Category: Verdade Conveniente (page 1 of 2)

Imagens que podem mostrar como somos hipocritas.

8 Pensamentos Sobre Você e o Trabalho

clockspor Paulo Ferreira

Ultimamente não costumo escrever com freqüência sobre o tema do trabalho tradicional, comercial, aquele que se faz tendo em mente uma troca financeira por um dado esforço ou período dedicado. Primeiro, porque fiz muito isso por muitos anos. Segundo, porque vivo no Brasil, onde a realidade do trabalho comumente é tão degradante e onde é tão comum  que seja desproporcionalmente exploratória dos seres humanos que não é muito animador abordar o tema. Talvez principalmente porque, a rigor, todos os agentes governamentais e empresariais do país estão cansados de saber perfeitamente disso, mas fingem que não sabem para manter as coisas exatamente como estão, simplesmente porque esse é o modo que interessa para maximizar o lucro das empresas que financiam as campanhas políticas, os lobbies e a corrupção. Apesar dessa introdução, e a pedido de uma leitora e amiga querida, vamos ao tema.

 

1. Suas ações no mundo

As ações no mundo são como água: procuram pelos caminhos com menos obstáculos. Entender isso, significa entender que o seu tempo e as suas capacidades e talentos são como canais por onde a “água” das atividades do dia a dia escorrem.

Muitos passam o tempo a tentar evitar a água e manter os canais secos. Isso não é possível, no mundo. Para fazer isso, você deveria optar por ficar em casa e isolar-se. Se você não quer isolar-se, desista de manter os canais secos: a água VAI correr por eles. O que você PODE e DEVE fazer, é escolher QUAL água que vai pelos seus canais.

Antes de tudo, escolhendo fazer da sua vida algo que lhe preencha e deixe feliz. Sem isso, o resto é inútil. Tudo que se faz neste mundo tem problemas e exige esforço e dedicação para ser feito; qualquer coisa. Mas se você faz algo que não lhe permite sentir-se realizado, tem todos os problemas pelos motivos errados. E isso é muito frustrante. Tenha os problemas pelos MOTIVOS certos. Aí, você vai achar que vale a pena.

Quando estiver certo de que o que você faz é algo que lhe  permite sentir-se realizado, por favor, não fique sentado esperando que os outros lhe digam o que fazer. Se você escolheu, deve gostar disso. Raramente as pessoas escolhem fazer algo que elas não gostam nem fazem direito. Assim, faça. Abrace o que você faz e saia puxando.

2. Puxar é a única forma de não ser empurrado.

Se você não puxar,  se não for auto-motivado, não estiver interessado e não sair fazendo; alguém logo virá lhe empurrar e dizer o que fazer para ocupar os canais do seu tempo e energia.

Sabe qual é a coisa que todas as organizações, instituições, ONGs, empresas, start-ups de qualquer tipo mais necessitam? De alguém que saiba o que fazer e FAÇA. Mesmo que não seja perfeito. Pode dar errado? Pode. E daí? Pode dar errado de qualquer modo. Mas quase tudo pode ser consertado e corrigido. E se não puder?
E daí? Muito mais pessoas são mandadas embora pelo que DEXARAM DE FAZER.

3. Por que você está fazendo?

Antes de fazer qualquer coisa, é fundamental entender de forma clara e explícita, PORQUE você está fazendo. Se você faz algo sem saber porque está fazendo, como poderia saber se está adequado? Se é bom? Se foi bem feito? Bem feito é algo que SERVE a um propósito e colabora para resolver um problema.

E é fundamental saber PORQUE você faz algo, caso contrário, pode descobrir depois que o que você fez afetou milhares de seres; destruiu a ecologia do planeta; prejudicou, mais do que beneficiou, os outros seres que compartilham este mundo com você.

E se, apesar de SABER que o que você faz é prejudicial aos outros seres, você optar por continuar fazendo… só posso lhe desejar melhores escolhas no futuro; boa sorte e ombros fortes para quando chegar a hora da colheita… porque como já disse um sábio: “o plantio é opcional, mas a colheita, obrigatória.”

 

4. Você sabe o que você faz?

Esse é outro ponto fundamental: Há pessoas cujo trabalho é identificar problemas nas organizações. Estas, normalmente, também estão incumbidas de propor soluções.

Há outras pessoas cujo trabalho é IMPLEMENTAR as soluções. Não há demérito nenhum nisso, e a quem vai implementar também cabe questionar e contribuir, fazer o seu melhor. Se você não QUER e não é feliz implementando as soluções pensadas por outras pessoas, procure outro trabalho, onde você possa ser a pessoa designada para identificar problemas e propor soluções.

MAS quando alguém designado para IMPLEMENTAR soluções passa todo o tempo IDENTIFICANDO problemas… naturalmente, não está fazendo o seu trabalho.

 

5. Você trabalha POR seus resultados, mas PARA o bem de outros.

A razão do que você FAZ precisa estar ligada a ALGUÉM. Mas não a VOCÊ. Na maioria das profissões, você faz algo PARA alguém. Portanto, se você está sentado na sua mesa de trabalho, pensando no que fazer para SI MESMO, obviamente está TUDO errado.

