Psicoterapia de Grupo

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Acho que o primeiro mito que devo falar sobre a Psicoterapia de Grupo é que ela é tão ou mais efetiva quanto a terapia individual.

A terapia de grupo funciona com grupo pequenos de até 7 pessoas ou com grupo grandes também de um pouco mais de 10 pessoas, em sua composição deve-se levar em consideração o tipo de pessoas em que se coloca no grupo, visando proporcionar experiências no relacionamento entre os pacientes, para isso deve-se conhecer bem as possíveis ações e reações de certos tipos-psicologicos de pessoas.

A maioria das pessoas tem a idéia errada de como ela funciona, qual é sua mecânica de procura da cura para o paciente. Digo procura, pois claramente nem todos acham, e isso depende do terapeuta e do paciente, não é o terapeuta que vai dar ou achar uma cura para o paciente, ele vai apenas direcionar a atenção do paciente para que ele tenha insights sobre seu atual estado psicológico, ou muitas vezes sobre o estado de outro paciente, e é por causa disso que a psico-terapia de grupo da tão certo, pois consegue proporcionar novas experiências, atritos e reflexões sobre vários aspectos seus e de outras pessoas.

No começo da psicoterapia de grupo alguns terapeutas faziam viagens com seus pacientes para uma fazendo ou algo do tipo, para forçar insights dos pacientes, sendo que alguns chegavam a ficar até uma semana isolados tendo que encarar de frente seus medos e os medos dos outros, proporcionando muita experiência de vida e é nessa recepção de novas informações e reflexões/interpretações em que o paciente vai encontrando um para “curar” o que lhe incomoda. Vou citar um exemplo infeliz sobre isso que acontece em menor escala hoje em dia em um programa de Tv chamado BigBrother, os participantes saem de lá sempre falando as mesmas frases: “foi uma grande experiência” ou “só de estar lá já valeu a pena” ou até “mudou minha vida estar aqui”, mas conseguimos ver algo pessoal nessas frases, realmente quando somos postos de frente com o inimigo sendo ele nós mesmo ou não nós evoluimos, aprendemos como o participante/pessoa se comporta e ficamos um pouco mais consciente do comportamente humano.

E ao contrário do que pensam é a disposição/capacidade de interpretar ações dos outros ou nossas que irá nos guiar no caminho da cura, um paciente “travado” ou infeliz com o tratamente, pensando que não fará diferença e que é um disperdício de tempo dificilmente irá aproveitar o tratamento. Além do terapeuta, sempre há o líder do grupo que na maioria dos casos é o que melhor responde a terapia e consequentemente tem a melhor chance de se recuperar.

Qualquer coisa conta para ser interpretada numa sessão terapeutica, desde sua posição sentado ou perto do terapeura (buscando apoio) ou mais perto da porta (desejando sair ou incomodado) até se ele atrasa ou não nas sessões(podendo ser interpretado como falta de comprometimento), ou então se ele senta entre homens ou mulheres, ou se evita falar de si mesmo, ou se gosta de ser dono da verdade, ou até da maneira como fala certas coisas, como: “você poderia fechar a janela por favor”, “está frio aqui né?”, “vocês não estão sentindo o frio aqui dentro”, ou simplesmente colocando um blusa, muitos são as dicas que as pessoas deixam para a interpretação de sua psico, e a melhor compreensão disso dará ao terapeuta um melhor planejamento/estratégia para guiar o grupo a assuntos/lugares que farão eles terem seus insights.

Insight é uma palavra nova, mas seu significado não é tanto, Kierkegaard falava de um “salto” a um tempo atrás, ele falava que uma pessoa a partir de certo momento ela só mudaria através de um salto de percepção, que é o que acontece na terapia, as vezes pode ser uma construção de argumentos, mas geralmente é esse Salto.

Lendo os livros de Amit goswami e suas metáfora quânticas, acho que pude desenvolver uma para explicar esse fato que também acontece quando surge uma idéia criativa, mas vamos explicar o salto. Imagine que você é um elétron rodando em uma orbita, agora imagine que sua doença psicológica está na mesma altura orbital que você, mas com seu salto/insight você simplesmente pula para outra camada orbital e deixa sua doença para trás. Quando há uma mudança orbital é liberado luz e há um “teletransporte” do elétron para outra camada, digo com aspas, pois não se sabe se é isso mesmo, mas o fato é que ele aparece lá de repente.

