Cientistas descobrem que índios brasileiros tinham ascendência polinésia

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botocudos

Análise de dois botocudos que viveram no Brasil antes do desembarque dos europeus revela que 100% dos genes deles eram de habitantes das ilhas no Oceano Pacífico

Ao contrário de outros animais, os humanos conseguiram ocupar quase todos os espaços terrestres em que a vida é viável. Como os ancestrais executaram isso, entretanto, é um tema que continua desafiando os estudiosos. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores, entre eles brasileiros, achou indícios de uma parte intrigante desse capítulo: índios botocudos, distribuídos na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais, têm traços genéticos idênticos aos dos polinésios, que estão do outro lado do mundo, no Pacífico.

A descoberta traz um novo cenário à história da América pré-colombiana. Indica que Cristóvão Colombo pode não ter sido o grande descobridor do Novo Mundo, mas viajantes polinésios. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram crânios de dois índios botocudos — chamados Bot15 e Bot17 —, guardados no Museu Nacional do Rio de Janeiro desde o século 19. A análise genômica dos indivíduos que viveram em Minas Gerais mostrou que eles não tinham nenhum gene de outros nativos da América.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Current Biology, é a continuação de uma investigação de 2013 conduzida pelo mesmo grupo. “O estudo anterior foi limitado a uma região muito pequena do genoma e, portanto, não podia excluir que os indivíduos tinham tanto a ascendência nativa americana quanto a polinésia. O novo trabalho examina todo o genoma desses indivíduos e, com isso, descobrimos que os dois têm 100% de ascendência polinésia”, conta Mark Stoneking, coautor e pesquisador do Departamento de Antropologia Evolutiva do Instituto Max Planck, na Alemanha.

Do Museu de História Natural da Dinamarca, Eske Willerslev, um dos autores principais, explica que a primeira fase do estudo mostrou que os índios tinham DNA mitocondrial — herdado da linhagem materna — polinésio. O segundo trabalho constatou que o genoma nuclear — aquele que codifica a maior parte do genoma — também tinha origem no pacífico. “Ou seja, o pai e a mãe desses indivíduos eram realmente polinésios, além dos ancestrais”.

Fonte: correiobraziliense

Já foi mostrado aqui no site que o povo da Ilha de Páscoa era originário da Polinésia, até existiam mitos sobre pessoas que vieram de barcos de uma terra sagrada, e para chegar as Américas eram preciso apenas alguns milhares de quilômetros a mais de remada, e pra um povo que já tinha atravessado um oceano inteiro realmente era possível.

Apenas os historiadores ainda divulgam a velha história da humanidade, dos seres humanos que nasceram na áfrica, mas ainda sabemos muito pouco sobre o movimento humano no planeta terra, indios atravessam mar para chegar na américa do sul, outros atravessam o gelo do Alaska para chegar na américa do norte, negros são descobertos na China, realmente é difícil imaginar o tanto que povos caminhavam.

2 Comments

  1. Aqui tem uma matéria muito boa sobre toda história da arqueologia de como foram(e como ainda está sendo) desvendada a origem dos índios americanos. Eles tocam nesse ponto dos polinésios, e não apenas com DNA, mas também com palavras em comum que tribos da américa tinham com tribos da polinésia.
    https://indiancountrytodaymedianetwork.com/2014/06/13/bering-strait-theory-pt-1-how-dogma-trumped-science-155284

    • Obrigado pela dica ricardo, e muito relevante o texto, realmente há muito mais para se descobrir ainda, principalmente no contexto genético de pesquisa, mas tudo ainda está atrasado pelas mentes arcaicas que dominam a área de estudo.

      Provavelmente em uma ou duas décadas ou cenário terá mudado.

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