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Esse texto é sobre todos os seres vivos que sentem medo.

Por vivermos em uma sociedade estável muitas vezes não sentimos o medo como ele é de verdade. Estamos acostumados a aquele medo tímido sempre presente, que questiona nosso futuro e nossas decisões, nada entre a vida e a morte, esse medo, inunda o nosso corpo de stress, nos tensiona para o abate como última forma de defesa. Claro, existem também condições psicológicas que simulam tamanho stress.

O medo é uma sensação biológica, evolutiva, tem sua função de avisar o corpo do perigo eminente e assim perpetuar nossos genes, que no final das contas é o objetivo da nossa existência biologicamente falando.

E muitas pessoas tem um grande desejo de sobrevivência dentro de si, claro, existe um elemento social também que pode potencializar o medo.

A falta de medo pode nos colocar em situações frágeis,  e delicadas, o medo nos alerta pelo o que está por vir, e isso é ótimo para nos sairmos bem de qualquer situação.

O medo na natureza serve como defesa, animais fingem de mortos, porcos espinhos se fecham, assim como as tartarugas e se protegem, gatos acionam um reflexo tão grande que pulam de forma desajeitada apenas para sair do mesmo local que estavam e assim continuar a jornada de sobrevivência.

Um dos personagens mais medrosos que apareceu nesses últimos anos é Arthurito, de La Casa de Papel, uma pessoa que abusa de seu poder, e visa apenas proteger o seu lado, essa atitude covarde visa garantir a sua sobrevivência e assim perpetuar seus genes futuramente. Pensa em abandonar a todos para sobreviver sozinho, e são inúmeras as vezes que isso teve sucesso no curso da história Humana.

Vamos dizer que é uma estratégia válida para sobreviver, não que eu concorde, ou que eu incentive, mas ela tem sua chance de dar certo caso todos estejam condenados.

Por isso a coragem é algo incrível, pois quando se tem coragem se tem medo, mas há movimento e impulso apesar do medo estar ali, o medo não o paralisa.

E estamos em constante medo, são tantas as pressões em nossas vidas, para dar certo na carreira, nos romances, nos projetos pessoais, família, autoestima e por aí vai.

Estamos sobrecarregados de medos.

Bene Brown, uma psicóloga que estuda a coragem e vulnerabilidade (tem vídeo no netflix) fala muito bem sobre como é preciso se deixar vulnerável para ter coragem, vocês acaba se expondo, não é atoa que em assaltos eles falam:  – Não banque o herói.

O herói fica sempre em perigo, quem tem coragem se expõe pelo bem dos outros, ele tem outra lógica, não é a mesma que a do covarde que pensa apenas em perpetuar seus genes, ficar vivo, ele pensa no grupo, sua preocupação está no meio social, nas pessoas que quer proteger.

Temos umas palavra até para o herói que morre nesse ato de coragem, o mártir.

Resta saber que tipo de pessoa você é, ou que tipo de pessoa você pretende ser.

Não há vergonha em ser covarde, é uma resposta natural do corpo, ter medo.

Mas, como o título desse post diz, é preciso o momento exato em que vai ser exigido que tipo de pessoa você é de verdade.

Não quer dizer que você não possa mudar.