Documentário: Fabricando Discórdia

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michael moore

Tentando separar os fatos da ficção e a ficção da lenda, a narrativa segue as pegadas de Michael Moore após o lançamento do seu explosivo Fahrenheit 9/11 (Palma de Ouro em Cannes 2004). Ao mesmo tempo, registra a tensão política que pairava na sociedade americana daquele momento, mostrando como Moore passou de um simples desconhecido a ícone da esquerda mundial. Analisando as táticas de Moore, os diretores do filme acabam se desencantando com o seu estilo de polemizar, o que resulta numa visão crítica daquele que é considerado um dos mais influentes documentaristas da atualidade.

Você sabia que em “Roger e eu”, primeiro longa de Moore, ele omitiu uma entrevista que fez com Roger Smith, presidente da General Motors, que levava abaixo sua argumentação? E que em “Tiros em Columbine” diversas situações ditas verídicas foram armadas? “Fabricando discórdia” mostra e documenta essas e outras falhas de Moore.

Mas o curioso é que, na argumentação, os diretores usam as mesmas táticas dos próprios filmes de Moore. Com inteligência, humor e aquele mesmo tom propagandístico, o longa faz um exame minucioso da figura do documentarista, descrito por amigos como “um sujeito megalomaníaco e paranóico”. É imperdível tanto para fãs quanto para críticos de Moore.

Download do documentário: Com legenda embutida no rapidshare, Pt-Br
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Parte 9

Acho que muito melhor que mostrar os documentários de Michael Moore, seria conhecermos sua pessoa e seu percurso até hoje. Não é que eu não goste dos documentários dele, acho que para sua finalidade é ótimo, até porque ele muitas vezes comprova coisas que já sabemos, mas o modo que faz, o impacto que ele consegue dar em uma edição de video ou num constragimento de alguém de alta patente é o que faz as pessoas verem, além de toda a informação claro. Não digo para julgá-lo ou crucificá-lo, mas ele apenas quer contar uma história para ressaltar o sentimento de incômodo que temos, ou até arranjar uma justificativa para não ficarmos parados.
Na minha opinião, quero que continue fazendo documentários, até porque é uma das poucas formas de se incomodar as corporações.

1 Comment

  1. preciso ainda ver esse documentário… muito bom você divulgar, não só o lado de Moore das críticas, mas que é esse “Moore” que critica… Acho que só assim podemos nos prevenir dos malefícios que impregnam os mass media, pois, afinal, um documentarista tão famoso também faz parte do movimento doutrinante e manipulador da mídia… não que não haja aí um conhecimento importante, eu gosto muito dos documentários dele, mas ele não é perfeito né?

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