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Foto por Kevin Carter, vencedora do Prêmio Pulitzer de 1994.

Foto por Kevin Carter, vencedora do Prêmio Pulitzer de 1994.

Igualdade.. eis um conceito extremamente importante: a igualdade que importa não é a da uniformidade. Aqui, neste contexto humano, ainda, no século 21, estamos falando de igualdade no direito de estar vivo, alimentar-se, ter o minimo de segurança. Não estou referindo à igualdade de TER, ou de acumulação de bens e riquezas até porque isso é imensamente irrelevante. Estou referindo à igualdade de SER, no sentido da dignidade humana. De amar incondicionalmente a ponto , pelo menos, de não sentir-se confortável em permitir que outros seres morram de fome. Pouco me importa quantos sejam milionários, isso não me faz a menor diferença. O que me importa é que ainda haja gente morrendo de fome, e que a nossa sociedade não tenha desenvolvido compaixão  SEQUER na medida para não permitir que isso aconteça.
Estamos falando da capacidade (ou da falta dela) para amar incondicionalmente. Amar incondicionalmente mesmo aqueles que não tem capacidade suficiente para fazer o que poderia lhes ajudar. Amar incondicionalmente, é portanto apoiar incondicionalmente. Sem amor tornado ação, resta apenas letra morta.
É claro que a fome é responsabilidade da sociedade. Exatamente na mesma medida em que a riqueza é responsabilidade da sociedade. Basta ver a riqueza de algumas sociedades, que foram mais capazes de equilibrar seus vetores. Não existe fome na Suécia, e seria um crime tirar dos suecos e da sociedade sueca o mérito deles por isso…. aliás, o maior mérito deste exemplo de sociedade é saber limitar o conceito de mérito. Existem muitas diferenças de resultados e salários que as pessoas tem na suécia. Mas como sociedade responsável e bem estruturada, ela não permite que ninguém passe fome. Que ninguém morra sem assistência. É absolutamente clara a responsabilidade; a diferença é que no caso da sociedade na Suécia, eles ASSUMIRAM a responsabilidade e lidaram com ela. No caso da maioria das sociedades, elas simplesmente deixaram que cada um “se virasse”. A diferença é essa: uma é uma sociedade-modelo para o mundo. Outras são monstruosidades disfuncionais que permitem toda degradação humana sem assumir responsabilidade coletiva por isso.
“a meritocracia é um dos fundamentos de ordenamento social mais reacionários que existe, com potencial para produzir verdadeiros abismos sociais e humanos” Renato Santos de Souza (UFSM/RS)
Artigo preciso e precioso sobre um tema altamente controverso. É longo, mas absolutamente essencial. Faça um favor a si mesmo e à sua sociedade: não se permita falar em meritocracia sem ter lido isso.
http://jornalggn.com.br/fora-pauta/desvendando-a-espuma-o-enigma-da-classe-media-brasileira#.UzYzMC3qqpw.facebook
A propósito, Vale a pena reler, até para saber se você ENTENDE o que significa a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Talvez você descubra que não acredita que todos mereçam dignidade e humanidade. Se esse for o seu caso, sinto muito, discordamos imensamente.
http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf