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Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar os conceitos de céu e inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo:

– Não passas de um bruto… não vou despediçar meu tempo com gente da tua laia!

Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada da bainha, berrou:

– Eu poderia te matar por tua impertinência.

– Isso – respondeu calmamento o monge – é o inferno.

Espantado por reconhecer como verdadeiro oque o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo a revelação.

– E isso – disse o monge – é o céu.

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A súbita consciência do samurai sobre o seu estado de agitação ilustra a crucial diferença entre alguém possuído por um sentimento e tomar consciência de que está sendo arrebatado por ele. A recomendação de Sócrates“conhece-te a ti mesmo” – é a pedra de toque de inteligência emocional: a consciência de nossos sentimentos no moment oexato em que eles ocorrem.

Os sentimentos podem parecer óbvios para todos nós, todos sabemos quais são eles, mas quando somos tomados por eles perdemos o nosso jeito de pensar automaticamente, por mais que pensemos que temos controle da situação, com a poluição de algum sentimento temos nossos atitudes sujeitas para o bem e para o mal. E quando simplesmente entramos em fúria completa e muito as vezes até esquecemos o que aconteceu, essa situação é chamada de “Sequestro emocional”.

Para ilustrar bem essa situação de influência da emoção sutil, posso citar uma experiência feita nos EUA em que antes de fazer uma prova os alunos tinham que anotar de que raça/cor eram, e isso influenciou negativamente todos os negros da sala.

Outro caso também é o que um professor falou para metade da sala que tinha certeza que eles iriam bem na prova, mas essa metade era aleatória, e foi possível observar que essa metade realmente foi boa e o resto que ouviu que seria pior realmente foi.

São pequenas coisas mas que influênciam nosso pensamento e nossas decisões.

Outro caso para finalizar, é o que antes de fazer um teste algumas pessoas viram um filme de terror e outras pessoas viram um filme de ação ou de aventura, que tenha um final feliz, e pode-se observar a influência que algo tão pequeno tem no resultado de um teste.

Para se conhecer é preciso observar, e não só a nós mesmos, mas os outros também, tentar achar soluções melhores e deixar de viver no automático, pois quem vive sem refletir vai repetir os mesmos erros e não vai saber o porquê de estar tudo errado, na maioria das vezes a culpa é nossa, até nos casos que não fazemos nada.