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Aqui reúno alguns casos que provam que olhamos pro problema de forma errada, não solucionamos criando uma nova onda de atitudes, e sim tentamos remediar as atitudes erradas.

Começo esse post com um texto da Super que tem o seguinte título “O Problema não está no crack, está na alma”

De cada 100 pessoas que experimentam crack, algo em torno de 20 tornam-se dependentes. É um número assustador, preocupante, claro, mas é importante notar uma coisa: é a minoria. O crack é mais viciante que a maconha (9%), menos do que o tabaco (32%, a taxa mais alta entre as drogas). Mas a grande questão é a seguinte: o que faz com que algumas pessoas que experimentam as drogas fiquem dependentes e outras não?

Segundo o médico húngaro-canadense Gabor Maté, a resposta é simples: as pessoas que se afundam nas drogas são as mais frágeis. Gabor é um dos especialistas mais respeitados do mundo em dependência e esteve no Brasil esta semana. Sua palestra, no Congresso Internacional sobre Drogas que aconteceu no fim de semana em Brasília, foi imensamente esclarecedora.

“Nós punimos as mesmas crianças que falhamos em proteger”, diz Gabor. (Ver todo o texto)

Outro caso interessante de se analisar é o de uma escola em Boston, nos Estados Unidos, que cercado de crianças indisciplinares e resolveu demitis seguranças das escolas e com o dinheiro reinvestiu contratando professores de arte. E em menos de 3 anoso colégio Orchard Gardens, que  figurava entre os cinco piores do estado Massachusetts, tornou-se uma das unidades onde houve maior salto de qualidade no aprendizado de alunos. O segredo é que não se resolve um problema só de uma maneira, e a arte dá essa multiplicidade mental para as crianças.

E com essa mudança as paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o diretor,  o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito de empreendedorismo.

Não incomum vermos que procuramos de forma errada solucionar nossos problemas, principalmente quando se trata de entender o ser humano. Ainda mais com o aumento da distância entre as pessoas com mídias sociais, estamos a caminho da solidão e de enxergar mais sombras do que a entrada da caverna.

Falamos de drogados, e crianças com uma má educação, ou melhor, uma falta de atenção aos seus problemas, mas há ainda um outro fator importantíssimo na nossa sociedade que é crucial, para onde vai o indivíduo criminoso, ou o que é julgado fora dos padrões estabelecidos pela sociedade.

A taxa de reincidência de prisioneiros libertados nos Estados Unidos é de 60%. Na Inglaterra, é de 50% (a média europeia é de 55%). A taxa de reincidência na Noruega é de 20% apenas, e lá 1% de toda construção de edifício vira incentivo pra arte.

Quando se foca na solução em vez de apenas remediar as coisas começam a tomar outro lado, quando os pressupostos são outros, quando acreditamos na mudança, a única constante do universo.

O que Jacque Fresco fala em uma entrevista é muito certo, o ambiente modela a pessoa, apesar do contrário também acontecer, mas o ambiente tem o fator de mudança enorme.

Comece a pensar de modo mais profundo, é preciso entender a situação das pessoas antes de lançar um exército de dedos indicadores em sua direção.

Para isso, é preciso ter paciência. Quem disse que seria fácil?

Mas com certeza digo que é o correto.