre respostas morais para elas, a questão é quem vai se beneficiar dela, vale a pena a ser imoral? Muitas vezes sim, muitas vezes não conseguimos evitar uma escolha egoísta.

Somos mal interpretados o tempo todo.

Falta empatia, falta querer entender, falta se colocar no lugar.

E para sermos melhor aceito no grupo é preciso ser entendido, mesmo que não seja exatamente o que queremos.

Criar caudas coloridas, para todos terem uma ideia de quem somos, o que gostamos.

Somos o conto de Narciso.

Pavões apaixonados pelas nossas cores.

E no mesmo conta há uma outra história menos conhecida, mas parte do mesmo problema, a história de Eco.

Apaixonada por Narciso a garota chama Eco grita por seu nome, ela deseja alerta Narciso que ele está apaixonado por seu reflexo, mas sua voz nunca chega até ele, sempre volta, e ela escuta sua propria voz.

A luz reflete de volta para o observador o som faz o mesmo com o emissor.

Narciso e Eco representam o ser humano, tentamos nos comunicar, mas apenas queremos nos ver.

Há um ciclo descrito desde a Grécia antiga, e repetimos ele hoje ainda.

Tentamos comunicar algo que não representa o eu, mas sim o outro, nos prendemos demais as correntes da sociedade.

Olhamos para o reflexo em vez de olharmos para dentro.

O grupo e indivíduo são distintos apesar de coexistirem, infelizmente suas vozes não dão ouvidas um.pelo outro assim como Eco.

Eles são projetos paralelos, somos, existimos, compartilhamos.

As suas cores mais importantes não são vistas com os olhos alheios.

A cauda é hipnotizante, mas é preciso sair do transe que Narciso não saiu, e ser a voz que Eco não projetou.

Você consegue?