Não é para você mesmo, nem deveria ser. Há alguém que deve ser BENEFICIADO pelo seu trabalho: outro ser humano, ou a pessoa que recebe o produto ou usa o serviço, ou os seus colegas que precisam do seu trabalho feito para fazer o deles. Sim, pois é: quando estamos trabalhando, devemos nos concentrar na solução de problemas. O objetivo não é que você esteja servindo a si mesmo. O objetivo é que esteja servindo a outrem. (Fique tranqüilo: mais adiante no texto vou voltar ao SEU tempo, que é imensamente importante)

Mas quando qualquer um esquece que está, no tempo do trabalho, SERVINDO como MEIO para a solução dos problemas … começa a dar tudo errado, porque ao invés de resolver os problemas, a pessoa prefere fugir deles. Se você quer fugir de problemas, fique em casa, embaixo do cobertor. Pode não te levar muito longe, mas terá sido a sua escolha. Mas se você decidiu trabalhar, entenda: este é o tempo da sua vida dedicado a ser MEIO para SOLUÇÃO dos problemas dos outros.

Entenda o que é pedido a você que faça. Se não entendeu bem, pergunte de novo, e de novo, até entender. Se achar que NÃO pode fazer isso, não faça, vá cuidar da vida em outro lugar. Mas se entendeu; e se o seu papel é fazer: não fuja, não finja, não protele, FAÇA.

6. Porque você sai de casa e vai ao trabalho?

Mesmo que você ame o que faz, você faz porque tem objetivos SEUS, para a sua vida, que quer realizar. Para as pessoas que precisam trabalhar por um pagamento, o trabalho é (também) um meio de obter recursos para realizar OUTRAS coisas que querem na vida.

Veja: todos os seus colegas fazem EXATAMENTE a mesma coisa, exatamente pelo mesmo motivo. Eles não vão ao trabalho pra atrapalhar os seus planos. Eles não vão lá para prejudicar os clientes. Eles não vão lá porque o chefe quer. Eles vão porque querem algo da vida. E se todos puderem apenas fazer a sua parte e não atrapalhar a parte do outro, certamente a vida de todos fica muito mais simples.

 

7. Finalmente, sobre o SEU tempo

O momento de servir a si mesmo é quando você está cuidando da sua vida pessoal. E é FUNDAMENTAL fazer ISSO durante o tempo dedicado à sua vida pessoal. Ela não pode ser negligenciada.

Se nem você quer cuidar de si mesmo, como pode esperar que alguém mais queira? CUIDE muito bem da sua vida pessoal e jamais aceite viver de um modo que não permita cuidar de si e de quem você ama. Ninguém vai lhe dar sua vida de volta, ninguém vai lhe dar de volta os dias que já foram. Sim, pode haver exceções, emergências, momentos onde isso não é possível.

Mas você ainda sabe o que é uma exceção?

8. Exceção é EXCLUSIVAMENTE algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Se algo acontece semanalmente, não é uma exceção. Temos revistas semanais há décadas. Você chamaria o fato da revista semanal sair no próximo domingo de EXCEÇÃO? Se algo acontece mensalmente, também não é uma exceção: você recebe seu salário todo mês. Chamaria o fato dele cair na sua conta de “uma exceção”?

E muito definitivamente: o que acontece várias vezes por mês ou por semana, mas é chamado de exceção apenas porque é “imprevisto” NÃO pode ser qualificado como exceção. A completa falta de planejamento que domina a quase totalidade das organizações brasileiras faz com que, aqui, praticamente TUDO seja imprevisto. Se você trabalha, no Brasil, numa organização que é diferente disso, parabéns: ela é justamente a EXCEÇÃO que confirma a regra.

Para o bem de quem precisa trabalhar; o trabalho jamais acaba – nós é que paramos num dado momento e retomamos no dia seguinte. É assim, e só assim que funciona, em qualquer lugar do mundo, exceto nos sistemas escravagistas; oficialmente banidos da sociedade desde o século 19. Mas que continuam acontecendo, até mesmo disfarçados de “trabalho intelectual” em prédios envidraçados, enquanto houver pessoas dispostas a se submeter a eles. (SIM, esta é a parte mágica: no exato dia em que ninguém mais se submeter a isso, esse capítulo degradante da humanidade estará encerrado. Obviamente que o “esquemão” vai sempre tentar lhe convencer de que não é possível ser de outro modo, porque se você acordar para esta mentira, isso compromete o próprio lucro do “esquemão”)

Novamente: Exceção é algo que acontece tão ESPORADICAMENTE que não pode ter uma freqüência identificada.

Qualquer coisa que acontece toda semana ou todo mês e lhe exige abandonar a sua vida por períodos diferentes da carga horária originalmente combinada não se chama exceção. Chama-se mentira mesmo.

 

Nikola Tesla: Celebrando o Gênio

Certa vez perguntaram a Albert Einstein “Qual é a sensação de ser o homem mais inteligente a estar vivo? A resposta de Einstein foi “eu não sei, você tem de perguntar ao Nikola Tesla”.

