Cinco mitos sobre a HIV e Aids

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A Aids, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (do inglês Acquired Immune Deficiency Syndrome, conhecida como SIDA em Portugal), é uma doença do sistema imunológico causada pelo vírus HIV. Mesmo com todas as evidências que provam a relação entre o vírus e a síndrome, ainda existe um grande grupo de pessoas que negam isso. Confira a seguir esse e outros quatro mitos comuns sobre a Aids:

MITO: A AIDS NÃO É CAUSADA PELO VÍRUS HIV
Este é um dos maiores mitos. Em 1983, pesquisadores isolaram o vírus HIV em pessoas que tinham Aids. Em 1985, foi desenvolvido um teste que mostrava que a maior parte das pessoas com Aids apresentavam anticorpos para o HIV no sangue. O teste também mostrava que as pessoas que têm o vírus HIV e parecem saudáveis a princípio acabam desenvolvendo Aids, na maior parte das vezes.

As pessoas que negam a relação entre a doença e o vírus afirmam que o HIV nunca chegou a ser identificado com os postulados de Koch, desenvolvidos no século XIX pelo cientista alemão Robert Koch. Na época, os postulados se aplicavam apenas a bactérias, e vírus não tinham sido descobertos ainda, então é controversa a aplicação dos princípios para a Aids. Mesmo assim, os postulados se aplicam à Aids, se não forem levados tão rigorosamente:

Postulado 1: O agente deve ser encontrado em todas as pessoas que apresentem a doença. Em 1993, uma pesquisa feita em Atlanta, nos Estados Unidos, mostrou que em 230,179 casos de pessoas com doenças parecidas com a Aids, apenas 47 não tinham o vírus HIV.

Postulado 2: O agente deve ser isolado de alguém doente e então cultivado em uma cultura em laboratório. O HIV já foi isolado, seguindo as mais rigorosas regras da virologia moderna, mas mesmo assim um pequeno grupo de cientistas australianos, chamados de Grupo Perth, afirmam que não existem provas que o HIV existe.

Postulado 3: O agente deve causar a doença quando entrar em contato com uma pessoa saudável. Não há pesquisas feitas com isso, pois ninguém deliberadamente tentará se infectar com o vírus, mas em três acidentes separados nos Estados Unidos trabalhadores de laboratórios que entraram em contato com o vírus purificado desenvolveram Aids.

MITO: DROGAS ANTI-RETROVIRAIS SÃO “VENENOS”
A terapia anti-retroviral, usada para o controle da Aids, causa efeitos colaterais em muitas pessoas. Os efeitos vão desde a náusea a sonhos estranhos, e até mesmo danos nos nervos. Para as pessoas que usam as mais novas formas do remédio, os efeitos colaterais são diminuídos. Independente disso, testes experimentais mostram que os benefícios da terapia são muito maiores que os riscos. Por exemplo, um estudo com 1255 pacientes, feito durante dois anos, mostrou que a mortalidade do grupo caiu de 29% por ano para 9% ao ano.

MITO: EXAMES DE HIV SÃO IMPERFEITOS
Os dois testes mais comuns para a descoberta do HIV no sangue são o ELISA e western blot. O primeiro pode causar um falso positivo ao reagir com anticorpos da gripe, se a pessoa tomou vacina contra a gripe antes de fazer o teste, por exemplo. Desde que foi aperfeiçoado nos anos 90, o teste parou de causar esse tipo de problema. Ainda assim, a pessoa só pode ser considerada como portadora do vírus HIV depois de fazer o teste ELISA, que é mais caro, mas também mais eficaz. Menos de um em cada mil testes tem resultados falsos – e é sempre recomendável fazer outro teste, para confirmar o resultado.

MITO: A AIDS É CAUSADA PELA POBREZA OU PELA DESNUTRIÇÃO
Este engano é muitas vezes usado como desculpa à grande concentração da doença na África. Uma pesquisa feita em Uganda, país do nordeste da África, mostrou que, das 20 mil pessoas estudadas, a maior parte das que morreram devido à Aids tinham maior escolaridade e pertenciam à classe média, como empregados do governo. Na África do Sul, a quantidade de mortes por Aids aumentaram 57% entre 1997 e 2002, mesmo com o aumento da renda e a diminuição da pobreza no país.

MITO: PORQUE NÃO HÁ UMA EPIDEMIA NO OCIDENTE?
No início da década de 80, foram feitas previsões que logo o HIV sairia dos grupos de risco, como homens gays e usuários de drogas, para atingir a população em geral. Na África subsaariana, o HIV é muito comum entre heterossexuais, atingindo até 18% dos homens. Mesmo assim, em muitos países africanos e no ocidente, a Aids continua confinada em certos grupos.

Por que isso acontece ainda é um mistério. Uma teoria diz que o tipo do vírus mais comum na África é mais facilmente transmitido pelo sexo vaginal, enquanto o tipo comum nos outros lugares é transmitido pelo sexo anal. Outra explicação afirma que em países africanos é comum que as pessoas tenham dois ou mais parceiros sexuais de longa data, fazendo com que a transmissão do vírus seja mais provável. Em relacionamentos heterossexuais no ocidente, as pessoas infectadas geralmente são monógamas, ficando muitos meses ou até anos com o mesmo parceiro, diminuindo assim a chance de infecção para outras pessoas. [New Scientist]

MITO BÔNUS: A CURA DA AIDS, OU VACINA, JÁ FOI ENCONTRADA

Há pouquíssimos casos comprovados, como este, em que não é possível mais detectar o vírus no sangue de pessoas previamente contaminadas. Geralmente estes casos são atribuídos a falsos positivos nos exames de HIV.

Mas o mito real é de que a indústria para a manutenção da Aids é tão valiosa para as companhias farmacêuticas que, apesar de já haverem descoberto a cura/vacina, ainda não a divulgaram para permanecerem lucrando. Apesar de soar plausível, além de particularmente perversa, esta idéia não faz real sentido econômico.

Qualquer companhia farmacêutica que descobrir uma vacina ou cura real para a Aids não hesitará em colocá-la no mercado o mais rápido possível por causa da chance de lucro pelo monopólio temporário. Todo novo medicamento é patenteado e sua fórmula é de uso exclusivo do fabricante por alguns anos. Neste período não há competição com outras marcas que poderiam oferecer os mesmos resultados. É por esta causa que quando foi a lançada a vacina contra o vírus HPV, que causa um mortal câncer uterino, ela custava mais de R$ 900 no Brasil. Quando começaram a surgir outras opções de vacinas o preço caiu vertiginosamente, mas foi uma mina de ouro exclusiva durante um bom período e continua sendo, mesmo com a concorrência atual. [New Scientist]

fonte:http://hypescience.com/

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