E não pense que essas coisas acontecem apenas num grupo de terapia, tudo isso acontece de forma menos óbvia no mundo “real” também, e nós trocamos de papel entre paciente e terapeuta, sendo sempre quando terapeuta os nossos amigos os pacientes, e sempre quando pacientes o mundo como terapeuta, que nos orienta, mas depende da sua disposição para aproveitar o que ele diz.

fonte de pesquisa: Psitoterapia de grupo: teoria e prática – Irvin D. Yalom
e outros do mesmo autor.

8 Comments

  1. Oi, eu só acho que você poderia colocar que a terapia de grupo, como a maioria das coisas em Psicologia, não é uma unidade, existem diversas teorias que preveem o sentido de cada ato, como interpretar, como compor o grupo etc.

    Além disso, A diferença entre o grupo terapêutico e a vida é que o terapeuta busca agir como um facilitador para a “evolução” do paciente em relação a um ponto específico. As mudanças do dia-a-dia possuem caráter mais aleatório, nem sempre relacionado com o problema da pessoa.

  2. Rs, olha isso Vitor?! Sério que você não se incomoda??? Mako sempre sabe de tudo, sempre, rs.
    As “pontes” amitianas foram demais, rsrsrrs.
    De alguém que não entende nada de física quântica para outras pessoas que também não entendem nada dela. Esse é o resumo do blog, rs. Mas mesmo assim, a palavra “explicação” é utilizada com firmeza, rs.

    “… acho que pude desenvolver uma para explicar esse fato…”

    • Explicar algo não significa estar certo, só porque algo tem lógica não quer dizer que se deve excluir todas as outras possibilidades, eu sei que os experimentos de amit e algumas coisas que ele fala é besteira, mas acho que ele tem boa vontade, mas está se perdendo em sua pesquisa por forçar tanto essa “ponte”.

      Acho que se pode tirar coisas boas dele, assim como pode também tirar coisas do Richard Dawkins, mesmo que não sejam muitas sempre há algo.

      Alguns leitores encaram o que eu escrevo como verdade, e não deveriam, o que é feito aqui no blog é uma reflexão, eu fiz um post sobre física quântica relacionado com a consciência, e sim, isso foi um resumo dos livros do Amit, que estiver interessado em ler mais sobre ele está lá, quem achar que é pura besteira pode simplesmente voltar pra página que estava, essa é a grande liberdade da informação, o poder de escolha.

      E claro meu caro Renato, há muita especulação no blog, eu mesmo invento algumas teorias, e quem não tem teorias?! O meu é uma forma para mim de estudar, escrever melhor, me ajudar a ver mais coisas e a melhor parte, receber indicações de textos de leitores que são sempre boas.

      Coloquei o Post sobre a Aids aqui com certa dúvida, pois o autor é bem mal visto no mundo acadêmico, mas quantas cientistas não foram expulsos por terem idéias novas?! Milhares, resolvi dar a chance do leitor ver se é verdade, assim como deveria fazer com tudo.

      Agora com relação as frases minhas que você citou, sim eu tentei explicar o que o que seria esse salto, que Kierkegaard cita, que a cultura japonesa chama de satori, que a cultura indiana chama de Moksa, e que Amit Goswami faz uma analogia com os elétrons de um átomo ao trocarem de camada, e não há mal nenhum em ter suas teorias, mal está nos olhos das pessoas que conseguem ver arrogância onde simplesmente não há (desculpe-me), pois aqui é o meu espaço para refletir e tentar passar um pouco disso para os leitores, esperando claro um feedback agradável e construtido. Sinceramente eu prefiro tentar achar um resposta nesse lugar onde eu sei que posso expor minhas idéias livremente, pois é um blog, e se eu não puder mais fazer aqui por repressão de leitores então existiria um sentido em ter um blog ainda?!

      Acho que não.
      Mas achei bom seus comentários, me mande coisas interessantes por email se quiser.
      abraços