Se isso dá uma clara noção de que tipo de pessoa Tesla foi, o fato só torna mais difícil entender como este Gênio, descobridor da corrente alternada, criador da hidrelétrica e do motor elétrico, do controle remoto, dos drones e do wi-fi. Nikola Tesla é um dos nomes mais importantes da história das invenções no mundo, e segue largamente desconhecido apesar de ter sido o criador de tecnologias tão importantes para a vida moderna.

Em 2014, diversos fatores devem colaborar para tornar o nome de Tesla mais conhecido para as novas gerações. Muitos eventos sobre suas invenções serão realizados no mundo todo, inclusive a grande Tesla Conference, na Sérvia, sua terra natal. Também um filme contando sua história tem lançamento programado para este ano.

Branko-as-TESLA-poster

 

Diferente de outros inventores, Tesla não está na maioria dos currículos e livros escolares. E a razão para o “esquecimento” do gênio nascido na Sérvia está naquela que Tesla considerava que seria sua maior contribuição à humanidade: a energia livre. Tesla construiu uma torre nos Estados Unidos, com a qual estabeleceria uma linha de comunicação sem fio (wi-fi)  com a Europa, para a transmissão de mensagens e informação. Isso tudo, antes do inventor italiano Marconi ter realizado a transmissão Europa-EUA.  A torre de Tesla estava em construção; e neste ponto da história, Tesla já havia criado a corrente alternada, o motor elétrico e colocado em funcionamento o primeiro sistema hidrelétrico do mundo, nas cataratas de Niágara, na fronteira entre EUA e Canadá. Ou seja, não havia nenhuma razão para crer que a sua torre não seria perfeitamente bem sucedida.

O problema, na verdade, é que o funcionamento de sua torre seria “excessivamente” bem sucedido, na opinião dos financiadores do projeto: informações e mensagens, pelo projeto de Tesla, seriam transmitidos pelo ar, através de frequências elétricas. E junto com elas, naturalmente, seria transmitida energia elétrica. Livre de custo. Sem que se pudesse colocar um “medidor” para cobrar por ela.

Assim que entenderam que não poderiam cobrar pela energia, os financiadores do projeto imediatamente paralisaram as obras e ordenaram que fosse desmontada a torre. Todos os financiamentos e fundos foram retirados e Nikola Tesla não pôde realizar o seu maior sonho, fornecer energia livre para o desenvolvimento da humanidade.

A revista Galileu publicou em sua edição deste mês uma matéria com o titulo

Gênio redescoberto: Tesla fica pop [aqui: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/03/genio-redescoberto-tesla-fica-pop.html ]

FIEC marca agenda

Entre os eventos programados para este ano, acontece em 19 de março em São Paulo o Forum Internacional de Energia e Consciência, [veja mais aqui: https://www.sympla.com.br/i-forum-internacional-de-energia-e-consciencia-o-despertar-tecnologico-para-a-transicao__17944 ] com a participação do Presidente do Nikola Tesla Institute de Brasília, o sérvio e sobrinho-neto de Nikola Tesla, Boris Petrovic.

BP1

Boris Petrovic, Presidente do Nikola Tesla Institute de Brasília, o sérvio e sobrinho-neto de Nikola Tesla

Nikola Tesla Institute http://www.institutotesla.org/

Mais sobre Nikola Tesla: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikola_Tesla

Reflexões ao final de mais um Ano

A vida é parecida com um jogo de xadrez. Cada movimento conta, cada peça cumpre um papel numa estratégia maior, desenhada para um objetivo. Cada movimento tem um valor muito relativo, visto isoladamente. É no conjunto, e somente ao final da partida, que se percebe que um movimento aparentemente trivial, lá no início ou no meio do jogo, criou as condições para a vitória. Ou pôs tudo a perder, a partir dali. Entretanto, envolvidos demais com cada lance, muitos perdem a visão de conjunto. E tratam o xadrez da vida como se fosse um jogo de dados, onde decide-se resultados em poucos segundos, a cada vez que se joga. No xadrez da vida, é claro que cada movimento conta, e merece atenção e respeito. Como degrau; como passo, em direção a um objetivo maior. Mas de modo algum como resultado em si mesmo. Tantas vezes algo parece trágico, somente para revelar-se cômico seis meses depois. E o que são seis meses? Fechados num olhar estreito, pequeno, tantos apavoram-se com problemas que parecem terríveis, insolúveis naquele instante em que estão sendo vividos. Estes mesmos, meses depois, riem de suas próprias atitudes e preocupações, tão sérias DURANTE, tão absolutamente pueris; depois.

Disputamos algo parecido com a Copa do Mundo, só que todos os jogos são consigo mesmo. O desafio é SEMPRE vencer a si mesmo, e os seus limites, nada mais. Nesse torneio, cada jogo é fundamental, porque são estes que permitem que se avance para a próxima fase. Mas somente o resultado geral pode realmente ser considerado um título. Até o último minuto da última partida, o resultado está aberto e você não sabe se será vencedor sobre si mesmo. A glória de uma goleada, lá no início da competição, pode mudar completamente de significado diante de uma derrota terrível no último jogo. A história não é feita apenas uma vez. Ela é revisitada, de acordo com tudo que acontece no futuro. A condenação recente de políticos famosos no Brasil mostrou que enquanto se está vivo, sempre há tempo para alcançar a glória ou colocar tudo a perder.

