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Onde estão os maiores segredos?

Quebrar dogmas, esse é uma das direções que o site toma. Dogma não são somente as grandes “verdades” (na maioria das vezes mentirosas) que são defendidas por pessoas com grande poder político, econômico ou com grandes saberes. Dogma é, de certa forma, qualquer verdade tomada em si mesmo, sem que se busque lhe dar um fundamento.

Por exemplo, posso dizer aqui que todo o universo é constituído pelos quatro elementos: água, fogo, terra e ar. Posso crer nisso e interpreta as coisas que acontecem através dessa idéia. Se estou doente, é porque tive um desequilíbrio entre os elementos. Não há nada de errado em agir assim. Entretanto, se o que penso afeta outras pessoas, então é necessário provar que estou certo.

Vou dar um exemplo de como isso é importante. Vamos pensar nessa questão: quando é que se pode dizer que existe um bebê, um humano? Quando espermatozóide e óvulo se encontram? Quando o feto atinge 6 semanas, 12 semanas? Quando nasce? Essa pergunta é um dos argumentos feitos tanto pelos defensores quanto pelos que criticam o uso e células-tronco embrionárias, que poderiam ser usadas para o tratamento e paralisias e outros danos no sistema nervoso, por exemplo.

Não estou aqui querendo entrar nesse assunto. Só estou querendo dizer o quanto é necessário deixar o dogma, ou seja, a certeza sem prova, e fundamentar o raciocínio das coisas que acredita. Dito isso, vou agora explicar o título que coloquei no texto.

Geralmente, quando pensamos em teorias da conspiração, estamos falando em uma série de fatos muito importantes que estão escondidos da população em geral. Sociedades secretas, descobertas científicas não reveladas. Histórias que a maioria das pessoas não acreditam, mas que aqueles que vêem nelas alguma verdade se aprofundam pesquisando de forma a comprovarem aos outros o quanto estamos sendo enganados.

Bem, não nego a veracidade de algumas dessas histórias, nem que as grandes instituições do mundo (governos, a Igreja, sociedades secretas milenares, etc.) não escondam nada e todos. Mas acho que ficarmos somente buscando essas mentiras ocultas nos fundos de baús e arquivos não é o suficiente para quebrar dogmas.

No dia-a-dia, não paramos para pensar na maior parte das coisas que fazemos, nas decisões que tomamos nem nas idéias que temos. Assim, é como se cada ato pudesse ter dentro de si pequenos dogmas. Claro que é difícil ficar raciocinando cada vez que você for respirar. O que quero dizer aqui é que o maior segredo não está oculto, mas na nossa frente, na forma pela qual olhamos para o mundo. Interpretamos o mundo de acordo com idéias que não temos claras na cabeça, e agimos assim sem saber direito o porquê.

Assim, é importante que todos olhem para si, para os lados e para os outros. Ali temos segredos importantes que podem estar passando despercebidos.