  3. Rrsrsrs você acha que não existem muitas coisas boas para se tirar de Dawkins??? Rs, Mako, fala sério cara. Se você realmente lesse Yalom de verdade, perceberia que ele se incomodaria com seu post (e com esse comentário descabido) e também saberia que ele gosta de Dawkins – ao ponto de ele oferece a uma paciente um livro do excelente autor (que você rebaixa ignorantemente). Yalom, inclusive, faz questão de citar uma metáfora dawkinsiana para ilustrar a importância que a vida deve ter: “imaginemos um feixe de luz finíssimo se deslocando implacavelmente ao longo de uma imensa régua do tempo. Tudo pelo que o feixe já passou se perdeu na escuridão do passado; tudo à sua frente está escondido na escuridão do que está por vir. Apenas o que é iluminado pelo feixe fino como laser vive.” E yalom concluí: “Essa imagem afasta a amargura e evoca em mim a constatação de como sou inacreditavelmente afortunado por estar aqui, vivo e me deliciando com o prazer da simples existência. E como seria tragicamente tolo diminuir meu breve tempo na luz da vida admitindo projetos de negação da vida que proclamam que a existência real se encontra em outro lugar, na imensa escuridão totalmente irrelevante à minha frente.” (Trechos retirados do livro “De frente para o Sol”)Mas dizer isso não quer dizer muito, é só uma observação mesmo. Apesar, que me parece que ela serve para mostrar como muito de todo o blog é irrelevante.

    “De boas intenções o inferno já está cheio”, Mako. Boa intenção não é sinônimo de boa produção ou de ajuda ao próximo. Amit deixou de ajudar e resolveu só atrapalhar há muito tempo.

    Você não sabe o que a palavra explicar significa. E, também, não percebe que você não explicou nada lá nem usou lógica, sinto lhe dizer.

    Você falando em liberdades???
    Leia este meu post:
    http://destruidordedogmas.wordpress.com/2011/05/01/hearst-tower-o-primeiro-arranha-ceu-verde-de-nova-york/#comment-857

    Mako, você não inventa teorias, você inventa representações. O que você faz não merece o nome de teoria, por definição. Você em nenhum momento fez algo próximo da teoria da relatividade ou da gravidade. Você somente joga seus comentários e opiniões pessoais. Teoria não é a mesma coisa que hipótese pessoal – ou delírio, como é na maior parte dos casos (e nem estou dizendo que é o seu caso, mas o de todo mundo).

    Você não tem nenhum mérito em colocar algo como aquele post da AIDS. É verdade que muitos cientistas decentes são desconsiderados; mas não há nem comparação. Você deveria ter sido muito mais crítico e, especialmente, deveria ter consciência das implicações de sua divulgação/perpetuação de baboseiras mal-intencionada (ou desintencionada).

    “pois aqui é o meu espaço para refletir e tentar passar um pouco disso para os leitores, esperando claro um feedback agradável e construtido” – Essa deveria ser a descrição do blog. Aqui é só um pedaço só seu,

  4. “pois aqui é o meu espaço para refletir e tentar passar um pouco disso para os leitores, esperando claro um feedback agradável e construtido” – Essa deveria ser a descrição do blog. Aqui é só um pedaço só seu, que você comanda sozinho.

    “Sinceramente eu prefiro tentar achar um resposta nesse lugar onde eu sei que posso expor minhas idéias livremente, pois é um blog, e se eu não puder mais fazer aqui por repressão de leitores então existiria um sentido em ter um blog ainda?!”

    Você pode, mas não deixa que os outros o façam, ou se irrita com isso e apaga comentários.

    Já te disse que não quero trocar e-mails. Leia este post:
    http://destruidordedogmas.wordpress.com/2011/05/01/hearst-tower-o-primeiro-arranha-ceu-verde-de-nova-york/#comment-857

    Já me cansei daqui. Vou parar de frequentar. Tenho só maisumas ou duas coisas a dizer…

  5. Ps: recomendo-lhe ser mais atencioso e dedicado aos estudos. E deixo minha opinião de que você obviamente não entende nada de psicologia.

  6. É Renato, o qeu vi aqui foi bem diferente do que vi com o Thiago… Ele pelo menos fez considerações, argumentações, apontou conteúdos comprovando suas posições… exceto, é claro, quando você demonstra que Yalom gosta de Dawkins… tirando isso, só vejo desqualificação despropositada, não por não ser inverdade, pois isso eu não posso dizer agora, preciso refletir mais, mas por que você comprova pouco o que diz, discute pouco seus apontamentos e só sabe ficar tirando suas conclusões pessoais sobre algo que não prova conhecer, nem ao menos nos dá uma amostra (o que eu acho ser de suma importância).

    Novamente, não estou defendendo o blog, se assim o fosse estaria discursando horas sobre os temas que vocês estão criticando, mas defendo uma discussão bem estruturada, coisa que em todos esse comentários, você fez pouco, na minha opinião (esse “na minha opinião” é tão importante e tão poucas pessoas o utilizam…)

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