E mesmo depois da morte, as coisas seguem sendo reavaliadas pela luz dos acontecimentos no mundo. O herói de ontem pode ser mal avaliado pelos anos futuros. Quantos filmes você viu, interessantíssimos, foram estragados por um final descabido? A rigor, até que termine, você não sabe que filme está vendo. Porque a avaliação real não acontece durante. Só DEPOIS, só importa a avaliação quando acaba.

E quando acaba a partida, o filme, a vida; o que importam os números, o saldo de gols ou o saldo no banco, os carros na garagem ou a cobertura de luxo? Essa avaliação das coisas só interessa ao espólio; aos que ficam. Ao avaliado, àquele que fechou seu ciclo, o que interessa não está mais aqui. O que interessa é o que foi feito, o que foi vivido, o que foi realizado, o amor que se teve e o amor que se deu. O que interessa é o que foi compartilhado.

Na avaliação que se faz no durante, Van Gogh foi um fracasso e jamais vendeu um único quadro. Na avaliação de seu pai; Albert Einstein foi um funcionário público medíocre, o que era bastante coerente com as notas sem brilho que ele obteve na escola. Tudo que Einstein fez de importante aconteceu depois da morte do pai. Por esses dois exemplos extremos, fica claro que as avaliações terrestres são absolutamente precárias, incompletas e de um significado pífio, para dizer o mínimo.

O teste do tempo vai muito além de algumas dezenas de anos que compõem uma vida. As repercussões de qualquer vida vão muito além daquilo que se observa durante o seu desenrolar. As decisões que tomamos podem afetar muito mais amplamente do que imaginamos à primeira vista, nesse nosso tempo precário chamado “durante”.

Aos que tem certeza absoluta de que nada há além da matéria; confesso que não imagino o que possa importar, e provavelmente nem posso contribuir com algo que lhes interesse. Mas para aqueles que acreditam que “Somos seres espirituais vivendo uma experiência na matéria”; para os que crêem em qualquer espécie de transcendência; cabe bem esta reflexão ao final de mais um ciclo de um ano, buscando as questões efetivamente importantes; não as transitórias e passageiras:

Quanto do seu tempo e da sua vida foi efetivamente bem aproveitado este ano? Quanto de seu tempo foi dedicado ao que realmente importa, e quanto foi usado contando moedas e brigando por amendoins? Quanto tempo você dedicou àqueles que contarão, aqui, a sua história, quando você houver partido? Quanto tempo dedicou a conhecer a si mesmo, que, afinal, é o único que poderá contar a sua história, DEPOIS daqui? Você terá uma boa história para contar? Ou apenas uma enorme lista de justificativas?

Se a sua história terminasse agora, quantos testemunhariam o seu valor, a sua verdade e a sua contribuição? E quantos, talvez piedosamente, diriam apenas “nada a declarar”?

Ao fechar este ano, você terá jogado 365 lances neste tabuleiro de xadrez. Nada estará decidido, e sua partida continuará aberta para mais 365 lances em 2014.

A cada dia do ano novo, o sol vai nascer de novo e dizer:
– Sua vez.

Por Paulo Ferreira <[email protected]>

Um líder digno.

pepe mujica

“No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem enquanto viva em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.” Pepe Mujica

 

http://youtu.be/OLef1zl7k4Q

Se você pensa que não existe sequer um líder digno nesse momento do mundo, fique feliz em saber que está enganado. O que falta é apoio maciço, claro, de milhões de pessoas, a quem é digno e vive de acordo com o que diz. Pepe Mujica, presidente do Uruguai, é um LÍDER com maiúsculas, um líder como o MUNDO precisa hoje. Leia o seu discurso. Mas se ficar com preguiça porque é longo, lembre-se: é por essa preguiça, essa inação e essa mesma indiferença que vivemos nesta sociedade que não interessa a ninguém, à exceção de meia dúzia.

Abaixo, a íntegra do discurso:

Continue reading

A Infância Eterna

BabyPointing_JSolisPor Paulo Ferreira
(out. 2013)

“Biologicamente, um adulto é de um ser humano ou outro organismo que é de idade reprodutiva (maturidade sexual). No contexto humano, a idade adulta, adicionalmente, tem significados associados a conceitos sociais e legais, por exemplo, um adulto legal é um conceito legal para uma pessoa que tenha atingido a idade da maioridade e, portanto, é considerada como independente, auto-suficiente, e responsável (contrastando com “menor”). Além disso, a idade adulta adulto humano engloba o desenvolvimento psicológico.

Definições da vida adulta são muitas vezes inconsistentes e contraditórias, uma pessoa pode ser biologicamente um adulto, e têm um comportamento adulto, mas ainda ser tratado como uma criança, se eles estão abaixo da maioridade legal. Por outro lado, pode ser legalmente um adulto, mas não possuem a maturidade e responsabilidade que pode definir o caráter adulto.” (Wikipédia)

Neste mês de outubro, o conceito do potencial e da proteção dos seres que são de fato crianças, seres muito jovens; que representam toda a possibilidade do futuro e estão cheios da inocência própria da idade está bastante presente; temos muitos lembretes desse aspecto sendo feitos por muitos. Gostaria de aproveitar o destaque do tema para focar outro aspecto; que é o da “infância eterna” que aflige muitos que já não tem poucos anos de vida. A imaturidade que persiste mesmo em muitos que já não sendo tão jovens, e nem inocentes (em muitos sentidos) continuam comportando-se como crianças já tendo vivido décadas.

Maturidade é o entendimento e reconhecimento da existência e igual relevância de direitos e liberdades dos seus semelhantes. Uma criança tem uma visão limitada do mundo, no sentido que é uma visão pouco ampla. A criança coloca-se sempre no “centro do mundo” – e para a percepção infantil, as eventos só existem na medida da relação com ela mesma; portanto, todos os eventos percebidos devem ser “motivados”e “dirigidos” a ela e por ela. Por isso, a criança muito nova não reconhece, não entende a necessidade do adulto por dormir, quando ela mesma está acordada. Partindo do pressuposto infantil de que “o mundo existe PORQUE eu existo”, ela não pode conceber que alguém tenha necessidades não relacionadas a ela. Isso está fora do escopo de compreensão de uma criança de 2 anos de idade, o que, nesta fase, é apenas natural.

Agora, pense por um instante em quantas pessoas com décadas de idade você conhece que agem exatamente da mesma maneira. Incapazes de perceber que o mundo não existe “por elas”. Incapazes de conceber que outro individuo tem necessidades que não se relacionam e ela.

Mesmo que esta pessoa tenha 20, 30 ou 80 anos… sua mentalidade é imatura: esta atitude não é adulta. Esta atitude é de uma criança, mesmo que o indivíduo em questão tenha 60 anos de idade. Quando alguém age “sem reconhecer” a existência e as necessidades do outro, esta atitude é idêntica àquela da criança que ainda não sabe que não é o centro do mundo.

Quando alguém ocupa um lugar reservado num ônibus, ignora as outras pessoas e passa-lhes à frente numa fila; “atropela” descuidadamente, ignorando e empurrando as outras pessoas num lugar cheio; quando alguém ouve musica num carro ou num celular num volume alto o suficiente para afetar as atividades dos semelhantes à sua volta… todas essas atitudes denotam uma completa falta de maturidade e entendimento do mundo adulto, que demanda o reconhecimento da existência do “outro” a sua igualdade de direitos e liberdades.

Todos estes exemplos acima são bastante simples, externos e visíveis. Mas nem tudo no mundo da maturidade é tão visível e claro.

Quando alguém tenta impor a outro ser que aja de um modo específico, apenas por um desejo pessoal de que isso seja feito; qual seria a diferença real entre isto e a atitude da criança de 2 anos que não entende como a mãe possa querer dormir, se ela mesma já está acordada? Nenhuma diferença. Tentar impor a sua vontade ao outro é exatamente AGIR como uma criança de 2 anos. É um comportamento aceitável para a criança de 2 anos. E é absolutamente vergonhoso e inaceitável num ser que julgue-se adulto.

Quando alguém tenta impor que algo aconteça imediatamente, apenas para satisfazer a sua própria ansiedade; qual a diferença entre isso e a atitude de uma criança de 2 anos que chora porque a mãe foi ao banheiro?

Quando alguém se permite ofender ou ser ríspido com o outro, apenas porque algo que foi feito não lhe agrada, qual a diferença entre isso e a criança que grita com o amiguinho que não lhe dá o brinquedo?

Desde cedo, a maioria dos pais busca ensinar, de algum modo, que não se deve “impor” a sua vontade ao outro; e essa atitude tem muitos nomes: é chamada birra, mimo, descontrole. O termo em inglês para isso é bastante interessante: spoiled. A mesma palavra usada para dizer que algo está estragado. Um ser humano que age assim, está, de fato, estragado.

Mas o que dizer de alguém que exige que outro ser cumpra um prazo insensato para a entrega de um trabalho, apenas porque a falta de planejamento ou a sua vontade pessoal assim deseja? É absolutamente a mesma coisa. O que dizer de alguém que altera ou frauda uma licitação, roubando o dinheiro dos contribuintes, apenas para guardar para si mesmo ou seus amigos? E absolutamente a mesma coisa. É somente a incapacidade de entender que o mundo não gira ao seu redor. Que há outros seres no mundo, e que estes tem o mesmo direito e merecem a mesma liberdade. O que dizer de um ser que destrói uma floresta para ali fazer um empreendimento particular que dará lucros e benefícios a uns poucos?

Na mesma medida em que devemos proteger e cuidar da verdadeira infância, daqueles que são de fato pequenos e inocentes, devemos exigir de nós mesmos uma atitude adulta e madura em TODOS os aspectos da nossa vida, uma vez que deixemos os primeiros anos de vida.

O estado atual da maioria dos governos, que age apenas por interesses próprios, econômicos e de curto prazo, jamais pensando no bem comum; assim como o estado atual do ambiente no planeta, são um exemplos claros de que temos sido crianças soltas numa loja de doces: bagunçando tudo, experimentando tudo, absolutamente indiferentes ao que pode acontecer, absolutamente ignorantes do fato que estamos destruindo, inclusive, a nós mesmos, através da destruição da nossa casa.

Mais dia, menos dia (como sabe qualquer adulto) a vida manda a conta por todas as nossas atitudes.

PhoneBloc, o Primeiro Celular Feito pra Durar

No mundo são produzidos cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano.

Phoneblocs – Mudando o mundo um Phonebloc de cada vez

Será que o vídeo Phonebloks fala com você? Você consegue se ver usando um telefone modular que você mesmo pode montar? O que você entende com dessa idéia? Phoneblocs é dedicado a espalhar a idéia sobre o projeto inspirador de Dave Hakkens.  O projeto está pedindo a colaboração de todos nós para acabarmos de uma vez com o lixo eletrônico derivado dos celulares.

Blocos de telefone são componentes individuais, montados em conjunto para criar algo maior. Da mesma forma, o movimento Phonebloks está trabalhando para afetar a mudança enorme em um nível global, mas só vamos atingir o nosso objetivo maior se número suficiente de pessoas se juntar a nós.

phone-blocs-components-e1378878462791

Pense em todos os telefones celulares você ter jogado fora em sua vida, e a quantidade de resíduos que tem causado. E se você pudesse simplesmente substituir um componente individual de sua Phoneblok (a blok) se falhar ou se tornar obsoleto? Acreditamos que outros compartilham a mesma visão, e que eles se juntem a nós em tornar o mundo um lugar melhor.

Se você gostaria de dar uma olhada mais de perto o funcionamento interno do, você pode encontrá-los na seção de imagens Phonebloc. Se você está mais interessado em nossa missão a longo prazo, você pode encontrar leia sobre isso aqui.

Por favor, espalhe a palavra, como nossa página, tweet isso, e continuar a fazer do mundo um lugar melhor!

- Phoneblocs Equipe

Site Oficial: http://www.phoneblocs.com/

Dica do Leitor Vinny Mellis

A Agressão é o discurso dos Incapazes.

Fronteiras do Século XX, Idade das Trevas.

Por Paulo Ferreira

 

bnw-carlisle-umunna-nigeria-biafra-war-child-casualty-3

“Há poucas coisas mais bizarras do que ver as pessoas defenderem que outro país seja bombardeado, mesmo reconhecendo que não haverá outro resultado positivo exceto salvaguardar a “credibilidade” dos que fazem o bombardeio. É difícil imaginar um sinal mais claro de um império fraco e decadente do que sua “credibilidade” depender de bombardear periodicamente outros países.” ~Glenn Greenwald (traduzido do artigo Obama, Congress and Syria, publicado no The Guardian de 1o de Setembro de 2013)

A Idade das Trevas é uma periodização histórica utilizada para a Idade Média, que enfatiza a deterioração cultural e econômica que ocorreu na Europa Ocidental após a queda do Império Romano. O rótulo tradicional emprega imagens de luz versus escuridão por contraste da “escuridão” do período com períodos anteriores e posteriores de “luz”.  O termo “Idade das Trevas” em si deriva do latim saeculum obscurum. (traduzido da Wikipédia, sob o titulo Dark Ages)

  Continue reading

O Verdadeiro tamanho da África

Embora destacado em ‘The West Wing’, a desonestidade deste mapa não é nada fictícia. O vídeo abaixo vai lhe dar um olhar preciso para o tamanho da África.

As pessoas muitas vezes não estão conscientes de quão grande continente africano realmente é. A imagem abaixo é um olhar preciso para a África em relação a alguns dos principais países:

O mapa mostra como a África (30,3 milhões de km ²) é maior do que a combinação da China (9,6 milhões de km ²), os EUA (9,4 milhões de km ²), Europa Ocidental (4,9 milhões de km ²), Índia (3 , a 2 milhões de km ²) e Argentina (2,8 milhões de km ²), três países da Escandinávia e as Ilhas Britânicas (mapa não dá nenhuma superfície para essas duas últimas áreas). mapa Fonte:

O Peters Projection World Map é uma das imagens mais estimulantes, e controverso, do mundo. Quando este mapa foi introduzido pela primeira vez pelo historiador e cartógrafo Dr. Arno Peters numa conferência de imprensa na Alemanha, em 1974, gerou uma tempestade de debate. O primeiro-Inglês versão do mapa foi publicado em 1983, e continua a ter fãs apaixonados, bem como detratores ferrenhos.

A terra é redonda. O desafio de qualquer mapa do mundo é a de representar a Terra em uma superfície plana. Há, literalmente, milhares de projeções de mapa. Cada um tem alguns pontos fortes e fracos correspondentes. Escolher entre eles é um exercício de clarificação de valores: você tem que decidir o que é importante para você. Que geralmente é determinado pela forma como você pretende usar o mapa. A projeção Peters é um mapa com a área precisa.

Uma simples mudança no olhar de um mapa pode provocar uma reconsideração de suas idéias fixas sobre um lugar.

Transcendências

 

No inicio, o homem criou o computador à sua imagem e semelhança.

Todo o processo partindo de um mesmo princípio:

Impulso elétrico = 1

Sem impulso elétrico = 0

Impulso elétrico computacional = sinapse mental

Com esta simples afirmação, estão abertas as portas para uma nova percepção.

Por meio da nossa criatura, o computador, podemos começar a entender  nossa origem e nossa criação.

 

 

Introdução

Meu objetivo não é discutir em profundidade as crenças das pessoas. Nenhuma delas em especial, nem todas elas em geral.

Meu objetivo é propor algo diferente. É construir uma ponte de entendimento para as pessoas de diversas crenças, inclusive aquelas com nenhuma crença.

Uma ponte que cria aceitação, entendimento e que abre possibilidades.

Uma ponte feita de ISTO E AQUILO, para que passemos acima e além dos muros feitos de ISTO OU AQUILO.

 

Onde não há matéria, não precisa haver escolha.

 

Onde não há matéria, não existem as limitações das leis da física.

Não há a limitação nem necessidade da escolha. Não existe OU. Tudo é, ou pode ser, ao mesmo tempo, no mesmo espaço.

Mas vamos tratar isso de modo bem simples e objetivo:

Onde há matéria física, a escolha é indispensável: você está numa sala escura, com a luz apagada, por exemplo. Pode acender a luz, e a sala ficará clara. Imediatamente, todos na mesma sala, anteriormente escura, passarão a estar numa sala clara. A sala está clara ou escura, para todos ao mesmo tempo, no mundo físico.

Num mundo não-físico, não há necessidade de escolher: numa sala de bate papo virtual, por exemplo, qual é a realidade objetiva? Que aspecto tem a sala? A luz está acesa?

Isso depende apenas da sua vontade e da sua interpretação. Numa mesma sala virtual, dez pessoas podem conceber dez versões diferentes da mesma sala. Podem representar essa visão em suas telas. Todas essas visões do mesmo espaço são individualmente válidas e verdadeiras ao mesmo tempo. Ainda assim, todas as dez pessoas estão na mesma sala, trocando idéias ao mesmo tempo. Qual é a sala real? A sala real é composta apenas de energia elétrica mantendo impulsos digitais. A sala real é apenas um constructo digital. Mas ela não é menos real por ser virtual. As pessoas naquela sala podem fechar negócios. Podem propor casamento. Podem trocar de emprego. Podem mudar suas vidas.

O que elas fazem e vivem ali é absolutamente real, embora estejam dentro de um ambiente diferente do mundo físico material.

Agora imagine que duas daquelas dez pessoas na sala querem se conectar de modo diferente. Querem compartilhar algo apenas entre elas. Então elas escolhem ver a sala do mesmo modo. Com a mesma luz. Escolhem falar, ao invés de teclar. E elas podem permanecer na mesma sala – mas estarão invisíveis aos demais oito ocupantes da sala – apenas porque escolheram isso.

Isso significa o fim do OU. Isso é o início do E.

Isto E aquilo. Claro E escuro. Cheio E vazio.

Isso é uma realidade que nós construímos. Nós, os seres que segundo nossas próprias estimativas, usamos de dez a vinte por cento de nossa capacidade mental, no máximo.

Agora permita-me passar do virtual ao transcendente:

Porque a vida transcendente, aquela que acontece fora da matéria física, deveria ser de um modo OU de outro?

Sim: este é o ponto. Não precisa, e não é.

A vida fora da matéria É de muitos modos, ao mesmo tempo. Todos verdadeiros e válidos.

E qual é a vida fora da matéria que é REAL? Assim como a sala virtual REAL é apenas energia elétrica mantendo impulsos digitais; a vida fora da matéria é feita apenas de energia mantendo processos.

A nossa sala, no alem – tem exatamente as mesmas características que usei para descrever a nossa sala virtual. Ela é, ao mesmo tempo, clara E escura. Tem inúmeros ocupantes, mas nem todos se vem. E nem por isso é menos real.

Ela é, isto sim, imaterial, não-física. E por isso está alem do OU, alem da escolha e dos limites. Mas é absolutamente real, tanto quanto nossa sala virtual.

Agora, vamos nos provocar mais um pouco: algumas pessoas nunca estiveram numa sala virtual. Não sabem o que é. Não conseguem imaginá-la. Não podem conceber um lugar ao mesmo tempo claro para uns e escuro para outros.

Em suma, elas não acreditam na existência da sala virtual.

E agora? Você já esteve numa sala virtual. Você sabe que ela existe. Você inclusive fechou um trabalho ali, pelo qual foi pago. Mas de nada adianta apresentar o recibo do trabalho. Ele não prova a existência da sala virtual. Aliás, se amanhã o provedor mudar ou fechar aquela sala, como você provaria que esteve na sala que você descreveu?

Outras pessoas estiveram lá. Mas para elas, a sala era outra, diferente. E de fato, isso é verdade.

Bem, você pode falar com a pessoa que contratou seu serviço, e ela testemunharia que vocês estiveram na sala virtual. Mas qualquer um poderia continuar não acreditando. Pensando que você e seu parceiro se falaram, na verdade, por telefone ou fax. Por fim, por que você se ocuparia com isso? Você sabe que a sala existe. Você esteve lá. Mas não existe uma prova material incontestável disso. Esse jogo poderia continuar pela eternidade, mas você não se interessaria por ele.

Porque, acima de qualquer discussão, você ESTEVE lá.

 

Esferas e freqüências

Há muito tempo  sabemos que na verdade não existe apenas um mundo. Há muitos mundos no nosso mundo, mesmo no material. O mundo de alguém de alto poder aquisitivo que vive em Manhattan não tem a menor semelhança com o mundo habitado por um índio isolado na Amazônia. Parecem dois planetas distintos. Mas são ambos reais, partes do mesmo mundo material.

Você sabe, eu escrevi este texto em São Paulo, num computador criado na Califórnia e construído com peças vindas do oriente. E você talvez o esteja lendo em outro lugar muito distante. E pode ter pago por ele com seu cartão de crédito, através de um site de compras na internet. O dinheiro eventualmente foi transferido para a minha editora, que depositou uma parte na minha conta. Talvez a sua copia seja digital, jamais torne-se papel. E eu usei o dinheiro que recebi pela sua compra do meu livro para adquirir um casaco, que comprei com o meu cartão.

Tudo muito corriqueiro, hoje em dia. Mas completamente imaterial. Todas as transação aconteceram, no caso do livro digital, sem que houvesse um único produto material a ser vendido ou comprado. E no caso dos pagamentos com cartões e transferências, nenhum dinheiro material. Apenas Dígitos sendo transferidos de um lado para outro, até que finalmente eles se materializaram no meu casaco.

Agora me diga: como é que eu explico isso para um índio isolado da Amazônia? Ele sequer sabe muito bem porque nós consideramos que algumas Cédulas de papel pintado podem valer mais que um peixe de verdade que pode virar comida em sua panela.

Este é um exemplo das muitas esferas que existem no nosso mundo material. Para o índio, tudo que eu e você fizemos nessa transação não tem o menor sentido, ele não pode entender. Está alem daquilo que ele pode considerar verdade. Por isso, ele não acredita.

Esse jogo, também, poderia continuar pela eternidade, mas não temos interesse por ele. Porque, acima de qualquer discussão, nós sabemos o que fizemos, pelo que, e como pagamos.

 

Negação

Enfim, para terminar:

Nós criamos este mundo virtual composto de fios, cabos, impulsos elétricos e endereços de internet.

Nós criamos um mundo real e verdadeiro que não existe de fato na matéria.

Nós criamos uma realidade imaterial, na qual muitas vezes não precisamos optar entre uma coisa OU outra. No qual é Possível que uma sala seja CLARA E Escura, ao mesmo tempo.

Nós fomos capazes de fazer isso.

Negar a possibilidade de um mundo real, porém imaterial, no qual as coisas podem ser ISTO E AQUILO ao mesmo tempo, é negar aquilo que nós mesmos criamos, e sabemos que pode ser feito.

Já não podemos negar essa possibilidade, se quisermos ter um mínimo de coerência e de pensamento inteligente.

Muita gente pode continuar não acreditando na existência e negando a possibilidade.

Esse é um jogo que também pode continuar para sempre. Mas porque teríamos interesse nele?

Acima de qualquer discussão, nós sabemos, não somente, que é possível.

Nós sabemos que é real. Nós fizemos.

Paulo Ferreira, 2012. (autorizada a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte)

Massa Crítica e Mudanças Sociais: O Centésimo Macaco

Macaco Japonês da ilha de Koshima

Cerca de meio século atrás, um jovem macaco Japonês da ilha de Koshima desenvolveu o hábito de lavar suas batatas-doces. O hábito se desenvoveu por todo o restante da população de macacos. Nenhum deles está vivo atualmente, mas seus descendentes ainda lavam as batatas-doces.


Este post foi anteriormente publicado no meu blog particular, mas a audiência é   muito menor que a do Destruidor de Dogmas, e dada a natureza da mensagem  neste texto, considero muito importante que ele seja divulgado o máximo possível. 

Atualmente, em termos da primavera árabe, o poder de mudança criado pela massa crítica dos cidadãos comuns do mundo já é bem mais fácil de ser percebido. Ainda assim, vale destacar o embasamento científico do fato:

“O Centésimo Macaco” é um livro onde o autor Ken Keyes Jr. pede que se divulgue a mensagem ao maior número possível de pessoas. Transcreverei aqui trechos do livro:

(…)
“Há uma história que eu gostaria de lhe contar. Sua mensagem pode conter a única esperança de um futuro para a nossa espécie!É a história do centésimo macaco:
O macaco japonês da vem sendo observado há mais de trinta anos em estado natural. Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos. Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia. Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe. Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães. Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos.
Entre 1952 e 1958, todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas. Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam esse avanço social. Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia.
Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente. No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.
Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima
já tivessem aprendido a lavar as batatas- doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã, um centésimo macaco também tivesse feito uso dessa prática.

 

ENTÃO ACONTECEU !
Older posts